21 de junho de 2015 • 3:52 am

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As famílias despejadas e as obras em Jaraguá. Parceria, sim ou não?

Por que não inserir ex-moradores como mão de obra nos futuros empreendimentos do local?

Por: Fátima Almeida
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Maquete do projeto para a Vila dos Pescadores

Maquete do projeto da Prefeitura para o local da antiga Vila dos Pescadores

Numa semana que começou tumultada, com o despejo de 150 famílias de moradores da Vila dos Pescadores, em Jaraguá, e terminou com ação sequencial de bandidos desafiando a polícia em defesa do crime e do poder do tráfico, cabe uma reflexão para este domingo.

Qual o futuro de crianças e adolescentes que durante os anos de suas vidas conviveram com a miséria absoluta e situações degradantes, entre a lama que encharca os becos e o chão batido dos barracos da favela? Meninos e menina que, ainda assim, sofreram ao verem o desespero de seus pais e vizinhos a chorarem a perda de suas referências de lar e moradia? O que será dessas famílias que foram removidas da Vila e levadas para locais distantes do seu trabalho, do seu ganha-pão?

Ora, se a Prefeitura diz que vai construir, na área desocupada, um Centro Pesqueiro, três estaleiros para fabricação e conserto de barcos, uma fábrica de gelo, um galpão com 30 depósitos para acondicionamento do material de pesca e seis oficinas, isso vai gerar emprego e renda, não é?

Assim sendo, por que não  contemplar essas famílias com um plano consistente e bem elaborado de capacitação de mão de obra voltada para esses empreendimentos previstos para o local de onde foram retirados?

Se pelo menos uma pessoa de cada  família fosse capacitada para ser inserida formalmente nesse mercado de trabalho que deve se abrir, distanciando-se da zona de risco da marginalidade, já valeria a pena os transtornos causados pelo despejo e pela obra anunciada.

É bom pensar nisso.

Fica a dica.

 

ACORDO DIFÍCIL

Não está sendo fácil o entendimento entre o governo e os servidores públicos estaduais, sobre os números da negociação salarial deste ano. Principalmente na área de Educação.

Enquanto o Estado chora migalhas, o Sinteal jura que há dinheiro, sim: mais de R$ 1 bilhão de recursos do Fundeb, além dos 25% do orçamento próprio do Estado, que devem, obrigatoriamente, serem destinado ao ensino.

 

OLHA O BONDE

Recado do secretário adjunto municipal da Administração, Alan Balbino: As categorias que ainda não fecharam o acordo salarial com o município, com os 6% de reajuste oferecidos, correm sério risco de perdê-lo. Depois de um quadrimestre de resultados positivos, a receita registrou baixa no mês de maio, com a queda do FMP. E se essa tendência persistir, alerta ele, o município pode ser obrigado a reduzir a oferta.

É bom ficar de olho.

 

EM PAUTA

A Assembleia Legislativa de Alagoas realiza, na próxima quinta-feira (25), sessão pública especial para debater o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Com a presença de representantes do governo e da sociedade civil. Espera-se.

Embora seja de grande importância, o povo não tem demonstrado muito gosto em participar dessas discussões no parlamento, mesmo quando é convidado. As sessões públicas têm sido extremamente esvaziadas.

Deve ser pura desilusão…

 

FÉRIAS A VISTA

A propósito, se não aprovarem o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do Executivo até o próximo dia 30, os deputados alagoanos não poderão entrar em recesso parlamentar. Ficam numa espécie de recuperação durante o mês de julho, e com a pauta trancada até que a matéria seja votada.

Vai ser um corre, corre, nos próximos dias!

Ou vocês acham que eles vão perder as férias?

 

RAJADA DE PRECONCEITO

A arma usada pela sargento PM Léa Soares, para atirar ’contra o barulho’ da boa música tocada num bar, localizado no bairro de Mangabeiras, estava carregada de uma perigosa munição composta de uma mistura de arrogância, prepotência, irresponsabilidade e desequilíbrio emocional.

Mas foi a dose do preconceito berrado contra a cantora Elaine Kundera, que deu um efeito quase letal à munição usada nos três disparos efetuados pela policial militar.

É preciso saber a quem se entrega uma arma.

 

CENA URBANA

Lixão na Levada

Alô, é da Slum!

Sabe aquela imundície registrada há um mês, pelo Blog, na Rua Comendador Luiz Calheiros, no bairro da Levada? Continua lá, exatamente como foi retratada.

É bom cuidar. Porque que além de ser um atentado contra a dignidade e a saúde pública, a cena é um flagrante constragedor de descuido do poder público.

1 Comentário

  1. Nyze disse:

    Uma ótima reflexão mesmo… E uma única resposta… Pobre capaz de tirar seu sustento do trabalho não é interessante para os governantes e sim um pobre grato pelas bolsas de auxílio.
    Parabéns pela matéria!!!

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