10 de novembro de 2017 • 7:26 pm

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A matança em Batalha e as baratas de Josué

Pensei em escrever sobre o embate “Boiadeiros x Dantas”, tema que ontem (quinta-feira, 9), domina o cotidiano local. O assunto exige uma análise histórica, já que é preciso voltar ao…

Por: Bleine Oliveira
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Pensei em escrever sobre o embate “Boiadeiros x Dantas”, tema que ontem (quinta-feira, 9), domina o cotidiano local. O assunto exige uma análise histórica, já que é preciso voltar ao passado “coronelista” que marcou Alagoas durante décadas.
Optei por ficar no presente, destacando apenas a posição firme do governo, diante da matança registrada na quinta-feira, 9, na cidade sertaneja de Batalha.
Foi adequada a decisão do governador Renan Filho (PMDB) de tomar as rédeas (sem analogias, por favor!) da segurança pública naquela cidade, enviando tropas militares, inclusive de batalhões de elite, como o temido Bope.
Seria prejudicial à imagem do Estado, e de seu governo, consequentemente, deixar a violência entre duas famílias avançar, chegando à mídia nacional. O tempo dos cangaceiros passou, e isso tem que ficar claro para os dois lados desse embate.
Ninguém é maior que o Estado e, ao assumir o controle da situação, RF reafirma essa máxima do direito e da democracia.
Fico por aqui!
Bom, mas como o final de semana chegou, publico mais um texto do talentoso Josué Seixas, que já apresentei a vocês, queridos leitores.
Perguntei a ele sobre a pontuação.
Do alto de seus 20 anos, sete destes dedicados ao Muay Tai, o jovem me respondeu:
– É estilo!
Eu gosto. Se presta, decida você, querido leitor!
às três, minhas. mãos. já. tinham. parado. de. funcionar. e as baratas atacavam a cozinha e não se esconderam quando cheguei. lavei um copo, tomei água e minhas mãos voltaram. de leve. as baratas me encaravam à espera de um banquete e eu só queria uma distração daquelas horas no photoshop. quebrei um biscoito recheado de morango, peguei a câmera e fiz um ensaio sensual de cada barata que chegava perto; a que tinha asas espantava as outras, mas as pequenas pareciam filhas dela e conseguiam puxar uns farelos. clique, clique, clique. uma com o flash, pra pegar mais detalhe. clique. as baratas saíram correndo deixaram o biscoito esqueceram quem era mãe quem era filha todas pra debaixo do fogão. o salve-se quem puder quase – e eu digo quase porque ele não escreveu sobre uma barata – kafkiano tinha tudo para ser meu, mas o cartão de memória tinha ficado no computador. 

(sim, as baratas existiram. não, eu não fotografei as bichinhas.)
Josué Seixas

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