Bleine Oliveira

Jornalista profissional, graduada em Direito. Em 2008 conquistou o Prêmio Banco do Brasil e Petrobras de Jornalismo.

Obras públicas e ‘mi mi mi’

3 de Janeiro de 2018 • 12:55 pm

Tem algumas coisas no mundo que são difíceis de entender. Uma delas é comerciante reclamando de obra pública que “causa transtorno”.

Meu amigo, qual é a obra de construção que não provoca transtorno?

Vamos combinar que duplicar uma rodovia, construir um viaduto, galeria de esgoto e obras semelhantes não é igual comer pudim, né?

Punossasinhora!

O caso mais recente é a reclamação de moradores e comerciantes de Jacarecica, com as obras do trecho 2 da duplicação da AL 101 Norte.

Não faz sentido reclamar da obra!

Talvez valesse reclamar do atraso no cronograma. Mas o governo explica que o atraso, entre abril e agosto do ano passado, foi por conta das chuvas.

Pra calar o choro dos reclamantes, a Secretaria de Estado do Transporte e Desenvolvimento Urbano (Sertrand) informa que essa etapa deve ficar pronta neste primeiro semestre.

E destaca a segurança de motoristas e pedestres, o fortalecimento do turismo, a sinalização, a iluminação, passarelas e dois viadutos como benefícios que a população terá quando tudo acabar.

Então, sociedade, vamos deixar de mi mi mi.

Ao invés de reclamação na mídia, vale mesmo é cobrar mais obras para fazer o desenvolvimento tornar-se realidade.

 


Os estúpidos e o desperdício de água

29 de dezembro de 2017 • 10:30 am

 

O Brasil é o país que tem a maior quantidade de água per capita do mundo. Em Maceió, apesar do desabastecimento temporário em alguns bairros, a situação é regular! Mas o semiárido e o sertão vivem em permanente escassez.

A falta de água está relacionada às questões ambientais, a planejamento e gestão pública.

Porém, há que se considerar a estupidez humana.

Sim, queridos leitores e leitoras, há muita gente irresponsavelmente estúpida. Afinal, qual é o sentido de lavar calçadas com a água tratada, que sai das torneiras?

Essa ação dói na alma!

A vontade que dá é tomar a mangueira das mãos do estúpido e lhe dar um cascudo.

Punossassinhora!

Hoje, num dos prédios da Avenida Amélia, dois funcionários praticavam esse crime. Sim, porque considero crime desperdiçar recursos naturais!

E não são os únicos, claro! Essa prática odiosa pode ser flagrada diariamente, em toda cidade. Na rua de minha casa, tem um desses criminosos. Pelo menos três vezes por semana o sujeito lava dois três carros e em seguida ‘varre’ a calçada com água.

Homi… pense numa raiva!

Por isso, decidi incluir nas minhas orações o pedido pra que essas pessoas se conscientizem de que a água é um bem valioso demais pra ser desperdiçado.

Vale lembrar também que a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu para o debate em 2018, no Dia Mundial da Água (22/03), o tema “Soluções Naturais para a Água”.

Como alerta, republico a Declaração Universal dos Diretos da Água, documento publicado pela ONU em 22 de março de 1992:

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada.

Art. 8º – A utilização da água implica respeito à lei.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

O novo ano está aí, e o que queremos?

Queremos respeito ao futuro.

 

*Em tempo: Em 2015, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a aplicação de multa de R$ 250 para quem for flagrado lavando a calçada com água potável da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).


Você tá “morto” ou dará vivas a 2018?

27 de dezembro de 2017 • 8:54 pm

É fim de ano. Mais um ciclo de vida sendo encerrado. Pra muita gente, esse período traz melancolia e a desagradável sensação de vazio pelo que deixou de ser feito!

Quem está na faixa dos 40, 50, 60 anos e mais, é tomado por interrogações do tipo “o que estou fazendo de minha vida”!

A idade pesa, né?

A cada ano sentimos mais o enfado e a canseira que o tempo, esse senhor implacável, joga em nossas costas.

Porém, o fim de ano serve também para lembrar que ainda temos metas a serem alcançadas. Manter o corpo ativo é uma delas.

Nos últimos dias tenho ouvido amigos repetirem o que foi dito no final de 2016:

– Minha meta para 2018 é fazer alguma atividade física.

Tá aí um planejamento que não pode ser retardado, sociedade!

Até porque as redes sociais nos cobram isso implacavelmente. Ser fitness é uma exigência, amore!

(Diz pesquisa no google que fitness significa “estar em boa forma física”).

Ou você corre na praia, joga tênis, futebol, faz jiu-jitsu, balé, capoeira, dança, se dedica à academia, faz crossfit, ou você tá ‘morto’. Ou seja, está fora do sistema.

Sendo assim, ver mais um ano acabar e não ter feito nada disso, realmente entristece.

Mas, queridos leitores e leitoras, sempre é tempo de começar!

Acreditem, o mundo virtual tem lá suas vantagens. Se você se enquadra, você é muitíssimo bem aceito.

Imagine uma senhora de 80 anos pulando de paraquedas! Meu amor, isso ‘bomba’. É like que não acaba mais!

Por isso, nada de tristeza. O reveillon está batendo em nossa porta e o que queremos?

Queremos fazer planos com estratégias para cumpri-los!

É hora de renovarmos as esperanças para o ano novo.

Vivas à 2018!


Você não sabia, mas rola sexo na “confra” da firma

20 de dezembro de 2017 • 7:04 am

Alagoas é o terceiro Estado do Nordeste onde a festa de confraternização da firma é considerada uma ótima oportunidade para transar com alguém da empresa. Aqui,33% dos entrevistados disseram já ter feito sexo na festa do local onde trabalha, e outros 11% revelaram que ficaram apenas na pegação, sem chegar aos ‘finalmentes’.

A lista apontou a Bahia como primeiro colocado na região, seguido do Ceará em segundo; Pernambuco em 4ª posição e o Rio Grande do Norte em 5ª colocação.

Pesquisa foi feita por multinacional de relacionamento adulto

A pesquisa, realizada pela Sexlog, considerada a maior rede social de sexo e swing da América Latina, revelou o ranking dos estados brasileiros onde esse evento é um dos mais aguardados.

A pesquisa feita pela Sexlog revelou números surpreendentes sobre o comportamento dos brasileiros nas confraternizações de final de ano.

A pesquisa traz detalhes curiosos. Por exemplo, depois do sexo, nada muda na relação profissional. Ao menos foi o que disseram 86% dos entrevistados – ao contrário, 82% revelaram ter iniciado uma relação mais íntima.

Mas, tem sempre aquele chatinho que fica complicando a vida depois do sexo. Segundo a pesquisa da Sexlog, 1% dos entrevistados pediu demissão.

Pra evitar isso, é melhor escolher alguém de um setor diferente. O que aconteceu em 66% dos casos.

Quer saber, conforme a hierarquia, quem mais transa na festa da firma?

Coordenadores, supervisores e gerentes (22%); seguidos de técnicos (20%) e especialistas (16%). Diretores e presidentes representam 10%, enquanto estagiários são 5%.

Qual o lugar, na empresa, onde o sexo acontece?

No estacionamento (39,4%); banheiro (28,6%) e 16,6% já transaram na própria sala. Entre os lugares citados na pesquisa ainda estão escada (13,8%), sala de reunião (10,3%) e copa (4,5%).

O pessoal da Administração (14,1%) é o que mais aproveita a festa para uma “transadinha rápida”.

Sendo assim… que dia mesmo é a nossa confraternização?

Ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha

*Participaram da pesquisa online 4.243 pessoas entre os dias 15 e 20 de novembro.


O governo perdeu

14 de dezembro de 2017 • 12:02 pm

Pena que ainda falta um ano para a gestão do presidente Michel Temer acabar. Até lá, o governo dele bate cabeça sem rumo em relação a problemas cruciais para o País.

A reforma da Previdência é um exemplo claro dessa situação.

Num dia, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) dá entrevista dizendo que a votação da proposta reformista foi adiada para fevereiro.

No outro, é desmentido pelo presidente, que demonstra não saber o que fazer.

A verdade verdadeira é que o governo não tem os votos necessários à aprovação do texto que enviou à Câmara dos Deputados. E o pior, segundo analistas políticos, é provável que Temer perca apoio à medida que o ano eleitoral se aproxima.

A história mostra que em ano eleitoral dificilmente se vota matéria polêmica. Imagine, querido leitor, um tema do tamanho da reforma na Previdência pública!

A verdade é, essa o governo Temer perdeu.


Os salários da Justiça

8 de dezembro de 2017 • 11:25 am

Para assegurar que os tribunais estão cumprindo a Lei de Acesso a Informação, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, por meio da Portaria nº 63, que os tribunais brasileiros lhe encaminhem todos os dados de pagamentos efetuados aos juízes. Dos 90 tribunais do País (federais, regionais e estaduais), 67 já cumpriram a determinação. Entre eles, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

Assim, para saber quanto ganha mensalmente cada um dos juízes alagoanos, basta acessar o endereço eletrônico abaixo:

http://www.cnj.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=85898:salario-de-juiz-60-tribunais-informaram-salarios-ao-cnj&catid=813:cnj&Itemid=4640&acm=273648_10334


A crueldade dos corruptos

6 de dezembro de 2017 • 12:47 pm

Ao escolherem como alvo de sua  sanha criminosa os recursos destinados à educação, os corruptos por aqui dão provas do quanto são cruéis.

O mais recente caso de corrupção que a Polícia Federal tornou público envolve, mais uma vez, o ex-prefeito e ex-deputado Cristiano Matheus. Uma investigação da PF aponta Matheus como autor do roubo de R$ 6 milhões, dinheiro federal destinado ao transporte escolar e a merenda dos estudantes da rede pública de ensino de Marechal Deodoro.

O crime é de desvio de verba pública, mas é também o “assassinato” de milhares de deodorenses. Os estudantes não podem ir pra escola, pois não há transporte, nem se alimentar, pois não há merenda.

A sociedade alagoana já não aguenta ver o dinheiro público sendo roubado dessa forma descarada.

Punossasinhora, alguém no mundo precisa deter esses corruptos!


A PMAL, o horror e o império da Justiça*

28 de novembro de 2017 • 11:40 am

Há 12 anos, quando o jovem Guilherme Magalhães Cabral foi assassinado por três adolescentes, ouvi de sua mãe, a professora Belmira Magalhães, da Universidade Federal de Alagoas, a definição mais dolorosa do que é perder um filho.

Entrevistei a professora quando Guilherme ainda estava desaparecido. Ele sumiu no dia 2 de dezembro de 2005, e seu corpo foi encontrado no dia 11.

Desculpei-me pela estupidez da pergunta, explicando que precisava fazê-la, para que eu e os leitores da Gazeta de Alagoas (onde sou repórter) pudéssemos dimensionar a angústia, misturada à esperança de encontrar o filho vivo.

– A senhora consegue definir o que sente? – perguntei.

– Você sabe o significado da palavra horror? É o que sinto. É onde estou, no horror! – respondeu Belmira Magalhães, com lágrimas escorrendo pelo rosto, expressão contraída, esforçando-se para responder aos repórteres, à polícia, que procurava por Guilherme, e, penso, a si mesma.

Rememoro a tragédia que se abateu sobre a família de Guilherme, para me reportar ao assassinato do capitão PM Rodrigo Moreira Rodrigues, em abril do ano passado.

Capitão Rodrigo Moreira, assassinado enquanto combatia o crime. Foto: arquivo pessoal

O capitão, que comandava uma guarnição do Batalhão de Radiopatrulha, foi baleado quando tentava abordar um suspeito de roubo, que estava em uma casa no bairro da Santa Amélia.

Seu assassino, identificado como Agnaldo Lopes de Vasconcelos, vai a julgamento nesta segunda-feira, 4, em sessão do Tribunal do Júri da 9ª Vara Criminal, no Fórum de Maceió.

A família do capitão vive, até hoje, o mesmo horror que enfrentou a professora Belmira e seus familiares.

Republico texto divulgado por colegas do capitão Rodrigo Moreira, que morreu combatendo criminosos.

“Em abril de 2016, quando o Capitão Rodrigues,  do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP) buscava um celular que havia sido roubado e atendia, com a maior competência e presteza, a demanda da sociedade, ele foi covardemente assassinado. Morria ali um dos policiais mais competentes de Alagoas, um filho exemplar, um homem que construiu uma família baseada nos melhores princípios… um ser humano que morreu honrando o que sabia fazer de melhor: proteger a população. No próximo dia 04 de dezembro a polícia vai, mais uma vez, pedir JUSTIÇA. Sabe por quê? Porque #NãoFoiLegítimaDefesa, como justifica o assassino, que sabia que a chegada do capitão ( POLÍCIA) na casa dele se tratava de uma ação policial. Assim como nas audiências anteriores, vamos ao Fórum do Barro Duro em nome da tropa, do cidadão que precisa da gente, da causa, da VIDA! Assim estaremos honrando o que o Capitão tanto prezava! #nãofoilegítimadefesa #famíliaRP”.

A posição dos militares deve ser a posição da sociedade à qual o oficial defendia.

Que a Justiça impere!

*Para todas as vítimas da insensatez humana.

 

 


Oficiais da PM e seus vexames inaceitáveis

27 de novembro de 2017 • 1:18 pm

Cá entre nós, o comando geral e as demais esferas hierárquicas da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) devem, urgentemente, dar um freio de arrumação em comandantes e comandados.

Esse episódio registrado na última quarta-feira, 22, envolvendo o cel. Adroaldo Freitas Goulart Filho, é mais uma prova dessa necessidade.

Como instituição de segurança pública, a PM não pode ser exposta a vexames como o protagonizado pelo oficial e outros militares.

Um embate desnecessário, que expõe a instituição, mas expõe principalmente um oficial, que deveria dar exemplo a seus subordinados.

Segundos relatos das entidades de classe da PM, que repudiaram o episódio, três militares abordaram um carro de uso exclusivo do serviço público administrativo. O veículo parou distante dos policiais e eles teriam notado uma condutora trocar de lugar com o passageiro que, disseram, seria o coronel Goulart.

Num vídeo divulgado nas redes e site de notícias, o cel. Goulart admite que isso (a troca de lugar) realmente ocorreu, e diz que a mulher dirigia porque ele estava se sentindo mal. O coronel questiona a forma como foi abordado. Disse que, mesmo se identificando, os militares apontaram armas em sua direção.

O que o oficial deveria questionar é porque estava usando um veículo público, adquirido e mantido com dinheiro dos alagoanos, para atividades particulares!

Os militares que estavam na ação disseram que foi negada a obediência aos comandos dos policiais. O coronel conseguiu que eles fossem presos e transferidos para os rincões do Estado (Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema). Medidas que já foram desfeitas!

Em outro caso, o tenente-coronel Pantaleão Ferro diz que foi agredido pelo deputado Antonio Albuquerque, na noite do domingo (26).

Dois bons casos para o Conselho Estadual de Segurança (Conseg) dizer se há sentido em sua existência!

Em tempo: Uma instituição como a Polícia Militar não pode passar por vexames desse tipo.

 


Tá difícil ir ao Centro

14 de novembro de 2017 • 6:36 pm

Vamos combinar que ir ao comércio do Centro não é uma decisão agradável. Embora a Prefeitura de Maceió tenha reduzido o número de ambulantes nos principais trechos do calçadão das Ruas do Comércio e Moreira Lima, aos poucos, eles estão voltando.

O que falta, querido leitor?

Isso mesmo, fiscalização.

É fato que o número de desempregados na capital está no topo da escada.

Aliás, vale repetir aqui levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de agosto último, mostrando que o índice de desemprego em Alagoas subiu de 17,5% para 17,8% no primeiro semestre de 2017.

Dados do primeiro trimestre do ano revelaram que em Maceió, a taxa de desocupação passou de 13,7% para 16,5%, comparado ao mesmo período do ano anterior. No país a taxa de desocupação foi de 13,6%, correspondendo a 14 milhões de brasileiros.

Dá dó só de ler! Imagine confrontar-se com a realidade dessas pessoas.

É o que está acontecendo no Centro!

São dezenas e dezenas vendendo de coentro a inhame, de feijão a manga e amendoim. Em alguns trechos, como na Rua do Sol, as calçadas foram tomadas por homens, mulheres e crianças que, sem alternativa, tentam assegurar o pão de cada dia.

Além do chamado drama social – que todos sabemos é resultado da corrupção que tomou conta do País nos últimos 20 anos (pra não dizer que não falei das flores!), o Centro sofre o abandono da gestão pública.

Buracos e esgotos, além do mau cheiro de urina e fezes de moradores de rua que por ali circulam à noite, tornam a ida ao Centro um programa extremo.

Ou seja, só vai quem tem negócio!

Punossasinhora!