12 de janeiro de 2016 • 11:08 pm

Saúde

Alzheimer: Estado tem prazo para comprar medicamentos

O prazo foi determinado em decisão judicial após ação da Defensoria Pública. Se prazo não for cumprido bens serão bloqueados.

Por: Da Redação com Assessoria
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

A justiça alagoana ordenou o bloqueio parcial de conta corrente do Estado de Alagoas a fim de garantir o tratamento adequado para pacientes com Alzheimer pelo período de dois meses. A medida foi tomada após pedido protocolado pela Defensoria Pública do Estado, através do Núcleo de Direitos Difusos, Coletivos e Humanos, já que o Estado vinha descumprindo decisão judicial que ordenava a regularização da distribuição dos medicamentos desde agosto de 2015.

Ação determina bloqueio de bens para comprar remédios.

Ação determina bloqueio de bens para comprar remédios.

A decisão, que foi concedida no dia 18 de dezembro, determina que o estado conceda os medicamentos no prazo de dez dias, a contar da data de intimação, que ainda não havia acontecido até a manhã de hoje. De acordo com a Defensoria Pública, mais de seis mil pacientes com Alzheimer sofrem há seis meses com a falta dos medicamentos Rivastigmina (Exelon Patch – adesivo transdérmico) e Memantina.

O pedido protocolado pelo Defensor Público Ricardo Melro exigia o bloqueio das contas do Estado para a compra de medicamentos suficientes para o período de seis meses. Porém, a juíza Maria Ester Fontan Cavalcanti Manso acatou parcialmente a solicitação no final de dezembro e ordenou o bloqueio da Conta Corrente do Estado de Alagoas para a retirada de R$ 741.294,00, o que equivale ao valor de compra dos medicamentos para o período de 02 meses, conforme orçamento apresentado pela Defensoria. A decisão nomeou a Secretária de Estado da Saúde, Rosângela Wyszomirska como responsável pela aquisição dos medicamentos.

“Isto está virando uma regra. E não estou falando só de Alzheimer. O Estado tem que se organizar porque o povo não pode ficar sem tratamento. Se acontece a judicialização é consequência dessa falha dos serviços. Eles precisam reabastecer estas farmácias, caso contrário, vamos encher o judiciário de processos”, pontua o Defensor Público Ricardo Melro, coordenador do Núcleo de Saúde.

Esperança – Para a cuidadora Aurelita Veloso dos Santos, a nova decisão renovou suas esperanças. O pai dela, Severino dos Santos, não recebe o medicamento Excelon Pach há mais seis meses. “Procuramos a farmácia e sempre recebemos não como resposta, enquanto isso meu pai sofre e nós sofremos também, sem o remédio ele fica agitado, violento e se recusa a comer, espero que dessa vez a justiça seja feita, pois assim como eu muitos já não tem de onde tirar o dinheiro para pagar o medicamento que custa mais de R$ 600, 00 por mês”, conta.

Deixe o seu comentário