27 de março de 2016 • 12:03 am

Política

Advogado denuncia perseguição política em São Sebastião

Servidor concursado, ele teria sido afastado do cargo por não concordar em transferir o título de eleitor para o município

Por: Da Redação com Assessoria
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Afastado, Eduardo alega perseguição política

A oito meses das eleições de 2016,  denúncias de perseguição começam a movimentar o cenário político no interior de Alagoas. No município de São Sebastião, localizado no alto sertão, o prefeito Charles Pacheco está sendo acusado de determinar o desligamento de servidor por motivação política.

Advogado e servidor concursado, com matrícula 1284,, Eduardo Hélio da Silva Barros entrou com uma ação na Justiça, reivindicando o direito de retornar ao serviço público, bem como o recebimento de seus proventos, cortados desde 2015. Com  mais de 16 anos de serviços prestados como agente administrativo, Barros, segundo denuncia por meio e texto produzido por sua assessoria, foi afastado do cargo sem o devido processo legal e diz que não teve, sequer oportunidade de ampla defesa e do contraditório.

Ele ajuizou ação contra o ato do prefeito e do secretário de Finanças do município, Carlos Sérgio da Silva, requerendo a imediata reintegração ao serviço público e o recebimento de mais de 12 meses de salários sustados.

Perseguição

“As perseguições que venho sofrendo perduram desde o início de 2015, quando tive meu salário cortado e a informação de que não precisava mais trabalhar para a municipalidade. Tudo isso de forma verbal, através do secretário de Finanças, que disse ter recebido ordens do prefeito”, diz o advogado e servidor público.

Segundo ele, seu afastamento ocorreu devido ao fato de não ter domicílio eleitoral no município onde trabalha. Ele informou que reside em Arapiraca e que, por diversas vezes, foi orientado a transferir o título de eleitor para São Sebastião, “para ser bem atendido” quando precisasse do grupo político.

Alegando que nada existe em sua ficha que desabone sua conduta de servidor púbico, ele se diz vítima de perseguição política, por não concordar com essas condições. E avisa que recorreu ao amparo judicial e à ação do Ministério Público, a quem solicita a devida apuração dos atos praticados pelos gestores do município, bem como sua recondução ao cargo e o devido recebimento dos salários atrasados.

NR: A redação do Eassim não conseguiu contato com o prefeito de São Sebastião, mas coloca-se, desde já, à disposição de sua assessoria, para oferecer sua versão sobre os fatos.

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