24 de novembro de 2016 • 12:02 pm

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A folha corrida do ministro Geddel e a cumplicidade de Michel Temer

Geddel é da época dos “anões do orçamento”, quando aos 25 anos já havia acumulado a fortuna de R$ 15 milhões.

Por: Marcelo Firmino
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A blindagem que Michel Temer exigiu de sua base aliada para o seu Secretário de Governo, ministro Geddel Vieira Lima, mostra tão somente que ele, o presidente da República, é refém dos políticos com  “folha corrida”.

O histórico de malfeitos de Geddel não é de agora. A folha é vasta e antecede os anos 90. Mas em 1993 ele esteve envolvido no primeiro grande escândalo de corrupção do Brasil, pós ditadura, que foi o caso dos “anões do orçamento”.

O caso repercutiu na imprensa mundial, quando 37 parlamentares foram denunciados por roubo de R$ 100 milhões dos cofres públicos, com direito a propinas que favoreceram uma extensa curriola  política que foi desde ministros a governadores da época.

Entre os 37, lá estava ele: Geddel.gegedel

O escândalo dos “anões do orçamento” manipulava emendas parlamentares para desviar dinheiro através de entidades fantasmas e de empreiteiras que já corrompiam em grosso o sistema político nacional. Um baiano, como Geddel, era o líder do esquema de corrupção: João Alves, que era deputado federal, mentor de Geddel. Eles se deram tão bem que aos 25 anos de idade, Geddel Vieira Lima, o hoje protegido de Michel Temer, já havia acumulado a fortuna de R$ 15 milhões, em 1993.

Já Alves, o chefe do bando, flagrado com os pés atolados na jaca e com a botija nas mãos, justificou que havia enriquecido por que ganhara 156 vezes na Loteria, em apenas um ano.

A cria de João Alves, Geddel, foi exatamente o homem escolhido por Temer para ser o articulador político do governo. O que isso envolve de fato para uma base aliada ávida por mimos, “faz-me rir” e outros esquemas? Daí a razão dessa base ter emitido nota de apoio ao ministro.

Assim, como bem disse o jornalista Jânio de Freitas, na Folha de S.Paulo: … “por conhecer a fundo Geddel Vieira Lima, Michel Temer sabia muito bem a quem entregava uma boa fatia do poder. Geddel, como se sabe, usou seu cargo em busca de benefícios pessoais – a liberação de uma obra onde tem um apartamento de R$ 2,4 milhões”.

Quer dizer, qualquer que seja a maracutaia de Geddel no governo, Temer não pode dizer que não sabia.

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