11 de outubro de 2016 • 1:23 am

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Apenas três da bancada alagoana votaram contra a PEC do Desmonte

Governo exonerou até ministros, como Marx Beltrão, para garantir os votos necessários à aprovação da PEC 241

Por: Fátima Almeida
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Marx Beltrão: Ministro do Trusimo..

Marx Beltrão foi exonerado do Ministério do Turismo para votar

Apenas três deputados federais da bancada alagoana – JHC (PSB), Paulão (PT) e Ronaldo Lessa (PDT) – votaram contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 que impõe limites aos gastos com serviços e servidores públicos do país nos próximos 20 anos.

Citada pelo governo como a ‘PEC do Ajuste Fiscal’ ou ‘PEC do Teto’, ela é defendida pela bancada aliada do Palácio como ‘a salvação para a situação de crise em que vivem estados, municípios e o governo federal.

A ordem é enxugar a máquina pública. Em nome disso, o Governo propõe o congelamento de gastos com salários, investimentos e gastos em geral no setor público, incluindo saúde, educação e assistência social, por um prazo de duas décadas.

Para a oposição e a classe trabalhadora que se mobiliza em forma de protestos diversos, em Brasília, contra a aprovação da matéria, a proposta, chamada de ‘PEC da Morte’, significa o desmonte do serviço público por falta de investimento.

A proposta foi aprovada em 1º turno, na Câmara dos Deputados, e esse foi o primeiro grande teste de força do governo Temer no Congresso. Ele venceu com folga. Bastavam 308 votos a favor, mas o placar final deu 366. Entre eles, os dos deputados alagoanos Arthur Lira (PP), Givaldo Carimbão (PHS), Pedro Vilela (PSDB), Nivaldo Albuquerque (PRP) e Marx Beltrão (PMDB).

Como assim? Mas ele não tomou posse no cargo de Ministro do Turismo, na semana passada?

Sim, tomou, mas foi exonerado cinco dias depois, só para votar a favor da proposta do governo.

A única abstenção da bancada alagoana foi de Val Amélio (PRTB), que substitui o deputado licenciado Cícero Almeida.

 

 

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