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Sem Rui, Quintella articula nome de JHC para disputar governo em 2018

25 de setembro de 2017 • 11:52 am
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O prefeito Rui Palmeira (PSDB) tem resistido ao assédio do seu grupo político para se desincompatibilizar e concorrer às eleições ao governo do Estado no próximo ano.

O tempo urge e os aliados pressionam por uma definição. Palmeira, no entanto, não manifesta entusiasmo nessa direção e pensa em terminar o segundo mandato de prefeito de forma serena.

Claro que não sairá por aí dizendo que “dessa água não beberei” e por isso mesmo seus companheiros de partido – e o povo do entorno – seguem tratando a questão com prudência.

Rui Palmeira: ainda indeciso.
Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

Mas, quem mais insiste na tese de que Rui Palmeira deve ser candidato

JHC: o plano B de Quintella

é o deputado federal e ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR), hoje a maior referência política do bloco, além do senador Benedito de Lira (PP).

A razão é simples. Todos eles precisam de um palanque majoritário forte para viabilizar a eleição dos proporcionais do grupo em geral.

Mas, e se Rui disser daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Quintella já opera o plano B que passa por uma aliança com o deputado federal João Henrique Caldas (JHC). A ideia é, sem Rui, lançar JHC como candidato a governador.

JHC, por sua vez, quer espaço e visibilidade no campo político. Se visualizar alguma chance de derrotar o governador Renan Filho (PMDB), certamente não deixará  o cavalo selado à toa.

 

 

 


Mutum das Alagoas, muito além de um símbolo: um feito histórico

22 de setembro de 2017 • 8:22 am
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A ação  de reintrodução do “Mutum das Alagoas” ao meio ambiente, nesta sexta-feira, 22 de setembro,  transcende a um ato simbólico. Trata-se de uma iniciativa histórica e que deve ser comemorada com todo orgulho.

A ave que foi praticamente dizimada no Estado, em função da derrubada das reservas de Mata Atlântica para que cedessem espaço ao plantio da cana, é tão rara que seu habitat se dava apenas em um trecho exclusivo de mata: Exatamente nas reservas entre as cidade de São Miguel dos Campos e Rio Largo.

O mutum está de volta.

Trata-se, portanto, de uma espécime genuinamente alagoana, cuja preservação se deu por ter sobrevivido em cativeiro, longe dos disparos de chumbos de caçadores alheios à necessidade da preservação e do cuidado ao meio ambiente.

A luta para a preservação da espécime em cativeiro levou 30 anos e tem alguns ícones que merecem o reconhecimento das autoridades e da sociedade em geral.

No caso de Alagoas, um batalhador incansável pela reintrodução do Mutum de Alagoas à natureza foi o ambientalista Fernando Pinto, presidente do Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA), que há décadas empreendeu uma batalha pessoal para trazer o mutum de volta à sua morada de origem.

Ganhou aliados poderosos nessa luta, inclusive usineiros que ocuparam os tabuleiros alagoanos, onde imperava a mata atlântica, para a expansão da monocultura da cana. Aliás, em se tratando da mata, em todo o Nordeste há apenas 3% de reserva preservada.

 

Pinto foi obstinado na causa. Sonhador, para uns, determinado, para outros, mas agora vencedor aos olhos vistos. O Mutum das Alagoas voltou!

Mas, graças sobretudo ao trabalho fascinante do mineiro  Pedro Nardelli que conseguiu capturar seis exemplares da espécime, na mata alagoana, na década de 80 e, com o apoio do Ibama, deu início ao programa de reprodução em cativeiro, em terras mineiras. Hoje 230 aves lá estão belas e bem cuidadas.

Aqui um casal de Mutum poderá iniciar um novo ciclo em seu habitat natural. Para isso um grupo de trabalho somou esforços nessa empreitada, capitaneada por Fernando Pinto e pelo  promotor público Alberto Fonseca, da Promotoria de Justiça Coletiva Especializada de Defesa do Meio Ambiente, com o apoio de órgãos do governo estadual e entidades da iniciativa privada.

O fato é que o momento é especial para todos, principalmente para a terra alagoana que recebe de volta sua cria ilustre, ao ressurgir das manhãs dos 200 anos de Alagoas. O nosso Mutum é considerada uma das aves mais raras do planeta. Mas, igualmente raro foi o trabalho de todos os envolvidos que enche de orgulho à terra alagoana.

Evoé para o voo livre do Mutum das Alagoas!

 


À sombra da leniência: Tudo voltando ao normal, no país do carnaval

20 de setembro de 2017 • 7:48 pm
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É imoral? É. É ilegal? Não. A Operação Lava Jato acusou, denunciou, puniu empreiteiras por desvios, carteis e toda sorte de maracutaia em obras da Petrobras, expôs a lama que escorre nos dutos de muitas obras contratadas com recursos públicos, mas a impressão que se tem é que tudo começa a se normalizar numa rápida e aparente naturalidade.

O que se vê agora, mesmo depois de comprovadas denúncias de participação em atos de corrupção, é que, por alguns acordos de leniência, essas empresas voltam a frequentar as licitações públicas e reconquistar obras em governos estaduais e municipais.

‘Leniência’ pode ser traduzida como ‘suavização’. Nesses casos, acordo de leniência é um acerto jurídico firmado entre a pessoa jurídica que cometeu ato ilícito contra a administração pública, mas que se dispõe a auxiliar nas investigações que levem a identificação de outros envolvidos no crime, em troca de benefícios que amenizem a sua punibilidade (mas não da absolvição). Tudo amparado pela lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013.

Mas, não seria cedo demais o retorno dessas empresas em licitações púbicas, quando se sabe que elas participaram de esquema que lesaram o erário e o interesse público? Afinal, a lama da Lava jato ainda nem secou.

E lá estão empresas novamente como a Camargo Correia, OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht, todas investigadas, voltando a disputar tranquilamente e a ganhar licitações, como se nada existisse que as desabonasse.

A Camargo Correia, primeira empresa a firmar um acordo de leniência, devolveu R$ 700 milhões aos cofres públicos. Isso pode amenizar o efeito do ato desonesto do qual é acusada, mas não apaga a nódoa. Um ladrão comum não deixa de sê-lo, quando, ao ser flagrado roubando, é obrigado a devolver o produto do roubo.

Mas lá estão elas: A Camargo Correia, ela mesma, será a responsável por construir a estação Morumbi ouro do metrô de São Paulo, obra do Governo paulista. A OAS venceu licitação para três grandes obras do Governo da Bahia: a construção de uma ponte no valor de R$ 88,8 milhões em Ilhéus, a duplicação da rodovia Ilhéus/Itabuna e a construção da barragem do Catolé, em Vitoria da Conquista.

E as outras inidôneas não tardam a voltar. É só o mercado reabrir as grandes construções, que valem milhões de reais e em breve voltaremos a ver placas de obras com velhos nomes, logomarcas conhecidas e valores vultosos – pagos por nós.


As pesquisas estão aí e Bolsonaro está escancarando o sorriso

20 de setembro de 2017 • 12:29 pm
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As pesquisas de opinião pública que a grande mídia tem divulgado, em relação ao processo eleitoral de 2018, trazem no ato a grande aceitação de Jair Bolsonaro, como forte candidato a presidência da República.

Embalado pela onda conservadora e militarista que tomou conta de uma grande parcela da sociedade brasileira, o deputado Bolsonaro segue maximizando seu potencial nas redes sociais com o seu viés político mais extremado e, por isso mesmo, polêmico. Sobretudo, quando expõe suas teses de conteúdo homofóbico.

As pesquisas mostram o parlamentar do PSC (um partido nanico) protagonizando as intenções de votos, ao lado de Lula, do PT. O detalhe é que as últimas amostras revelam que ele cresceu, enquanto o petista, após a delação de Palocci, perdeu apoio.

Claro que é cedo para se falar em uma posição definida, rumo à consolidação. Mas, já não se pode mais descartar a presença de Bolsonaro no processo eleitoral futuro como um nome muito forte.

Para muitos, uma excrescência e para outros o “salvador da pátria”. Na verdade, ele é um produto do meio social com todas as suas mazelas.

É  fruto, pois, do pluralismo democrático, mas que já demonstrou sua aversão pela democracia. Porém, a democracia nos permite a convivência, com o devido respeito, às crenças, valores e diferenças, que lamentavelmente tantos teimam em não considerar.

Portanto, a escolha futura será da própria sociedade. Cabe a ela verificar quais são os candidatos de fato e a quem eles servem ou estão dispostos a servir verdadeiramente em um mundo de interesses de toda ordem.

Vale, contudo, um alerta: até lá, o jogo será bruto como convém aos anseios de cada segmento envolvido.

Aliás, será um jogo bruto, sujo e triste.

 


Sem luz: O fim do túnel da corrupção parece distante

19 de setembro de 2017 • 2:24 pm
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Uma das principais causas de cegueira no Brasil é o glaucoma, a silenciosa doença que avança e leva à perda total de visão em poucos meses enquanto, geralmente, a vítima acha que é apenas um incômodo temporário, uma deficiência visual normal, um problema que pode ser resolvido com um simples óculos.

Mas não é!

E quando você acha que já viu tudo em questão de corrupção, canalhice e falta de respeito e sensibilidade humana, vem a descoberta de quadrilhas que atuam em vários estados – inclusive Alagoas – fornecendo disgnósticos falsos da doença para lucrar com a venda de colírios fornecidos pelo SUS – ou seja, com dinheiro público.

A descoberta que havia sido feita pela Polícia Federal na Operação Hoder, deflagrada em 13 de junho, nos estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Goiás, e que que resultou na prisão de três pessoas – incluindo um médico – vem se confirmando com novos exames que descartam o diagnóstico na maioria dos casos. E causa espanto a quantidade de pessoas que vinham utilizando o tal colírio, sem a menor necessidade, por causa de um diagnóstico falso. Pessoas de todas as idades, inclusive crianças e, principalmente pessoas idosas, prejudicando sua saúde oftalmológica, quando pensavam estar se tratando da suposta doença.

Imagem ilustrativa – Reprodução internet

Foi assim em Marechal Deodoro – das 167 pessoas diagnosticadas e reavaliadas, 21 não apresentaram sintomas de glaucoma. Muito pior em Paulo Jacinto – dos 188 pacientes diagnosticados, 151 foram reavaliados e 90 deles tiveram o tratamento suspenso porque não têm a doença. Ainda falta investigar o restante dos municípios alagoanos.

Quem ganha com isso? Os responsáveis pelos exames e, provavelmente, alguns responsáveis pela distribuição do colírio fornecido pelo SUS e, sabe-se lá quem mais, na estrutura administrativa que gerencia esses programas e esses medicamentos – que custam, em média, R$ 200 a unidade no mercado comum.

Como eles ganham? O sujeito diagnosticado com a doença recebia o colírio prescrito pelo médico, mas em quantidade menor do que o declarado. A sobra era vendida para engordar a conta bancária dos integrantes do esquema – ou da gangue, como achar melhor.

Repito aqui a frase do superintendente da Polícia Federal em Alagoas, diante desse crime que envolve estelionato qualificado, atentado à saúde do cidadão e outras coisas mais: “O que causa mais repulsa e indignação é o diagnóstico de glaucoma em indivíduos sadios”.

E completo, pedindo licença ao radialista França Moura, para usar um jargão por ele repetido fartamente em seu programa de rádio:

De que é feito o ser humano?


Paulo Jacinto crescendo (?): Código Tributário prevê taxa até para Duty Free de aeroporto

18 de setembro de 2017 • 1:30 am
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Gerando polêmica o projeto de lei do novo Código Tributário de Paulo Jacinto, enviado pelo prefeito Marcos Lisboa para aprovação da Câmara Municipal. A chiadeira está sendo geral na cidade, e muitos segmentos prometem acompanhar de perto a apreciação da matéria, em sessão prevista para esta segunda-feira.

E não é só a quantidade e valores das taxas administrativas, de serviço e de exploração comercial propostas que têm chamado a atenção. Mas a peculiaridade de algumas, igualmente destoantes da realidade local. Entre as muitas tabelas que constam no Projeto de Lei nº 003, de 1º de setembro de 2017, tem a criação da taxa de lixo, taxa de fiscalização sanitária (o sujeito vai ter que pagar para ser fiscalizado), taxa de expediente variando entre R$ 8 e R$ 50 (pela emissão de documentos, contratos, autenticação, e até pela ‘matrícula de cães’).

E tem mais. Na taxa de ‘licença para exploração dos meios de publicidade’, a tabela inclui, entre esses meios, os indicadores de bairros e locais turísticos, carros de som e até bóias flutuantes (provavelmente a serem colocadas no leito do Rio Paraíba ou nos açudes da região, quem sabe?).

Porém, o mais inusitado e surpreendente está em meio às taxas de comércio varejista. Tem pra todo mundo: padaria, mercadinho, templos religiosos, apart-hotel (isso mesmo) e – pasmem!… – loja de Duty free de aeroportos internacionais (Ops… O que isso está fazendo aqui? Alguém copiou e colou de onde?).

Estou brincando não! Tá lá, no Projeto de lei do Código Tributário de Paulo Jacinto.

É só ver para crer…

PARA REFLETIR

O Projeto tem muitas coisas mais, que dariam para continuar escrevendo um montão. Mas vamos parar por aqui e esperar que o prefeito Marcos Lisboa tenha como explicar sobre esse Duty free, ou pelo menos cobrar explicações dessa ‘viagem’ a quem elaborou o projeto.

Quem sabe, Marcos pode até explicar, numa postura de transparência com os moradores do município, qual será a destinação dessa arrecadação pretendida e qual a necessidade de tanta taxa num momento em que o  município ainda nem prestou contas dos milhões em recursos que entraram nos cofres da prefeitura este ano, incluindo os resíduos do Fundef.

Essa transparência é um exercício salutar para conseguir a parceria da comunidade (E é dever do gestor).

Até porque, num momento em que o setor produtivo também se vê sufocado com os efeitos da mesma crise chorada pelos gestores públicos, aumentar impostos não é o melhor caminho. Penaliza o contribuinte, podendo causar um efeito contrário, com a redução dos postos de trabalho, numa cidade onde a maioria só tem, basicamente, o comércio, a roça e a prefeitura como geradores de emprego e renda.

Vale refletir!


As reações e a toalha jogada na CPMI chapa branca.

13 de setembro de 2017 • 8:01 pm
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Os conchavos que continuam dando as ordens do dia no Planalto Central, começam a provocar reações mais extremas no Congresso Nacional. A maracutaia da vez foi a nomeação do deputado Carlos Marun, indicado pelo PMDB de Temer e apontado como testa de ferro da tropa do Governo, para ser o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a relação das Empresas JBS e J&F com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES).

A CPMI, que também vai examinar o acordo de delação premiada entre as empresas e o Ministério Público, já começou pegando fogo. Logo cedo o Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) tinha renunciado à vaga de titular do Bloco Parlamentar Democracia Progressista no colegiado. No decorrer da seção o Senador Otto Alencar (PSDB-BA) também renunciou à vaga na Comissão e se retirou do plenário dizendo que não participaria da ‘farsa’ e chamando o relator de “testa de Ferro” do Presidente Temer.

A revolta de Otto tomou volume ao tomar conhecimento da ida do Presidente da CPMI, senador Ataídes Oliveira (PSDB) ao palácio do Jaburu para uma reunião com o Presidente Temer no final de semana. Ataídes ainda tentou evitar a saída do colega de bancada, explicou que o assunto tratado no encontro com Temer foi sobre problemas em empreendimentos na BR-153, que liga Tocantins ao Pará, mas não houve jeito. Alencar estava irredutível e se retirou da sala soltando o verbo:

“Dentro desta farsa, desta CPMI chapa branca, eu estou pedindo a retirada do meu nome para não participar de uma CPMI dessa natureza. Não sou homem para me propor a isso, porque isso é uma farsa para fazer aquilo que o Palácio do Planalto deseja e quer. Portanto, estou pedindo a retirada do meu nome. E me retiro agora da sala envergonhado com o procedimento, tanto de vossa excelência, que foi lá ao Palácio do Planalto, como também a indicação do deputado Carlos Marun”.

E o que não falta é combustível para alimentar o incêndio interminável que é o Congresso. Não bastassem esses os problemas, a CPMI tem pelo menos 17 membros devendo explicações à Justiça e esse número pode crescer mais ainda, pois o STF tem inquéritos sob sigilo disposto no sistema da Corte. Em valores são R$ 4 milhões doados pela JBS a 12 parlamentares componentes da Comissão, segundo planilhas entregues por delatores, em maio deste ano, depois de firmados os acordos de delações premiadas.

Pergunta que não quer calar: Você lembra de alguma CPI ou CPMI que tenha dado resultado? Alguém já soube de algum parlamentar condenado por essa modalidade de “Justiça”?

Nem eu.


A Serasa vem até você!

12 de setembro de 2017 • 6:37 pm
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A capital alagoana está entre as 39 cidades brasileiras onde a Serasa vai estar presente oferecendo consulta de CPF, abertura de Cadastro Positivo, alerta de documentos extraviados e orientações para regularização de pendências financeiras e renegociação de dívidas atrasadas. A iniciativa é do SerasaConsumidor, braço da Serasa Experian voltado ao cidadão, em parceria com a Ativos S. A.

Um caminhão de 15 metros de comprimento por 2,60 de largura foi adaptado para possibilitar o acesso aos serviços gratuitos, e de educação financeira. Os serviços trazidos pelo caminhão também estão disponíveis gratuitamente no site www.serasaconsumidor.com.br.

Mas, argumentam os idealizadores, como aproximadamente 50% dos brasileiros não têm acesso qualificado à internet e atualmente cerca de 60 milhões de pessoas estão inadimplentes no país, o SerasaConsumidor vai encarar o desafio de levar informações e serviços apostando em um formato dinâmico e itinerante.

O projeto começou nesta terça-feira, 12, pelo Vale do Anhangabaú, em São Paulo, onde fica até o dia 15. A data em que chega a Maceió ainda não foi divulgada.

Com assessoria SerasaConsumidor


Mandam interesses e a conveniência: esqueçam a corrupção e censurem a arte

12 de setembro de 2017 • 9:09 am
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A corrupção no seio do governo brasileiro, antes, durante e depois dos governos petistas, chocou o  mais alto representante da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, que manifestou sua opinião sobre o caso brasileiro em pronunciamento na organização internacional, dizendo da ameaça que vive a democracia no Brasil.

Ele foi duro e disse que a corrupção aqui, assim como em Honduras, está enraizada em todos os níveis de governo, “muitas vezes ligados ao crime organizado e tráfico de drogas”.

O Brasil foi citado em um conjunto de 40 países onde a corrupção abre seus tentáculos poderosos dentro das instituições. A fala do representante da ONU ecoou como uma trombeta inconveniente aos ouvidos sensíveis do governo e dos próprios brasileiros silentes diante do desandar do País.

Isso por que a corrupção segue  e, quase sempre, mora ao lado. A conveniência política da elite brasileira é quem determina hoje em dia como e quando se manifestar contra esse estado de putrefação nos poderes.

Atualmente, com seus “movimentos” inseridos na estrutura planaltina de poder, não há razão para barulho contra a corrupção. Há conluio. Assim como aconteceu anteriormente com o movimento sindical que, praticamente, foi morar dentro dos governos de Lula e Dilma, dando-lhes sustentação em nome das conquistas sociais.

Enfim, tudo representa interesses. E até a triste intolerância dos segmentos e “movimentos” faz parte dessa horda.

E os interesses são tantos que nem a arte escapa. Foi a intolerância, enfim, que pegou uma exposição para Cristo e criou o maior chabu com uma mostra patrocinada pelo Santander, em São Paulo.

Agora o que estava lá em exposição não é nada diferente do que  nossa elite está acostumada a aplaudir nos museus da Europa.

Enquanto isso, Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha são peças de um novo inquérito da PF por terem recebido propina de R$ 31 milhões.

Para isso, mandam os interesses: silêncio sepulcral.

 


Assim falou Geddel em manifestação: ‘Chega de corrupção, de assalto…”

6 de setembro de 2017 • 8:38 am
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O destino prega peças irônicas, além da conta nas pessoas. Imagine hoje a situação de algumas figuras da República que bradaram nas ruas que eram contra a corrupção.

Há casos emblemáticos, como o de Aécio Neves – e outros tantos tucanos – e Geddel Vieira Lima que também participou de várias manifestações para derrubar a Presidente Dilma Rousseff do governo, dizendo-se ser avesso à corrupção.

Pois bem. Em 16 de agosto de 2015, Geddel foi um dos líderes da manifestação contra a corrupção que reuniu 5 mil pessoas no Farol da Barra, em Salvador.

Nesse evento, Geddel era a cara da ética, da moralidade, da austeridade e, um olhar mais atento, chegaria ver uma áurea santa sobre ele.

Tanto assim que foi entrevistado por uma emissora de televisão e fez a seguinte declaração: “Chega, ninguém aguenta mais tanto roubo. Isso já deixou de ser corrupção. É roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas”.

Assim falou Geddel.

Enfim, todos que foram às manifestações imaginavam que estavam combatendo a corrupção e que ela só existia de um lado, como bem disse Geddel, o líder.

Os R$ 51 milhões, em diversas malas, encontrados em um “bunker” de propriedade de Geddel, falam por si só.

Agora fique a pensar em outros tantos esconderijos de malas endinheiradas espalhados pelo País, “à gauche” e “à droite”, de muitos e muitos que foram às ruas gritar contra a corrupção. Gente se apresentando como salvadores da pátria mãe gentil tão distraída…

As malas estão em toda parte. Ora passam correndo em ruas das calçadas paulistas. Ora seguem em aviões pelo triângulo mineiro, desfilam nas calçadas de Nossa Senhora de Copacabana, sobem a ladeira do Farol, cá entre nós… Enfim, elas existem há muito e muito tempo. Os porões dos poderes da República que o digam.

Lamentavelmente, pela conveniência e compadrio dos “movimentos” com tudo isso, o som das ruas é de entristecer.

Enquanto isso “os malas” continuam a jurar que são contra a corrupção.