25 de agosto de 2015 • 10:57 am

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A briga no palácio entre autoridades pelas promoções dos militares

Secretários e vice-governador tentaram interferir na lista mas Gaspar não cedeu um milimetro.

Por: Marcelo Firmino
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O ato de promoção dos policiais militares pelo governo do Estado gerou contratempos e muito jogo contra de atores do próprio governo, que gostariam de ver inseridos na lista alguns oficiais que há anos vivem de gabinete em gabinete, graças as benevolências políticas.

Rolou estresse entre autoridades palacianas, segundo os bastidores da operação que garantiu a lista dos agraciados com a promoção.  O problema se deu por que o governador Renan Calheiros Filho (PMDB) deu carta branca ao Secretário de Defesa Social, Alfredo Gaspar, e ao comandante geral da PM, Lima Júnior, para definirem a lista dos militares a serem promovidos.

Alguns secretários e o próprio vice-governador Luciano Barbosa tentaram interferir na relação, defendendo alguns nomes, mas foram desconsiderados mediante a chamada “carta branca” do comandante e do secretário Gaspar.

Um oficial com 20 anos de gabinete, em especial, era defendido por muita gente do entorno do Palácio. Ficou de fora e isso gerou disse-me-disse entre os atores dessa história. O comandante e o secretário consideraram que se isso acontecesse seria um duro golpe na politica de segurança estabelecida para este governo.

Louve-se, então, a determinação do próprio governador de romper com uma lógica tradicional no Estado de realizar nomeações nessa seara ao sabor das paixões políticas.

Muito embora no palácio ainda rondem alguns militares que há 20 anos não sabem exatamente onde fica localizado o quartel geral da PM, quanto mais um batalhão militar.

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