Bleine Oliveira

Jornalista profissional, graduada em Direito. Em 2008 conquistou o Prêmio Banco do Brasil e Petrobras de Jornalismo.

Tá difícil ir ao Centro

14 de novembro de 2017 • 6:36 pm

Vamos combinar que ir ao comércio do Centro não é uma decisão agradável. Embora a Prefeitura de Maceió tenha reduzido o número de ambulantes nos principais trechos do calçadão das Ruas do Comércio e Moreira Lima, aos poucos, eles estão voltando.

O que falta, querido leitor?

Isso mesmo, fiscalização.

É fato que o número de desempregados na capital está no topo da escada.

Aliás, vale repetir aqui levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de agosto último, mostrando que o índice de desemprego em Alagoas subiu de 17,5% para 17,8% no primeiro semestre de 2017.

Dados do primeiro trimestre do ano revelaram que em Maceió, a taxa de desocupação passou de 13,7% para 16,5%, comparado ao mesmo período do ano anterior. No país a taxa de desocupação foi de 13,6%, correspondendo a 14 milhões de brasileiros.

Dá dó só de ler! Imagine confrontar-se com a realidade dessas pessoas.

É o que está acontecendo no Centro!

São dezenas e dezenas vendendo de coentro a inhame, de feijão a manga e amendoim. Em alguns trechos, como na Rua do Sol, as calçadas foram tomadas por homens, mulheres e crianças que, sem alternativa, tentam assegurar o pão de cada dia.

Além do chamado drama social – que todos sabemos é resultado da corrupção que tomou conta do País nos últimos 20 anos (pra não dizer que não falei das flores!), o Centro sofre o abandono da gestão pública.

Buracos e esgotos, além do mau cheiro de urina e fezes de moradores de rua que por ali circulam à noite, tornam a ida ao Centro um programa extremo.

Ou seja, só vai quem tem negócio!

Punossasinhora!


A matança em Batalha e as baratas de Josué

10 de novembro de 2017 • 7:26 pm
Pensei em escrever sobre o embate “Boiadeiros x Dantas”, tema que ontem (quinta-feira, 9), domina o cotidiano local. O assunto exige uma análise histórica, já que é preciso voltar ao passado “coronelista” que marcou Alagoas durante décadas.
Optei por ficar no presente, destacando apenas a posição firme do governo, diante da matança registrada na quinta-feira, 9, na cidade sertaneja de Batalha.
Foi adequada a decisão do governador Renan Filho (PMDB) de tomar as rédeas (sem analogias, por favor!) da segurança pública naquela cidade, enviando tropas militares, inclusive de batalhões de elite, como o temido Bope.
Seria prejudicial à imagem do Estado, e de seu governo, consequentemente, deixar a violência entre duas famílias avançar, chegando à mídia nacional. O tempo dos cangaceiros passou, e isso tem que ficar claro para os dois lados desse embate.
Ninguém é maior que o Estado e, ao assumir o controle da situação, RF reafirma essa máxima do direito e da democracia.
Fico por aqui!
Bom, mas como o final de semana chegou, publico mais um texto do talentoso Josué Seixas, que já apresentei a vocês, queridos leitores.
Perguntei a ele sobre a pontuação.
Do alto de seus 20 anos, sete destes dedicados ao Muay Tai, o jovem me respondeu:
– É estilo!
Eu gosto. Se presta, decida você, querido leitor!
às três, minhas. mãos. já. tinham. parado. de. funcionar. e as baratas atacavam a cozinha e não se esconderam quando cheguei. lavei um copo, tomei água e minhas mãos voltaram. de leve. as baratas me encaravam à espera de um banquete e eu só queria uma distração daquelas horas no photoshop. quebrei um biscoito recheado de morango, peguei a câmera e fiz um ensaio sensual de cada barata que chegava perto; a que tinha asas espantava as outras, mas as pequenas pareciam filhas dela e conseguiam puxar uns farelos. clique, clique, clique. uma com o flash, pra pegar mais detalhe. clique. as baratas saíram correndo deixaram o biscoito esqueceram quem era mãe quem era filha todas pra debaixo do fogão. o salve-se quem puder quase – e eu digo quase porque ele não escreveu sobre uma barata – kafkiano tinha tudo para ser meu, mas o cartão de memória tinha ficado no computador. 

(sim, as baratas existiram. não, eu não fotografei as bichinhas.)
Josué Seixas

Os surdos e a corrupção

6 de novembro de 2017 • 10:48 am

Imagem: internet

Sociedade, vamos combinar…

Esse Michel Temer é esperto!

Imagine que, em seu governo, o MEC “deu um oito” (o mesmo que dar uma volta, ludibriar, enganar) nos estudantes que fizeram a prova do Enem acreditando que o tema da redação estaria inserido no atual contexto sociopolítico nacional.

Que nada!

Enquanto o Brasil está mergulhado na corrupção – e o presidente Temer é apontado como um dos chefes das quadrilhas montadas por parlamentares e seus asseclas, para saquear os cofres públicos – o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017 quer discutir a educação dos surdos.

Se os professores das redes pública e privada, e de cursos preparatórios, foram surpreendidos com o tema, imagine os alunos.

Os estudantes certamente estudaram sobre a inclusão das pessoas com deficiência. Mas não creio que alguém tenha se detido a questão específica dos surdos.

Não há dúvida que se trata de um tema importante. Abordar questões humanas como essa faz o estudante pensar, ter uma visão mais próxima e mais empática das pessoas com deficiência.

Mas seria menos emburrecedor fazê-lo pensar sobre os danos que a corrupção gera para a realidade de cada brasileiro, inclusive dos surdos.

Com a proximidade de mais uma eleição, o Enem 2017 só ajudou o País e sua juventude a se manter surda diante da pilhagem que os políticos nos impõem.

Vamos ver qual será o brasileiro a tirar a nota máxima nesta redação!


Advogado da deputada pede retratação

26 de outubro de 2017 • 8:17 pm

Recebi e, publico, com o mesmo destaque, solicitação do advogado Anderson Góes, defensor da deputado Thaise Guedes.

Reconhecendo que a referência à deficiência da deputada pode, de fato, ser vista como “vexatória e humilhante”, como definido pelo dr. Anderson Góes. Embora, ressalto, em nenhum momento desde o início de sua atividade pública, a deputada tenha escondido a condição de PcD, ou seja, Pessoa com Deficiência.

Segue o pedido de retratação:

Venho por meio deste, requerer à jornalista Bleine Oliveira, repórter do portal eassim.net a retratação imediata da matéria veiculada nesta quinta-feira (dia 26 de outubro de 2017) sobre a deputada Thaise Guedes, no que diz respeito a deficiência da mesma.

A matéria não se contém em repassar apenas as informações amplamente divulgadas por outros veículos de comunicação, mas aborda, de forma pejorativa, a condição física da parlamentar, deixando-a em situação vexatória e humilhante.

Desde já, reitero meu pedido de retratação urgente da matéria supracitada.

Anderson Góes

Advogado


A fé que move Carimbão, é ‘pra se lascar’!

20 de outubro de 2017 • 1:00 pm

O deputado Carimbão (PHS) poderia ter tido mais equilíbrio ao contestar o apoio que o Ministério da Cultura deu à polêmica exposição  “Queermuseu”. Não ficou bem reagir, usando a mãe do ministro Sérgio Sá Leitão como dardo.

A crítica e as manifestações devem ter o tom da indignação, não da ofensa.

Porém, nosso sempre exultante Carimbão está certo no mérito. Ou seja, na questão central dessa polêmica, a reação do deputado alagoano é correta e necessária.

Usar dinheiro público para agredir símbolos de uma religião é inaceitável, seja ela qual for.

O dinheiro do Ministério da Cultura é público, é de católicos, de evangélicos, umbandistas, budistas, dos praticantes de todas as vertentes religiosas professadas em nosso país.

Crer, ter fé, é uma faculdade humana. Acreditar e louvar símbolos religiosos é direito de todos e de cada um.

Católico fervoroso, devoto, Givaldo Carimbão reage contra as inaceitáveis agressões à Maria, um símbolo de fé e adoração.

Também reverencio Nossa Senhora, minha Mãe. Não com o mesmo fervor do querido Carimbão, mas me ajoelho e rogo a proteção Dela por meus filhos, minha neta, minha nora, por todos os meus familiares e amigos.

Rogo à Maria pela paz no mundo!

A “Queermuseu” não propõe, como quer fazer acreditar o ministro da Cultura, um debate amplo e respeitoso.

Ao contrário, ali está um exemplo de intolerância e desrespeito aos católicos, aos cristãos, a quem acredita em Maria, em Jesus Cristo.

Deputado Carimbão, Vossa Excelência está certíssimo em reagir. Mas o rito de cargo que ocupa, exige mais sobriedade, polidez até!

De mão na cintura, escorada no cabo da vassoura, Dilma, a faxineira aqui de casa, reage:

– Oxe, dona Breine,  e fizero isso com Nossa Sinhora, foi? Misericórdia. Intão o deputado tá certo. Se fosse eu mandava tudo se lascar!

Dilma, punossassinhora, tenha calma!

 

 

 


Um desafio à Polícia Civil de Alagoas!

13 de outubro de 2017 • 6:14 pm

Claro, a realidade é bem diferente dos seriados de Tv. Nas séries policiais todo crime é solucionado. Tudo se resolve com muita tecnologia, e fantasia, vale salientar.

Mas é inadmissível que a Polícia Civil de Alagoas seja desafiada por um criminoso, e não consiga provar a materialidade de um assassinato.

O desaparecimento e, provável, morte da estudante Bárbara Regina desafia a PC desde setembro de 2012, quando a jovem, de 21 anos, sumiu depois de sair de uma boate, no bairro da Jatiúca!

Ela saiu do local na companhia de Otávio Cardoso da Silva Neto, apontado como responsável por seu desaparecimento.

O inquérito policial traz o depoimento de um amigo do acusado, a quem ele teria confessado que matara a estudante a punhaladas, depois de tê-la enforcado. Essa testemunha definiu Otávio Cardoso como um “psicopata, louco por sexo”.

Ousado, antes de fugir de Alagoas, o sujeito chegou a usar o celular de Bárbara Regina, sem se importar com o fato de que ela estava sendo procurada.

Cinco anos depois ele é preso, admite que saiu com a estudante, mas alega que apenas lhe deu carona. E cria um imbróglio, um nó, que a Polícia Civil precisa desatar.

Esta semana, em entrevista coletiva, o delegado Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital, afirmou, depois de ouvir Otávio Cardoso, que o depoimento foi “contraditório e inconsistente”.

Porém, definiu o acusado como “um psicopata frio e inteligente, que pensou em todas as respostas para o interrogatório”.

Será que esse sujeito é mais inteligente que a Polícia?

Pessoalmente, acredito na perspicácia e na eficiência dos delegados.

Aposto que eles conseguirão materializar esse crime, levando ao julgamento da sociedade, no Tribunal do Júri, um assassino!


Vereador, quem é ‘Dora”?

10 de outubro de 2017 • 6:03 pm

Como não? Por que os vereadores não podem discutir uma questão importante como a concessão de título de cidadania ao paulista João Dória (PSDB), prefeito de São Paulo?

Afinal, Maceió é uma cidade sem problemas! #SQN

Meus queridos leitores, me falta paciência, sinceramente!

É muito provincianismo (substantivo aqui usado no sentido de atraso social e político!).

A proposta para homenagear o tucano foi apresentada pelo vereador Chico Filho (PP) e deve ser apreciada na sessão ordinária desta quarta-feira, 11.

O argumento do proponente é que, como empresário, Dória pode fazer muito pela capital alagoana, assim como fez (sic) por São Paulo.

Enquanto tento achar motivos pra tal proposta, sou surpreendida:

– Ele é quem, esse ‘Dora’, dona Breine? – dispara Dilma, a faxineira aqui de casa.

Diante disso, sou obrigada a reconhecer: não há justificativa!

Vereador, punossasinhora!

Vá andar na periferia e ouvir as mães cujos filhos estão sem creches, sem escolas.

Vá às unidades de saúde descobrir se há médicos atendendo, se há medicamentos sendo entregues, exames sendo feitos.

Acredite, o João Dória não vale esse debate!


Lessa e a aliança com os simbióticos Renan’s

29 de setembro de 2017 • 5:11 pm

O governador Renan Filho (PMDB) e seu pai, senador Renan Calheiros, trabalham para tirar do caminho todo e qualquer obstáculo a seus planos políticos para 2018. Para a eleição que se aproxima, os principais adversários são os grupos do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), e do deputado e ministro Marx Beltrão (PMDB).

Embora cria do PMDB dos Calheiros, o ministro Marx tem a seu favor um grupo forte, e o poder belicoso de seu pai, deputado estadual João Beltrão (PMDB). Que, por sinal, sempre fechou aliança com Renan, o senador.

O prefeito Rui Palmeira, por sua vez, além do comando da máquina pública na capital, e das lideranças que o apoiam, conta com a experiência e a habilidade do pai, Guilherme Palmeira.

Consciente disso, a simbiótica dupla capina o terreno para renovar seus mandatos, pondo em prática desde agora uma estratégia clara: reduzir o poder de aglutinação dos adversários.

Neste sentido, RF anunciou esta semana que o PDT do deputado federal Ronaldo Lessa vai reforçar a base política do PMDB em Alagoas. Em tempo: na eleição do ano passado, Lessa ajudou Rui a derrotar Cícero Almeida, apoiado por Renan Filho.

Daqui do alto da Pitanguinha, Dilma, a faxineira, me pergunta:

– E o Ronaldo Lessa, dona Breine, é ‘fio’ de quem?

Dilma, mulher, vá indo, que eu não vou! Punossasinhora!

 


A Serasa vem até você!

12 de setembro de 2017 • 6:37 pm

A capital alagoana está entre as 39 cidades brasileiras onde a Serasa vai estar presente oferecendo consulta de CPF, abertura de Cadastro Positivo, alerta de documentos extraviados e orientações para regularização de pendências financeiras e renegociação de dívidas atrasadas. A iniciativa é do SerasaConsumidor, braço da Serasa Experian voltado ao cidadão, em parceria com a Ativos S. A.

Um caminhão de 15 metros de comprimento por 2,60 de largura foi adaptado para possibilitar o acesso aos serviços gratuitos, e de educação financeira. Os serviços trazidos pelo caminhão também estão disponíveis gratuitamente no site www.serasaconsumidor.com.br.

Mas, argumentam os idealizadores, como aproximadamente 50% dos brasileiros não têm acesso qualificado à internet e atualmente cerca de 60 milhões de pessoas estão inadimplentes no país, o SerasaConsumidor vai encarar o desafio de levar informações e serviços apostando em um formato dinâmico e itinerante.

O projeto começou nesta terça-feira, 12, pelo Vale do Anhangabaú, em São Paulo, onde fica até o dia 15. A data em que chega a Maceió ainda não foi divulgada.

Com assessoria SerasaConsumidor


O passado volta para revelar e punir torturadores

5 de setembro de 2017 • 12:19 pm

Imagem: internet

No dia 31 de janeiro último, a Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda entregou oficialmente ao governo o relatório parcial de suas atividades, iniciadas em 2013. Esse relatório está disponível a quem queira conhecer o que viveram os alagoanos que ousaram enfrentar o período ditatorial, instalado no Brasil em 1964.

O trabalho foi feito “para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!”.

Relembrada pela Comissão, essa parte da história brasileira revela que seis alagoanos morreram vítimas de ações do regime militar. Foram eles Odijas Carvalho de Souza, José Dalmo Guimarães Lins, José Gomes Teixeira, Gastorne Beltrão, Manoel Lisboa de Moura e Manoel Fiel Filho.

Outros três seguem desaparecidos. Até hoje seus corpos não foram localizados. São eles, Jayme Amorim de Miranda, Túlio Roberto Cardoso e Luiz Almeida Araújo.

Há muito saber nesse relatório. Quem busca entender o presente, deve buscar nele os fatos do passado.

Inicialmente, é preciso protestar diante do desinteresse do Estado, desde a gestão de Teotônio Vilela Filho até a atual, do governador Renan Filho, com esse histórico trabalho. Faltou à Comissão da Verdade apoio técnico-financeiro e suporte logístico minimamente necessários para, por exemplo, colher depoimentos e fazer pesquisas nos acervos de Alagoas e de outros Estados, realizar audiências temáticas e visitas de trabalho, entre outras atividades.

Condenável omissão, que fez a Comissão “padecer de particular indigência de meios” para concluir plenamente seus objetivos!

Vale ainda destacar as recomendações da Comissão da Verdade Jayme Miranda, após quase cinco anos de trabalho.

A primeira recomendação é para que o Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), dê continuidade aos trabalhos, agora no campo das pesquisas, análises e relatorias.

É recomendado ainda que o Estado alagoano oficialmente se manifeste sobre as graves violações de direitos humanos registradas no período ditatorial.

Que o Estado promova a mudança de nomes de prédios e logradores públicos que homenageiam dirigentes e agentes da ditadura militar. Aqui, dois nomes são citados pela Comissão. O primeiro é o de Rubens Quintela. A comissão recomenda a retirada de seu nome do antigo Presídio São Leonardo, “uma vez que restou provada sua atuação como torturador de preso político”.

A Comissão recomenda ainda que o município de Craíbas, retire de uma escola pública o nome do coronel do Exército José Barros Paes, por ter sido ele um agente da ditadura.

Outra recomendação é para a restituição simbólica dos mandatos de gestores públicos e parlamentares, cassados por se oporem ao regime militar.

Na lista, o prefeito Sandoval Cajú, os vereadores Nilson Miranda, Hamilton Moraes, Claudenor Sampaio e Jorge Lamenha Lins Marreco, de Maceió, Benigna Silva Fortes, do Pilar, e Luiz Tenório Coelho, de Feliz Deserto; e os deputados estaduais André Papini Góes, José Maria Cavalcante, Moacir Rodrigues de Andrade, Cláudio Albuquerque Lima, Sebastião Barbosa de Araújo, Jym Amorim de Miranda, Cyro Casado Rocha, Claudenor Albuquerque Lima, Luiz Gonzaga Moreira Coutinho, Diney Torres Elisio da Silva Maia, Moacir Lopes de Andrade, Luiz Gonzaga Malta Gaia, Eraldo Malta Brandão, Pedro Timóteo e Roberto Tavares Mendes.

Assim, a história segue seu curso!