21 de junho de 2016 • 7:33 am

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Banco da Odebrechet distribuía propinas para Aécio e outros tucanos

Empreiteira comprou um um banco só para distribuir US$ 117 milhões de propinas a políticos, diz jornal

Por: Da Redação
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Os tucanos do PSDB, a começar por Aécio Neves e outros de maior e menor escala, inclusive políticos alagoanos já citados na lista da Odebrechet, agora têm mais uma razão para aumentar o grau de preocupação com as investigações da Lava Jato.

Aécio: flagrado na propina.

Aécio: flagrado na propina.

Segundo divulgou o jornal o Globo, a descoberta de que a Odebrecht mantinha um banco no exterior, em sociedade com o grupo Petrópolis, da cervejaria Itaipava, para realizar pagamentos de natureza política, pode esclarecer o conteúdo do listão da empreiteira, apreendido na Operação Xepa, uma das etapas da Lava Jato. No listão foram encontrados os nomes do ex-governador Teotônio Vilela e Rui Palmeira, ex-deputado federal e atual prefeito de Maceió.

Com o vazamento da lista, surgiram indícios de que a Odebrecht distribuiu pelo menos US$ 117 milhões para o pagamento de propina entre 2008 e 2014. A novidade é que, agora, o operador Vinícius Veiga Borin revelou que a compra do Meinl Bank, pela Odebrecht e pelo empresário Walter Faria, do grupo Petrópolis, visava facilitar o pagamento de propinas.

Na reportagem desta segunda-feira, o jornal O Globo cita Aécio como um dos beneficiários dessas doações. “O delator não envolve diretamente a cervejaria no esquema, só informa que era sócia da Odebrecht no banco e que distribuidoras de bebidas ligadas ao grupo Petrópolis fizeram doações eleitorais. Na 23a. etapa da Lava-Jato, foi achada com um diretor da Odebrecht planilha em que essas empresas aparecem fazendo doações a políticos, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG).”

O Globo se refere à empresa Leyroz, que doou R$ 1,6 milhão a Aécio e ao PSDB em 2010, no ano em que ele concorreu ao Senado Federal, após dois mandatos como governador de Minas. À época, Aécio declarou que as doações foram legais e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral.

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