5 de julho de 2016 • 12:07 pm

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As consultorias como “a arte de roubar” e a transparência na CGE

O exemplo da Controladoria Geral do Estado foi apresentado pelo governador Renan Filho, em Palácio.

Por: Marcelo Firmino
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As consultorias pelo País afora têm sido uma fonte sugadora de recursos nos cofres públicos e, via de regra, quase nenhum resultado prático trazem para as administrações. Só para os bolsos de uns poucos.

Motivar o servidor a fazer exatamente o que as consultorias se propõe – e acabam levando graciosamente e facilmente o dinheiro do contribuinte – é o que vem recomendando o governador Renan Filho (PMDB) dentro de sua gestão.

Nesta terça-feira, 05, durante o lançamento do Portal da Transparência da Controladoria Geral do Estado, Renan Filho lembrou que o trabalho realizado pelos servidores do órgão resultou na melhora considerável da situação da gestão pública alagoana no ranking da transparência criado pelo Ministério Público Federal. O Estado alcançou a nota 9,8 e ficou na honrosa colocação de segundo lugar.

O detalhe, segundo disse, é que o trabalho que levou a essa performance foi todo desenvolvido pelos técnicos da CGE. Todas as ferramentas operacionais foram criadas pelos servidores efetivos da Controladoria. Antes, porém, alguém cogitou da contratação de uma consultoria para implementar as novas plataformas exigidas para o portal e, no entanto, coube ao próprio governador vetar a proposta de contratar consultores.

Com base  no “case” da controladoria, Renan Filho está convencido de que na sua gestão as consultorias não terão vez alguma. Se há desafios a serem vencidos, ele acredita que a resposta sairá dos próprios servidores públicos, desde que eles estejam devidamente motivados para alcançarem as metas traçadas.

A arte das Consultorias – No País inteiro, as consultorias funcionam como uma ferramenta “na arte de roubar dinheiro público”. De acordo com dados da Controladoria Geral da União (CGU) de 2002 até agora foram desviados mais de R$ 7,7 bilhões dos cofres públicos por meio das “consultorias”.

A Prefeitura de Maceió, por exemplo, assinou alguns contratos de consultoria na atual gestão para serviços que poderiam ser desenvolvidos pelos servidores municipais.

O Diário oficial do Município, com data de sexta-feira, 04 de março de 2016, publicou inclusive dois contratos com a rubrica “dispensa de licitação” que somam quase 10 milhões para os consultores do prefeito Rui Palmeira (PSDB). Uma das consultorias foi para cadastramento de pessoal e elaboração de folha de pagamento.

Assim, em nome da transparência necessária, bem que os órgãos fiscalizadores deveriam acompanhar atentamente esses fatos.

 

 

 

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