14 de novembro de 2016 • 9:56 am

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A casa vai cair. Já se escuta o trincar das paredes!!!

Operação Lava-jato cola nos calcanhares do PMDB e aponta ligações perigosas – e caras – entre senadores do partido e um certo lobista

Por: Fátima Almeida
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A operação Lava-jato segue em frente e cola, agora, nos calcanhares do PMDB no Senado. Uma investigação sobre operações suspeitas de certo lobista agita a alta cúpula do partido em Brasília. A ‘corte’ está em polvorosa e a batata está mais do que assada.

Segundo a Revista Veja, há uma gama de documentos da Procuradoria Geral da república que revelam uma diversidade de elementos de provas de que Milton de Oliveira Lyra Filho seria intermediário de propinas e lavagem de dinheiro para senadores do partido. E na lista dos suspeitos de beneficiamento são citados Eunício Olivera, Renan Calheiros, Romero Jucá, Valdir Raupp e Edison Lobão.

Os focos do esquema – alvos do lobista – seriam a construção da Hidrelétrica de Belo Monte e o Postalis – instituto de seguridade social dos empregados dos Correios, criado em 1981.

De acordo com a reportagem que está nas bancas,  os investigadores apontam Milton de Oliveira – lobista de grande influência no Senado – como o responsável pela ligação propina/PMDB e o operador do presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (AL).

Dono de empresa recebedora de recursos suspeitos, ele teria transferido propinas da construção da Belo Monte, através da AP Energy – uma empresa de fachada que abriga um pool de outras empresas . E teria recebido algo em  torno de R$ 19 milhões de recursos do Postalis.

O lobista também teria tentado criar uma bolsa de valores, cujo sócio principal era ninguém menos que o fundo de pensão dos Correios. A função do lobista era fazer consultoria e marcar encontros com Renan e outros senadores.

O Senador Renan, segundo a Revista, confirmou que realmente conhece o Sr. Milton Oliveira Lyra Filho, mas afirma que nunca recebeu vantagens de quem quer que seja. Os outros suspeitos trilham o mesmo caminho de negar até o fim.

Mas as paredes trincadas ameaçam cair. E o ‘condomínio’ do PMDB no Congresso está em risco.

Nos bastidores do partido já se ouvem os ecos do ‘Salve-se quem puder’!

Confira a reportagem de Veja:

Lava-Jato rastreia dinheiro para senadores do PMDB

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