31 de maio de 2017 • 3:12 pm

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Apague a luz! Partidos indicam investigados para a comissão de ética do Senado

Pelo menos cinco dos indicados até agora respondem a inquéritos pela Lava Jato e outros motivos

Por: Fátima Almeida
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Ética, derivado do grego Ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa), conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana. Coisa simples, mas básica para a sociedade.

Bom seria se pensassem assim o presidente do Senado e seus pares. Seria acreditar em milagres, e eu acredito. Mas eles teimam em contestar. Na noite de terça-feira – com três meses de atraso – o plenário da Casa reinstituiu o Conselho de Ética, responsável pela análise de denúncias de quebra de decoro parlamentar, que podem levar a cassação de alguns mandatos.

Ótimo?

Não!!!

É o que responde a análise do perfil de alguns de 20 membros já indicados – envolvidos até o pescoço em denúncias da operação Lava-jato. Vamos ver: Romero Jucá (PMDB-RR) (com pelo menos oito inquéritos), Eduardo Braga (PMDB-AM) e Jader Barbalho (PMDB-PA). Além deles: Eduardo Amorim (PSDB-SE) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), também investigados têm inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), mas por outros motivos.

E para presidir? Bom, ainda houve indicação. Mas o Senador João Alberto (PMDB-MA), herdeiro político de Sarney e aliado de Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem sido conduzido ao cargo, reincidentemente, nos últimos anos, está na lista.

Ooooh!

A essa turma caberá julgar a conduta ética de pelo menos 24 senadores, respingados pela água suja da lava-jato após delação da Odebrecht, segundo a Procuradoria Geral da República (PGR). Entre eles o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pego com a mão na botija, nas gravações que fundamentam a delação do grupo JBS.

Tem jeito?

Não se iluda não. O que parece ser uma luz no fim do túnel pode ser mais um trem em nossa direção.

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