Fátima Almeida

Jornalista, graduada pela Universidade Federal de Alagoas, foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, membro da Comissão de Ética da entidade e diretora da Federação Nacional dos Jornalista. Vinte e poucos anos de profissão, alguns prêmios, atuação multieditorial em diversos veículos, larga experiência em jornalismo político. Hoje, aprendiz de blogueira.

‘Operação tapa buracos’ em Maceió é improvisada pela população

29 de julho de 2017 • 8:26 am
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O que não falta em Maceió, no momento é buraco nas ruas. Parte provocada pela chuva, parte pela displicência dos gestores. E enquanto a Prefeitura está a passos lentos, na recuperação dessas vias de escoamento do trânsito, o contribuinte vai tentando, como pode, minimizar a situação e evitar acidentes nos muitos e grandes buracos que tem por todo lado, em todos os bairros.

É pneu, bandeira, plantas, madeira e até armários no meio da rua, para avisar os motoristas que ali se esconde um perigo. Alguns representam riscos iminentes para motoristas e passageiros desavisados.

Na Rua Firmino de Vasconcelos a situação é das mais críticas. Ontem a prefeitura recapeou o trecho entre a Campos Teixeira e a Praça Lions, que estava intransitável, mas deixou, num outro trecho, uma enorme cratera ao redor da qual é visível o afundamento do asfalto, que pode ceder a qualquer momento e provocar um acidente grave. O lugar foi marcado com pedaço de pano amarrado num pau.

Antes desse trecho, no final da Rua Eduardo de Campos, que liga a Jatiúca ao Santo Eduardo e representa uma das mais problemáticas da região, um armário – isso mesmo – foi colocado por populares para avisar sobre o perigo do enorme buraco onde se acumula água de esgoto.

No retorno da Gustavo Paiva para entrar na Av. Amélia Rosa – próximo à Sococo, pneus no meio da rua também tapam um buraco que quase provoca um acidente grave, esta semana. O funcionário de uma loja de automóvel, no local, disse que colocou os pneus depois que uma mulher, surpreendida pelo buraco, tentou desviar o carro e quase se choca violentamente contra o poste.

É preciso prioridade para essa questão, garantir a celeridade numa verdadeira tapagem desses buracos, antes que algo de ruim aconteça.


A crise de cada um, no país das desigualdades sociais

27 de julho de 2017 • 3:52 pm
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Ilustração / Reprodução Internet

“Brasi caboco num come assentado nos banquete, misturado cum os home de casaca e anelão… Brasi caboco só come o bode seco, o feijão, e as veiz uma panelada, um pirão de carne verde, nos dias da inleição quando vai servi de iscada prus home de posição”.

Em seu poema verdadeiro, o poeta Zé da Luz faz a alegação: não se mistura povão com os homens de casaca e anelão. Não adianta tentar se iludir e achar que eles verão a crise com os mesmos olhos. Nunca!

Senão, como explicar que, no auge de uma das piores crises que o país já enfrentou; com o índice de desemprego castigando cerca de 14 milhões de brasileiros, o Ministério Público Federal (MPF), um dos braços do Poder que representa a esperança da sociedade em dar um açoite na corrupção, incluiu em sua proposta de orçamento para 2018 um aumento de 16,7% para os procuradores da República, uma categoria bem paga do serviço público – se comparada à grande maioria dos servidores – com média acima de R$ 20 mil, fora os penduricalhos.

Um reajuste de 16,7% é quatro vezes acima da expectativa de inflação que gira em torno de 4%. Em nome da famigerada crise, a maioria trabalhadores assalariados de baixa renda, seja no setor público ou privado, não tem conseguido sequer recompor nos salários o índice inflacionário. Isso aprofunda o enorme desequilíbrio na balança do enfrentamento da tal crise, que só pende para o lado dos mais fracos.

Não se promove justiça e nem se combate a corrupção acentuando ainda mais as desigualdades sociais.

Somado a outras vantagens, a exemplo do “necessário” auxílio moradia em valor superior R$ 5 mil pagos aos magistrados e membros do Ministério Público, a proposta parece um desdém com o dinheiro público, ainda considerando o efeito cascata que ela arrasta consigo, abrangendo todos os estados, que já vivem à beira da falência (alguns afundados nela).

Não é que seja ilegal o pleito dos procuradores, embora pareça uma irresponsabilidade fiscal, diante de tanta dificuldade financeira alegada nas hostes dos poderes. A nossa Constituição assegura ao Poder Judiciário e ao Ministério Público a autonomia para propor seu próprio orçamento, e nele, os adendos e reajustes pretendidos. Embora isso tenha que passar, necessariamente, pela aprovação do Legislativo e do Executivo. Nada difícil, considerando o histórico de aprovação dessas medidas, ainda mais na realidade atual, com o Congresso que temos, onde a maioria dos parlamentares está na corda bamba, e o que menos quer é problema com o Ministério Público.

Se isso se concretizar, a proposta aprovada pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal, na última terça-feira (25), provocará um impacto de 116 milhões de reais nos gastos públicos. Dinheiro que ninguém sabe, ainda, de onde virá, embora, de antemão, todos nós saibamos quem vai pagar essa conta.


Esqueceu a CNH? Pega o celular. A partir de fevereiro porte de documento pode ser digital

27 de julho de 2017 • 9:56 am
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Ih, esqueci a CNH em casa. E agora? Dentro de alguns meses isso não será mais problema! A partir de fevereiro de 2018 começa a valer a carteira de habilitação digital, com o mesmo valor jurídico do documento impresso que hoje, obrigatoriamente, todo motorista tem que portar na carteira.

É só clicar no celular e ela vai estar lá, prontinha pra livrar das penalidades previstas no artigo 162 – multa, perda de pontos na carteira e retenção do veículo – para quem comete a infração gravíssima de dirigir sem a Carteira Nacional de Habilitação.

A validade da comprovação digital da CNH, que poderá ser ser acessada pelo celular, foi aprovada esta semana, pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). E como hoje em dia quase ninguém no universo inteiro vive sem o celular, isso vai acabar a desculpa e o transtorno dos mais esquecidinhos. Os agentes de trânsito poderão comprovar os dados por um aplicativo de celular, já que a assinatura da CNH é digital, ou pelo escaneamento do QRCode, espécie de código de barras já presente nas CNHs emitidas a partir de maio deste ano, desenvolvido para dar mais segurança contra fraudes e para facilitar o acesso às informações biográficas e foto do documento original, armazenadas em um banco de dados do sistema Denatran.

Na prática, será permitido que motoristas de todo o país se identifiquem por meio de um aplicativo de smartphone, que já se encontra em fase de testes.

Lógico que ninguém vai ser obrigado a investir num celular de ponta para baixar o aplicativo. A habilitação impressa continuará sendo disponibilizada, e você vai poder escolher como portar seu documento. Quem não está nem aí para as vantagens da tecnologia, vai poder continuar levando na carteira, no bolso ou no porta-luvas do carro. Contanto que esteja com com a CNH acessível, seja de forma impressa ou digital.

Para a opção digital, o cadastro se fará, segundo o Contran, a partir do momento em que o serviço entrar em operação, e o usuário interessado deverá fazê-lo no portal do Denatran ou no balcão dos Detrans, com o uso de um certificado digital.

E viva a tecnologia a favor de todos!


O aumento dos combustíveis e a justiça de um magistrado em nome do povo

25 de julho de 2017 • 11:27 pm
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De vez em quando, uma pontinha de esperança. Quando a gente pensa que não tem mais jeito o desmantelo desenfreado do governo que nos faz Temer – com suas medidas, decretos e projetos de lei feitos sob medida para aniquilar o cidadão e a cidadania – aparece um salvador, com a toga de juiz substituto que  vem na raça, compra a briga e determina, com a força da lei e a bravura de quem representa a indignação popular, a suspensão do decreto presidencial que elevou os impostos – PIS/Cofins – sobre os combustíveis e fez os preços subirem feito foguete, queimando o bolso do consumidor.

Com as contas no vermelho, o governo usa a velha fórmula de subtrair do povo para tapar os rombos das contas públicas. E viu no aumento da tributação dos combustíveis a única saída rápida para arrecadar um adicional de R$ 10,4 bilhões ainda em 2017 e com isso tentar aliviar o déficit de R$ 139 bilhões que ameaça a meta fiscal. Meteu bronca. Afinal, é sempre o povo que paga a conta, né?

Mas desta vez esbarrou na decisão do juiz substituto da 20ª Vara Federal de Brasília, Renato Borelli, que nesta terça-feira, em ação popular movida pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs, concedeu liminar suspendendo o tal decreto presidencial que aumentou o tributo. Uma atitude de coragem que dificilmente sairia de ministros abufelados em suas poltronas de poder, na corte Suprema.

Certo; é uma medida liminar que pode cair a qualquer momento. A Advocacia-Geral da União (AGU) já avisou que vai recorrer da decisão – lógico – está no seu papel. E o argumento é de que a lei permite ao presidente alterar por decreto o imposto, dentro de uma margem legal, para cima ou para baixo.

Pode ser. Ou não. Mas pelo menos o governo ficou sabendo – e nós também – que por mais difícil que seja, aqui ou acolá, sempre aparece alguém disposto defender os interesses coletivos da sociedade. E mostra que, quando se tem boa vontade a lei é aplicada em defesa do cidadão.  

Ele – o juiz – fundamentou sua decisão no fato de que o tal decreto presidencial não é o instrumento adequado para o fim que se usou. “O instrumento legislativo adequado à criação e à majoração do tributo é, sem exceção, a Lei, não se prestando a tais objetivos outras espécies legislativas”, argumentou o magistrado.

E disse mais: que a medida do governo, além de prejudicar o consumidor, não respeitou o princípio segundo o qual “nenhum tributo será cobrado antes de noventa dias da publicação da Lei que o instituiu ou aumentou”.

A decisão do juiz vale para todo o país. E determina, também, que os preços dos combustíveis – que esta semana ultrapassaram, nos postos alagoanos, a margem dos R$ 4,00 o litro – voltem aos valores anteriores ao decreto presidencial.

Bom seria se a nossa justiça fosse sempre mais justa do que política.


De quem é esse lixo? Enquanto isso, o sujo fala do mal lavado

24 de julho de 2017 • 9:57 pm
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O tempo mudou e todos sabiam que iria mudar. Prefeitura e população realmente tem que andar de mãos dadas quando se trata de limpeza urbana, e cada um assumir a sua responsabilidade pra manter a cidade limpa. Certo que não é mais tempo de tolerância com a falta de consciência de quem sai por aí jogando lixo na rua. Mas daí a atribuir apenas à população a culpa pela sujeira que tem se acumulado em vários pontos da cidade, potencializando os danos causados pela chuva, é querer afastar do poder público a responsabilidade sobre a parte que lhe cabe – garantir a limpeza urbana, de maneira eficiente, vigilante e persistente.

Lixo por traz do Mercado – situação permanente (Foto: Fátima Almeida

Será que só a população é realmente a única culpada pelos lixões que se formam e se mantém anos a fio em terrenos baldios, sem muros, abertos em convites para despejo de resíduos? Não! Geralmente é a deficiência na coleta que leva alguém a transformar terrenos abandonados em lixões. E cabe à prefeitura, além de assegurar o serviço regular de coleta, também cobrar responsabilidade do dono do terreno abandonado; fazer cumprir a lei que o obriga a cercar a área; aplicar as sanções previstas em lei ou criar mecanismos que coíbam essa prática – quem sabe, até, a desapropriação da área abandonada para transformá-la numa praça, numa área de convivência.

Vale citar, mais uma vez, um terreno que tem por trás do Mercado da Produção (na rua Comendador Luiz Calheiros, bairro da Levada), o maior lixão na parte central de Maceió. Já denunciamos isso em inúmeras postagens, ao longo dos mais de dois anos de existência do Eassim.net, e a situação por lá continua a mesma – acredite: nenhuma providência eficaz foi tomada.

Se formos relatar, tem várias facetas que ilustram a enorme quantidade de lixo nas ruas da cidade. Os contêineres abarrotados, até funcionariam bem se houvesse assiduidade no recolhimento. Mas o próprio transbordamento desses equipamentos são exemplos de que não é bem assim.

Árvore caída no começo do mês, ainda jaz no passeio público do Conjunto Castelo Branco

E o que dizer dos entulhos e restos de árvores que obstruem calçadas, praças, e ruas durante semanas, prejudicando a circulação de carros e pedestres? Ah, tem não? Que o digam os moradores da quadra 13, do Conjunto Castelo Branco, na Jatiúca, em frente a delegacia do 2º Distrito Policial, onde uma árvore foi derrubada pelas rajadas de vento, há quase um mês – na madrugada do dia 04 de julho.

Equipes mobilizadas, árvore serrada, mas o transtorno do entulho ficaram lá, e continuam: tronco, galhos, folhas, lixo, ocupando um grande espaço do passeio público, na frente de um prédio.

Na Rua B, galhos e conteiner são o cenário do descuido

Não muito longe, paralela à Avenida Brasil, entre o Poço e a Pajuçara, a Rua B também sofre o mesmo problema, com a calçada e parte da rua obstruídas há semanas, por galhos de uma árvore e um contêiner abarrotado. Isso também é culpa da população?

Convenhamos: Admitir os próprios erros; reconhecer as próprias dificuldades é meio caminho na busca de soluções. Ficar apontando culpados só protela um problema que é de todos, sobretudo da administração pública que gerencia os recursos que pagamos para, entre outras coisas, ter uma cidade limpa.

Culpar apenas população é desviar do problema – que é real – de deficiência no recolhimento do lixo e emperrar na máxima do sujo que fala do mal lavado.


Fora da rota: O uso indevido de viaturas da SMTT

20 de julho de 2017 • 9:36 pm
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Fotos publicadas num grupo de jornalistas mostram uma viatura da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) estacionada, supostamente, num condomínio localizado no bairro de Antares, na parte alta de Maceió, no horário de almoço, segundo o registro.

Com as fotos, a informação de que, não apenas a viatura retratada, mas também outra, igualmente mantida e abastecida com dinheiro público, são vistas assiduamente no condomínio, geralmente no horário do almoço, entre as 12h e as 13h30, e sempre costumam sair com a lotação e a rota completa: criança para levar na escola; mulher para deixar no supermercado; amigos para deixar no ponto de ônibus.

É correto, isso?

A assessoria da SMTT responde que não. Mais que isso, responde que a denúncia feita por uma rede social será apurada administrativamente.

Segundo a assessoria, as viaturas de fiscalização podem ser usadas por agentes de trânsito, fiscais de transporte ou qualquer outro servidor – nesse caso por motivo de força maior – desde que estejam em serviço e a serviço da instituição.  Só!

Certo que as equipes em serviço precisam parar em algum lugar para almoçar. E isso talvez justifique o fato de algumas vezes serem vistos com o veículo parado em algum restaurante. No sábado passado uma cena dessas deu a maior confusão, numa rua próxima a um restaurante, na Jatiúca. Um casal filmou a viatura parada e houve bate-boca com os agentes.

Talvez – repito – uma situação desta se justifique, já que ali estavam apenas os componentes de uma equipe de trabalho, que também precisa comer.

Mas não é o mesmo caso quando se leva a viatura pra casa e depois sai com a família para levar filho à escola e mulher ao supermercado, ao médico ou ao cabeleireiro.

Essa situação precisa ser apurada.

Ficamos com a promessa da SMTT, de que assim será feito.

No aguardo!


O inverno de Maceió e o inferno dos motoristas. Buracos ou patrimônios públicos?

14 de julho de 2017 • 11:07 pm
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Lamentar, xingar, estressar não tem adiantado muito diante da buraqueira que se multiplica nas ruas de Maceió. E com ela, as desculpas também. Certo que a chuva – apontada como a vilã da vez – tem castigado forte, fazendo estragos. Mas a situação em que se encontram alguns corredores de trânsito na capital alagoana, não é coisa desse inverno não. É coisa de falta de manutenção ou serviço mal feito.

Embora os temporais tenham agravado a situação, é, na verdade, a qualidade da pavimentação; a espessura do asfalto ou a falta de cuidado com as obras que têm causado o efeito casca de ovo nas ruas de Maceió. Em alguns locais, o buraco remendado em um dia, vira farelo de asfalto no outro. Alguma coisa não está colando bem.

O INFERNO

Quem passa com frequência nas ruas paralelas e transversais das avenidas Júlio Marques Luz e Antônio Gomes de Barros, sabe bem do que estou falando. A situação dessas ruas é caótica o ano inteiro.

Quem trafega pela a rua Eduardo dos Santos, entre a Jatiúca e os bairros de a Pajuçara e Ponta Verde, também sabe bem do que estou falando. A via inteira tem problemas de buracos o ano inteiro. E no último trecho – entre a Confraria do Rei e o cruzamento da Pedro Américo, já em direção à Ponta Verde, além das crateras, tem uma fossa estourada (ou sei lá o que), que há meses espirra água suja e espalha mau cheiro, que não vem da chuva.

Também é muito crítica a situação nas ruas Geraldo Patury e Firmino Vasconcelos, na Ponta Verde. O trecho entre a rua Campos Teixeira e a Praça Lions, virou uma peneira e um imenso transtorno para os motoristas. E não é de agora. É resultado de obras mal acabadas, de quem economiza no asfalto e acaba acumulando prejuízos – para os cofres públicos e, principalmente para os proprietários de veículos que, inevitavelmente, caem nos buracos.

O TRATAMENTO

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) informou que as malhas viárias de Maceió recebem em dias de chuva (pasmem!!!) ao menos 10 caçambas de asfalto com até 15 toneladas cada uma. E de acordo com o secretário Ib Breda, estão sendo priorizadas as vias mais movimentadas, principalmente os corredores de transportes (onde? Eu não sei).

O fato é que a prefeitura não tem dado conta. Porque o ideal seria que essas caçambas de asfalto fossem aplicadas (e bem aplicada) durante o verão, reforçando a malha viária para encarar o inverno, cumprindo o princípio de que prevenir é melhor do que remediar.

ALGO ERRADO?

Além disso, há quem diga – tecnicamente falando – que há problemas básicos nos serviços de tapa-buracos feitos pela prefeitura e outros órgãos, como a Casal. O maior deles estaria na falta de impermeabilização e de requadramento da área tratada. E que o ideal é fazer o corte retangular do buraco  e aplicar uma pintura específica que permite uma adesão melhor do asfalto.

Senão, fica solto e a água leva – até sem muito esforço.


Da Educação, para a Educação. Afinal, como devem ser usados os precatórios do Fundef?

14 de julho de 2017 • 12:10 am
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Reprodução dreamstime.com/royalty

Semana de alegria em boa parte dos municípios alagoanos. Após a confirmação da liberação, na quarta-feira (12), de mais de R$ 1 bi dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento de Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef,) as prefeituras estão em polvorosa. É prefeito correndo, secretários tropeçando, aduladores esquentando o movimento das ruas e os professores… ressabiados.

Estes, que deveriam ser os mais contentes com essa notícia, olham desconfiados toda essa euforia.

Afinal, como será utilizado esse dinheiro? Em tese, ele é da Educação, para a Educação. Ou não? Afinal, os tais precatórios nasceram de ações municipais que cobraram do Governo Federal o ressarcimento de recursos que tiveram que alocar, durante anos, para complementar o Fundo nacional, que era obrigação da União. E de onde saiu o dinheiro desse complemento? Certamente do percentual orçamentário (25%) constitucionalmente destinado à Educação.

Então, a César o que é de César… O uso adequado seria na Educação – afinal são precatórios do Fundef, né isso?

Tem gente que acha que não é assim.

FREIO DE MÃO

Na lista da sorte constam 41 municípios contemplados com a dinheirama, cujos valores variam entre os R$ 157.861 mil para Olho D’Água das Flores e os R$ 86.837 milhões que está recebendo o município de Rio Largo. Muito embora, apenas 5 estão habilitados a movimentar esses recursos de imediato. Os demais (36) terão ainda que lutar pelo desbloqueio imposto pela Justiça do Trabalho (Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), nas contas municipais, para garantir o pagamento de ações rescisórias trabalhistas .

Além disso, no embalo da sonhada folia, tem um freio: a recomendação do Ministério Público Estadual de Alagoas – e outras instituições – para que os prefeitos estejam atentos à utilização adequada desse recurso, que entra na conta quando todos ainda choram dificuldades e alegam cofres vazios. É um perigo.

DE OLHO NELES

Bom que o Ministério Público esteja de olho, e com ele, outros olhos devem estar atentos: do Tribunal de Contas;do Poder Legislativo; dos conselhos municipais; dos organismos sociais e de combate à corrupção; e da própria sociedade. É preciso saber quanto recebeu cada município; como, quanto e em que está gastando cada centavo.

Tem que exigir transparência, para evitar o mau uso desse dinheiro. E esse acompanhamento, a própria sociedade pode e deve fazer, independente da ação institucional dos órgãos de fiscalização e controle..

É preciso cautela dos prefeitos; transparência dos municípios; fiscalização das instituições; e controle da sociedade.

Afinal, vivemos num momento crítico em que a corrupção no serviço público tem se reinventado para surpreender a cada dia.

Pra pior.


Freitas Neto: A trajetória de um alagoano ‘feito de ferro e flor’

8 de julho de 2017 • 3:01 pm
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Uma exposição, uma mesa de prosa, um encontro de familiares e amigos do jornalista Freitas Neto marcam, nesta terça-feira (11), a passagem dos 20 anos da sua morte e da sua mulher, Graça Freitas, num acidente aéreo, em Santiago de Cuba, em que morreram outras 44 pessoas.

Com o tema “Freitas Neto nos 200 anos de Alagoas: a trajetória de um alagoano feito de ferro e de flor”, o objetivo do evento, organizado por familiares do casal, é relembrar a história do jornalista, cronista esportivo, radialista, juiz classista, sindicalista, político e cidadão alagoano que marcou a trajetória dos seus 47 anos de vida pela defesa intransigente da ética, da democracia e dos direitos sociais e de cidadania.

Os dois filhos do casal, Marcelino e Glória Freitas, lembram que o acidente interrompeu também a atuação do pai como “embaixador” de Cuba em terras brasileiras.  Numa época em que a Ilha sofria consequências do embargo econômico americano, Freitas ficou conhecido por organizar eventos e inúmeros voos de solidariedade a Cuba, nos quais levava doações e convidava profissionais de diversas áreas e políticos dos mais variados partidos para conhecer a realidade dos avanços sociais conquistados na vigência do socialismo no país de Fidel Castro.

Esses e outros detalhes da vida de Freitas, inlcuindo sua história de amor com Graça, a esposa e companheira que morreu com ele, bem como sua dedicação à divulgação da vida e obra do escritor alagoano Graciliano Ramos, vão ser retratados na exposição, por meio de fotos e objetos pessoais, medalhas, títulos e outros elementos significativos de sua trajetória, obtidos em vida e in memoriam.

Na abertura do evento, um pouco dessa historia também será retratada numa mesa redonda composta por amigos que conviveram com Freitas em momentos significativos de suas vidas. Na ocasião, a família vai doar todo acervo do jornalista ao Misa, para criação do Espaço Freitas Neto naquele ambiente cultural.

O evento é gratuito, aberto ao público em geral, e está sendo organizado por familiares e amigos de Freitas, com apoio do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, da Secretaria de Estado da Cultura e da Braskem, esta última patrocinadora do Prêmio Freitas Neto, uma das categorias do Prêmio Braskem de Jornalismo criada pelo Sindjornal para homenagear Freitas e incentivar a participação de estudantes de Jornalismo.

Após a abertura, a exposição poderá ser visitada até dia 31 de julho. Os familiares solicitam que, se possível, quem for ao evento, leve um quilo de alimento não perecível. As doações serão encaminhadas a vítimas das enchentes em Alagoas. Mais informações (82) 98884-9484 (WhatsApp).

Serviço –

O que: Exposição “Freitas Neto nos 200 anos de Alagoas: a trajetória de um alagoano feito de ferro e de flor”.

Quando: 11 de julho, às 19 horas.

Onde: Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa) – Jaraguá.

(*) – Com Graça Carvalho


SSP vai anunciar nova redução nos assaltos a ônibus em Maceió. Tomara!

4 de julho de 2017 • 10:15 pm
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A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) promete apresentar, durante reunião com empresários e sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo de Maceió, dados em fatos e números que apontam redução na quantidade de assaltos a ônibus na capital alagoana.

A reunião, marcada para esta quarta-feira (5), às 10h, vai acontecer na Sala de Situação da SSP, sob a coordenação do secretário – coronel Lima Júnior – e tendo a imprensa como convidada. No mesmo espaço e no mesmo evento, será lançada uma campanha visando ao fortalecimento de uso do Disque-denúncia – 181 – para informações anônimas sobre ocorrências relacionadas a assaltos a ônibus.⁠⁠⁠⁠

Informa a SSP, que o uso do sistema de denúncia anônima tem sido fator importante na elucidação e, consequentemente, na inibição desse tipo de crime.

Reprodução

Responsáveis por mortes, prejuízos e traumas que resultam no afastamento de grande número de rodoviários do exercício de suas atividades profissionais, os assaltos vinham ocorrendo registrando número crescentes. Em 2016, foram registrados 1.069 assaltos a coletivos – média aproximada de três casos por dia – um crescimento de 296 casos em relação ao ano de 2015, quando foram contabilizados 773 assaltos.

No início de maio, a SSP anunciou, com base em levantamento do Núcleo de Estatísticas e Análise Criminal (Neac), uma queda de 73% em abril deste ano (com 40 ocorrências), comparando com abril de 2016, quando foram registrados 148 assaltos nos coletivos urbanos de Maceió.

Agora a Secretaria promete números ainda menores.

Tomara! Vamos ver e acreditar, né?