Fátima Almeida

Jornalista, graduada pela Universidade Federal de Alagoas, foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, membro da Comissão de Ética da entidade e diretora da Federação Nacional dos Jornalista. Vinte e poucos anos de profissão, alguns prêmios, atuação multieditorial em diversos veículos, larga experiência em jornalismo político. Hoje, aprendiz de blogueira.

Redes sociais: Seus direitos, meus direitos e a estranha sensação de impunidade

7 de novembro de 2017 • 3:16 pm

Fala a verdade: Você já espalhou uma notícia que recebeu pelas redes sociais, sem checar a veracidade da informação? Se a resposta é sim, pense bem: você pode ter contribuído para difundir uma mentira criada com o intuito de prejudicar alguém, ou ser corresponsável por uma injustiça de consequência grave na vida de uma pessoa ou de uma comunidade. Portanto, cuidado. Você pode estar destruindo uma vida por uma mentira.

Um estudo encomendado pelo aplicativo BonusQuest, no ano passado, indica que 78% dos brasileiros se informam pelas redes sociais sobre vários temas ou assuntos, sejam eles sérios ou apenas puros memes. A maioria admitiu já ter compartilhado notícias falsas. O quadro é grave. Fora daqui, outra recente pesquisa apontou que 74% dos americanos confiam na imprensa escrita como fonte de informação – e só metade disso dá crédito ao que lê nas redes sociais. Menos mal. Embora isto não tenha impedido o impacto da propagação de falsas informações pelas redes sociais – recurso fartamente utilizado pelo megaempresário Donald Trump – definindo a seu favor as eleições para presidente dos Estados Unidos. No ano passado.

Do lado de cá, a um ano das eleições para presidente – e demais cargos do Executivo e Legislativo no Brasil – quando já se armam os palanques virtuais, o editorial da Folha de São Paulo desta terça-feira traz essa preocupação, embasado no peso das redes sociais como fonte de (des)informação fartamente utilizada para espalhar fatos e boatos – principalmente no campo político.

E foca no alcance ilimitado e nos prejuízos das notícias falsas amplamente divulgadas no campo aberto da interação que a internet nos proporciona, e na fragilidade e ineficiência dos mecanismos de controle de que dispõem os gigantes desse universo online (facebook, twiter, instagram, whatsaap…) para frear a propagação de falsas notícias.

Estamos perdidos e extremamente vulneráveis nesse universo online que parece terra de ninguém; impotentes diante da dimensão – e das consequências graves – da propagação de mentiras e conceitos distorcidos, movimentada por uma massa que não está sabendo o que fazer com a tal – e tão almejada – liberdade de expressão, e não a maioria não tem a menor noção da grande responsabilidade que essa liberdade requer. Sem isso, o espaço aberto à livre manifestação torna-se um campo minado, fértil ao exercício da maldade e da irresponsabilidade; e o uso mal intencionado das mídias sociais põe em risco esse princípio democrático.

O que fazer? É preciso – urgentemente – estabelecer regras e mecanismos mais eficazes de controle; exigir transparência dessas operadoras de mídias sociais, principalmente sobre os vultosos investimentos em anúncios ‘vestidos’ de notícias; é preciso exigir que essas empresas levem a sério o desenvolvimento de mecanismos de checagem sobre a veracidade de informações nelas veiculadas. Mais que isso, é preciso punir severamente – civil e criminalmente – quem propaga (por má intenção ou irresponsabilidade) esse tipo de informação, mesmo não sendo ele o gerador da falsa notícia (da mesma forma como se pune o comprador de um objeto roubado, mesmo que ele não demonstre conhecimento de que esta é a origem do bem adquirido).

É preciso regras bem definidas para inibir essas práticas maldosas. Senão, o que teremos pela frente? Quem poderá nos defender das falsas notícias em que têm se pautado criminosos digitais e estrategistas políticos para destruir plataformas, enterrar reputações e construir falsas perspectivas?

Ninguém, a não ser nós mesmos!

Por enquanto, a saída é ler, ler e ler; correr os site de notícias mais seguro, avaliar as consequências da informação e NUNCA compartilhar uma informação que possa mexer com a vida e a reputação de outra pessoa, sem ter a certeza de que o foco da informação é fato verdadeiro.

Fica a dica!


Enquanto o Brasil dorme, governo congela salários e aumenta alíquota da Previdência

31 de outubro de 2017 • 5:09 am
O servidor público federal pode até ter tido uma noite de sono tranquila, nesta segunda-feira (30), mas vai acordar com a sensação de pesadelo, nesta terça-feira. O governo editou e mandou publicar, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) 805/17, que posterga ou cancela aumentos salariais previstos para várias categorias em 2018, altera trechos da Lei 8.112/1990, que dispõe sobre o Regime Jurídico Único dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, e mexe também com a Lei 10.887, de 18 de junho de 2004, no que diz respeito à alíquota de contribuição previdenciária de uma faixa considerável de funcionários públicos federais.
A Medida Provisória, que segundo noticiou o próprio governo, será encaminhada ao Congresso Nacional nesta terça-feira (31), adia por um ano ou cancela reajustes remuneratórios desses servidores públicos e ainda aumenta a alíquota previdenciária do funcionalismo, de 11% para 14% sobre a parcela do salário que exceder o teto  previdenciário pago pelo Regime Geral (R$ 5.531,31).
No Congresso Nacional, a matéria vai ser examinada em Comissão Mista (Câmara e Senado) que ainda será instalada e, pela regra de alternância das Casas, será presidida por um deputado, sendo designado um senador para a relatoria.
A tramitação é rápida. Tudo a toque de caixa. Assim que a matéria for lida pela Mesa do Congresso, será aberto prazo para apresentação de emendas ao texto. Isto é, a partir desta terça (31), até a próxima segunda-feira (6).
EFEITO DOMINÓ
A suspensão dos reajustes ou aumentos tem efeito imediato, e o aumento da ‘contribuição’ previdenciária começa a valer em fevereiro de 2018. Assim, os reajustes salariais de aproximadamente 30 carreiras do serviço público federal serão adiados para 2019, e eles ainda vão pagar mais caro a alíquota do INSS.
No que diz respeito à suspensão das correções salariais, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), os grupos mais afetados serão os docentes (universidades e outras escolas públicas federais); policiais – federal e rodoviários federai; carreiras jurídicas (vinculadas ao Executivo); área de gestão (Banco Central, CVM, Susep, Ipea e IBGE); auditores da Receita Federal e do Trabalho; peritos do INSS; diplomatas; e policiais militares e civis dos ex-territórios.
O discurso do governo é o mesmo: o ajuste fiscal para diminuir o rombo nas contas públicas. E o ‘modus operandi’ também: o trabalhador paga o déficit provocado, geralmente, pela malversação do dinheiro público.
Por enquanto, as medidas são restritas aos servidores públicos federais. Mas os demais trabalhadores já podem colocar as barbas (e os cabelos) de molho. Essa moda pega!
Vem coisa ruim por aí – extensiva a todos nós, que pagamos os pato.
Que ruflem as panelas!

Gafieira Caprichosa é uma das atrações do II Festival Em Cantos de Alagoas

30 de outubro de 2017 • 5:02 pm

Divulgação

No cenário artístico cultural alagoano desde 2014, a banda Gafieira Caprichosa estará nesta terça-feira, no II Festival Em Cantos de Alagoas, com a missão de defender a música ‘Guerreira’, uma composição de Mikla Waltari, que será cantada na voz de Lima Neto.

A música é belíssima. Tive oportunidade de ver e ouvir uma interpretação da cantora Ismair Martins – que inspirou a composição e deu nome ao show – Guerreira, apresentado na semana passada, no projeto Quinta no Arena, onde a música brilhou como destaque, num repertório movimentado pela ginga do samba e do choro.

Aliás, não é a primeira vez que o grupo Gafieira Caprichosa consegue emplacar uma composição entre as boas músicas alagoanas selecionadas para o Festival Em Cantos, da Secretaria de Cultura. Em 2016, a música ‘É Gafieira que Chegou Pra Ficar’, também garantiu seu lugar entre as vinte composições que farão parte de um CD que será lançado ainda este ano.

Idealizada e dirigida pelo músico (trompetista de respeito) Siqueira Lima, a Gafieira Caprichosa é composta em sua formação principal com voz, violão, cavaquinho, baixo, bateria, percussão (surdo, pandeiro, efeitos) e três metais (trompete, trombone e sax) e nasceu com o intuito de fomentar a dança de salão nos mais diversos estilos rítmicos existentes dentro do samba e do choro, com um toque bem alagoano, executando preferencialmente músicas de autores da terra ou que, de alguma forma, se identifiquem com a Cultura local: No repertório ‘desfilam’ com desenvoltura composições de Antônio Purílio, Eliezer Setton, Ibys Maceioh, Juvenal Lopes, Chico Elpídio, Sorriso Maceió, Humberto Torres, Mikla Waltari e Lima Neto, entre outros.

O II Festival Em Cantos de Alagoas acontece a partir das 19h, nesta terça (31), no Teatro Gustavo Leite.

Quer mais? É gratuito.


Os fantasmas não se divertem! O mesmo roteiro com novos personagens

26 de outubro de 2017 • 12:32 pm

Os fantasmas rondam novamente a Assembleia Legislativa alagoana – se é que algum dia eles deixaram de perambular entre as grossas paredes dos gabinetes de deputados (e não dos deputados – para não generalizar), que ocupam a chamada Casa de Tavares Bastos.

Na maioria das vezes essas almas penadas vagam sem a menor ciência da própria existência e menos ainda do envolvimento involuntário em tenebrosas transações promovidas por parlamentares vampiros, políticos inescrupulosos que, não satisfeitos com o volume de recursos que recebem do erário – em forma de subsídio, gratificações, ajuda de custo, verba não sei de que – querem mais e mais. E enxertam a folha de pagamento para engordar criminosamente a conta bancária, desviando recursos.

Agem na surdina, mês após mês; ano após ano, até que – Oooooh! – entre uma parede e outra, são flagrados por policiais federais em operações típicas de caça-fantasmas.

A deputada Thaíse Guedes, indiciada 25 vezes pelo crime de peculato, é a primeira da lista cujo depoimento na Polícia Federal, nesta quarta-feira (25), deveria passar despercebido, mas tornou-se de conhecimento público quase por acaso. No meio do caminho tinha uma ‘pedra’ chamada imprensa – que ela tratou quase a pedradas.

Pelo que foi apurado até agora, a PF teria encontrado ligações (sobrenaturais?) entre a deputada ‘valente’ e alguns fantasminhas, que já renderam prejuízos de aproximadamente R$ 15 milhões ao erário, em pagamentos de salários e gratificações irregulares, por meio do esquema, que envolve, segundo a PF, outros deputados igualmente espertos e inescrupulosos, e muita gente que vive na miséria e nem sabe o volume de dinheiro que seu nome movimenta.

As principais vítimas desse esquema – além do erário – são pessoas humildes, que na boa fé entregam documentos para políticos, na esperança de um encaminhamento para uma vaga de trabalho ou algum benefício e acabam caindo no esquema. Uma ‘servidora’ que, segundo apurou a Polícia Federal, teria recebido R$ 140 mil pelo gabinete da deputada, declarou em seu depoimento que nem sabia da existência e da movimentação dessa dinheirama em seu nome. Disse à PF que havia entregue os documentos pessoais à deputada na esperança de que ela encaminhasse seu currículo a pessoas de seu conhecimento, para conseguir um emprego. Nunca conseguiu, a não ser o de ‘servidora fantasma’ da Assembleia Legislativa.

Por enquanto, além de jogar seus seguranças contra a imprensa, a deputada nada esclareceu sobre o episódio. Sua assessoria informou que ela irá se pronunciar, por meio de nota, o que ainda não fez. Deve estar tentando traduzir mensagens psicografadas para explicar o inexplicável.

Ah, esses fantasmas e seus manipuladores que não deixam descansar em paz a alma do digníssimo Tavares Bastos, patrono do casarão da Praça Pedro II, que abriga os nossos ‘vivos’ deputados.


Salve-se quem puder. O voo razante da privatização nos aeroportos brasileiros

26 de outubro de 2017 • 12:48 am

Por meio de decreto federal publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (25) o Governo Federal ratifica o interesse em privatizar o Aeroporto Zumbi dos Palmares situado na região metropolitana de Maceió, incluso no Programa Nacional de Desestatização (PND), que consiste em realizar a aquisição ou incorporação de empresas do setor público por empresas privadas, colocando-as sob gestão pública.

O anúncio aumenta com mais dez integrantes, a lista oficializada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), depois de colocar para leilão os aeroportos de Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador. Na nova remessa constam, além de Maceió, os aeroportos de Belém, Cuiabá, Curitiba, Foz do Iguaçu (PR), Goiânia, Manaus, Recife, São Luís e Vitória, totalizando em 14 o numero de aeroportos destinados à privatização.

Com essa atualização o Governo Federal tem a intenção de deixar sob o comando da Infraero apenas aeroportos de pequeno porte, que depois deverão ser repassados às respectivas prefeituras, que por sua vez poderão fazer o que bem entenderem desses equipamentos, inclusive leiloar. Vai ser um festival.

Protestos existiram e irão existir, mas o governo federal – mais acentuadamente na atual gestão – tem demonstrado uma surdez absurda em relação à voz das ruas – que por sua vez tem se transformado em meros sussurros que tentam alertar, por exemplo, para a precarização característica de algumas áreas do setor privado, onde existe o maior número de acidentes do trabalho, desemprego e descumprimento de normas trabalhistas, como diz Samuel Santos, diretor do Sindicato dos Aeroportuários em Alagoas.

Mas em sua decisão absoluta, o governo federal tem argumento pra tudo: “As empresas europeias que concorrerão à privatização são tradicionais em administrar aeroportos em diversos países em todo mundo”, disse o Ministro dos Transportes Maurício Quintela.

A expectativa do governo, em seu projeto de vender o patrimônio público, é de arrecadar R$ 2 bilhões com essas privatizações. Na compensação, a promessa de investimentos. Fala-se, por exemplo, em quase R$ 500 milhões de investimentos no aeroporto Zumbi dos Palmares, valor que dificilmente se conseguiria no setor público, segundo o argumento do governo.

A expectativa do povo? … Perguntinha difícil no dia de hoje.

O  povo está a temer que no final das contas, após a passagem do furacão Michel, não sobre pedra sobre pedra pra chamar de ‘nosso’.


Guerreira: Ismair Martins se apresenta nesta quinta, no Arena

15 de outubro de 2017 • 7:46 pm

Com um nome consolidado na produção cultural de Alagoas a cantora Ismair Martins é a atração da semana, do projeto Quinta no Arena (dia 19), com o show ‘Guerreira’. O repertório, focado na força, na luta e no amor da mulher, vem recheado de sambas e chorinhos – alguns de compositores alagoanos – e revela uma força especial vinda da mistura de histórias de vida e relações pessoais da artista.

Ismair Martins traz a marca de grandes produções musicais, em cenários como o Cantoria e os encontros de Choro onde costuma reunir ícones da música alagoana. E faz Samba e Choro em sua melhor forma: Cheia de energia e mantendo as raízes, a influência e o gingado da MPB.

Roteirizado pela própria Ismair, em parceria com o músico Siqueira Lima, o Show Guerreira contará com a participação especial de grandes nomes da música alagoana, dentre eles Ibys Maceioh,  Everaldo Borges, Wellington Pinheiro, Mikla Waltari, Chico Fideles, Ely Rodrigues, Zailton Sarmento, Siqueira Lima e Juarez Gonçalves.

O show Guerreira caminha entre o vigoroso e o envolvente e a produção garante: É satisfação garantida.

Vamos lá?

(*) Com informações de assessoria

 


Achado não é roubado? Pode ser que sim!

14 de outubro de 2017 • 7:11 pm

Um acidente; um caminhão tombado, carregado de mercadorias; e dezenas de pessoas ao redor, em ação rápida, certeira. Ajuda às vítimas? Solidariedade? Mera curiosidade? Nada disso! Elas se agrupam numa ação criminosa para a qual costumamos fechar os olhos – sociedade e autoridades policiais – como se fosse a coisa mais natural do planeta. Num acidente com veículos transportadores de mercadorias, dezenas de pessoas correm, se atropelam, passam até por cima das vítimas, se for preciso, para apropriar-se do alheio; alguns até sem se dar conta que saquear é o mesmo que roubar; apoderar-se ilicitamente de algo que não lhe pertence.

A cena que se repete com frequência nas estradas do país foi registrada mais uma vez esta semana, impunemente , após um acidente com uma carreta num trecho alagoano (km 74) da BR 104, nas proximidades do município de Messias – (Fotos da PRF-AL). 

E a coisa parece tão comum que mobiliza famílias inteiras: pai, mãe, avô, filhos pequenos, vizinhos; numa farra que geralmente não para quando a polícia chega ao local – só quando não resta mais nada. É tudo escancarado, às vezes na frente de câmeras. Os saqueadores podem ser facilmente identificados, mas raramente alguém é preso por isso. E a mercadoria roubada pelos saqueadores – gêneros alimentícios, eletroeletrônicos; brinquedos; cigarros; refrigerantes; cervejas – quando não é para consumo próprio, acaba sendo comprada sem o menor pudor por comerciantes ou cidadãos comuns que arrotam conceitos morais e éticos e empunham a bandeira contra a corrupção.

 

Reflitamos: Essa mercadoria tem dono. Mesmo quando está no seguro, ela tem dono. Alguém vai ter que assumir o prejuízo. Apossar-se dela, é roubo! E nem mesmo toda pobreza pode justificar essa ação criminosa que envolve quem saqueia e quem recepta mercadoria roubada. A polícia e a sociedade não podem fechar os olhos a isso. É preciso reprimir, denunciar, punir os saqueadores, com base no Código Penal que em seu Art. 169 qualifica como crime: Apropriar-se, alguém, de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza. Pena – detenção de um mês a um ano ou multa.

 

E pensar que parte dessas pessoas grita por direitos, reclama da corrupção e proclama o velho discurso da ética – e saqueia cargas, emparelhando no mesmo discurso que diz, do político, “esse rouba, mas faz” a máxima de que “se eu não levar, alguém leva”.

 

Enfim, virou uma cultura tirar vantagem da desgraça alheia – mesmo diante de um motorista ferido no acidente, abalado emocionalmente, às vezes sentindo-se culpado e temendo perder o emprego, vendo sua carga sumir bem debaixo dos seus olhos, nada disso parece importar. O importante é levar vantagem.

 

De forma acelerada e lamentável, o brasileiro está perdendo a noção do absurdo; o discernimento entre o certo e o errado; os valores e prioridades estão se invertendo, talvez diante de tanta violência; tanta insensibilidade política, tanta roubalheira que tornam corriqueiros esses maus exemplos.

 

Responda, por favor. Aonde vamos parar?


Analfabetismo: Uma porta escancarada para a violência!

12 de outubro de 2017 • 10:44 pm

Apesar de várias propagandas veiculadas pelos governos – sobretudo no âmbito estadual e municipal – mostrando escolas ‘modelos’ e programas de ensino de qualidade; apesar dos esforços aqui e ali, em colocar tapetes sobre a poeira dos indicadores sociais, mais um titulo de ‘campeão’ foi atribuído a Alagoas esta semana.

Um título que a exemplo de muitos outros que o Estado tem colecionado ao longo dos anos, coloca em xeque o tempo presente das nossas crianças e dos nossos adolescentes e compromete o futuro da nossa gente; do nosso país.

O estudo realizado e apresentado nesta terça-feira (10), pela Fundação Abrinq, baseado em números do Pnad 2015 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostra que o analfabetismo ainda é a realidade de 8% da população brasileira com idade acima de 15 anos. O Nordeste, com a taxa é 16,2% – o dobro da média nacional- reúne os cinco estados com as maiores taxas: Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e – advinha quem é o campeão dessa triste realidade? – Alagoas, com 20% da população acima de 15 anos, não alfabetizada.

Na mesma semana, o observatório de Favelas e o Laboratório de Analise da violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, divulgam dados de um trabalho realizado numa parceria entre o UNICEF, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) – o Índice de Homicídios na Adolescência 2014 (IHA) – mostrando que a violência continua em ritmo crescente, ceifando vidas de jovens entre os 12 e os 18 anos de idade.

Uma triste realidade mostrando que em 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, 3,65 dos adolescentes nessa faixa etária correm risco de serem assassinados antes de completar o 19 anos, atingindo com mais força a população negra. E as projeções não são nada animadoras. O número de adolescentes mortos pode chegar a 43 mil em 2021 – diz a pesquisa.

O problema é mais grave no Nordeste – exatamente onde os indicadores da Educação também são os piores para a população maior de 15 anos. A região dobrou o número de adolescentes vítimas da violência entre 2005-2014 – período analisado.

E mais uma vez Alagoas figura no pódio, entre os Estados que mais contribuíram para isso – com um índice de 8,18  mortos a cada grupo de mil adolescentes, atrás apenas do Ceará, com taxa de 8,71.

Certo (?); o governo se defende dizendo que os dados são de dois três anos atrás. Mas teria mudado tanto?  Mas, e daí?

Seja em que tempo for; se o estado é campeão, vice ou ficou no quadrangular; continuamos aonde ninguém gostaria de estar no triste campeonato dos indicadores sociais. E é doloroso saber que ainda existe tanto analfabetismo em um país que alardeia a educação como prioridade (Será mesmo?). É estarrecedor ver tantos jovens matando ou sendo mortos antes dos 20 anos de idade.

Não dá pra ficar discutindo de quem é o (dês)mérito dessa triste realidade, nem mesmo apontar apenas os gestores atuais. É hora de enxergar a dura situação e os seus reflexos na realidade das nossas crianças e adolescentes e no futuro do nosso país. Não é mais tempo de discutir como chegamos até aqui, mas o que fazer para sair desse pódio vergonhoso e indesejável, e buscar atalhos para que toda essa geração – com mais de 15 anos de atraso na educação – reencontre os caminhos do desenvolvimento pessoal e social e acredite na esperança de que ela ainda é o futuro desse nosso país sofrido e estraçalhado com tantas mazelas.

Senão, corremos o risco de viver os próximos anos contabilizando os títulos de campeões de violência, delinquência juvenil e mortes violentas entre nossos jovens; e de termos que investir na construção de mais cemitérios e presídios do que escolas.

Neste dia 12 de outubro, só nos resta pedir a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que interceda por nós, por nossas crianças e adolescentes e pelo futuro deste nosso país.


Robin Hood às avessas: Mais impostos para cobrir os rombos da corrupção

11 de outubro de 2017 • 4:47 pm

Em um país onde a corrupção é latente, a desconfiança na classe política é gritante, por que acreditar que poderíamos ter uma carga tributária mais branda? Nunca, enquanto se pensar que é a classe produtiva – empregados e empregadores da indústria, comércio e serviços – que devem pagar a conta cada vez mais alta dos desmandos praticados pelos mandatários do poder político e econômico! Pasme! Cada brasileiro trabalha 29 dias por ano para pagar a farra da corrupção. O Governo é uma espécie de Robin Hood às avessas, que tira do suor dos pobres trabalhadores para sustentar os vícios dos mais abastados que enriqueceram às custas do erário.

Mas, vamos aos números

No período de doze meses (de 14/09/2016 a 14/09/2017), alavancada pelos impostos estaduais, a nossa carga tributária, que já é uma das mais altas do mundo, teve um crescimento nominal de 8%. É o que diz um levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Pra quem acha que é pouca coisa, no último dia 14, em valores reais, a marca chegou a R$ 1,5 trilhão arrecadado em tributos municipais, estaduais e federais. No mesmo período de 2016 chegou a R$ 1,39 trilhão, o que já não foi pouco num país onde se trabalha quase a metade do ano só para pagar impostos. Hoje, o impostômetro já passava de R$ 1,65 trilhão.

EM ALAGOAS

O impostômetro contabilizou hoje em Alagoas R$ 7.6 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais. Maceió sai na frente com com R$ 419 milhões, seguido de Arapiraca, com a marca de R$ 47 milhões. Marechal Deodoro já passa dos R$ 20,7 milhões; Palmeira dos Índios, mais de R$ 9 milhões; e Penedo mais de R$ 3 milhões.

O estado de Alagoas colabora com 0.46% da arrecadação total do país, segundo o levantamento da ACSP.

Na avaliação do presidente da Associação e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, em informações divulgadas pela entidade, o efeito da inflação, a retomada econômica e a recuperação do consumo levaram ao aumento da tributação (e consequente da arrecadação), porque o ICMS é o principal imposto dos estados e incide sobre as vendas do varejo e serviços públicos como energia e gás.

Para se ter uma ideia, basta dar uma olhada na conta de luz para perceber a alta carga tributária que eleva o valor a pagar. No Brasil, 44,5% (quase a metade) do preço final da tarifa de energia é pra pagar imposto. É a segunda maior carga tributária do mundo sobre a conta de energia. Perde apenas para a Dinamarca.

CUSTO BENEFÍCIO

Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que, neste ano, o brasileiro terá que trabalhar 153 dias só para pagar tributos, ou seja, cinco meses e dois dias (de 1º de janeiro até 2 de junho) – quase a metade do ano. A pesquisa mostra que o peso dos impostos nos rendimentos – salários e honorários – aumentou muito nos últimos anos: hoje se trabalha o dobro do que se trabalhava na década de 70 para pagar a tributação. A escala histórica mostra que nos anos 70 eram trabalhados, em média, dois meses e 16 dias para pagar tributos; na década de 80, dois meses e 17 dias; e na década de 90, três meses e 12 dias. Hoje, são 5 meses e 2 dias de trabalho para  Governo, para um retorno ínfimo.

O Brasil é o 8º país na escala dos que têm a maior carga tributária. Ao comparar a quantidade de dias necessários para pagar impostos, taxas e contribuições, IBPT mostra a Dinamarca em 1º lugar, com 176 dias de trabalho; a França, com 171 dias; a Suécia e a Itália, com 163 dias, cada; a Finlândia, com 161 dias; a Áustria, com 158 e a Noruega, com 157 dias, vindo, em seguida, o Brasil.

A grande diferença está no retorno dos tributos, em forma de serviços públicos à população. Num estudo realizado pelo IBPT, em 2015, sobre a relação entre a carga tributária e os benefícios que dela retornam para a sociedade – considerando os 30 países onde se pagam mais impostos no mundo – o Brasil era o que proporcionava o pior retorno dos valores arredados, em benefício da sociedade.

Quer um dado que dói mais do que isso? Segundo cálculos do IBPT, a corrupção consumiu 29 dias de trabalho de cada brasileiro, ou seja, cada um de nós teve que pagar 29 dias de trabalho só para cobrir os rombos causados pela corrupção.

É mole? Não!

É dureza: É Brasil!


Se toca, mulher! Invista na prevenção contra o câncer de mama

11 de outubro de 2017 • 1:09 am

Com o tema: “Atitude exige coragem, pacientes no controle” o Maceió Rosa toma conta das ruas reforçando a importância do exame de mamografia para um diagnoóstico mais rápido em relação ao câncer de mama. O medo faz parte – é normal – mas saber o que fazer para enfrentar a doença, conversar, aproximar instituições de apoio e abrir as portas para o conhecimento dos seus direitos é o foco da campanha que qcontece em todo o país.

O dia a dia com a doença pode afetar o relacionamento social, familiar e profissional. Então, é claro que se faz importante a todos os envolvidos nessa jornada, que sejam capazes de reconhecer a necessidade de apoio mútuo em cada uma das manifestações que afetam a saúde.

A campanha deste ano promoverá ações em locais públicos durante todo o mês de outubro, começando (nesta terça-feira-10), na Praça da Faculdade (Prado) e segundo a assessora de Políticas Públicas da Prefeitura de Maceió, Adriana Toledo, a programação foca na conscientização do cidadão sobre a importância da prevenção.

Exames como os de sífilis, HIV/Aids e glicemia, orientação sobre o tratamento, encaminhamento para exames de mamografia fazem parte do pacote de solidariedade e fraternidade, embalado pelos servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), voluntárias do Grupo Renascer; Rede Feminina de Combate ao Câncer, Casa Rosa e SESC atuando no atendimento e encaminhamentos das pacientes. Quanto mais cedo sejam detectados sinais da doença, maiores as chances de cura, numa proporção superior a 90%.

Dia 17 de outubro o Maceió Rosa estará em atividade na Praça do Bicentenário, no Conjunto José Tenório.

Confirra a Programação completa:

17/10 – Praça do Bicentenário (Conjunto José Tenório).

1. Rede Feminina:

– Distribuição de Folders;

– Mama amiga;

– Distribuição de lacinhos;

– Venda de camisetas e bazar;

– Recebimento de doação de cabelos.

 

2. Renascer

– Grupo Canto;

– Panfletagem;

– Oficina de turbantes;

– Venda de Camisetas.

 

3. Secretaria de Saúde

– Saúde da Mulher – Panfletagem, orientações de DST/AIDS;

– Testagem de HIV e Sífilis.

 

4. Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude

– Aula de Zumba.

 

5. Sesc

– Orientação Nutricional;

– Calculo de IMC;

– Orientação sobre sedentarismo e risco cardíaco com um educador físico;

– Orientações sobre a prevenção de câncer de mama e colo de útero através de jogos e dinâmicas;

 

6. Casa Rosa

– Oficina de Turbantes;

– Encaminhamento para Mamografia e Citologia;

– Venda de produtos para arrecadar fundos para a instituição.