30 de Maio de 2017 • 4:31 pm

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A conveniência da ‘sala de justiça’ com os 7 mortos soterrados

Não há por que se incomodar. Era gente da periferia, sem eira nem beira.

Por: Marcelo Firmino
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Na  tragédia anunciada em Maceió já são 7 os mortos soterrados nos deslizamentos das  barreiras, com o reaparecimento dos corpos de mãe e filha na Grota de Santo Amaro.

A grota de Santo Amaro

A falta de planejamento e de prevenção determinada têm tudo a ver com os tristes acontecimentos nas grotas da cidade. Vidas se foram e as autoridades continuam silentes, como se nada tivesse acontecido.

Igualmente as instituições fiscalizadoras. Jamais vão querer saber quem eram é Lilian Sherliane, 22 anos, e sua filha de sete meses, cujos corpos foram resgatados nesta terça-feira, 30, pelo Corpo de Bombeiros.

Não há por que se incomodar. Elas eram da periferia. Para as autoridades, é como se fossem um José ou uma Maria qualquer, sem eira nem beira, e muito menos com sobrenome de peso, que pudesse impressionar ou mobilizar a sociedade.

Se diferente fosse estaria estampado em todas as manchetes. Mas, são pobres vítimas que não tinham um pau para assustar o gato.

Mãe e filha estavam desaparecidas desde o sábado, quando a barreira da Grota deslizou soterrando o barraco em que viviam na área de risco conhecida dos gestores e autoridades de plantão.

E quem é que vai pagar por isso? Ninguém. Dirão os senhores da sala de justiça “Afinal, foi uma tragédia”. Pontuarão.

É conveniente.

 

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