17 de Abril de 2017 • 6:39 am

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Alvorada: deputado responsabiliza mulher pela reforma da previdência

Após reunião com Temer e ministros comissão endurece discurso pela reforma

Por: Da Redação
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Após deixar a reunião no Palácio da Alvorada, com líderes da base aliada ao presidente Michel Temer, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), declarou neste domingo, 17, que a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres “continua sendo condição máxima para o governo na  PEC da reforma”.

Temer. ministro e aliados na reunião do Alvorada – Foto Marcos Correia (PR)

Disse ele, sem pestanejar: “Nós pretendemos que assim permaneça, como está na PEC”, disse Oliveira Maia após o jantar com  Temer e ministros no Palácio do Alvorada para apresentar pontos já modificados em seu relatório.

O presidente da comissão especial da reforma na Câmara, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), também disse ser muito difícil alterar esse ponto e, indiretamente, responsabilizou a mulher:  “Não vejo essa possibilidade, mulher luta por uma igualdade”, afirmou.

Na próxima terça-feira, 18, o governo vai anunciar formalmente as modificações da PEC para a comissão especial da reforma da Previdência na Câmara. Antes da reunião do colegiado, haverá um café da manhã para deputados da base aliada no Alvorada, em que os parlamentares já poderão conhecer as alterações. Até lá, a ordem é endurecer o discurso em defesa da reforma.

O governo já havia concordado com mudanças em cinco pontos: regra de transição, aposentadoria rural, Benefício de Prestação Continuada (BPC), pensões e aposentadoria especiais para professores e policiais.

Segundo o relator e o presidente da comissão especial na Câmara, Carlos Marun (PMDB-MS), a reunião tratou exclusivamente sobre a reforma da Previdência e não houve conversas sobre as delações da Odebrecht. Oliveira Maia – que inclusive é um dos apontados na lista de alvos de inquérito após as delações – disse ainda que a divulgação dos conteúdos não vai prejudicar o andamento dos trabalhos. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, disse.

O relator disse que não há absolutamente nenhuma preocupação em relação a possíveis impactos sobre a tramitação da reforma. “Eu pessoalmente? Por que haveria de estar preocupado? Não tenho nenhum motivo para isso. Estamos caminhando no sentido de aprovar essa reforma”, afirmou.

Durante a reunião, os relatos são de que o presidente não fez discurso e praticamente não fez interferências, dedicando-se mais a ouvir as considerações dos deputados, assim como o ministro Henrique Meirelles. O relator, por sua vez, fez uma exposição sobre os pontos a serem modificados e foi seguido pelas observações de Marun. O secretario de Previdência, Marcelo Caetano, atuou mais para tirar dúvidas dos parlamentares.

Após o café da manhã com deputados na terça, ficou acertado que Temer deve se reunir no mesmo dia com líderes do Senado para traçar também as estratégias do andamento na Casa. A ideia é evitar que mudanças sejam feitas pelos senadores, o que tornaria necessária uma nova rodada de votações na Câmara e atrasaria o cronograma projetado pelo governo, que é aprovar a reforma nas duas casas ainda no primeiro semestre.

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