13 de dezembro de 2016 • 12:32 pm

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A chaga social na cara da autoridade; Ora direis, onde estão as panelas?

Da porta do Tribunal de Justiça às calçadas da orla o drama se avoluma

Por: Marcelo Firmino
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Advogado, Procurador Geral da Assembleia Legislativa, Diógenes Tenório Júnior, com o olhar humanista que lhe caracteriza, registrou e lamentou a cena maceioense em sua página no Facebook.

Registro nas redes sociais.

Na foto, um adolescente sem teto, sem auxílio moradia e desamparado, faz da calçada em frente ao Tribunal de Justiça a sua cama. Dorme ao relento enquanto as autoridades – as mais diversas – passam ao largo, soberbas, alheias, como se nada lhes tocasse.

A chaga social, simbolizada, quase à porta do Tribunal de Justiça, sem despertar nenhum tipo de reação de suas excelências da magistratura, já está se tornando um hábito nas ruas de Maceió e nos caminhos percorridos diariamente pelas autoridades do Judiciário, do Legislativo e do Executivo.

Todos vêem, todos olham, mas não enxergam nada. Ou, não interessa enxergar.

Quem anda diariamente pelas calçadas na orla de Ponta Verde, principalmente, ao amanhecer, encontra famílias inteiras dormindo da mesma maneira que o adolescente em frente do Tribunal de Justiça.

No percurso da orla caminham “reis, rainhas, princesas e bobos da corte”, igualmente alheios ao problema social que cresce dia após dia.

Nas calçadas da orla, o drama se avoluma.

Por mais que não queiram, os poderes têm responsabilidade com isso sim. Por mais que não queira, a sociedade tem responsabilidade nessa história sim. Mas, é muito mais cômodo e simples transferir a responsabilidade para quem quer que seja.

Ora direis, por quem batem as panelas desta terra?

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