20 de julho de 2015 • 9:13 am

Cotidiano

A lei dos “confrontos” na Defesa Social ou o salve-se quem puder em Alagoas

Ninguém há de chorar por bandidos, mas os ‘confrontos’ estão se tornando um vicio na filosofia policial de hoje

Por: Marcelo Firmino
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Tem sido cada vez mais frequentes “os confrontos” entre a polícia e bandidos em Maceió. Na noite do domingo, 19, dois marginais em uma moto dispararam suas armas  no Village Campestre contra  um policial civil aposentado que, lamentavelmente, tombou morto na porta de uma chácara. O assassinato revoltou o meio policial. Tombou o  agente da polícia civil Carlos Alfredo de Oliveira Wanderley.

Ja nesta segunda-feira, 20, vem a notícia de que os suspeitos do assassinato foram mortos em uma  pousada próxima ao terminal rodoviário de Maceió. O detalhe é que foram mortos com inúmeros disparos de revólveres e pistolas. O que leva a um entendimento da revanche ou da vingança para justiçar o policial morto.

A justificativa policial é de que houve o chamado “confronto”. Lamentar a morte de bandidos armados ninguém vai fazer. Mas, questionar esse vicio do “confronto” que domina a filosofia da Secretaria de Defesa Social na atualidade é um dever da cidadania.

O vicio pode levar além. Por enquanto tombam os bandidos e ningupem há de chorar por eles, mas quando a mota pega o risco de inocentes serem vitimas dos tais confrontos também é real e os exemplos existentes não são poucos.

Mas, se nada disso interessa aos homens da lei, então instaure-se de vez o salve-se quem puder em terras alagoanas.

1 Comentário

  1. Maceió,20/07/15

    Senhores(as)

    Fico muito feliz quando a Polícia Militar de Alagoas mata bandidos.

    Cordialmente

    Adriel Batista Correia de Melo

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