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Fernando Collor se lança pré-candidato a Presidente da República

19 de Janeiro de 2018 • 1:03 pm

Em meio a dualidade política da direita e da esquerda no País, com vistas as eleições deste ano para Presidente da República, o senador Fernando Collor de Mello (PRB) praticamente lançou nesta sexta-feira, 19, sua pré candidatura a Presidente da República.

Collor que foi o primeiro presidente eleito após a ditadura militar, manifestou sua intenção de disputar a Presidência do Brasil durante entrevista à Rádio Gazeta FM de Arapiraca, emissora de sua propriedade.

Collor na rádio, acompanhado dos ex-prefeitos de Arapiraca, Severino Leão e Célia Rocha.

Fazer o caminho de volta a Presidência, disse ele, é o maior sonho, considerando que seu mandato foi interrompido com o impeachment em 1992 e depois todas as acusações que lhes foram feitas foram julgadas improcedentes pela Justiça

 

“Vejo hoje o atual quadro político, e talvez até por isso tenha surgido o meu nome, porque nós temos duas candidaturas postas no extremo do espectro político. Uma candidatura de esquerda, que é a candidatura do ex-presidente Lula, e temos uma candidatura colocada bem à extrema direita, que é do atual deputado federal Jair Bolsonaro. Há um centro do pensamento brasileiro, daqueles que não estejam nem de um lado nem do outro, que está vazio. Essa decisão eu ainda não tomei. Pode ser que eu seja, pode ser que eu não seja, mas, se eu tiver que ser, estarei sendo sim candidato à Presidente da República para disputar mais uma vez“. -Declarou Fernando Collor à Gazeta FM..


Prefeito de Maragogi diz que ‘Renanzinho é muito sedutor’

19 de Janeiro de 2018 • 12:27 pm

Sobrinho e eleitor fiel do senador Benedito de Lira (PP), o prefeito de Maragogi, Fernando Sérgio Lira, disse em uma roda de correligionários políticos que tem uma grande dificuldade de votar no senador Renan Calheiros (PMDB), mas que, considera o governador Renan Filho “muito sedutor”.

Lira observou que Renan Filho é diferente e envolvente na relação com as pessoas. “O Renanzinho é muito sedutor”, avaliou, notadamente se referindo ao carisma do governador alagoano.

Fernando Sérgio: prefeito de Maragogi

Apesar disso, o prefeito aguarda uma definição das lideranças do grupo político a que pertence para decidir com quem marchará nas eleições deste ano. Isso, no que diz respeito ao cargo de governador.

Fernando Sérgio Lira é, atualmente, um dos mais bem avaliados prefeito de Alagoas.O trabalho que tem desenvolvido na Prefeitura da principal cidade do litoral norte tem sido aprovado pela população, apesar das dificuldades naturais que a gestão enfrenta.

No entanto, Lira, graças ao ajuste fiscal que vem fazendo na sua administração, tem feito a diferença. O que no jargão político significa dizer que tem feito de um limão uma limonada.

O prefeito está otimista com o futuro de sua gestão e do próprio Estado de Alagoas, independentemente do resultado das eleições deste ano.

 


O recado de Rui Palmeira

18 de Janeiro de 2018 • 3:05 pm

Rui tem dúvida se vale deixar o cargo para o vice, Marcelo Palmeira (D)

Aos adversários, que torcem para vê-lo fora da disputa, o prefeito Rui Palmeira mandou um recado. O PSDB, partido de Rui, e seus aliados vão participar ativamente da eleição deste ano.

“Vamos ter nosso grupo, vamos ter candidatura ao governo, ao Senado e, certamente, entrar forte para concorrer” – declarou o prefeito, na manhã desta quinta-feira, 18.

Mas, os argumentos de quem acredita que ele não será candidato ao governo são, no mínimo, verossímeis.

Há quem diga que o prefeito não está disposto a deixar a administração nas mãos do vice, Marcelo Palmeira, que é enteado do senador Benedito de Lira (PP).

Se perder a eleição, ficaria quase dois anos sem mandato. E o pior, a mercê da vontade do grupo de Biu, que tem como homem forte seu filho, deputado federal Arthur Lira.

Jogada muito arriscada!

Além disso, Rui sabe que manter-se no cargo e viabilizar o projeto “De frente pra lagoa” é uma estratégia bem mais eficiente. É, na verdade, consolidar-se como liderança política majoritária e chegar de pé, falando grosso, na eleição de 2022.

“Meu prazo é 7 de abril. Então, todos nós devemos aguardar até essa data para saber se vou ou não sair da Prefeitura” – dispara o prefeito.


Vale o quanto pesa? O custo de um dos Parlamentos mais caros do mundo

18 de Janeiro de 2018 • 9:28 am

Foto: Arquivo/Câmara dos Deputados

No ano eleitoral que se inicia – o primeiro dentro do que talvez seja a maior crise de credibilidade política do país – a realidade dos gastos excessivos com o nosso Parlamento (e bota excesso nisso) nos causa uma sensação mista de choque, indignação e impotência. Em Brasília, por exemplo, onde fica uma das casas legislativas mais caras do país, cada deputado distrital custa mais de R$ 235 mil por mês, incluindo a verba (R$ 184 mil) para contratar e manter assessores de sua confiança.

Num país onde o governo tira R$ 10,00 do trabalhador no ajuste do salário mínimo, alegando dificuldade de pagar R$ 964,00, isso dói na alma, né não?

E não é só pelos números volumosos de gastos com o Congresso e assembleias legislativas (que representam apenas um capítulo das distorções que marcam as relações de trabalho desse nosso Brasil). Mas também, e principalmente, pelo contraste com que eles se opõem à realidade de um país que corta direitos dos trabalhadores, mexe com as regras da aposentadoria, reduz investimentos nas políticas públicas básicas de assistência e impõem um salário mínimo de R$ 954, tudo em nome de uma crise econômica que também se apresenta como uma das maiores registradas no país nas últimas décadas.

Quanto custa o nosso Parlamento? É uma conta difícil de fazer – considerando todos os gastos em todas as casas legislativas e o grande número de benefícios e penduricalhos que somam ao salário principal, engordando a conta de cada parlamentar, cada um ao seu modo. Só em salário, cada parlamentar do Congresso recebe o equivalente a 35 salários mínimos (R$ 33.763,00), uma enorme disparidade na relação com o trabalhador comum.

E esse custo vai muito além da parte destinada ao bolso – que soma ao salário de um parlamentar, benefícios como auxílio moradia, aluguel de escritório, telefone, veículos, combustível, passagens aéreas, plano de saúde, ajuda de custo (equivalente a dois salários adicionais no início e no fim do mandato), entre outras coisas que pesam (e muito) na manutenção de um gabinete parlamentar.

Tudo isso eleva o Congresso brasileiro à condição de um dos mais caros do mundo. Só na Câmara dos Deputados são gastos mais de R$ 1 bilhão por ano para manter os 513 parlamentares da casa.

O Brasil ocupa a sexta colocação na relação salarial de deputados x Produto Interno Bruto (PIB) per capita. E se destaca também, no âmbito internacional, pelo grande número de assessores que cada parlamentar pode ter à sua disposição. Numa relação citada esta semana, o site Congresso em Foco mostra que nos Estados Unidos, por exemplo, cada deputado tem direito a 18 assessores. No Chile, são 12, e na França, 8. No Brasil esse número chega a 25 assessores por deputado.

No Senado brasileiro esse número dobra, e alguns senadores até triplicam, como é o caso do alagoano Fernando Collor (PTC), que tem 80 assessores à sua disposição. Mais que ele, só o senador João Alberto Souza (MDB-MA), com 84 servidores ao seu dispor. Todos pagos, a preço de ouro, com o dinheiro do Tesouro Nacional.

E não se trata, aqui, de questionar a importância do Congresso. Num regime democrático ele é fundamental. Mas de avaliar o custo benefício; de lançar um olhar crítico sobre a qualidade dos nossos representantes. Estamos falando de um Congresso mergulhado numa grave crise de credibilidade e representatividade, que constituem um capítulo à parte; da realidade de um parlamento maculado pela mancha da corrupção praticada por muitos dos seus membros; da disparidade entre os interesses da sociedade representada e os interesses que movem a MAIORIA dos nossos representantes. E do custo que tudo isso representa para a nação brasileira.

É inevitável refletir: O nosso Parlamento vale o quanto pesa?

A resposta você pode dar nas urnas, nas próximas eleições.


Partidos pressionam Planalto por R$ 15 bilhões da Caixa

18 de Janeiro de 2018 • 8:22 am

Depois de que Michel Temer foi obrigado a demitir quatro vices presidentes da Caixa Econômica Federal, todos acusados de corrupção, os partidos políticos que haviam indicado os vices agora querem uma compensação do governo. E não é qualquer coisa não.

Trata-se de R$ 15 bilhões do Fundo de Garantia do Trabalhador por Tempo de Serviço (FGTS), para que os atores políticos desses partidos possam anunciar a concessão de crédito em ano eleitoral.

A equipe econômica do governo já se manifestou contra a operação política com o dinheiro do FTGS. Mas, Michel Temer vive no tempo imediato do “toma lá da cá”, para poder “governar”.
Assim, o Planalto já começou a sentir a pressão dos partidos que controlavam os vices presidentes da Caixa, os quais só foram afastados por determinação do Ministério Público Federal.
Só para esclarecer: os vices presidentes eram indicados pelo PP, do senador Benedito de Lyra, pelo PMDB, do senador Renan Calheiros e do Ministro Marx Beltrão, e pelo PR, do Ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

A operação já sofria resistência da Fazenda, mas a crise de gestão se agravou com os desdobramentos da investigação que acusa os executivos de banco de suspeita de corrupção. Na terça-feira, o presidente Michel Temer se viu obrigado a afastar os vice-presidentes, seguindo recomendação do Ministério Público Federal e do Banco Central.

Apesar da pressão política, o entendimento é que ficará muito difícil para o governo sustentar uma capitalização bilionária com dinheiro dos trabalhadores em meio à polêmica envolvendo o comando do banco.

Segundo as informações, no Conselho Curador do FGTS, o presidente da Caixa, Gilberto Ochhi, indicado pelo senador Lira, além da ex-vice presidente Deusdina Pereira, já haviam manifestado a intenção de votar a favor da liberação do crédito de R$ 15 bilhões neste ano de eleições, conforme havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado.

Só que agora, depois da demissão dos vices e do escândalo que ronda o setor, o Ministério Público Federal mandou avisar que está de olho em toda e qualquer operação que a Caixa que fizer.

Afinal, neste caso, são R$ 15 bilhões.

 

 


O valor da militância gay

16 de Janeiro de 2018 • 11:46 am

Nildo Correira, ativista da causa LGBT. Foto: Dicom/TJAL

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, será um dos agraciados com o prêmio Notáveis da Cultura Alagoana.  A honraria será concedida pela Associação Cultural Lagoa do Sul. Em sua 14ª edição, o prêmio Notáveis foi criado em 2005, pelo engenheiro e ativista cultural Carlito Lima.

Jornalista, blogueiro e militante das causas LGBT desde 1997, Nildo Correia coordena a Parada do Orgulho LGBTI+ de Alagoas, um dos grandes eventos de massa e mobilização social do Estado. Em sua pauta anual está também o Festival de Arte e Cultura LGBTI.

Sua militância e luta por direitos humanos o levou a apresentar sugestões ao parlamento maceioense, a exemplo de projetos de lei que cria cotas de moradia popular para casais homoafetivo, que reformula a lei de combate a homofobia, que torna a praça Rayol, no  bairro histórico de Jaraguá, uma referência LGBTI+ na capital, entre outros.

Sua voz se levanta sempre para cobrar a apuração e punição das centenas de crimes homofóbicos que ainda ocorrem Alagoas, e no País.

A solenidade de entrega do14º Prêmio Notáveis da Cultura Alagoana está marcada para o próximo dia 25, a partir das 17h, durante a Festa Literária do Pôr do Sol, na barraca Pedra Virada, na orla de Ponta Verde, em Maceió.

Saudação, querido Nildo!

Continue abalando.


Caso Neguinho Boiadeiro: será mais um crime sem solução no Estado?

16 de Janeiro de 2018 • 7:56 am

Um tiroteio no meio da rua. Um corpo crivado de balas fica estendido no chão, já sem vida. Outro que estava ao lado tomba baleado. Em outro ponto da cidade, a reação. Mais tiros e tiros, outro corpo é atingido e logo encaminhado a um hospital.

A onda de terror deixa a população perplexa e em total clima de apreensão. O cenário do pipocar da violência foi o município de Batalha, médio sertão alagoano, em 9 de novembro de 2017, quando foi morto o presidente da Câmara, vereador Neguinho Boiadeiro, batizado Adelmo Rodrigues de Melo, e saíram feridos um policial e José Emílio Dantas, adversário político de Boiadeiro.

Neguinho Boiadeiro: vereador assassinado

O caso ruidoso e envolvendo pessoas famosas no mundo da valentia sertaneja até agora é uma incógnita.

Estaria partindo para ser mais um dos badalados crimes sem solução no Estado?

Isso por que houve um tempo na estrutura da segurança pública alagoana em que muita gente morreu a tiros e os casos nunca foram solucionados devidos a interesses diversos e escusos no processo. Foram chamados de crimes se solução.

Muitos desses crimes foram praticados com o devido carimbo de chumbo quente do crime organizado nesta terra, que costuma contratar pistoleiros para eliminar os desafetos.

Os tempos mudaram e, com certeza, a política de segurança também mudou. Notadamente, as lideranças do setor na estrutura do governo já disseram que casos desta natureza serão esclarecidos “doa a quem doer”.

No entanto, o silêncio sobre o assassinato de Neguinho Boiadeiro demonstra, num primeiro momento, que as investigações ainda estão sem um norte real na história.

Um assassinato de encomenda? Uma briga entre famílias adversárias? Um caso passional? Enfim, quem matou e por que matou Neguinho Boiadeiro?

Essas questões precisam ser respondidas mas o silêncio é total.

Por que será?

 

 

 


Lula lá!

15 de Janeiro de 2018 • 4:51 pm

Marcado para o próximo dia 24, o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS), está ganhando proporções incalculáveis. O ato jurídico vem sendo tratado como uma questão de segurança nacional. Tanto que está planejada uma operação policial, com helicópteros, cavalaria, cães, viaturas e policiamentos ostensivo. Se discute até mesmo o envio da Força Nacional e do Exército.

Condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do ‘tripex’, digo, tríplex do Guarujá, o ex-presidente recursou e sua apelação estará sendo julgada no dia 24.

Se a condenação for mantida Lula pode se tornar inelegível para as eleições de 2018.

Considerando que o ex-presidente continua na frente nas pesquisas pré-eleitorais, e de se pensar o que pode acontecer se Lula for preso!

Punossasinhora!


Oposição quer JHC como vice de Rui Palmeira contra Renan Filho

15 de Janeiro de 2018 • 9:38 am

Os atores alagoanos dos bastidores políticos já estão em campo para a viabilizar a chapa eleitoral da oposição contra o governador Renan Filho (PMDB), candidato a reeleição.

O nome para governador seria o do prefeito Rui Palmeira, cada vez mais pressionado pelos seus aliados políticos do Partido Liberal (PL), liderado pelo ministro Maurício Quintella, e do Partido Progressista (PP), cujos mandatários são Benedito de Lira, senador, e o filho Arthur Lira, deputado federal.

Todos estão a apostar em uma chapa que coloque o prefeito de Maceió na cabeça e como candidato vice o deputado federal João Henrique Caldas (JHC), caracterizando a força da juventude oposicionista.

JHC: pode ser vice de Rui

As conversas fluem e todos estão animados, embora o martelo ainda não tenha sido batido.

O deputado JHC, hoje o dono Partido Socialista Brasileiro (PSB), está bem a cavalheiro no processo pois sente que seu passe foi valorizado. No entanto, as conversações neste sentido não são fáceis, uma vez que o parlamentar tem como conselheiro político o próprio pai, ex-deputado João Caldas, que, no entanto, conversa com os dois lados em questão: governo e oposição.

O certo é que o clima eleitoral nas Alagoas começa a esquentar de verdade. Nas redes sociais os partidários dos dois blocos vivem freneticamente em êxtase e em postagens que misturam o real e a fantasia na busca do objetivo que lhes interessa. E ainda abusam dos “fake” na estratégia lançada para minar os avanços adversários.

É só o começo. Depois do carnaval, qualquer calçada será um picadeiro.


Pare, olhe, escute. Acidentes com VLT exigem mais atenção de motoristas

11 de Janeiro de 2018 • 4:59 pm

Mais uma colisão entre um carro e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), registrado na tarde desta quinta-feira, no trecho do novo percurso do trem – que vai da Estação Central até o bairro de Jaraguá – mostra a necessidade de medidas mais rígidas de segurança e de atenção dos motoristas ao novo e pesado veículo que trafega na área.

É o segundo acidente de que se tem notícia, no bairro do Poço, desde que o novo percurso foi adicionado à rotina do VLT, em novembro passado. Antes, ele chegava só até a Estação Central, na Praça dos Palmares. Felizmente, nos dois casos, os danos foram apenas materiais. Não houve ferimentos graves.

Mas a reflexão se faz urgente. O que tem levado a esses acidentes: Pressa? Desatenção? Imprudência? Deficiência de sinalização? No caso de hoje, registrado no cruzamento do Sesc, a motorista do carro – um Siena de cor prata, placa MNO  2348 – diz que o sinal estava aberto para ela. Até admite ter ouvido o apito do trem, ter visualizado a locomotiva, mas mesmo assim arriscou na passagem, aproveitando o sinal, achando que daria tempo. ‘Se’ deu mal.

É basicamente o mesmo relato de testemunhas do acidente anterior. O que indica que, nos dois casos, prevaleceram três componentes: Pressa, imprudência e sinalização precária.

Para a CBTU, é hora de pensar nos sinais de alerta – luminosos e sonoros – que indicam a aproximação da locomotiva. Ou de instalar cancelas que impeçam a passagem dos carros, mesmo com o sinal aberto, quando da passagem do VLT.

Para os condutores, mais atenção, por favor! Tem um novo e pesado veículo dividindo espaço no trânsito, e não dá pra medir força com ele.

E vale a recomendação preciosa que sempre vigorou nos cruzamentos de linha férrea: Pare, olhe, escute!