16 de novembro de 2016 • 12:16 pm

Justiça

Audiência de réus da Operação Taturana é adiada pelo Judiciário

Núcleo de Improbidade Administrativa do TJ-AL decidiu restringir esse primeiro dia à oitiva das testemunhas

Por: Da Redação com Assessoria
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page
Juízes Joyce Araújo (centro) e Helestron Costa ouvem testemunha / Foto de Caio Loureiro.

Juízes Joyce Araújo (centro) e Helestron Costa ouvem testemunha / Foto de Caio Loureiro.

Realizada a portas fechadas, na manhã desta quarta-feira, vedada a presença da imprensa dentro do auditório 01, do Tribunal de Justiça, a audiência de réus e testemunhas do caso ‘Operação Taturana’ – esquema de desvio de recursos na Assembleia Legislativa, desvendado em operação da Polícia Federal, em 2007 – não contou com a presença dos principais envolvidos, a maioria deputados e ex-deputados que na época exerciam mandato na Assembleia e funções de desataque na Mesa Diretora da casa.

Devido à ausência justificada de algumas testemunhas, os juízes Helestron Costa e Joyce Araújo, do Núcleo de Improbidade Administrativa do Judiciário alagoano, decidiram restringir esse primeiro dia à oitiva das testemunhas que compareceram e definir uma nova data para ouvir as demais testemunhas e os réus envolvidos no processo.

Ao todo são 38 testemunhas – sendo 27 convocadas pelo Ministério Público e 11 pela defesa – e 6 réus: Antônio Albuquerque, Cícero Ferro, Nelito Gomes de Barros, Edval Gaia, Maurício Tavares e Cícero Amélio.

Promotores Karla Padilha, Jamil Gonçalves e José Carlos Castro / Foto Caio Loureiro

Promotores Karla Padilha, Jamil Gonçalves e José Carlos Castro / Foto Caio Loureiro

O esquema que desviou cerca de R$ 300 milhões teria ocorrido entre os anos de 2003 e 2006, e consistia na realização de empréstimos pessoais feitos pelos então deputados junto, ao Banco Rural, tendo como garantia recursos da verba de gabinete, além do pagamento de funcionários fantasmas enxertados na folha da Assembleia, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual e revelado como um dos maiores escândalos registrados no Legislativo alagoano, com envolvimento de mais da metade dos parlamentares com assento na casa.

RETOMADA

Essa não é a única ação resultante da Operação Taturana, em tramitação no Judiciário.

No próximo dia 28, volta à pauta do Tribunal de Justiça o julgamento, já em andamento, de recursos de outros 10 réus já condenados – Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito), Paulo Fernando dos Santos, Maria José Pereira Viana, Celso Luiz Tenório Brandão, João Beltrão Siqueira, José Adalberto Cavalcante Silva, Cícero Amélio, José Cícero Soares de Almeida e Arthur Lira, além do Banco Rural, onde os então parlamentares contraíram os empréstimos considerados lesivos ao erário.

Deixe o seu comentário