30 de abril de 2016 • 11:43 am

Interior » Política

Após uma semana de caminhada, marcha dos Sem Terra acaba na praia

Trabalhadores saíram logo cedo, da sede da Eletrobras, e já caminham em direção ao Corredor Vera Arruda, onde vão montar acampamento.

Por: Fátima Almeida
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page
Marcha já percorreu 80 quilômetros (Foto: Assessoria)

Marcha já percorreu 80 quilômetros (Foto: Assessoria)

Após 80 quilômetros andados em uma semana de atividades que marcaram a ‘Marcha em Defesa da Reforma Agrária, da Democracia e contra o Golpe’, trabalhadores rurais dos movimentos Sem Terra, acampam, hoje, no Corredor Vera Arruda, no bairro da Jatiúca. Eles saíram logo cedo, da sede da Eletrobras, onde passaram a noite, e já caminham em direção à orla de Maceió.

A marcha reúne cerca de 1.500 militantes (segundo os organizadores), integrantes de oito movimentos – CPT, MST, MLT, MLST, MSL, MVT, MUPT e Terra Livre – que saíram na última segunda-feira (25), do município de União dos Palmares, região norte do estado, passando por cinco cidades. Na tarde de quinta-feira, eles chegaram a Maceió e montaram acampamento no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Na sexta-feira, ainda na Ufal, eles participaram de atividades ecológicas, culturais e políticas, entre elas o plantio de mudas e um ato em memória dos 21 trabalhadores mortos em confronto com a polícia, há 20 anos, em Eldorado de Carajás (PA). À tarde retomaram a marcha pela Avenida Durval de Góes Monteiro, até a sede da Eletrobras, onde pernoitaram e cobraram respostas a demandas dos assentamentos e acampamentos de todo o estado.

A nova etapa da caminhada, iniciada hoje pela manhã, leva os trabalhadores até o Corredor Vera Arruda, onde vão montar suas barracas de lona preta, organizar a cozinha coletiva para o pernoite e se preparar para participar, amanhã, do ato unificado comemorativo ao 1º de Maio – Dia do Trabalhador, programado para as 9h, com concentração no Posto Sete, na praia de Jatiúca, reunindo organizações populares, estudantis, sindicais, cultrais e políticas.

“Vivemos um momento histórico no Brasil, onde a nossa democracia está em risco e, com ela, todos os direitos conquistados pela classe trabalhadora em toda a história do nosso país. Precisamos fazer com que o 1º de maio seja a expressão da nossa capacidade de luta e resistência nas ruas”, destaca José Roberto, da direção nacional do MST.

1 Comentário

  1. Victor disse:

    O MST invadiu uma praça residencial no bairro da JATIUCA em Maceió assustando a população e infernizando as nossas vidas com a sua Propaganda e Música divulgada por potentes carros de som dia e noite impedindo a população de dormir e de sair de casa, uma verdadeira sensação de Estado de Sítio imposto pelo MST e patrocinado pelo Governo Federal.

Deixe o seu comentário