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Temer freia PF com corte de R$ 400 milhões e mira a impunidade geral

28 de julho de 2017 • 7:44 am
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Depois de gastar mais de 4 bilhões com deputados e senadores para sepultar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a denúncia de corrupção feita pela Procuradoria Geral da República, o presidente Michel Temer agora anuncia um corte de mais de 7 bilhões no Orçamento da União, atingindo as obras de infraestrutura e, principalmente, a Polícia Federal (PF) que perde R$ 400 milhões.

O ato em si tem o cheiro fétido da prevaricação por tudo que se passou antes e depois da CCJ. E mais ainda pelo corte do orçamento da PF, o que remete ao freio proposital contra a Operação Lava Jato.

É a frenética busca pela impunidade de Temer, para Temer e os seus mais íntimos assessores, considerando que Eliseu Padilha e Moreira Franco, os ministros mais fortes do governo, estão denunciados no STF.

Mas, não apenas para eles. O processo articulado para impunidade é para uma infinidade de parlamentares envolvidos nas falcatruas do poder e, devidamente, processados pela justiça.

No Supremo Tribunal, atualmente, existem simplesmente 404 inquéritos e ações penais abertos contra deputados e muitos deles por crimes de corrupção.

Um levantamento da Revista Congresso em Foco indica que  cinco partidos (PMDB, PSDB, PP, PT e PR) reúnem 144 parlamentares com pendências criminais no STF. A maioria dos casos se mantém: corrupção.

Ah, ainda tem o DEM com 48% de sua bancada denunciada no Supremo, segundo a revista, além dos partidos nanicos com seus clássicos representantes.

Enfim, em meio a caolhice social, Temer usou o dinheiro da Nação para se manter no cargo. E agora retira dinheiro dos investimentos para frear um barco desgovernado que ameaça colidir com os muros das prisões planaltinas.

 


A “crise” do governo Rogério Téofilo, em Arapiraca

27 de julho de 2017 • 6:43 pm
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Vale leitura, atenta e imparcial, essa postagem do jurista Adriano Soares, no Facebook, que republico por acreditar no chamado bom debate!

“Tenho guardado silêncio sobre questões políticas locais. Sobre Arapiraca, não fiz uma única postagem este ano, mesmo fazendo uma assessoria técnica ao Rogério Teófilo, porque a minha função tem sido e será… técnica. Mas como tem sido criada uma narrativa constante sobre uma suposta “crise” do Governo Rogério Teófilo, convém dizer algumas palavras aos que são de Alagoas. Não existe “crise do Governo Rogério Teófilo”; existe “CRISE FISCAL E ADMINISTRATIVA EM ARAPIRACA”. São coisas muito distintas.

Rogério assumiu a Prefeitura com duas folhas salariais sem pagamento feito pela gestão anterior. Seria esse um problema sério em uma época de crise na economia nacional. Mas nem de longe era o mais grave. A rigor, o Município de Arapiraca chegou em abril de 2016 absolutamente comprometido em sua capacidade de pagamento, com nível elevado de endividamento.

O que fez com que o serviço público continuasse sendo precariamente prestado foi o aporte de praticamente R$ 100 milhões de reais de precatório do Fundef, que gerou uma corrida para pagamentos de prestadores de serviços, alocando-se os recursos próprios para pagamento da folha. Ainda assim, deixando dois meses em aberto. Não fosse isso, a Prefeitura teria ficado paralisada inteiramente.

Para completar o quadro gravíssimo das finanças municipais, houve renúncia de receitas, sem autorização legislativa, tendo a gestão anterior deixado de aplicar a Lei do IPTU que ela própria havia aprovado em 2012, gerando sucessivas perdas. Some-se a isso a ausência de uma política de cobrança dos impostos, como o ISSQN, que sequer é recolhido por parcela significativa de empresas.

E o sucateamento da Secretária Municipal da Fazenda gera ainda hoje problemas sérios, que estão sendo contornados. Dou um exemplo simples: o Conselho de Contribuintes não funciona, de modo que há elevadas somas de recursos a serem executados, pendentes de recursos fiscais administrativos propostos por instituições bancárias. Esta matéria está sendo tratada com responsabilidade, para corrigir os gravíssimos problemas herdados.

A tecnologia da informação (TI) de Arapiraca, centro nervoso de qualquer gestão pública responsável, era uma ficção. Para completar, irresponsavelmente colocaram em Arapiraca programas de “código aberto” (open source) que só rodavam em três prefeituras do Brasil. E, na gestão contábil-financeira, tiraram o programa pago existente, já em 2016, e colocaram outro com código aberto sem nunca ter sido testado e funcionar adequadamente.

Resultado: o Município não entregou um único relatório fiscal obrigatório, fato que gera graves consequências jurídicas e fiscais. O Ministério Público estará sendo informado de todos os problemas e de todas as soluções, para que atue na medida da sua competência.

A ficção da propaganda da Educação, com escolas em tempo integral, era apenas isso… ficção. Os prédios das escolas estavam em petição de miséria, com problemas na estrutura física municipal. O mesmo se diga dos postos de saúde e do desabastecimento de remédios.

Rogério Teófilo fez o percurso mais difícil para quem deseja atuar seriamente e corrigir as estruturas para colher os frutos de uma gestão responsável: auditou contratos, reduziu custos, moralizou as compras, está reestruturando a TI, corrigindo o informalismo que existia e o descontrole de serem as secretarias mini-prefeituras autônomas.

Mas tem sido atacado constantemente, de modo coordenado, pelas viúvas políticas do grupo derrotado no processo eleitoral.

A greve da Educação, por exemplo, é um ato meramente político: Rogério negociou pessoalmente, com as contas abertas, fazendo um esforço fiscal absurdo para fazer a proposta de 2,33% de aumento, mesmo tendo pagado folhas atrasadas e mesmo com a crise fiscal.

O Sinteal seguiu o caminho que lhe convinha politicamente: nada de diálogo, impondo a sua agenda, chegando ao ponto de fechar as portas do Centro Administrativo e por dois dias impedir o funcionamento de quase todas as secretarias municipais.

Qual o resultado prático? Unicamente desgastar o governo, porque todos sabem que não haverá aumento além do que é permitido pelas condições do Município e das normas da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas nunca deram uma única palavra sobre o uso do dinheiro do precatório do Fundef, os tais R$ 100 milhões, feito pelo governo anterior…

As ruas esburacadas. Por quê? Porque a gestão anterior celebrou um contrato para o saneamento do Município, com destinação de resíduos de modo adequado, e simplesmente permitiu que fossem quebrados os logradouros sem que houvesse o imediato conserto, cujo serviço era previsto contratualmente.

Para completar, fez-se o pagamento de uma medição elevada, cujas obras não foram reconhecidas pela Caixa Econômica Federal, gestora dos recursos federais, causando a paralisação do contrato e das obras. A empresa executora não apresentou as comprovações dos serviços e obras objeto da medição, embora tenha recebido o pagamento.

Não se está discutindo, ainda, eventuais práticas ilícitas, mas há uma sério problema que precisa ser superado. Esta matéria está sendo objeto de análise jurídica e imediata solução em conjunto com a Caixa.

Poderia aqui descrever vários problemas graves em todas as áreas, que estão sendo enfrentados porque estouraram neste governo, gerados pela gestão anterior, como o aterro sanitário, por exemplo.

Rogério Teófilo optou, corretamente, por enfrentar os problemas. Arrumar a casa. Estruturar a gestão. Os frutos já começam a aparecer, mas serão vistos com muita clareza ainda este ano e sobretudo a partir do próximo. Poderia ele fazer circo e não ter saído do palanque. Poderia ele estar fazendo o velho e surrado populismo.

Mas tem a consciência de que a verdadeira política, hoje, exige responsabilidade, transparência e honestidade. Vai apanhar muito, vai ser muito criticado, mas fez a opção única possível: trabalhar duro pelo seu povo de Arapiraca, para corrigir a bagunça que herdou e preparar o futuro que já começa.

“Crise” do Governo Rogério Teófilo é crise herdada. O governo não está em crise: está trabalhando e sem a covardia que não poucos gostariam de apostar…”

Adriano Soares


A crise de cada um, no país das desigualdades sociais

27 de julho de 2017 • 3:52 pm
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Ilustração / Reprodução Internet

“Brasi caboco num come assentado nos banquete, misturado cum os home de casaca e anelão… Brasi caboco só come o bode seco, o feijão, e as veiz uma panelada, um pirão de carne verde, nos dias da inleição quando vai servi de iscada prus home de posição”.

Em seu poema verdadeiro, o poeta Zé da Luz faz a alegação: não se mistura povão com os homens de casaca e anelão. Não adianta tentar se iludir e achar que eles verão a crise com os mesmos olhos. Nunca!

Senão, como explicar que, no auge de uma das piores crises que o país já enfrentou; com o índice de desemprego castigando cerca de 14 milhões de brasileiros, o Ministério Público Federal (MPF), um dos braços do Poder que representa a esperança da sociedade em dar um açoite na corrupção, incluiu em sua proposta de orçamento para 2018 um aumento de 16,7% para os procuradores da República, uma categoria bem paga do serviço público – se comparada à grande maioria dos servidores – com média acima de R$ 20 mil, fora os penduricalhos.

Um reajuste de 16,7% é quatro vezes acima da expectativa de inflação que gira em torno de 4%. Em nome da famigerada crise, a maioria trabalhadores assalariados de baixa renda, seja no setor público ou privado, não tem conseguido sequer recompor nos salários o índice inflacionário. Isso aprofunda o enorme desequilíbrio na balança do enfrentamento da tal crise, que só pende para o lado dos mais fracos.

Não se promove justiça e nem se combate a corrupção acentuando ainda mais as desigualdades sociais.

Somado a outras vantagens, a exemplo do “necessário” auxílio moradia em valor superior R$ 5 mil pagos aos magistrados e membros do Ministério Público, a proposta parece um desdém com o dinheiro público, ainda considerando o efeito cascata que ela arrasta consigo, abrangendo todos os estados, que já vivem à beira da falência (alguns afundados nela).

Não é que seja ilegal o pleito dos procuradores, embora pareça uma irresponsabilidade fiscal, diante de tanta dificuldade financeira alegada nas hostes dos poderes. A nossa Constituição assegura ao Poder Judiciário e ao Ministério Público a autonomia para propor seu próprio orçamento, e nele, os adendos e reajustes pretendidos. Embora isso tenha que passar, necessariamente, pela aprovação do Legislativo e do Executivo. Nada difícil, considerando o histórico de aprovação dessas medidas, ainda mais na realidade atual, com o Congresso que temos, onde a maioria dos parlamentares está na corda bamba, e o que menos quer é problema com o Ministério Público.

Se isso se concretizar, a proposta aprovada pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal, na última terça-feira (25), provocará um impacto de 116 milhões de reais nos gastos públicos. Dinheiro que ninguém sabe, ainda, de onde virá, embora, de antemão, todos nós saibamos quem vai pagar essa conta.


Esqueceu a CNH? Pega o celular. A partir de fevereiro porte de documento pode ser digital

27 de julho de 2017 • 9:56 am
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Ih, esqueci a CNH em casa. E agora? Dentro de alguns meses isso não será mais problema! A partir de fevereiro de 2018 começa a valer a carteira de habilitação digital, com o mesmo valor jurídico do documento impresso que hoje, obrigatoriamente, todo motorista tem que portar na carteira.

É só clicar no celular e ela vai estar lá, prontinha pra livrar das penalidades previstas no artigo 162 – multa, perda de pontos na carteira e retenção do veículo – para quem comete a infração gravíssima de dirigir sem a Carteira Nacional de Habilitação.

A validade da comprovação digital da CNH, que poderá ser ser acessada pelo celular, foi aprovada esta semana, pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). E como hoje em dia quase ninguém no universo inteiro vive sem o celular, isso vai acabar a desculpa e o transtorno dos mais esquecidinhos. Os agentes de trânsito poderão comprovar os dados por um aplicativo de celular, já que a assinatura da CNH é digital, ou pelo escaneamento do QRCode, espécie de código de barras já presente nas CNHs emitidas a partir de maio deste ano, desenvolvido para dar mais segurança contra fraudes e para facilitar o acesso às informações biográficas e foto do documento original, armazenadas em um banco de dados do sistema Denatran.

Na prática, será permitido que motoristas de todo o país se identifiquem por meio de um aplicativo de smartphone, que já se encontra em fase de testes.

Lógico que ninguém vai ser obrigado a investir num celular de ponta para baixar o aplicativo. A habilitação impressa continuará sendo disponibilizada, e você vai poder escolher como portar seu documento. Quem não está nem aí para as vantagens da tecnologia, vai poder continuar levando na carteira, no bolso ou no porta-luvas do carro. Contanto que esteja com com a CNH acessível, seja de forma impressa ou digital.

Para a opção digital, o cadastro se fará, segundo o Contran, a partir do momento em que o serviço entrar em operação, e o usuário interessado deverá fazê-lo no portal do Denatran ou no balcão dos Detrans, com o uso de um certificado digital.

E viva a tecnologia a favor de todos!


DEM e PSDB salvam Temer e os homens de Brasília serão eternos

26 de julho de 2017 • 11:36 am
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É quase sempre nas caladas da noite que o meio político brasileiro decide os rumos do País, seja para o bem ou para o mal. Basta lembrar os rotineiros jantares de Michel Temer com o ministro do STF, Gilmar Mendes, nos porões do Jaburu ou em mansões à beira do lago Paranoá, em Brasília.

Mas, o jantar mais em evidência agora é o da cúpula do DEM com os líderes tucanos do PSDB, em São Paulo, quando o governador da aristocracia paulista, Geraldo Alckmin, convidou restrito grupo de comensais, entre eles o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para uma conversa de pé de orelha, regada a um bom Pinot Noir, em pleno Palácio dos Bandeirantes.

Maia e Alckmin: isso é a felicidade.

Aconteceu na última sexta-feira, 21, e lá se decidiu o futuro da política nacional. Ou melhor, decidiram deixar como está. Salvam Temer da degola e continuam transitando nababescamente no governo que lhes serve.

Essa história de denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), corrupção, ministros na Lava Jato, rejeição de 94% dos brasileiros ao presidente da República, tudo isso, é conto da carochinha. Ou, como dizem, é só para criminalizar a política e os políticos.

Ah sim, tudo isso foi verdade mas no governo passado. Lá e só lá havia corrupção. Agora não. Os homens do poder em Brasília são gentis, elegantes, honestos, fiéis e pessoas do bem voltadas para os mais puros e saudáveis interesses públicos. Ou ainda como costumam repetir, são figuras de legítimos “interesses republicanos”.

E não adianta agora o Procurador da República de Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato, declarar que “muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção“.

Como é, autoridade?

É isso e assim sempre será. Os homens de Brasília serão eternos.

 


O aumento dos combustíveis e a justiça de um magistrado em nome do povo

25 de julho de 2017 • 11:27 pm
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De vez em quando, uma pontinha de esperança. Quando a gente pensa que não tem mais jeito o desmantelo desenfreado do governo que nos faz Temer – com suas medidas, decretos e projetos de lei feitos sob medida para aniquilar o cidadão e a cidadania – aparece um salvador, com a toga de juiz substituto que  vem na raça, compra a briga e determina, com a força da lei e a bravura de quem representa a indignação popular, a suspensão do decreto presidencial que elevou os impostos – PIS/Cofins – sobre os combustíveis e fez os preços subirem feito foguete, queimando o bolso do consumidor.

Com as contas no vermelho, o governo usa a velha fórmula de subtrair do povo para tapar os rombos das contas públicas. E viu no aumento da tributação dos combustíveis a única saída rápida para arrecadar um adicional de R$ 10,4 bilhões ainda em 2017 e com isso tentar aliviar o déficit de R$ 139 bilhões que ameaça a meta fiscal. Meteu bronca. Afinal, é sempre o povo que paga a conta, né?

Mas desta vez esbarrou na decisão do juiz substituto da 20ª Vara Federal de Brasília, Renato Borelli, que nesta terça-feira, em ação popular movida pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs, concedeu liminar suspendendo o tal decreto presidencial que aumentou o tributo. Uma atitude de coragem que dificilmente sairia de ministros abufelados em suas poltronas de poder, na corte Suprema.

Certo; é uma medida liminar que pode cair a qualquer momento. A Advocacia-Geral da União (AGU) já avisou que vai recorrer da decisão – lógico – está no seu papel. E o argumento é de que a lei permite ao presidente alterar por decreto o imposto, dentro de uma margem legal, para cima ou para baixo.

Pode ser. Ou não. Mas pelo menos o governo ficou sabendo – e nós também – que por mais difícil que seja, aqui ou acolá, sempre aparece alguém disposto defender os interesses coletivos da sociedade. E mostra que, quando se tem boa vontade a lei é aplicada em defesa do cidadão.  

Ele – o juiz – fundamentou sua decisão no fato de que o tal decreto presidencial não é o instrumento adequado para o fim que se usou. “O instrumento legislativo adequado à criação e à majoração do tributo é, sem exceção, a Lei, não se prestando a tais objetivos outras espécies legislativas”, argumentou o magistrado.

E disse mais: que a medida do governo, além de prejudicar o consumidor, não respeitou o princípio segundo o qual “nenhum tributo será cobrado antes de noventa dias da publicação da Lei que o instituiu ou aumentou”.

A decisão do juiz vale para todo o país. E determina, também, que os preços dos combustíveis – que esta semana ultrapassaram, nos postos alagoanos, a margem dos R$ 4,00 o litro – voltem aos valores anteriores ao decreto presidencial.

Bom seria se a nossa justiça fosse sempre mais justa do que política.


Biu de Lira, cabeça de tatu, caco de telha e as obras inacabadas no Estado

25 de julho de 2017 • 11:06 am
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Diante de uma plateia formada por engenheiros, arquitetos, estudantes, empresários e autoridades, como o ministro do Turismo Marx Beltrão,  o senador Benedito de Lira (PP) soltou o verbo e revelou suas angústias diante de obras não acabadas, com os recursos que conseguiu junto ao governo federal, e verbas devolvidas por falta de projeto.

No caso desta última, ele foi específico, no auditório do CRE/Alagoas, quando disse que Maceió tem o pior mercado público do Brasil e que conseguiu os recursos para a construção de um novo, mas, no entanto, a verba foi devolvida por falta de projeto.

Senador Benedito de Lira: angústias reveladas

Foi provocado para dizer quem teria devolvido o dinheiro ao governo federal e Biu de Lira saiu pela tangente, dizendo que não iria dizer “pra não fazer confusão”.

Mas revelou também suas angústias com R$ 11 milhões que conseguiu em 2011 para a construção da estrada que liga o município de Matriz a Passo de Camaragibe. A obra tem 10 quilômetros e foi iniciada no governo passado. Segundo Lira já estava com 40% em andamento e, de repente, no governo atual, houve problema com o  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Qual o problema?

O senador explicou textualmente: -O Iphan interditou a obra dizendo que local era um sítio arqueológico, por que tinha encontrado lá uns cascos e cabeças tatus.

E revelou mais uma: Na cidade do Pilar, segundo ele, graças a uma emenda que conseguiu, estava sendo construída uma indústria de tratamento do lixo, também em 2011, e novamente a obra foi interditada pelo Iphan.

A causa, segundo as palavras do senador: -Encontraram outro sítio arqueológico com uns cacos de telhas e disseram que era cerâmica dos antepassados.

Depois de tudo, disse que não tem nada contra o Iphan.

Agora, a menina dos olhos de Lira, além dos trilhos do trem até Jaraguá, é a obra do Alagoinhas, para onde foi projetado em 2008 um observatório com duas torres, mas que até agora na área só existe o piso quebrado.

 

 


De quem é esse lixo? Enquanto isso, o sujo fala do mal lavado

24 de julho de 2017 • 9:57 pm
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O tempo mudou e todos sabiam que iria mudar. Prefeitura e população realmente tem que andar de mãos dadas quando se trata de limpeza urbana, e cada um assumir a sua responsabilidade pra manter a cidade limpa. Certo que não é mais tempo de tolerância com a falta de consciência de quem sai por aí jogando lixo na rua. Mas daí a atribuir apenas à população a culpa pela sujeira que tem se acumulado em vários pontos da cidade, potencializando os danos causados pela chuva, é querer afastar do poder público a responsabilidade sobre a parte que lhe cabe – garantir a limpeza urbana, de maneira eficiente, vigilante e persistente.

Lixo por traz do Mercado – situação permanente (Foto: Fátima Almeida

Será que só a população é realmente a única culpada pelos lixões que se formam e se mantém anos a fio em terrenos baldios, sem muros, abertos em convites para despejo de resíduos? Não! Geralmente é a deficiência na coleta que leva alguém a transformar terrenos abandonados em lixões. E cabe à prefeitura, além de assegurar o serviço regular de coleta, também cobrar responsabilidade do dono do terreno abandonado; fazer cumprir a lei que o obriga a cercar a área; aplicar as sanções previstas em lei ou criar mecanismos que coíbam essa prática – quem sabe, até, a desapropriação da área abandonada para transformá-la numa praça, numa área de convivência.

Vale citar, mais uma vez, um terreno que tem por trás do Mercado da Produção (na rua Comendador Luiz Calheiros, bairro da Levada), o maior lixão na parte central de Maceió. Já denunciamos isso em inúmeras postagens, ao longo dos mais de dois anos de existência do Eassim.net, e a situação por lá continua a mesma – acredite: nenhuma providência eficaz foi tomada.

Se formos relatar, tem várias facetas que ilustram a enorme quantidade de lixo nas ruas da cidade. Os contêineres abarrotados, até funcionariam bem se houvesse assiduidade no recolhimento. Mas o próprio transbordamento desses equipamentos são exemplos de que não é bem assim.

Árvore caída no começo do mês, ainda jaz no passeio público do Conjunto Castelo Branco

E o que dizer dos entulhos e restos de árvores que obstruem calçadas, praças, e ruas durante semanas, prejudicando a circulação de carros e pedestres? Ah, tem não? Que o digam os moradores da quadra 13, do Conjunto Castelo Branco, na Jatiúca, em frente a delegacia do 2º Distrito Policial, onde uma árvore foi derrubada pelas rajadas de vento, há quase um mês – na madrugada do dia 04 de julho.

Equipes mobilizadas, árvore serrada, mas o transtorno do entulho ficaram lá, e continuam: tronco, galhos, folhas, lixo, ocupando um grande espaço do passeio público, na frente de um prédio.

Na Rua B, galhos e conteiner são o cenário do descuido

Não muito longe, paralela à Avenida Brasil, entre o Poço e a Pajuçara, a Rua B também sofre o mesmo problema, com a calçada e parte da rua obstruídas há semanas, por galhos de uma árvore e um contêiner abarrotado. Isso também é culpa da população?

Convenhamos: Admitir os próprios erros; reconhecer as próprias dificuldades é meio caminho na busca de soluções. Ficar apontando culpados só protela um problema que é de todos, sobretudo da administração pública que gerencia os recursos que pagamos para, entre outras coisas, ter uma cidade limpa.

Culpar apenas população é desviar do problema – que é real – de deficiência no recolhimento do lixo e emperrar na máxima do sujo que fala do mal lavado.


Médicos desafiam governador Renan Filho

24 de julho de 2017 • 12:18 pm
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Área Vermelha do HGE/Maceió. Foto: Sinmed/AL.

O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL) propõe que o governador Renan Filho (PMDB) vá ao Hospital Geral do Estado (HGE), e deite numa maca, na ala vermelha, por ao menos cinco minutos. Somente assim, diz o Sinmed, em nota publicada na mídia inpressa, S. Excia poderá entender a aflição de esperar atendimento num espaço  construído para acomodar nove pessoas, mas onde os profissionais de saúde lidam, em média, com 40 pacientes.

É um desafio e tanto!

Mas, RF certamente não vai gostar das condições de insalubridade.

No chamamento ao governador, para que visite o HGE, como fez recentemente indo à Maternidade Santa Mônica, a entidade de classe dos médicos acredita que talvez vivenciando a realidade adversa que enfrentam diariamente, Renan Filho possa agilizar as providências necessárias para que o hospital supere tais obstáculos.

Só pra lembrar, na área vermelha ficam os casos mais graves, as verdadeiras urgências, aqueles em que os riscos de morte são significativos.

Topa, governador?


A gasolina já subiu de preço e Temer zomba: o povo entenderá

21 de julho de 2017 • 10:47 am
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“A população entenderá”. Foi o que disse o presidente Michel Temer depois de autorizar o aumento de impostos, via Decreto, os quais incidem diretamente sobre os preços dos combustíveis.

Chega a ser um disparate, mas parece que a população, de braços cruzados, entendeu que deve pagar ainda mais essa conta.

O que não dar para entender é a razão de Temer zombar da cara dos brasileiros impunemente. E cá estão todos meio que envergonhados, de cabeças na terra,  à la avestruz.  É como se cada um dissesse isso não é comigo. Ou, eu não tenho nada a ver com isso, na mais cômoda covardia cívica. Muito bem entendido.

E ele zomba: “A população entenderá por que este é um governo que não mente…”

Valei-nos nossa Senhora das Candeias!

E como para bom entendedor meia palavra basta, Maceió amanheceu nesta quinta-feira, 21, com dono de posto de combustíveis anunciando a boa nova para a sua clientela. A tabela de preços é bem clara. Ou seja, a gasolina já subiu de preço.

Mas, tudo bem. A população entenderá!