26 de outubro de 2016 • 12:16 pm

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A Lei Seca, as multas e a sanidade mental*

Todos já sabem que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sofreu alterações, aumentando o valor das multas para diversas infrações. Os novos valores passam a vigorar a partir do próximo…

Por: Bleine Oliveira
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Todos já sabem que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sofreu alterações, aumentando o valor das multas para diversas infrações. Os novos valores passam a vigorar a partir do próximo dia 1°.

A partir dessa data, a multa classificada como gravíssima passará de R$ 191,54 para R$ 293,47.

As multas consideradas graves serão ajustadas de R$ 127,69 para R$ 195,23. As infrações consideradas de natureza média passarão de R$ 85,13 para R$ 130,16. Já as infrações leves, passam a custar R$ 88,38, antes custavam R$ 53,20.

Já a multa aplicada a quem for pego pela Operação Lei Seca dirigindo alcoolizado ou se recusar a fazer o teste do bafômetro, passa de R$ 1.915 para R$ 2.934,70. E mais, com ou sem bafômetro, quem for flagrado alcoolizado perde o direito de dirigir por 12 meses, e se houver reincidência no prazo de 12 meses a multa dobra: passa a ser de R$ 5.869,40.

Além de considerar os riscos de provocar um acidente, ameaçando a própria vida e a vida de terceiros, as multas são motivos suficientes para deixarmos o carro em casa, quando sairmos pra curtir, comemorar.

Claro que muita gente se diverte sem bebida alcoólica. Parabéns pra essa gente boa!

De minha parte, não vejo problema em tomar umas e outras. Aliás, fico com o pé atrás diante de afirmações incisivas do tipo – “nunca coloquei uma gota de álcool na boca”.

Meu sétimo sentido diz que não devo confiar em alguém tão perfeito.

Acredito que, neste nosso planeta, o ponto é o equilíbrio. Ou, como dizia D. Sebastiana, minha avó, uma mestiça de índio e branco com quem convivi durante toda infância e juventude, “azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo”.

Bom, o fato é que, depois que um amigo, que bebe quase todo dia, foi pego pela Lei Seca, decidi mudar.

Parei de beber?

Claro que não. Minha sanidade mental exige fins de semana com família, amigos, rabada, feijoada, churrasco e, claro, cerveja, uísque, vinho, cachaça, conhaque, montilla, etc.

O que decidi, como condutora de meu próprio transporte, é ser prudente e responsável.

Adotei aquela mensagem já popularizada: se beber, não dirija.

*Para meu querido amigo, o bravo jornalista Fernando Araújo!

1 Comentário

  1. Antonio Rocha disse:

    A Lei Seca foi um “mal” necessário. A Lei Seca teve dois benefícios diretos. O primeiro, a diminuição do risco de acidentes, com a preservação da vida. O segundo, e não menos importante, se deu no fato de que as pessoas, de uma forma geral, diminuíram o consumo de álcool, com reflexo direto na saúde. Hoje se bebe mais em casa, ou quando se bebe na rua, o consumo é menor, pois as pessoas que ainda decidem voltar dirigindo para suas casas, tentam manter um nível de álcool que “esconda” a embriaguez.

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