9 de junho de 2015 • 7:34 pm

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A escola em tempo integral: panacéia ou um problema para a gestão?

Não há razão para desmerecer o investimento na educação integral. Pelo contrário. Mas há que se perguntar a quantos ela serve verdadeiramente? Isso por uma razão. Há gente cantando em…

Por: Marcelo Firmino
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Não há razão para desmerecer o investimento na educação integral. Pelo contrário. Mas há que se perguntar a quantos ela serve verdadeiramente? Isso por uma razão. Há gente cantando em verso e prosa que esse modelo é o remédio para todos os males do sistema de ensino.

Isso já foi dito antes e abusivamente em campanhas eleitorais e o tema voltará à tona na campanha do próximo ano, quando teremos as eleições municipais. Fala-se da escola integral como a verdadeira panacéia.

Pois bem. Na escola integral o aluno deve ficar no ambiente da unidade de ensino durante todo o dia. Se a escola tem capacidade para 500 alunos serão estes que lá estarão.

Terão aulas, alimentação e diversão dentro do espaço, o que tranquiliza os pais sem dúvida nenhuma.

Se a escola não entra no sistema integral ela abre as portas nos três turnos e, em tese, passaria a atender 1.500 alunos. Ou seja, triplicaria o atendimento.

O governo do Estado já anunciou a disposição de implantar mais 13 escolas em tempo integral no Estado. Lançou um edital para essa meta.

Haverá que ter, portanto, um investimento seguro para que nada saia errado. Desde o material escolar, a merenda, a manutenção das salas e das áreas a serem ocupadas durante a permanência do alunado até o fardamento, como existe no sistema convencional, claro. Mas, o detalhe, depois de tudo, está no custo professor. Não será possível desenvolver o projeto com professor de 20 horas. Pela lei, esse trabalha um turno. O segundo terá outra turma. E aí está um dos nós da questão.

Como contratar mais gente para tão nobre tarefa se a Lei de Responsabilidade Fiscal não está permitindo? Pelo menos no caso do governo do Estado.

O custo escola integral é o problema para toda e qualquer gestão. Essa é a razão por que apenas uma cidade implantou o sistema. Os demais municípios alagoanos representam zero sobre zero nesse aspecto.

O modelo é bom e rende marketing de todo jeito. Dificil é mantê-lo por ser dispendioso e atender a poucos. E numa  conjuntura de crise tudo se torna mais difícil.

 

 

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