6 de fevereiro de 2017 • 6:55 pm

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Alexandre Moraes no STF é para barrar os avanços da Lava Jato

Ministro já foi chamado de “chefete de polícia” pelo senador Renan Calheiros

Por: Marcelo Firmino
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Ao indicar o seu ministro da Justiça, Alexandre Moraes, para a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, o presidente Michel Temer faz duas demonstrações inequívocas do seu governo:

A primeira é da pequenez da gestão e a segunda é a sua própria disposição de travar avanços da Lava Jato que ameaçam o próprio governo. Moares, advogado filiado ao PSDB, vai para dentro da suprema corte para cumprir esse papel, até por que já deixou claro sua perfomance partidária em outros episódios nada abonadores de conduta dentro do Ministério.

Até bem pouco tempo, Moares foi tratado pelo senador Renan Calheiros como “chefete de polícia”, exatamente pelo comportamento dúbio do ministro.

Agora Moraes, graças a Temer vai ser um vestal do Supremo. Significa que o presidente da República, com a devida conivência da classe política empurra pela garganta da sociedade um nome que vai até lá para ser a extensão do Palácio do Planalto.

Ele sabe, mais do que ninguém, que uma vez no STF o controverso Moraes será o ministro revisor das sentenças da Operação Lava Jato. Ou seja, é mais ou menos como colocar a galinha para tomar conta do galinheiro. É o ataque sem dó, nem pena.

Aliás, Temer já tratou de dar ao “gato angorá”, Moreira Franco, denunciado dezenas de vezes na Lava Jato o status de ministro para evitar que ele seja processado pela “República de Curitiba”. Franco foi delatado pelos executivos da Odebrecht. Temer fez com ele o que Dilma queria fazer com o ex-presidente Lula, deu-lhe foro privilegiado como ministro da Secretaria Geral da Presidência.

O ato em si demonstra claramente a conduta moral dos govenantes que temos.

Enquanto isso, nas redes sociais, se debate tudo pelos corajosos homens e mulheres do Brasil. Menos o que realmente interessa.

Triste Brasil.

 

 

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