5 de Maio de 2016 • 3:34 am

Política

Radicalizou: Acampados no Palácio, policiais querem falar com ministro

Movimento radicalizou e suspendeu todos os procedimentos policiais nas delegacias

Por: Da Redação com Assessoria
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O governo recuou na proposta; os policiais civis resolveram avançar na greve. Acampados desde o início da noite de ontem, em frente ao Palácio do Governo, eles querem se reunir com o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, para tratar das precárias condições de trabalho e pedir intermediação na negociação junto ao Governo estadual.

O ministro estará, em Maceió, nesta quinta-feira (05), para assinatura de um termo de cessão de parte da área do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMTz), para a construção de um dos eixos viários que dará suporte à implantação de um novo corredor de transporte, paralelo à Avenida Fernandes Lima. E a solenidade de assinatra está prevista para as 10h, no Palácio República dos Palmares, com a presença do governador Renan Filho e do comando do Exército.

Ontem à tarde, em assembleia, a categoria se mostrou revoltada com o recuo do governador Renan Filho em relação à proposta de piso salarial de R$ 3.600 em quatro parcelas (maio, julho, setembro e novembro) mais o IPCA em dezembro – conciliada pelo presidente do Tribunal de Justiça, Washington Luiz. 

Por causa da quebra de acordo, os policiais civis resolveram, na assembleia geral de ontem, fechar contraproposta de piso salarial de R$ 5.500 – e não mais aceitar os R$ 3.600 – e suspender todos os procedimentos policiais, inclusive os flagrantes, podendo os delegados, que não estão em greve, realizarem a lavratura do procedimento.

PROGRESSÃO

Na reunião de negociação, o Governo manteve o orçamento mensal de R$ 300 mil, destinado ao pagamento retroativo das progressões. De acordo com o Sindpol, atualmente, o Estado deve mais de R$ 7 milhões em progressão à categoria.

Além disso, mais de 900 policiais civis aguardam a progressão de carreira a que já têm direito. O governo se comprometeu em realizar a implantação das progressões até dezembro.  A proposta do governo sobre a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídio (PCCS), que visa ao tratamento isonômico entre antigos e novos policiais, não foi apresentada ao sindicato.

 

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