Fátima Almeida

Jornalista, graduada pela Universidade Federal de Alagoas, foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, membro da Comissão de Ética da entidade e diretora da Federação Nacional dos Jornalista. Vinte e poucos anos de profissão, alguns prêmios, atuação multieditorial em diversos veículos, larga experiência em jornalismo político. Hoje, aprendiz de blogueira.

‘Caixa Dois’, que nada! Políticos querem, agora, é a criação da ‘Caixa Preta’

16 de agosto de 2017 • 1:20 pm
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Apresentado nesta terça-feira (15), o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Política está prontinho para ser votado a toque de caixa, talvez ainda hoje ou, no máximo, até a próxima semana.

E porque a pressa? Para fazer valer as novas regras já nas eleições de 2018. E Com certeza não é pelos ajustes que a sociedade esperava, e que poderiam tornar mais justos e democráticos os processos eleitorais e mais representativos os resultados das urnas.

Só a criação de mecanismos que tornassem a disputa eleitoral menos cara e mais aberta aos debate, permitiria, por exemplo, que não só os representantes do poder econômico ganhassem a eleição, mas também, e principalmente, políticos com ideias inovadoras, bons princípios e boa identidade com as causas populares.

Sonho nosso…

Na realidade, não é bem isso que vem por aí. Os políticos que fazem as leis querem continuar com campanhas caríssimas – que sustentam os vícios e a compra de votos. E para substituir as doações empresariais (proibidas desde 2015), estão aumentando generosamente o investimento público no chamado Fundo Partidário. E mesmo estabelecendo valores limites (ainda milionários) para os gastos (declarados) de campanha, abrem-se novas janelas para ilimitadas transações. Sabe como?

Pelo relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP), que condensa o pensamento majoritário da Comissão da Reforma, ao invés de acabar de uma vez com os artifícios obscuros que se escondem por baixo do tapete do processo eleitoral e alimentam o famigerado caixa 2,  o que se propõe agora é a criação de novos subterfúgios, uma espécie de ‘caixa preta’ fomentada por doações ocultas nas campanhas eleitorais.

Isso mesmo! Pela proposta, as pessoas físicas podem financiar candidaturas ‘na baixa’, sem aparecer nos sites de transparências, sem precisar revelar à sociedade de onde veio e quanto veio do bolso de qualquer doador, seja qual for o valor (que, aliás, teve também suas margens ampliadas generosamente). Esse sigilo vai preservar o nome do generoso cidadão que injetar dinheiro na campanha – geralmente grandes empresários com suas contas particulares recheadas pelas empresas – agora proibidas de doar recursos para as campanhas eleitorais.

Em suma, o que se vê é uma espécie de ‘reforma de meio-fio’ a que a maioria dos políticos está acostumada. É o melhoramento da malandragem para se adaptar às novas realidades. Na verdade, ao que tudo indica, as eleições vão continuar sendo decididas pelos vultosos volumes de recursos investidos nas campanhas eleitorais, que acabam prejudicando o processo democrático de escolha dos nossos representantes.

É assim… E assim será!

Para saber mais sobre a reforma, vale a leitura de matéria a seguir, publicada pela Folha de São Paulo


Quadrilha de finados: delações fazem crescer número de mortos na lista da corrupção

16 de agosto de 2017 • 11:07 am
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A citação de pessoas mortas entre os suspeitos de participação em esquemas de corrupção vem aumentando consideravelmente, a cada delação da Lava jato. E na mesma proporção, vai reduzindo a perspectiva de punição para os culpados, já que muitos não estão aqui para se defender e muito menos para pagar pelos crimes que lhes são atribuídos.
Esta semana o ex-presidente da Odebrecht, Pedro Novis, na condição de delator, colocou mais dois nomes de finados na lista de suspeitos: Rubens Jordão, que em 2012 trabalhava com José Serra (PSDB), na eleição municipal de São Paulo e, segundo Novis, seria o receptador de repasses para o caixa dois da campanha do então candidato tucano à Prefeitura paulista.
Na lista já tinha o Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, primeiro tucano citado na Lava jato, em 2014 (meses após a sua morte), pelo primeiro delator da operação, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que o acusou de ter exigido R$ 10 milhões para ‘enterrar’, em 2009, a CPI da Petrobras, da qual era membro.
Guerra e Jordão estão mortinhos da silva e com eles está sepultada qualquer contestação das histórias que andam falando sobre ambos.
E não são os primeiros e não deverão ser os últimos a entrar na lista dos mortos delatados. Marisa Letícia, esposa de Lula, morreu no curso das investigações em que era alvo e recentemente foi apontada pelo próprio marido, como a responsável por todas as decisões e negociações relativas ao tal triplex de Guarujá, que acabou fundamentando a primeira condenação de Lula.
Assim como ela, o ex-governador pernambucano Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo durante a campanha eleitoral de 2014, na qual era candidato a presidente da República, vem sendo citado assiduamente nas delações, desde a tragédia (ou pouco tempo depois dela), e recente é alvo de mais uma acusação O diretor da J&F (controladora da JBS), Ricardo Saud, disse que a campanha de Eduardo teria sido beneficiada com R$ 14,6 milhões não declarados – caixa dois – e que mesmo depois de sua morte o compromisso foi honrado (com a palavra Marina Silva, que o substituiu na cabeça da chapa majoritária).
O mesmo delator também incluiu outro defunto em sua delação, a Srª Telma dos Santos a quem Saud disse ter efetuado uma doação oficial para ‘comprar’ o apoio do PMN em favor do Senador Aécio Neves em 2014. Telma morreu em 2016, ainda como presidente do PMN.

E ainda tem o ex-deputado federal José Jatene, morto desde 2010, mas apontado por delatores da Lava jato como elo nos pagamentos a empreiteiras que atuavam na Petrobras.

Enfim, pelas delações, temos uma verdadeira quadrilha de mortos, com motivos de sobra para estar se remexendo no caixão. Mas nessa relação entre os mundos dos mortos e dos vivos, muita gente está indo embora impunemente, levando a conta pro lado de lá; e muita gente acreditando que ainda haverá justiça – ainda que seja no juízo final.
É cadeia para muitas vidas.

Deu a louca: Num só dia, Rui exonera, renomeia e reloca servidor da SMTT

15 de agosto de 2017 • 1:40 am
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Fonte constante de busca de informações usada por jornalistas e curiosos, o Diário Oficial às vezes nos traz pérolas que demoramos a entender, ou não entendemos nunca.

Em um único dia (2 de agosto), em atos quase contínuos, todos publicados na mesma edição do Diário Oficial do Município de Maceió, o Prefeito Rui Palmeira exonerou do cargo em comissão de Assessor Técnico, símbolo DAS-3, da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), o servidor Anacleto Suruagy (por meio da Portaria 2776); em seguida nomeou o mesmo cidadão para um cargo DAS-4, de Assessor Técnico da Diretoria de Obras Viárias do mesmo órgão – a SMTT, (com a Portaria nº 2778); e com a mesma tinta de caneta, sem nem sair da cadeira, o designou, para, sem prejuízo de suas funções regulamentares, ficar à disposição da Secretaria Municipal de Governo (Portaria nº 2786).

E haja arrumação…

Será que o prefeito estava em dia de indecisão ou com vontade de brincar de dança das cadeiras?

Vai que é isso, né?


Divididos: Chapa 1 vence eleição do Sindpol com apenas 5 votos de diferença

15 de agosto de 2017 • 12:51 am
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Cinco votos de diferença. Esse foi o resultado da acirrada eleição do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), realizada nesta segunda-feira (14), após vários entraves, inclusive de ordem jurídica, que provocaram até o adiamento da votação, antes prevista para para o dia 31 de julho. Por 588 votos contra 583, venceu a Chapa 1, encabeçada por Ricardo Nazário e apoiada pela atual diretoria.

Apesar do nome da chapa vencedora – Unidade – a campanha e o resultado da eleição em si mostraram que a categoria está mesmo é dividida.

A Chapa 2, encabeçada por Herbert Melanias, teve melhor desempenho no interior do Estado, disparando com enorme diferença nas regionais de Arapiraca (51 x 13) e Palmeira dos Índios (24 x 4). Venceu também nas regionais de São Miguel dos Campos, Batalha e Matriz de Camaragibe, e empatou em Viçosa, Santana do Ipanema, Penedo e Novo Lino. A Chapa 1 ganhou apenas em Delmiro Gouveia e União dos Palmares, entre as regionais do interior, mas tirou a diferença em Maceió, onde obteve 513 votos, contra 448 obtidos pela chapa adversária.

DISPUTA JURÍDICA

A eleição, que seria realizada no dia 31 do mês passado, foi suspensa por decisão do desembargador Fábio Bittencourt, do Tribunal de Justiça de Alagoas, para exigir que a comissão eleitoral disponibilizasse urnas e fiscais de votação nas regionais do interior do estado, atendendo a reclamação da chapa de oposição. O resultado mostrou que a preocupação era procedente, já que foi nas delegacias regionais onde a chapa dois teve melhor desempenho. e quase ganha a eleição.

Inicialmente o edital previa a votação somente na sede do sindicato, em Maceió, com o reforço de uma urna itinerante, o que seria um prejuízo à participação do pessoal do interior, como entendeu o desembargador. “Aqueles policiais civis que se encontram lotados em cidades do interior necessitarão percorrer dezenas ou centenas de quilômetros, abandonando seus postos de trabalho por longos períodos de tempo, caso desejem votar na eleição para a diretoria da associação da classe que compõem”, destacou o desembargador.

Aparentemente, tudo terminou em paz. A eleição, ocorrida nesta segunda-feira (14), contou com a participação de mais de 1.100 policiais civis da Capital e das delegacias regionais.

O presidente eleito, Ricardo Nazário, destacou a importância da união da polícia. “Não é mais a Chapa 1 ou a Chapa 2; somos todos policiais civis. O importante é esse momento democrático”, disse ele. O representante da Chapa 2, Hebert Melanias agradeceu a votação recebida e disse que foi uma honra participar das eleições do Sindpol.

Vitória foi comemorada com muita alegria, pela Chapa 1

(*) – Informações e foto: Assessoria do Sindpol


TRT-BA abre licitação para assessorar corridas e caminhadas de magistrados

12 de agosto de 2017 • 1:18 pm
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Parece piada, trollagem, fake, essas coisas e notícias falsas que hoje em dia se multiplicam e propagam na internet. Mas não é. Está no Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (Salvador), na página 3, edição nº 2.347, do último dia 7, o Aviso de Licitação tipo Pregão Eletrônico, nº 051/2017, “cujo objeto é a contratação de empresa com qualificação profissional e com experiência para assessorar magistrados e servidores em aulas de corrida e caminhada”.

Isso mesmo!

O TRT da 5ª Região vai contratar – e pagar com dinheiro público – uma empresa para ensinar juízes, desembargadores e servidores da Justiça do Trabalho a dar uma corridinha ou fazer uma caminhada. É o que diz o texto da llictação, como todas as letras, como reproduzimos acima.

A sessão de abertura do processo nº 7585/2017 está marcada para o dia 22 de agosto, às 13h – http://www.trt5.jus.br/arquivo_diario/diario170807-capital.pdf

Um acinte, né não? Isso dói na alma do cidadão; dos pobres mortais que trabalham duro, pagam impostos e aprendem sozinhos a correr, para chegar cedo no trabalho, cumprir jornada intensa e às vezes voltar pra casa caminhando porque não têm o dinheiro do transporte.

Será que a situação por lá é diferente da maioria dos tribunais de Justiça, onde juízes e desembargadores, além de um bom salário, gozam de privilégios diversos em forma de auxílios – moradia, saúde, alimentação, vantagens pessoais, vantagens eventuais e outros penduricalhos que engordam ainda mais os vencimentos?

Tentei tirar essa dúvida, acessando o portal da transparência do TRT da 5ª Região para verificar o salário dessa gente. No mês de julho, o rendimento líquido dos magistrados daquele tribunal variou entre R$ 21 e R$ 51 mil. Eu disse LÍQUIDO – já com a soma de todas as vantagens e a redução de todos os encargos, inclusive os redutores do limite constitucional. Apenas dois ou três magistrados tiveram rendimentos líquidos abaixo dos R$ 20 mil.

É… Talvez não dê para cada um pagar, do próprio bolso, sua ‘aula’ de caminhada.

Quando a gente pensa que já viu de tudo no Poder Público, há sempre uma maneira de nos surpreender.

De forma negativa, é claro!


O Fundo Partidário e as campanhas milionárias. Nós vamos pagar a conta?

11 de agosto de 2017 • 9:22 am
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Ilustração – Reprodução Internet

Mesmo com a crise assolando o país, os políticos ‘vampiros’ avançam nos meandros da reforma político-eleitoral que aponta, mais uma vez, para prejuízos à população. Advinha quem vai pagar a conta gorda da injeção de recursos para o Fundo Partidário (já aprovada na Comissão da Reforma da Câmara)? 

Acertou! Somos nós, povo brasileiro, que já pagamos a conta pesada de um Congresso cheio de regalias, vamos também pagar a campanha eleitoral dos políticos, de forma involuntária, simpatizando ou não com a ideologia e os políticos que esses partidos geram, abrigam e sustentam.

Somos nós que vamos pagar as vultosas campanhas políticas, o combustível dos candidatos e quem sabe, até, a compra de votos, engordando o Fundo Partidário que na realidade já existe – constituído pela arrecadação de multas eleitorais, doações espontâneas e dotações orçamentárias públicas, e que hoje já somam valor superior  a R$ 800 milhões, distribuídos de forma desigual aos partidos políticos (proporcional ao tamanho das bancadas).

O que se pretende é engordar esse fundo para suprir as famigeradas e exorbitantes doações de empresas, proibidas desde 2015. E, se aprovado, como se indica, o novo Fundo Partidário – chamado lindamente de Fundo de Financiamento da Democracia – vai receber 0,5% da receita corrente líquida da União, que sãos os tributos arrecadados pelo Governo Federal. Isso equivale, pelas projeções para 2018, a R$ 3,6 bilhões, já na próxima eleição, um orçamento superior ao que se destina atualmente, por exemplo, ao Ministério da Cultura.

No discurso dos que defendem mais essa dosagem amarga que tende a ser empurrada goela abaixo no povo brasileiro, apela-se até para a máxima de que ‘democracia tem seu custo’ como argumentou, em entrevista ao Jornal Nacional, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), lembrando que esse custo, na última eleição geral, registrou-se em torno dos R$ 6 bilhões – praticamente o dobro do que se pretende arrecadar com o fundo.

Agora não tem mais as ‘doações’ de empresas, que sustentavam essa farra. Mas nem por isso, o cidadão que se depara, no dia a dia, com a precariedade das políticas de saúde, educação, segurança, transportes (só para citar algumas) tem que aceitar que se tire recursos dos impostos que paga, para financiar o luxo das campanhas eleitorais. Ainda mais por um Legislativo recorrente, na maioria de sua composição, em virar as costas pro povo em suas necessidades de representação.

O que se precisa é de menos dinheiro nas campanhas e políticos mais empenhados em cativar suas bases, em mostrar trabalho pelo povo, e representá-lo de fato, seja no Legislativo ou no Executivo, em suas necessidades sócio-coletivas. E com base nesse trabalho, fundamentar suas campanhas eleitorais. Isso, sim, fortaleceria a democracia. Não a gastança exacerbada de dinheiro para se eleger um representante político.

O meu contra argumento a essa proposta vai na fala do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). “Esse não é um fundo de financiamento da democracia, é um fundo bilionário que não tem a coragem de enfrentar algo fundamental para eleição limpa, livre e realmente democrática, que é reduzir drasticamente os custos da campanha”.

Essa fala me representa!


Reformar pra quê? Deixa tudo como está, o Congresso aceita!

10 de agosto de 2017 • 11:25 pm
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Quem botava uma fezinha na reforma política é bom não criar grandes expectativas. Por enquanto, na construção do ‘novo modelo’ que se desenha na comissão especial criada para esse fim, não se vislumbram muitas novidades, e o que há de novo não é coisa boa.  

O texto previa, por exemplo, a extinção dos cargos de vice-presidente, vice-governador, vice-prefeito e suplente de senador. Mas não passou. Foram 19 votos contra e 6 a favor da extinção dessa figura que pouco ou nada soma; não tem função definida, a não ser quando assume o mandato; mas é paga – e bem paga – em todas as esferas de poder.

Mesmo cientes de que essas composições políticas custam aos cofres públicos – cerca R$ 500 milhões, segundo informou o relator da comissão, deputado Vicente Cândido (PT-SP) – citando exemplo de vice-prefeito que ganha, por mês, R$ 15 mil pelo cargo – mesmo sem função – e vive a cuidar de sua própria empresa, o relator foi derrotado pelos que gostam das arrumações políticas. (porque, na verdade, todos sabem que os cargos de vice servem mesmo é para garantir as composições de apoio nas eleições e votos para os candidatos majoritários).

Certo que, vez por outra eles assumem o mandato, numa vertente de possibilidade que vão, desde a substituição temporária por motivo de viagem do titular; afastamentos temporários ou definitivos, como aconteceu com o outrora vice e hoje presidente Michel Temer. Vá lá que, por essas eventualidades, a figura do vice sobreviva. Mas na condição de vice (de eventual substituto) não deveria receber nada. A remuneração só deveria existir em caso de exercício do cargo – de prefeito, governador ou presidente – como acontece com suplentes de senador, deputado e vereador.

E aí, vai querer?



Resposta da Seduc sobre o estado deplorável da antiga sede da Educação

4 de agosto de 2017 • 4:54 pm
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Sob o título “Perigo ameaça vida dos pedestres nas ruínas do antigo prédio da Educação“, publicamos, esta semana, matéria e fotos sobre a situação de deterioração do antigo prédio da Secretaria de Estado da Educação, cuja estrutura ameaça desabar sobre a calçada, na Rua Fernandes de Barros.

Em resposta, a Secretaria da Educação enviou a seguinte nota:

A recuperação será feita, mas não era possível despender recurso para um prédio onde não há um aluno matriculado, enquanto escolas corriam risco de cair por falta de manutenção.

O lema da Secretaria da Educação é atender às necessidades das escolas. E onde as coisas acontecem é no chão da sala de aula.

A atenção primeira era para as escolas que estavam em péssimo estado de conservação e é onde os alunos estudam e passam a maior parte do tempo de suas vidas. Agora, com o terceiro ano de recuperação de escolas, são 317, é possível fazer uma intervenção no prédio, que já se encontrava abandonado.

Nota nossa: O Blog entende a atenção necessária que deve ser dada à reestruturação das escolas onde os alunos estudam. Mas isso não pode – de maneira alguma – servir de argumento para a omissão em relação aos riscos de um acidente grave que pode atingir pedestres – estudantes, trabalhadores, cidadãos em geral – que utilizam o passeio público, ‘no chão da calçada’ que circunda o antigo prédio da Seduc.

É dever de todos – nesse caso, do poder público estadual – evitar um desastre, sobretudo quando ele se mostra iminente.

Repetimos: A situação é grave e representa sério perigo à vida das pessoas.

Se as fotos não bastam, sugerimos à equipe de engenharia da Seduc, uma verificação in-loco.


Perigo ameaça vida dos pedestres nas ruínas do antigo prédio da Educação

1 de agosto de 2017 • 10:41 pm
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Uma perigosa ameaça coloca em risco a vida de quem passa na calçada dos fundos do antigo prédio sede da Secretaria de Estado da Educação, no centro de Maceió. Não é exagero. A situação é assustadora e a vida de quem passa por ali corre perigo. Toda a parede do prédio, na Rua Fernandes de Barros, está ameaçando desabar – e não precisa nenhum laudo técnico para constatar o que estamos falando. As fotos falam por si.

É preciso uma intervenção urgente, antes que um acidente grave aconteça.

Há anos o prédio histórico que já sediou a mais emblemática escola pública de Alagoas – o Colégio Estadual  – e por muito tempo foi sede da Secretaria de Estado da Educação, está abandonado, entregue à própria sorte, desmoronando pela ação do tempo. A situação já foi denunciada inúmeras vezes, aqui no blog e em outros veículos de comunicação, assim como as muitas promessas de recuperação, que nunca foram cumpridas.

Fechado desde 2012, ainda no governo Teotônio Vilela, devido ao comprometimento de sua estrutura física, o imóvel já passou por várias situações nos último cinco anos. Em 2015, toda a estrutura do teto e uma das paredes laterais desabaram, afetando, inclusive as barracas dos camelôs que trabalham na rua entre a antiga Secretaria e o Restaurante Popular. Apesar da dimensão do desastre, ninguém ficou ferido.

Na época, a Secretaria da Educação, já sob a responsabilidade do atual vice-governador Luciano Barbosa, anunciou a intenção de recuperar a estrutura e transformá-la num centro de excelência em ensino profissionalizante, mas o casarão permaneceu abandonado e virou abrigo de marginais e usuários de drogas; depois foi transformado literalmente em abrigo para mais de 50 cachorros; desocupado, em maio de 2016, o prédio foi cercado de tapumes e a Secretaria da Educação informou, por meio da assessoria, a falsa notícia de que a obra de recuperação havia sido iniciada.

Que nada. Aparentemente, apenas uma ‘mão’ de cal foi passada na parede frontal, dando a impressão de que havia realmente uma obra por traz do tapume. O abandono continua e a cada dia se torna mais visível e mais perigoso.

Profissionais e estudantes que passam no local se dizem assustados com a situação e evitam a calçada temendo que a parede desabe. Mas muitos passam sem olhar para cima e sem perceber o perigo que aponta para as suas cabeças. Tijolos soltos, paredes rachadas são apenas alguns sinais do perigo.

Confira as fotos exclusivas feitas pelo leitor Armando Durval e cedidas ao Eassim.net:

Foto 1 – No alto: Detalhe do tijolo solto;

Foto 2 – (Feita pelo pessoal do Corpo de Bombeiros, quando o teto desabou, em 2015)

Foto 3 - Parede com estrutura comprometida: ameaça permanente;

Foto 4 - Arvores sem poda forçam os tijolos para o lado da calçada;

Foto 5 - Por traz do muro, ainda se vêm os entulhos do desabamento de 2015

Foto 6 - Fachada do prédio deteriorada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nota

Desta vez o blog não procurou a Secretaria da Educação, porque da última vez que publicamos matéria sobre a situação do prédio, em julho de 2016, foi em tom de comemoração, diante da informação da própria secretaria de que a obra de recuperação havia sido iniciada. O tempo e as evidências atuaia acabaram contestado essa informação.

O blog continua à disposição para divulgar a versão da SED, porém, em respeito ao leitor, desta vez só vendo o que se esconde por traz do tapume, para divulgar que realmente existe uma obra. Se ela existir.

 


Hoje é dia de abraço e de festa em Paulo Jacinto. ‘Por isso eu vou voltar pra lá…’

29 de julho de 2017 • 8:27 am
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Foto dos preparativos / Ascom Prefeitura PJ

Hoje é dia de abraço, de reencontro e de sorriso no rosto. É dia de festa para os paulojacintenses – aqueles que residem na cidade (localizada no vale do Paraíba, a 100 quilômetros de Maceió) e aqueles que um dia deixaram a família, o roçado, os amigos de infância e partiram em busca de oportunidades na cidade grande, cheios de saudade da vidinha vivida em Paulo Jacinto.

Muitos cresceram, se dispersaram, se estabeleceram em outras paragens, mas nunca esqueceram a terrinha. E passaram esse apego para os filhos, netos, parentes e aderentes… E sabe o momento em que a maioria sempre dá um jeitinho de voltar e matar essa saudade? No Baile da Chita. Uma das festas mais tradicionais do interior alagoano, que neste sábado completa 65 anos.

O Baile, que nasceu de um movimento político da juventude da década de 1950, pela emancipação política da cidade – à época uma vila pertencente ao município de Quebrangulo – sobreviveu ao tempo e às transformações políticas, culturais, econômicas e  tornou-se uma referência, agora transformada – pela lei estadual nº 7.720/2015 – em patrimônio histórico cultural imaterial do Estado de Alagoas.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Quem nunca ouviu falar no Baile da Chita? Quem nunca foi ou pelo menos não conhece alguém que já foi? Dizem que até Luiz Gonzaga – o Rei do Baião – baixou por lá, curioso por conhecer um tal baile onde todos entoavam, em coro, um das suas músicas, marcando a abertura da festa.

Sim, porque até hoje, uma banda musical para se animar o Baile da Chita, tem que saber tocar e cantar – na abertura, no intervalo e no encerramento da festa – a música ‘Propriá’ (Rosinha de Propriá para os íntimos paulojacintenses).

Mas Propriá é um município sergipano. O que Rosinha de Propriá tem a ver com Paulo Jacinto? Ou melhor, o que Paulo Jacinto tem a ver com a Rosinha e com Propriá?

Isso é outra história, e quem deveria contá-la era Luizito Rocha – o Molambo – um do fundadores do baile; ou os irmãos músicos Fleury, Leureny e Zé Barros –  filhos de Zefinha e Novo Barros. Dizem que foi dona Zefinha quem fez a letra de uma versão da música de Luiz Gonzaga, para servir de jingle da campanha da emancipação.

E ela foi cantada nas ruas, pela turma da boemia politizada da época, mas na hora do baile, realizado para arrecadar fundos para a tal campanha, prevaleceu a versão original, e ‘Rosinha de Propriá’ passou a reinar quase  absoluta na festa. Só perdeu para a Rainha da Chita, outra tradição que atravessou décadas e até hoje é uma das atrações do baile, sempre escolhida entre as cabrochas faceiras do lugar.

Este ano a estudante Erika Vasconcelos, 18 anos foi a escolhida para assumir o reinado.

PROGRAMAÇÃO

Em Paulo Jacinto, baile é Baile e festa é Festa. São duas programações distintas e paralelas, mas tudo termina em Chita

A programação da Prefeitura

A Festa – é realizada pela Prefeitura, com apresentações culturais, mostra de saberes e shows em palco aberto, nos dias 29 e 30.

Na programação, além de nomes como Luan Estilizado, Raphael & Gabriel; Forrozão das Antigas e Ana Lôbo, tem também artistas da terra, como a Banda Aero5 e o vaqueiro cantador Maciel Valente.
A agenda festiva divulgada pela prefeitura começa às 15h, na Praça de Eventos Zefinha Barbosa, com mostras e apresentações culturais, no Espaço Família; bandas de fanfarra, coco de roda, quadrilhas juninas, forró pé de serra, capoeira, quadrilhas juninas e outras atrações no Espaço Festa.

Os show começam às 21h, com Raphael & Gabriel, Ana Lôbo e Maciel Valente no sábado (29) e Banda Aero5
Forrozão das Antigas e Luan Estilizado no domingo (30).

O Baile – é o evento tradicional, organizado pela diretoria do Clube Cultural Recreativo Paulojacintense, e realizado na própria sede do clube.

Começa às 23h do dia 29 e os ingressos custam R$ 30 para sócios do clube e R$ 35 para não sócio; a mesa para 4 pessoas custa R$ 130 reais (sócios) e R$ 150 não sócios.

A animação fica por conta da Orquestra High Society e de Fabrício do Acordeon e Trio Pé de Serra.

Mais informações com Zé Barros – (82) 99978-1040; Fleury Filho – 99915-7599; ou Lucas França – 99995-7920/99355-2924

DICAS

Bom, se você pretende ir, e é sua primeira vez, vão algumas dicas

1- Se tiver uma roupa de Chita, faça uso. Não é obrigatório, mas ajuda a manter a tradição. Na falta, vale um vestidinho estampado, mesmo que de outro tecido.

2 – Leve um agasalho. Costuma fazer muito frio nesta época do ano.

3 – A cidade é pequena, sem muita opção, mas sempre tem onde fazer um lanche, uma alimentação simples. Tem as comidas típicas do Espaço Família, e ninguém vai morrer se comer um passaporte, né não?

4 – Prepare-se. Onde tem cinco paulojacintenses reunidos em festa, seja em qual for o lugar, em algum momento você vai ouvir: ‘Aiai, Uiui, Eu tenho que voltar. Aiai, uiuui. A minha vida tá todinha em Propriá’.

Oxe. Sabe não, é? Pois segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=z5DSjjLDZi8Trate de gravar num pendrive e vá aprendendo durante a viagem.

Por falar nisso, você vai? A gente se encontra por lá.

Fuuuui!