22 de outubro de 2015 • 2:58 pm

Cotidiano

Afastado do cargo por improbidade, prefeito Beto Baía vive inferno astral

Prefeito foi acusado pelo MP de fraude em licitação envolvendo contrato de R$ 9 milhões

Por: Da Redação
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Beto Baía: prefeito afastado.

Beto Baía: prefeito afastado.

Afastado do cargo prefeito de União dos Palmares por decisão judicial, o prefeito Beto Baía enfrenta o seu inferno astral como político que é. Médico conceituado, perseguiu, enquanto candidato, o cargo de mandatário maior de seu município e quando enfim assumiu percebeu que esse mundo não é para qualquer um. Antes de tudo, é para profissional.

Baía e outros gestores de sua administração, Avelino Ferreira, Secretário de Educação, e Ricardo Leão Praxedes, Secretário de Patrimônio, foram acusados pelo Ministério Público de participar de um esquema de fraude em licitação de mais de R$ 9 milhões.

De acordo com as informações do Ministério Público, as irregularidades na Prefeitura de União começaram em 2013, logo que o prefeito assuniu o cargo de chefe do Poder Executivo. Até então, a Associação dos Motoristas do Transporte Escolar de União dos Palmares (AMTEUP) era a entidade que alugava carros para o Município, após ter vencido um procedimento licitatório.

O contrato firmado com ela foi no valor de R$153.980,00 (cento e cinquenta e três mil e novecentos e oitenta reais) mensais. Entretanto, após tomar posse na função de prefeito, Beto Baía decidiu pela não renovação do contrato mantido com a AMTEUP e, por meio do procedimento de dispensa de licitação nº 08/2013, expediu pedidos de cotação de preços para as empresas PB Serviços Limitada EPP, JB Locação de Veículos LTDA EPP e Locadora Marajá LTDA, deixando de fora a Associação anterior.

Por ter apresentado proposta com melhor preço global – R$160.226,00 (cento e sessenta mil e duzentos e vinte e seis reais), a JB Locação de Veículos LTDA EPP foi a escolhida para, por 90 dias, prestar serviços de transporte escolar à Prefeitura até que a licitação principal acontecesse, o que não ocorreu até o momento.

Além disso, o Ministério Público descobriu que o valor do contrato foi reajustado sem quaisquer termos aditivos ou justicativa, sendo elevado para R$220.213,40 (duzentos e vinte mil e duzentos e treze reais e quarenta centavos). Consta que a Câmara Municipal foi quem denunciou o contrato.

Uma velha entre os vereadores e o prefeito foi intensificada nos últimos dois anos até que a situação chegou a esse ponto, com o afastamento do prefeito por liminar da Justiça.

Quem conhece o prefeito Beto Baia sempre diz que se trata de um homem decente, cordato, mas que não soube montar uma boa equipe para governar o município e que por isso mesmo estaria pagando um alto preço pelos erros da gestão. Sem ser mesmo do ramo político acabou às “turras” com a Câmara Municipal.

Sujeira – Situações de irregularidades nas prefeituras municipais de Alagoas são uma verdadeira festa. Em alguns casos, quando Ministério Público tem um representante atuante, os inquéritos caminham céleres, mas em outros a conivência de setores do MP com os gestores acaba empurrando a sujeira para debaixo do tapete. Um exemplo claro são os contratos irregulares na Prefeitura de Pão de Açúcar, no sertão.

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