6 de junho de 2017 • 12:46 am

Cultura » Maceió

Artistas protestam contra cancelamento de festejos juninos

Grupo ligado a cultura popular defende que a festa seja mantida e agregue ações de solidariedade

Por: Da Redação
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(*) Os festejos juninos são uma tradição no Nordeste. Em Maceió, por conta dos estragos provocados pelas chuvas nas últimas semanas, a Prefeitura cancelou a programação o que desagradou aos grupos artísticos ligados à cultura popular.

Fotos cortesia MOVA

Durante a manhã desta segunda-feira (05), músicos, dançarinos e integrantes do Movimento Cultural de Alagoas (Mova), se reuniram na Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), localizada no bairro do Jaraguá, para protestar contra o cancelamento da programação de São João da Capital, anunciado na última sexta-feira (2).

Para os integrantes do grupo, os festejos são uma tradição que além de movimentar a cultura na cidade, gera emprego, inclusive para as pessoas afetadas pela enchente, que na grande maioria são trabalhadores informais e que aproveitam o momento para gerar renda para família.

“Essa história de não ter dinheiro por conta da chuva, é mentira! Se fosse essa razão, o São João do ano passado teria acontecido. E essa atitude [de cancelamento] demonstra apenas como a cultura é algo dispensável, e mostra autoritarismo da gestão. Não conversam conosco, não nos escutam. Enquanto nos outros estados, os músicos lutam por conta da invasão do sertanejo na festa, aqui nós estamos sendo devastados totalmente”, desabafou Rogério Dias, membro do Mova.

Os artistas presentes pediram para que a Prefeitura revogasse o cancelamento e apresentaram propostas como a reedição do edital, de forma a agregar à festa ações de solidariedade às vítimas da cheia.

SEM CLIMA

De acordo com o presidente da FMAC, Vinicius Palmeira, o cancelamento do edital foi uma decisão do governo municipal, que entendeu que o momento é de reestruturação e reparação dos danos causados pela chuva, e não de festa.

“Estamos com muitas escolas danificadas, alguns postos de saúde alagados e ladeiras destruídas. Inclusive, no bairro do Fernão Velho, onde teria um arraial. O valor dos danos é em torno de R$ 150 milhões. O governo entende que não há clima para festa no momento.”

Vinicius Palmeira disse também que houve uma diminuição nas inscrições para os editais. “É difícil você criar uma festa nos locais onde há buracos, deslizamento de barreiras, entre outros problemas.”

E afirma que está mantido a parceria com as Organizações Arnon de Melo e Sesc para o concurso Forró e Folia.

(*) Keyla Wanderley – estagiária, sob orientação da editoria

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