5 de fevereiro de 2016 • 7:59 am

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Assembleia não abre mão de um duodécimo superior a R$ 200 milhões

Enquanto isso, os servidores da CARHP começam a sentir os efeitos do desemprego

Por: Marcelo Firmino
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Quando o cinto aperta na administração pública e as gorduras estufam por todos os lados a tecnocracia surge com força para apresentar soluções e quase sempre a principal delas é reduzir os gastos com pessoal.

Tanto é assim que o governo estadual já demitiu mais de 200 servidores celetistas da CARPH – profissionais das empresas empresas como Sergasa, Emater, Epeal, Cohab, Codeal e Comag – e deverá dobrar esse número ainda este ano. Um drama social está posto para servidores na faixa dos 55 a 65 anos de idade e até mais.

Qualquer que seja a economia nos cofres do governo, o certo é que o governador Renan Filho (PMDB) vai precisar de muito mais para poder estabelecer as regras do jogo da gestão com os demais poderes e estabelecer a convivência harmoniosa (em Alagoas compadrio) que todos adoram.

O jogo começa agora neste mês de fevereiro com a negociação do duodécimo dos poderes. A Assembleia Legislativa,  por exemplo, está propondo passar de R$ 189 milhões para R$ 209 milhões. Um aumento de R$ 20 milhões.

Esse é apenas um caso. Mas Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas, todos querem uma fatia maior do bolo da Fazenda  e por mais que queira dizer não, Renan Filho sabe  que neste caso não tem como. Se o fizer terá que arcar com as consequências da convivência que, certamente, não será nada pacífica.

E assim é o jogo. Terá sempre mais quem pode mais. Os servidores da CARPH como não podem nada ficaram, portanto, na rua da amargura. E o que é pior: sem emprego, nem orçamento doméstico.

E o ano está só começando.

 

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