25 de abril de 2016 • 2:50 pm

Policia » Política » Segurança

Apesar de multa diária de R$ 5 mil, greve de policiais civis de Alagoas continua

Categoria se reúne em assembleia nesta terça-feira (26), para definir os rumos da greve, que já dura uma semana.

Por: Da Redação com Assessoria
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page
Greve na Policia Civil

Greve na Policia Civil

A multa diária de R$ 5 mil, determinada pela presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), na última sexta-feira, caso os policiais civis de Alagoas não retornassem às suas atividades, não fez a greve da categoria recuar de imediato. O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) deve se reunir em assembleia amanhã, 26, para definir os rumos da greve, que já dura uma semana.

A paralisação, segundo a diretoria do Sindpol, conta com 100% de adesão dos policiais civis de Alagoas e tem preocupado a população. O Governo alegou que não houve comunicação prévia e identificação dos serviços essenciais que seriam mantidos, e recorreu à Justiça, que tornou o movimento ilegal.

A decisão preliminar, tomada pelo desembargador Washington Luiz, atende ao pedido de Antecipação de Tutela feito pelo Estado, em ação contra o Sindpol. Na Ação Declaratória de Ilegalidade de Greve, o governo alega que foi realizada reunião entre o sindicato e Christian Teixeira, secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), onde se conferiu um prazo de 30 dias para que o Estado definisse um posicionamento sobre a pauta apresentada pelos policiais, porém, o prazo não foi respeitado. A categoria entrou em greve antes.

No documento, o Governo cita ainda que o sindicato teria orientado os policiais a, durante o período de greve, não realizarem boletins de ocorrência e levantamentos preliminares do local do crime, além de impedir visitas aos presos e o transporte dos mesmos, o que pesou na decisão da Justiça.

Em contrapartida, o Sindpol divulgou, em sua página na internet, que o Governo do Estado não negociou a pauta das reinvindicações, mantendo o impasse nas duas reuniões que aconteceram neste mês, nos dias 6 e 23.

Segundo o presidente do sindicato, Josimar Melo, com o aumento de impostos, foram arrecadados cerca de R$ 2,1 bilhões, o que permitiu um superávit de R$ 800 milhões no período, fornecendo recursos para que o governador atenda os pedidos feitos pela categoria.

A pauta de reinvindicações contém 23 tópicos, entre os principais pontos estão o piso salarial equivalente a 60% da remuneração dos delegados; revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS); pagamento retroativo das progressões; a implantação imediata das progressões que estão no Atagab-Seplag e o pagamento de risco de vida e insalubridade, além da melhoria das condições estruturais das delegacias e a retirada dos presos.

Deixe o seu comentário