15 de setembro de 2015 • 3:34 pm

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A Guarda Municipal está armada. Isso é bom ou ruim?

Convênio assinado nesta terça-feira, entre a Prefeitura e a Polícia Federal garante porte de arma à categoria

Por: Fátima Almeida
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Guarda Municipal - Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

Guarda Municipal – Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

O pleito é antigo, vem sendo defendido há pelo menos seis anos; os argumentos são diversos, entre eles, o fortalecimento das ações de segurança; as consequências – bom, estas, somente o tempo dirá. Um convênio firmado na manhã desta terça-feira, entre a Prefeitura de Maceió e a Superintendência da Polícia Federal em Alagoas (PF), garante aos agentes da Guarda Municipal o direito ao porte de arma de fogo.

Para isso, diz o convênio, eles passarão por cursos preparatórios – defesa pessoal, armamento e tiro –  ministrados por policiais federais. A perspectiva é de que pelo menos 100 guardas municipais estejam capacitados e com porte de arma expedido até o final deste ano. Já!
Convênio entre a Prefeitura e a PF foi assinado nesta terça-feira. Foto Pei Fon - Secom/Maceió

Convênio entre a Prefeitura e a PF foi assinado nesta terça-feira. Foto Pei Fon – Secom/Maceió

E de acordo com a secretária municipal de Segurança Comunitária, Mônica Suruagy, o convênio vai além da capacitação, enveredando para a cooperação entre o município e a PF num trabalho conjunto. “Estamos, efetivamente, fortalecendo a nossa atuação para a sociedade maceioense e, desta forma, nos consolidando cada vez mais nesse segmento para auxiliar as demais forças num fim comum: a redução da violência”, diz ela.

Nas falas da Prefeitura e lideranças de classe da Guarda Municipal, o procedimento é uma conquista significativa; um reconhecimento ao trabalho da Guarda; a consolidação da valorização da categoria. Diz, o prefeito Rui Palmeira, que o convênio faz parte de um projeto amplo, de valorização da Guarda Municipal, iniciado em 2013, e nesse projeto, ele já contabiliza a reforma do prédio onde funciona a instituição; investimento em fardamentos; compra de coletes à prova de balas e pistolas taser (não letais).

E agora, a autorização para uso de armas de fogo.

Falta contabilizar, nesse entremeio, a preparação, sobretudo psicológica, de homens e mulheres da Guarda, para lidar com esse novo poder letal que se coloca em suas mãos.

Sem essa preparação, a arma na mão de alguns pode se transformar, facilmente, de instrumento defesa em instrumento ataque – com poder de matar.

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