14 de Janeiro de 2016 • 4:14 pm

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A unidade que Lessa propõe esconde primeiro petardo contra Almeida

Quem acredita que Almeida ter pulado para o barco de Teotônio Vilela, na eleição de 2010, não teve consequências?

Por: Bleine Oliveira
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Janeiro é o mês em que os termômetros políticos vão à extratosfera na Barra de São Miguel, aprazível balneário no Litoral Sul de Alagoas. Desde que alcançou o poder, ali por volta dos anos 90, e escolheu aquele belo litoral como espaço para descansar de sua atribulada vida político-parlamentar, o senador Renan Calheiros é o mercúrio que faz a temperatura subir amornando as águas mansas daquele paraíso.

Em torno do todo poderoso senador, gravitam os demais componentes do mundo político alagoano. É na Barra de São Miguel que surgem as primeiras tendências eleitorais. Ou melhor, é na mansão do senador Renan que as discussões começam.

E neste janeiro que antecede a disputa pela Prefeitura de Maceió, a água começa a borbulhar.

O primeiro petardo foi disparado por meio do vice-líder do PDT na Câmara Federal, e coordenador da bancada de Alagoas no Congresso, deputado federal Ronaldo Lessa.

Coube a ele revelar os primeiros sinais do que vem por aí. Do alto da posição que ocupa, Lessa propõs, durante café da manhã para o qual convidou a imprensa, a união das forças políticas alagoanas.

Em seguida, admitiu que seu PDT pode apoiar a reeleição de Rui Palmeira, o incansável prefeito de Maceió.

Mais que trivial, um chavão mesmo, esse discurso de unidade já não engana a ninguém. Na hora última, o tabuleiro se arruma conforme o interesse de quem pode mais.

O apoio a Rui tem muito haver com o êxito da administração, mérito do próprio prefeito. Habilidoso e sereno, Rui trabalha, enquanto a caravana passa.

Mas quem conhece a política alagoana, sabe que a fala de Ronaldo Lessa tem muito do ‘veneno’ que será expelido ao longo da campanha.

E meu oráculo revela: a primeira gota foi disparada contra o deputado federal Cícero Almeida.

Sim, ele mesmo!

Talvez tenha chegado a hora de o ex-prefeito pagar o que eleitoralmente deve ao grupo do senador Renan.

Sim, porque ninguém é tolo a ponto de acreditar que Almeida ter pulado para o barco de Teotônio Vilela, na eleição de 2010, não teve consequências. Os efeitos podem começar a aparecer agora.

De novo, meu oráculo me alerta: – Punossasinhora, pule essa parte!

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