19 de junho de 2015 • 12:17 pm

Brasil

Barões da Odebrecht e Gutierrez, são presos pela PF

As duas construtoras são acusadas de lideres do cartel das licitações da Petrobrás.

Por: Da Redação
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Procurador federal: Carlos Fernando Lima

Procurador federal: Carlos Fernando Lima

BrasilPrender grande empresários, empreiteiros capazes de eleger senadores, presidentes e deputados era uma coisa impensada no Brasil até pelo menos uns 20 anos. Hoje a situação é bem diferente. Que o digam os grandes executivos e barões empreiteiras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, presos nesta sexta-feira, 19.
Tão corruptos quantos os parlamentares por que patrocinaram a corrupção, os grandes empreiteiros brasileiras jamais poderiam imaginar viver esse momento. Antes, tinham sempre a mão amiga do poder para contornar as situações vexatórias.
Na ação de hoje a Policia Federal e o Ministério Público Federal afirmaram que as empresas Odebrecht e Andrade Gutierrez, alvos da 14ª fase da Operação Lava Jato, agiam de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. As empreiteiras comandavam o cartel na estatal, segundo Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador do MPF.
Para isso, havia o pagamento de propina a diretores da estatal via contas bancárias no exterior. “Não temos dúvida alguma que a Norberto Odebrecht e a Andrade Gutierrez capitaneavam o esquema de cartel dentro da Petrobras”, diz Lima.
A 14ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Dos 12 mandados de prisão, nove foram cumpridos. César Ramos Rocha (Odebrecht) não foi localizado. Elton Negrão, executivo da Andrade Gutierrez, e Paulo Roberto Dalmazzo (Odebrecht) vão se apresentar, segundo a PF.
Entre os detidos até 11h40, estão:

Odebrecht
Marcelo Odebrecht, presidente, prisão preventiva
João Antônio Bernardes, ex diretor, prisão preventiva
Alexandrino de Salles, prisão temporária
Cristiana Maria da Silva Jorge, consultora, prisão temporária
Márcio Faria da Silva, prisão preventiva
Rogério Santos de Araújo, prisão preventiva

Andrade Gutierrez
Otávio Marques de Azevedo, presidente, prisão preventiva
Antônio no Pedro Campelo de Souza, prisão temporária
Flávio Lucio Magalhães, prisão temporária

A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período. Já a prisão preventiva não tem prazo pré-definido.

Todos os presos serão levados para a carceragem da PF, em Curitiba, ainda nesta sexta-feira. Segundo o delegado Igor Romário de Paula, o deslocamento será feito com um avião da PF no final da tarde.

1 Comentário

  1. Neto disse:

    Enquanto isso, nas terras das alagoas tem secretária de restado respondendo a sei lá quantas centenas de processo e…. NADA !

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