27 de agosto de 2015 • 7:02 pm

Brasil

Aumenta pressão para Eduardo Cunha deixar a presidência da Câmara

Deputados alegam que o parlamentar, acusado de envolvimento na Lava Jato, pode virar réu no STF a qualquer momento.

Por: Da Redação
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Cunha: propina de US$ 5 milhões.

Cunha: propina de US$ 5 milhões.

Em Brasília, a situação se complica para o deputado federal, Eduardo Cunha (PMDB). Denunciado por suposto envolvimento no esquema de corrupção instalado na Petrobrás, ele foi alvo de um novo manifesto intitulado “Em defesa da representação popular”, apresentado nesta quinta-feira (27), por um grupo de deputados federais pedindo o seu afastamento do cargo de presidente da Câmara Federal.

Eles alegam que Eduardo Cunha pode virar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) a qualquer momento, já que foi acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter se beneficiado com o esquema, recebendo US$ 5 milhões, segundo apontam as investigações da Operação Lava Jato.

O documento subscrito por 35 parlamentares lembra que o Ministério Público acusa Eduardo Cunha de corrupção e lavagem de dinheiro e que ele é também investigado por ter, supostamente, se utilizado de documentos da Câmara Federal “para chantagear empresários que estariam com parcelas de propina em atraso”.

A permanência de Cunha à frente da Câmara Federal já havia sido questionada pelo líder do Psol, deputado Chico Alencar, logo após a denúncia da PGR. Na semana passada, um grupo de parlamentares de dez partidos (PT, PSB, PPS, PDT, PR, PSC, PROS e PTB) também divulgou manifesto pedindo o afastamento temporário do presidente da Câmara.

 

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