17 de julho de 2017 • 8:13 am

Economia » Interior

Banco do Brasil acusado de levar à falência lojistas de Girau do Ponciano

Deputado acusou o desvirtuamento do papel social do banco, durante audiência pública na cidade

Por: Da Redação
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Distante de Maceió 169 quilômetros, o município de Girau do Ponciano, em pleno Agreste alagoano, vive uma crise sem precedentes que ameaça o fechamento total do seu comércio, segundo denunciaram os lojistas da cidade em uma audiência pública da Câmara Municipal.

A causa da crise que está fechando o comércio é o Banco do Brasil, que reduziu drasticamente a circulação da moeda no município, a partir dos seus caixas.

Lojistas e autoridades de Girau protestam contra o Banco do Brasil.

Durante audiência na Câmara conduzida pelo presidente da Casa, Zé Maurício, com as participações do prefeito Davi Barross (PTB) e o do deputado federal Paulão (PT), o único da bancada federal que atendeu ao convite da comunidade para a sessão, os lojistas e líderes comunitários manifestaram a insatisfação com a nova política do Banco do Brasil de esvaziar os caixas, para forçar os clientes a usar aplicativos do banco via celular ou computador. A audiênci aconteceu na noite de sexta-feira, 14.

Transtornos – Resultado com dois terços da população vivendo na zona rural e uma maioria de analfabetos, a gestão do banco tem gerado transtornos de toda ordem ao comércio por que o dinheiro não circula. Segundo um lojista, se não há dinheiro nos caixas do Banco do Brasil, os correntistas vão à cidade de Arapiraca e lá fazem suas compras deixando a vida comercial de Girau do Ponciado em petição de miséria.

Paulão acusou o desvirtuamento do papel social do banco

Convidado para a sessão o gerente do banco João Neto disse que é fundamental que a população passe a usar os aplicativos do banco, “por que todo mundo tem um telefone ceular”, e além disso que os comerciantes adquiram as maquinetas para que as pessoas façam suas compras no cartão. A sugestão foi esquecer o dinheiro e usar o cartão.

A situação deixou insatifeita a população em geral e inclusive o prefeito Davi Barros. A Prefeitura, junto com os agricultores familiares são os principais clientes do banco. Só a prefeitura movimenta mensalmente R$ 40 milhões. O prefeito chegou a ameaçar de tirar a conta do município do banco.

Papel social – O deputado federal Paulão lamentou a postura do banco neste caso e lembrou a necessidade de o Banco do Brasil, embora como economia mista, respeitar o seu papel social e não prejudicar uma população formada em sua maioria por moradores da zona rural, que trabalham no campo.

O deputado ficou de agendar audiência com a Superintendência Regional do Banco do Brasil, em Maceió, e de levar o caso a direção nacional e ao plenário da Câmara, caso a situação não se resolva com serenidade. “O dinheiro no caixa do banco é fundamental, para o saque natural dos correntistas, por que não é todo mundo que tem habilidade para usar aplicativos ou cartão de crédito”, disse o parlamentar.

O deputado declarou que a reação do povo Girau com o desvirtuamento do papel social do Banco do Brasil, deve ser considerada como uma ação de defesa dos direitos da cidadania, principalmente por na estratégia adotada para lidar com a comunidade, seundo Paulão, o banco está se omitindo no desenvolvimento da economia local. “Ao contrário, está causando a falência do comércio, como aqui foi dito. É lamentável”. Declarou.

 

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