11 de junho de 2015 • 9:03 am

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Cinema: Bem vindo ao Parque dos Dinossauros. Quero dizer, Mundo.

Jurassic World não é romântico, mas faz mais bem do que as estreias Los Hermanos e Sob o Mesmo Céu. Por sorte, os casais tem ainda Deixa Rolar.

Por: Thiago Sampaio
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No final de semana dos namorados, Sob o Mesmo Céu, Deixa Rolar, Jurassic World e Los Hermanos.

No final de semana dos namorados, Sob o Mesmo Céu, Deixa Rolar, Jurassic World e Los Hermanos.

Em 1993, há 22 anos, assisti pela primeira vez um filme no cinema. Meu pai levou a mim e a meu irmão para assistirmos ‘Jurassic Park’, um dos maiores sucessos de Steven Spielberg, e eu não poderia pedir por uma melhor estreia. Hoje, em 2015, diante do quarto filme da franquia, tenho a certeza de que certos momentos não se repetem. ‘Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros’, definitivamente, não faz juz ao vislumbre do primeiro filme. Isso é óbvio, claro, e não estou impondo nostalgia em meu julgamento, mas se for pra assistir essa estreia, vá de mente aberta. Não encare como um Jurassic Movie. Você pode até gostar assim.

No lugar de Steven Spielberg, temos o novato Colin Trevorrow, que tem apenas um outro filme no currículo como diretor. Ao invés de nos deixar perplexos com efeitos de outro mundo, ‘Jurassic World‘ se encontra em um mundo em que efeitos especiais não são mais tão surpreendentes quanto no lançamento do original (eu juro que o T-Rex de 93 ainda é a criação digital mais bem feita da história do cinema), logo não ficamos boquiabertos com as criaturas na tela. Talvez por isso o roteiro tenha inventado de criar um dinossauro geneticamente modificado, para uso militar, e que um funcionário do parque tenha domado os velociraptors, outrora verdadeiras máquinas de matar, enquando anda lado a lado com eles em sua moto. É, eu sei, parece ridículo. E é ridículo. Os personagens são estereotipados, o humor é forçado… Mas é um filme de monstro, que deu até pra divertir.

Honestamente, fui de cérebro desligado para acompanhar o ‘Jurassic World’ e acho que deu certo, ainda mais se comparado às outras estreias desse final de semana de Dia dos Namorados. Um deles é o documentário da turnê que marcou o retorno dos ‘Los Hermanos’, após 5 anos de hiato, em filme homônimo. Apenas para fãs da banda. O outro é ‘Sob o Mesmo Céu’, filme de um diretor que adoro, Cameron Crowe. O cara é responsável por ‘Jerry McGuire‘ e ‘Quase Famosos‘, sendo assim já o coloco entre os grandes do cinema. Mas, infelizmente, ele insiste em errar ultimamente. Este novo dele, ainda que protagonizado por um grande elenco encabeçado por Bradley Cooper e Emma Stone, sofre de falta de ritmo, de coesão e até de química. É uma comédia romântica pra lá de questionável.

Um filme que achei divertido foi ‘Deixa Rolar’. Sim, é mais um clichê americano, com a clássica (batida?) história do bonitão que não se apaixona nunca, até topar com a mulher comprometida que vai fazer ele finalmente se sentir apaixonado. Ao menos esse filme esbanja ritmo, coesão e química. Aliás, vai te fazer até rir. Ao contrário de ‘Sob o Mesmo Céu’ que não utiliza bem seu elenco, esse aqui serve quase como antídoto. Vale constar que me diverti ainda com o fato de ser sobre o Capitão América (Chris Evans), depois de conversar com seu aliado Falcão (Anthony McKie), viajar para escrever um romance melhor e se ver tentando roubar a mulher de Ethan Hunt de ‘Missão Impossível‘ (Michelle Monagham) antes do casamento com seu novo noivo, o Sr. Fantástico (Ioan Gruffudd). Se romance não é sua praia, ao menos tente assistir com essa ótica.

É o que temos para o Dia dos Namorados. Não sendo programa de casal, sugiro de verdade ‘Jurassic World‘. E se seu par for legal mesmo, decidirá assistir esse diante dos outros três. Só que se for pra ter um programa romântico no cinema, sugiro ‘Deixa Rolar‘. Para gostar de ‘Los Hermanos‘ ou ‘Sob o Mesmo Céu‘, só mesmo com uma boa companhia ao seu lado.

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