12 de Maio de 2017 • 12:12 pm

Justiça

Acusada de ser mandante de assassinato, Ângela Garrote vai a júri terça-feira

O crime aconteceu em 1999 e Garrote só foi pronunciada em 2013.

Por: Da Redação com Assessoria
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Figura dura e notória da política alagoana, com tendência ao “coronelato” do interior, a ex-prefeita de Estrela de Alagoas, Ângela Garrote, acusada de mandar matar José Roberto Rezende Duarte, em março de 1999, enfim, vai a julgamento na próxima terça-feira, 16.

O júri será realizado no Fórum da Capital, no Barro Duro, na 9ª Vara Criminal de Maceió.

Ângela Garrote: no banco dos réus.

O crime em que Ângela Garrote é acusada de mandante aconteceu no povoado Canafístula, zona rural de Palmeira dos Índios. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP/AL), a vítima foi assassinada a tiros por três homens que se passavam por policiais.

 O homicídio teria sido encomendado por Ângela Garrote, na época primeira-dama de Estrela de Alagoas. Ainda segundo o MP/AL, o assassinato ocorreu porque José Roberto Duarte teria denunciado, junto aos meios de comunicação, supostas irregularidades de Ângela Garrote e do marido dela à frente da Prefeitura.

A defesa da ré alega que ela não teve envolvimento com o crime. Ângela Garrote foi pronunciada em maio de 2013 e será julgada por homicídio duplamente qualificado (mediante paga ou promessa de recompensa e à traição, por emboscada ou mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima).

O julgamento seria realizado em Palmeira dos Índios, mas levando em conta a repercussão do caso e a influência da família da ré na cidade, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decidiu transferir o júri para a Capital, em 2015. A sessão será conduzida pelo juiz John Silas da Silva, substituto da 9ª Vara Criminal.

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