20 de Março de 2017 • 8:19 am

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A lista fechada para salvação geral dos políticos e o estelionato eleitoral

A cúpula de cada partido é quem vai montar a lista a ser criada na ‘reforma política’

Por: Marcelo Firmino
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Acuados pelos envolvimentos em escândalos de toda ordem, principalmente, pelos casos de corrupção, os líderes políticos do País correm na articulação da salvação geral, que pode vir na reforma política meia boca que estão pregando dentro do Congresso Nacional. Obviamente, que não era de esperar outra coisa do meio.

O sentido da reforma está na  proposta de uma lista fechada no processo eleitoral. Imagine que essa proposta foi anos a fio formulada e defendida pelos partidos mais à esquerda e, repetidamente, rejeitada pelos caciques da elite política brasileira. Agora, não mais que de repente, a lista interessa a todos eles que estão com mãos e  pés atolados na jaca.

A razão é uma só. Todos estão envolvidos em denúncias gravíssimas de corrupção e muitos terão dificuldades de eleição em 2018. Assim, a lista fechada seria mais do que conveniente para a turma se manter no lugar de sempre, mandando e aprontando de acordo com os interesses íntrinsecos.

Isso por que a lista, essência da reforma política que eles pretendem agora, funciona da seguinte forma. Dia de eleição o eleitor vota nos partidos. Partido A, xis votos; partido B, xis mais um; e segue por aí. Terminado o processo eleitoral, os partidos bem votados vão fazer as listas dos nomes que deverão tomar posse como deputado, senador, enfim.

Agora imagine quem são os donos dos partidos no Brasil e, a partir daí, quem seriam os componentes das listas fechadas pelos próprios partidos? Já viu né? É disso para pior.

Só para lembrar: os maiores defensores da lista fechada hoje são os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), com aval do presidente Michel Temer e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

A forma de enganação, estelionato eleitoral, continuará por que é assim que nossa elite política brasileira faz a banda tocar.

E, na praça, vamos dar milho aos pombos.

 

 

 

 

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