1 de julho de 2015 • 3:37 pm

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Apae: um trabalho social ameaçado por dívidas trabalhistas

Referência no atendimento especializado às pessoas com deficiência, instituição vive às voltas com ações trabalhistas.

Por: Fátima Almeida
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Referência no trabalho de inclusão social e no tratamento especializado às pessoas com deficiência (física, mental ou múltipla), desenvolvendo ações nas áreas de saúde, educação, integração sócio-familiar e até na geração de renda, a Apae não parece estar vivendo um dos seus melhores momentos em Maceió.

A instituição, mantida por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas e parcerias institucionais, inclusive com todas as instâncias de governo, presta atendimento – direto ou indireto – a mais de 3 mil usuários por mês, na capital alagoana, incluindo o apoio aos familiares dessas pessoas, contando, para isso, com uma rede de voluntários e mais de 200 funcionários de várias áreas de atuação, sobretudo da saúde.

Porém, nos últimos tempos, a Apae não tem conseguido evitar um volume crescente de ações judiciais decorrentes de reclamações trabalhistas, que incluem salários atrasados por meses seguidos, indenizações não pagas e até acordos judiciais não cumpridos em ações movidas por ex-funcionários que se desligaram, exatamente, por problemas nas relações de trabalho.

Coisas que acabam por macular a imagem da entidade que realiza um belo e reconhecido trabalho, sem sombra de dúvidas.

Fala-se que a Apae tem sofrido certa ingerência política. Não só aquela que lhe tira meios de sustentação – como aconteceu com o Restaurante Popular de Maceió, que saiu das mãos gerenciais da instituição e foi parar nas mãos de uma empresa pertencente a parentes do vice-prefeito -, mas também aquela ingerência provocada pela mistura de interesses nos períodos eleitorais, por onde as Apaes brasileiras têm enveredado, talvez na tentativa de garantir representatividade nos poderes, que lhe assegure maior sustentabilidade.

Uma pena. Porque esse caminho sempre pode ter duas vias – uma de ganhos outra de perdas.

Longe de nós, querermos desmerecer o trabalho feito pela instituição. Mas eis uma rota de reflexão sobre a qual a Apae e seus parceiros, sobretudo os do poder público, têm que se debruçar.

E logo!

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