Archive for Fevereiro, 2018

Em mais uma versão: Cadê o meu dinheiro que estava aqui?

24 de Fevereiro de 2018 • 6:48 pm

A deplorável situação do prédio construído e abandonado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), à beira mar do bairro do Trapiche, em Maceió, tornou-se ainda mais degradante nos últimos dias.

Como uma ação anunciada – nos mesmos moldes da ação que depenou o edifício Palmares, no Centro da Cidade, há cerca de dois anos – vândalos fizeram um serviço de depredação também no prédio do TCU e acabaram de vez com qualquer possibilidade de utilização da antiga estrutura. Vidros, esquadrias, vigas de ferro, cabos, louça sanitária – tudo o que ainda dava ao prédio uma aparência de edificação – foram arrancados, levados ou destruídos, exatamente como costuma acontecer em ‘terra’ sem dono.

Há um ano, precisamente no dia 9 de fevereiro de 2017, mostramos, em matéria no blog, a situação de abandono do edifício, que este ano completa 20 anos de construído. De lá para cá, a situação só piorou, sem que nenhuma providência fosse tomada.

O quadro representa um alto potencial de risco de acidente grave, com pedaços de ferro, lâminas de aço e outras estruturas que resistiram à depredação, pendurados na mira de pedestres que passam pela calçada, e até dos veículos que transitam por aquele trecho da Avenida Assis Chateaubriand.

Isso sem contar a questão de segurança, que assusta os moradores da região, devido às pessoas que frequentam ou se escondem no local. Ninguém sabe quem são, nem o que querem e nem o que são capazes de fazer.

Em dezembro passado, uma boa notícia foi anunciada pelo secretário de Patrimônio da União em Alagoas, Vitor Braga, em entrevista à TV Gazeta. O prédio, que à época de sua construção custou R$ 1,3 milhão aos cofres públicos, seria cedido à Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codesvasf), que já teria assegurados os recursos para a sua recuperação (eu diria reconstrução) do prédio e ali iria instalar sua sede em Alagoas.

Bom… A informação era de que a cessão seria na semana seguinte – ou seja, ainda em dezembro.

Lá se vão dois meses e nada acontece.

O que prevalece, por enquanto, é a visão de ruína e o sentimento de dinheiro jogado fora – dinheiro do povo – corroído pelo abandono e pelo desrespeito de quem deveria cuidar do patrimônio público.


24 de Fevereiro de 2018

Sétima rodada do Alagoano começa nesse sábado com Coruripe e Santa Rita

Neste Domingo tem briga direta pela liderança, com o CEO recebendo o CSA às 17h

24 de Fevereiro de 2018

Monitoramento piloto para as secas tem início no Nordeste

Objetivo é estabelecer diferentes graus de severidades da estiagem, permitindo acompanhar a evolução temporal e espacial

24 de Fevereiro de 2018

Dólar cai e Bolsa de Valores bate recorde após rebaixamento do Brasil

Dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 3,242, Alta semanal foi de 0,63%

24 de Fevereiro de 2018

Mega-Sena acumulada pode pagar R$ 6,2 milhões neste sábado

Aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50, e os jogos podem ser feitos até as 19h

24 de Fevereiro de 2018

Libertadores-2019 terá final com jogo único em campo neutro

Cada finalista receberá US$2 milhões a mais do que os finalistas de 2018. Na edição atual, o campeão fatura US$ 6 milhões

24 de Fevereiro de 2018

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Placas de veículos oficiais e particulares e lixeiras da cidade também foram arrancadas

24 de Fevereiro de 2018

IBGE: Recuperação do emprego favorece homens brancos

Taxa de desemprego demora mais para ceder entre mulheres e pessoas negras ou pardas

Carta de Tavares contra Gaspar revela o mundo político do MPE

24 de Fevereiro de 2018 • 8:39 am

É cada vez mais falacioso o discurso de personalidades da vida pública e autoridades contra os políticos, quando elas mesmas passam a brigar para serem do meio. Ou melhor, para terem um mandato.

Essa situação, no Brasil de hoje, expôs as instituições, revelando a partidarização que as envolve e, muitas vezes, de forma exacerbada. Ou seja, todos respiram política e passam, de alguma forma, por indicações dos chefes políticos.

Não precisa ir ao plano federal para perceber a questão. Um exemplo real está no Ministério Público Estadual. O atual comandante da instituição, o Procurador Geral Alfredo Gaspar de Mendonça, midiático por excelência, não faz mais nada sem a conotação política.

Atuou como Secretário de Segurança Pública com a postura de um xerife implacável e logo tomou gosto pela política. Assim, é pré candidato às eleições deste ano. Ao Senado, à Câmara Federal, não se sabe. Nada disse até agora para desmentir a suposta candidatura.

O antecessor de Gaspar, Eduardo Tavares, foi Secretário de Segurança no governo passado, candidato a governador, hoje é prefeito da sertaneja Traipu, exercendo politicamente e partidariamente a sua militância.

O pior. Uma briga de egos expôs ambos e os nivelou na seara política como os comuns do meio. Uma carta de Tavares acusando Gaspar de envolvimento em fraude em uma pesquisa na internet gerou um frenesi na instituição a que pertencem e chamou a atenção de parte da sociedade.

A pesquisa foi  realizada por uma entidade de classe dos Policiais Federais, também partidarizada, por que não esconde a preferência de seus dirigentes pelo pré-candidato a Presidente, Jair Bolsonaro. Vale lembrar, contudo, que em outras gestões, a entidade tinha preferência por Luiz Inácio Lula. Todos políticos e olho no poder.

Mas, as revelações da carta de Tavares resultaram em um efeito moral lastimável. Não foi para menos. Os termos são duros e sugere a existência de uma trama entre policiais federais e o atual Procurador com o objetivo de alavancar a candidatura de Gaspar.

O texto do missivista fala de “falsos profetas”, “falsos salvadores da pátria” e “pretensos paladinos da justiça”. Tudo isso com um alvo em mira e direito a repúdio das atitudes.

Tavares decidiu ir às ultimas consequências no âmbito judicial para o julgamento dos fatos, pois se considera prejudicado pela tal pesquisa, considerando que seu nome foi colocado nela e, segundo atesta, foi vitima da manipulação dos dados.

Se tudo isso é fato, do ponto de vista da legalidade se apresenta absolutamente controverso, principalmente por envolver duas personalidade tidas como guardiães do direito. Se apurados os fatos, conforme as acusações ter-se-á aí uma questão a atingir o campo da moralidade.

Mas independentemente, está evidenciada a questão de que o Ministério Público é uma instituição que respira a política de interesses igual as outras e com os mesmos defeitos e vícios de egos e superegos que povoam internamente e midiaticamente o parquet.

Enfim, todos respiram política. E não é demais repetir: Nesse meio não há anjos, nem santos.

 


23 de Fevereiro de 2018

Programa do IRPF será liberado na segunda-feira

Estão obrigados a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis em 2017, em valores superiores a R$ 28.559,70