29 de dezembro de 2015 • 6:17 pm

Saúde

Alagoas é 7º entre 20 estados com maior número de casos de microcefalia

O último boletim epidemiológico do ano, divulgado nesta terça-feira, 29, pelo Ministério da Saúde, aponta Alagoas como o sétimo Estado do País com maior número de casos de microcefalia. Os…

Por: Da Redação com Assessoria
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microcefalia

O último boletim epidemiológico do ano, divulgado nesta terça-feira, 29, pelo Ministério da Saúde, aponta Alagoas como o sétimo Estado do País com maior número de casos de microcefalia. Os dados foram copilados até o dia 26 de dezembro. A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal.

No boletim oficial, consta o número de casos registrados no Estado nos últimos cinco anos. Em 2010, Alagoas teve três casos, número que subiu para sete em 2011. Já em 2012, foram apenas dois registros. Esse número aumentou para três em 2013, e baixou novamente em 2014, quando o Estado registrou somente dois casos. Em 2015, a malformação cerebral chegou ao registro de 129 casos.

Segundo o MS, até o momento, foram notificados 2.975 casos suspeitos da doença em recém-nascidos de 656 municípios de 20 unidades da federação. Desses, 49 são municípios alagoanos. Também estão sendo investigados 40 óbitos suspeitos de microcefalia relacionados ao vírus Zika.

Das 20 unidades da federação com casos suspeitos, nove permaneceram com número de casos suspeitos iguais ao Boletim anterior divulgado na semana passada (22/12). Três estados (TO, MG e MT) apresentaram diminuição de casos e oito apresentaram aumento de casos.

O maior número de casos foi registrado em Pernambuco (1.153), o que representa 38,76% dos casos de todo o país. O estado foi o primeiro a identificar aumento de microcefalia no país. Em seguida, estão os estados da Paraíba (476), Bahia (271), Rio Grande do Norte (154), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (129), Maranhão (94) e Piauí (51).

Em novembro, o Ministério da Saúde declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional para dar maior agilidade às investigações, que estão sendo realizadas de forma integrada com as secretarias estaduais e municipais de saúde. Trata-se de um mecanismo previsto para casos de emergências em saúde pública que demandem o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública.

Também está em funcionamento, desde o dia 10 de novembro, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), um mecanismo de gestão de crise que reúne as diversas áreas para responder a esse evento.

MOBILIZAÇÃO NACIONAL – Para a execução das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, foi instalada a Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento à microcefalia. O objetivo é intensificar as ações de mobilização e combate ao mosquito Aedes aegypti. Também serão instaladas salas estaduais, que contarão com a presença de representantes do Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, Educação, Segurança Pública, Assistência Social, Defesa Civil e Forças Armadas.

Atualmente, estão implantadas salas em 18 unidades da federação: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Tocantins, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe e Ceará. Outros quatro estados estão em fase de implantação da sala: Pará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo. Os demais serão orientados pelo Ministério da Saúde para a implantação das salas.

ORIENTAÇÃO – O Ministério da Saúde recomenda que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, além de se protegerem da exposição de mosquitos, mantendo portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Também faz parte destas orientações o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico. O Ministério da Saúde reforça ainda a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.

Com MS

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