28 de Maio de 2015 • 8:55 am

Política

Romário propõe CPI para investigar CBF e recebe apoio de 52 senadores

Os acontecimentos na Fifa motivaram o senador a reapresentar o requerimento da CPI, que antes era barrado pelas lideranças do PMDB.

Por: Da Redação
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O senador Romário (PSB_RJ)  enfim vai conseguir criar a CPI para investigar a Confederação Brasileira doe Futebol no Senado Federal. O senador havia tentado outras vezes, mas sempre esbarrava nos panos quentes que eram colocados pelas principais lideranças do PMDB e a Comissão não vingava. Com os últimos acontecimentos de Zurique, na FIFA , ele conquistou 52 assinaturas para formação da CPI.

Desde que chegou ao Congresso Nacional, primeiro como deputado federal e na atual legislatura como Senador, Romário tem se dedicado a consittuir no parlamento a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar “desmandos” na Confederação Brasileira de Futebol – a CBF.

Na condição de ex-atleta e ídolo do futebol brasileiro, Romário sempre teve uma postura critica contra os cartolas do futebol e, principalmente contra dupla familiar que dominava o futebol mundial e nacionao – João Havelange e Ricardo Teixeira, respectivamente FIFA e CBF.

O senador disse que este é o momento de definitivamente “moralizarmos o nosso futebol e não podemos perder a oportunidade. Esperamos desmontar de uma vez por todas essa caixa-preta que existe dentro da CBF”.

Na manhã desta quarta-feira, a Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI), através da polícia da Suíça, prendeu sete dirigentes ligados à Federação Internacional de Futebol (Fifa) por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão envolvendo a organização de competições e contratos de marketing e televisionamento. Entre eles está o ex-presidente da CBF José Maria Marin, que deixou o cargo em abril deste ano. Ele atualmente ocupa uma das cinco vice-presidências da entidade.

Marin é acusado de negociar propinas no valor de R$ 346 milhões pela cessão dos direitos de transmissão da Copa América até 2023, enquanto presidiu a CBF. A entidade também será investigada por contratos de patrocínio firmados com a multinacional americana Nike e intermediados pela Traffic, empresa brasileira de marketing esportivo. Essas negociações datam do mandato do antecessor de Marin na presidência da CBF, Ricardo Teixeira – que ainda não foi citado judicialmente.

Para Romário tudo que aconteceu na reunião da Fifa, em Zurique, “já vem tarde, mas antes tarde do que nunca. O mais importante é que daqui para frente essas pessoas que estão envolvidas vão pagar pelo mal que vêm fazendo ao nosso futebol”.

 

1 Comentário

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