Marcelo Firmino

Marcelo Firmino é jornalista e publicitário com passagens em vários veículos de comunicação de Alagoas e do País. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado e Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió. Nesse espaço reportará e analisará os fatos que influenciam na vida sociedade.

Sem Rui, Quintella articula nome de JHC para disputar governo em 2018

25 de setembro de 2017 • 11:52 am
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O prefeito Rui Palmeira (PSDB) tem resistido ao assédio do seu grupo político para se desincompatibilizar e concorrer às eleições ao governo do Estado no próximo ano.

O tempo urge e os aliados pressionam por uma definição. Palmeira, no entanto, não manifesta entusiasmo nessa direção e pensa em terminar o segundo mandato de prefeito de forma serena.

Claro que não sairá por aí dizendo que “dessa água não beberei” e por isso mesmo seus companheiros de partido – e o povo do entorno – seguem tratando a questão com prudência.

Rui Palmeira: ainda indeciso.
Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

Mas, quem mais insiste na tese de que Rui Palmeira deve ser candidato

JHC: o plano B de Quintella

é o deputado federal e ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR), hoje a maior referência política do bloco, além do senador Benedito de Lira (PP).

A razão é simples. Todos eles precisam de um palanque majoritário forte para viabilizar a eleição dos proporcionais do grupo em geral.

Mas, e se Rui disser daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Quintella já opera o plano B que passa por uma aliança com o deputado federal João Henrique Caldas (JHC). A ideia é, sem Rui, lançar JHC como candidato a governador.

JHC, por sua vez, quer espaço e visibilidade no campo político. Se visualizar alguma chance de derrotar o governador Renan Filho (PMDB), certamente não deixará  o cavalo selado à toa.

 

 

 


Mutum das Alagoas, muito além de um símbolo: um feito histórico

22 de setembro de 2017 • 8:22 am
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A ação  de reintrodução do “Mutum das Alagoas” ao meio ambiente, nesta sexta-feira, 22 de setembro,  transcende a um ato simbólico. Trata-se de uma iniciativa histórica e que deve ser comemorada com todo orgulho.

A ave que foi praticamente dizimada no Estado, em função da derrubada das reservas de Mata Atlântica para que cedessem espaço ao plantio da cana, é tão rara que seu habitat se dava apenas em um trecho exclusivo de mata: Exatamente nas reservas entre as cidade de São Miguel dos Campos e Rio Largo.

O mutum está de volta.

Trata-se, portanto, de uma espécime genuinamente alagoana, cuja preservação se deu por ter sobrevivido em cativeiro, longe dos disparos de chumbos de caçadores alheios à necessidade da preservação e do cuidado ao meio ambiente.

A luta para a preservação da espécime em cativeiro levou 30 anos e tem alguns ícones que merecem o reconhecimento das autoridades e da sociedade em geral.

No caso de Alagoas, um batalhador incansável pela reintrodução do Mutum de Alagoas à natureza foi o ambientalista Fernando Pinto, presidente do Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA), que há décadas empreendeu uma batalha pessoal para trazer o mutum de volta à sua morada de origem.

Ganhou aliados poderosos nessa luta, inclusive usineiros que ocuparam os tabuleiros alagoanos, onde imperava a mata atlântica, para a expansão da monocultura da cana. Aliás, em se tratando da mata, em todo o Nordeste há apenas 3% de reserva preservada.

 

Pinto foi obstinado na causa. Sonhador, para uns, determinado, para outros, mas agora vencedor aos olhos vistos. O Mutum das Alagoas voltou!

Mas, graças sobretudo ao trabalho fascinante do mineiro  Pedro Nardelli que conseguiu capturar seis exemplares da espécime, na mata alagoana, na década de 80 e, com o apoio do Ibama, deu início ao programa de reprodução em cativeiro, em terras mineiras. Hoje 230 aves lá estão belas e bem cuidadas.

Aqui um casal de Mutum poderá iniciar um novo ciclo em seu habitat natural. Para isso um grupo de trabalho somou esforços nessa empreitada, capitaneada por Fernando Pinto e pelo  promotor público Alberto Fonseca, da Promotoria de Justiça Coletiva Especializada de Defesa do Meio Ambiente, com o apoio de órgãos do governo estadual e entidades da iniciativa privada.

O fato é que o momento é especial para todos, principalmente para a terra alagoana que recebe de volta sua cria ilustre, ao ressurgir das manhãs dos 200 anos de Alagoas. O nosso Mutum é considerada uma das aves mais raras do planeta. Mas, igualmente raro foi o trabalho de todos os envolvidos que enche de orgulho à terra alagoana.

Evoé para o voo livre do Mutum das Alagoas!

 


As pesquisas estão aí e Bolsonaro está escancarando o sorriso

20 de setembro de 2017 • 12:29 pm
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As pesquisas de opinião pública que a grande mídia tem divulgado, em relação ao processo eleitoral de 2018, trazem no ato a grande aceitação de Jair Bolsonaro, como forte candidato a presidência da República.

Embalado pela onda conservadora e militarista que tomou conta de uma grande parcela da sociedade brasileira, o deputado Bolsonaro segue maximizando seu potencial nas redes sociais com o seu viés político mais extremado e, por isso mesmo, polêmico. Sobretudo, quando expõe suas teses de conteúdo homofóbico.

As pesquisas mostram o parlamentar do PSC (um partido nanico) protagonizando as intenções de votos, ao lado de Lula, do PT. O detalhe é que as últimas amostras revelam que ele cresceu, enquanto o petista, após a delação de Palocci, perdeu apoio.

Claro que é cedo para se falar em uma posição definida, rumo à consolidação. Mas, já não se pode mais descartar a presença de Bolsonaro no processo eleitoral futuro como um nome muito forte.

Para muitos, uma excrescência e para outros o “salvador da pátria”. Na verdade, ele é um produto do meio social com todas as suas mazelas.

É  fruto, pois, do pluralismo democrático, mas que já demonstrou sua aversão pela democracia. Porém, a democracia nos permite a convivência, com o devido respeito, às crenças, valores e diferenças, que lamentavelmente tantos teimam em não considerar.

Portanto, a escolha futura será da própria sociedade. Cabe a ela verificar quais são os candidatos de fato e a quem eles servem ou estão dispostos a servir verdadeiramente em um mundo de interesses de toda ordem.

Vale, contudo, um alerta: até lá, o jogo será bruto como convém aos anseios de cada segmento envolvido.

Aliás, será um jogo bruto, sujo e triste.

 


Mandam interesses e a conveniência: esqueçam a corrupção e censurem a arte

12 de setembro de 2017 • 9:09 am
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A corrupção no seio do governo brasileiro, antes, durante e depois dos governos petistas, chocou o  mais alto representante da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, que manifestou sua opinião sobre o caso brasileiro em pronunciamento na organização internacional, dizendo da ameaça que vive a democracia no Brasil.

Ele foi duro e disse que a corrupção aqui, assim como em Honduras, está enraizada em todos os níveis de governo, “muitas vezes ligados ao crime organizado e tráfico de drogas”.

O Brasil foi citado em um conjunto de 40 países onde a corrupção abre seus tentáculos poderosos dentro das instituições. A fala do representante da ONU ecoou como uma trombeta inconveniente aos ouvidos sensíveis do governo e dos próprios brasileiros silentes diante do desandar do País.

Isso por que a corrupção segue  e, quase sempre, mora ao lado. A conveniência política da elite brasileira é quem determina hoje em dia como e quando se manifestar contra esse estado de putrefação nos poderes.

Atualmente, com seus “movimentos” inseridos na estrutura planaltina de poder, não há razão para barulho contra a corrupção. Há conluio. Assim como aconteceu anteriormente com o movimento sindical que, praticamente, foi morar dentro dos governos de Lula e Dilma, dando-lhes sustentação em nome das conquistas sociais.

Enfim, tudo representa interesses. E até a triste intolerância dos segmentos e “movimentos” faz parte dessa horda.

E os interesses são tantos que nem a arte escapa. Foi a intolerância, enfim, que pegou uma exposição para Cristo e criou o maior chabu com uma mostra patrocinada pelo Santander, em São Paulo.

Agora o que estava lá em exposição não é nada diferente do que  nossa elite está acostumada a aplaudir nos museus da Europa.

Enquanto isso, Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha são peças de um novo inquérito da PF por terem recebido propina de R$ 31 milhões.

Para isso, mandam os interesses: silêncio sepulcral.

 


Assim falou Geddel em manifestação: ‘Chega de corrupção, de assalto…”

6 de setembro de 2017 • 8:38 am
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O destino prega peças irônicas, além da conta nas pessoas. Imagine hoje a situação de algumas figuras da República que bradaram nas ruas que eram contra a corrupção.

Há casos emblemáticos, como o de Aécio Neves – e outros tantos tucanos – e Geddel Vieira Lima que também participou de várias manifestações para derrubar a Presidente Dilma Rousseff do governo, dizendo-se ser avesso à corrupção.

Pois bem. Em 16 de agosto de 2015, Geddel foi um dos líderes da manifestação contra a corrupção que reuniu 5 mil pessoas no Farol da Barra, em Salvador.

Nesse evento, Geddel era a cara da ética, da moralidade, da austeridade e, um olhar mais atento, chegaria ver uma áurea santa sobre ele.

Tanto assim que foi entrevistado por uma emissora de televisão e fez a seguinte declaração: “Chega, ninguém aguenta mais tanto roubo. Isso já deixou de ser corrupção. É roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas”.

Assim falou Geddel.

Enfim, todos que foram às manifestações imaginavam que estavam combatendo a corrupção e que ela só existia de um lado, como bem disse Geddel, o líder.

Os R$ 51 milhões, em diversas malas, encontrados em um “bunker” de propriedade de Geddel, falam por si só.

Agora fique a pensar em outros tantos esconderijos de malas endinheiradas espalhados pelo País, “à gauche” e “à droite”, de muitos e muitos que foram às ruas gritar contra a corrupção. Gente se apresentando como salvadores da pátria mãe gentil tão distraída…

As malas estão em toda parte. Ora passam correndo em ruas das calçadas paulistas. Ora seguem em aviões pelo triângulo mineiro, desfilam nas calçadas de Nossa Senhora de Copacabana, sobem a ladeira do Farol, cá entre nós… Enfim, elas existem há muito e muito tempo. Os porões dos poderes da República que o digam.

Lamentavelmente, pela conveniência e compadrio dos “movimentos” com tudo isso, o som das ruas é de entristecer.

Enquanto isso “os malas” continuam a jurar que são contra a corrupção.


Corrupção nos 3 poderes leva Brasil à UTI e as hienas fazem a festa

5 de setembro de 2017 • 9:03 am
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O poder judiciário, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, desaba com os novos áudios de Joesley Batista entregues ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. A própria PGR é atirada na lama nesse episódio que levará a anulação da delação do megaempresário da JBS.

Que a corrupção na corte é antiga já se sabia. Difícil era tornar os fatos explícitos por se tratar de um Poder e briga com essa instituição não é bom negócio para ninguém.

A corrupção, portanto, não é um mal só na classe política. Ela está no DNA do País desde os primórdios, quando traficantes portugueses trouxeram para cá os primeiros navios negreiros.

E foram esses traficantes que aqui se instalaram e formataram a elite nacional.

É isso mesmo que temos nos tribunais, que vendem sentenças, nas câmaras e assembleias, que recebem mensalinhos de prefeitos e governadores, e no plano federal, é essa sabida conjunção de hienas cada vez mais insaciável.

O quadro político e institucional no País é tão grave que a sociedade não enxerga um nome confiável para tirar o País do atoleiro. Exatamente por que nos falta.

E neste caso quem faz a festa com tudo isso é a mediocridade política que se expande e vai ampliando a área da areia movediça e fétida que cerca os três poderes.

Nesta terça-feira, 05, o STF ou o ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, terá que dizer se quebra ou não o sigilo dos novos áudios da JBS.

É a hora de cortar na própria carne. Ou como se diz no interior: a hora da onça beber água.

Se é que ainda há o que beber.


Paulão diz que a política social de Temer é ampliar a exclusão no País

4 de setembro de 2017 • 12:15 pm
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O governo Temer jogou na lata do lixo as políticas sociais que tiraram milhões de pessoas da miséria e agora se percebe o crescimento célere da pobreza, principalmente na região Nordeste.

A contextualização da visão acima é do deputado federal Paulão (PT-AL), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Em entrevista ao jornalista Rogério Costa, na Rádio Gazeta, nesta segunda-feira, 04, o deputado destacou que os alagoanos têm sentido na pele essa situação, considerando que 72% da população ganha até um salário mínimo. Segundo ele, esse dado foi revelado em estudos do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Cícero Péricles, doutor em economia.

Paulão: pobreza vai ser maior no Nordeste

A situação verificada atualmente, na visão de Paulão, é consequência do “golpe de Temer e de partidos a ele aliados, que se apoderaram do poder para favorecer as grandes corporações e o capital financeiro do País”.

Observou que basta perceber as ações de Michel Temer. Ora entrega reservas ambientais da Amazônia para exploração das mineradoras, ora anistia débitos bilionários no agronegócios e agora está promovendo estudos para isentar de imposto de renda os ricos do País, “que investem em Letras de Crédito Imobiliário e outros mais”.

Aliás, disse o parlamentar, que hoje é um defensor da Contribuição Por Movimentação Financeira (CPMF) por ter sido convencido de que este é o imposto mais democrático do mundo, uma vez que tributa proporcionalmente todas as camadas sociais. “Mas, os ricos não aceitam. Portanto, esse precisa ser um ponto chave em uma futura reforma tributária no País”, assinalou.

O deputado disse não ter dúvida de que este modelo de governo adotado por Temer vai ampliar a pobreza no País, gerando uma exclusão social perversa e desumana.


Padre manda demitir secretários e comissionados da Prefeitura

2 de setembro de 2017 • 8:49 am
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Logo após completar pouco mais de 100 dias no governo, o Padre Eraldo, prefeito de Delmiro Gouveia, surpreendeu o mundo político ao dizer que “esse negócio de ser prefeito é meio coisa de corno”.

O padre volta à midia agora com outra ação surpreendente em seu município sertanejo. De uma canetada só, ele demitiu todos os os secretários municipais e cargos comissionados da Prefeitura Municipal, em nome da crise que vive.

A notícia correu às ruas de Delmiro Gouveia e logo se espalhou pelas demais cidades sertanejas.

Diante do espanto de todos, o senso comum passou a propagar que “o padre Eraldo está perdido”.

Padre Eraldo, pefeito de Delmiro

O prefeito tratou de explicar que diante da acentuada queda de receita, em Delmiro Gouvia, se viu impossibilitado de pagar os salários do pessoal e por isso mesmo teve que demitir todo mundo.

Ele espera que o fato seja temporário. Na explicação que deu a população, o Padre Eraldo disse que espera resolver os problemas de caixa do município em 30 dias. Enquanto isso não for resolvido todos estão exonerados.

Esta é a primeira vez na história que um gestor público exonera toda a equipe de trabalho que nomeou por que não tem como pagar os salários.

Pelo jeito, Delmiro Gouveia virou mesmo pelo avesso.


Lideranças costuram dobradinha Renan e Téo Vilela para o Senado

30 de agosto de 2017 • 11:05 am
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Estão mais adiantadas do que bico de tucano, as tratativas entre o senador Renan Calheiros (PMDB) e o cacique do tucanato alagoano Teotônio Vilela Filho (PSDB), para reeditar a dobradinha para o Senado Federal nas próximas eleições.

A jornalista Vanessa Alencar trouxe a informação no portal Cadaminuto, após ouvir a história de uma fonte palaciana. A mesma história foi citada para um grupo de políticos que esteve em reunião no República dos Palmares com dirigentes máximos do PMDB local, recentemente.

Tanto Renan como Vilela se apega nesta possibilidade, independentemente dos olhares e bicos tortos dos aliados de lado a lado, uma vez que ambos consideram que esta pode ser a estratégia mais engenhosa para atingirem os objetivos como mais tranquilidade.

Renan e Téo: reeditando a dobradinha

Em Arapiraca, por exemplo, principal colégio eleitoral do Estado, eles dominam a cena política e por muito tempo usufruíram conjuntamente do espólio eleitoral, não apenas de lá, mas de toda região do agreste. Situação não muito diferente no sertão.

Reeditar o passado, de olho no futuro, é o caminho que buscam com o incentivo de grupos políticos que sempre estiveram aliados aos dois e que agora não gostariam de estar divididos na escolha dos representantes alagoanos para o Senado.

As tratativas para que Renan e Téo garantam mandatos de senadores são reais e avançadas. E se as conversas se consolidarem, eles, certamente, largarão na frente no processo eleitoral de 2018.

Alguém duvida?


Pra fazer valer a indústria da multa, os pardais se multiplicam na cidade

28 de agosto de 2017 • 10:31 am
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A proliferação dos pardais para multar condutores de veículos em Maceió tem chamado a atenção não apenas fiscalização do fluxo do trânsito na cidade, mas por remeter a sanha arrecadadora da Prefeitura Municipal.

Por mais que a justificativa seja de que os pardais são necessários para punir os infratores é difícil entender o festival de pardais até em cima de viadutos.

Para implantar os 10 primeiros pardais, a Prefeitura de Maceió investiu R$ 10 milhões. Ora, ninguém investe valor tão alto sem a expectativa de retorno. E retorno fácil.

Os pardais se espalham na cidade

Os pardais vão abarrotar os cofres da SMTT de recursos, sem dúvida nenhuma. Os valores não são conhecidos da sociedade. Mas, a julgar pelos custos de referências das multas é possível saber que há milhões e milhões em jogo, a cada mês. Afinal, elas variam de R$ 130,16 a R$ 880,41.

Por isso mesmo seria fundamental que houvesse transparência real sobre a aplicação desses recursos. Infelizmente, não há por parte de nenhum setor qualquer tipo de questionamento, exceto uma manifestação do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PMDB), na Assembleia Legislativa, quando condenou a indústria da multa.

A Câmara Municipal é quem deveria estar debatendo, fiscalizando essa situação, mas se apequena por razões óbvias. Talvez por que a relação da indústria da multa com a política e os políticos seja por demais estreita, principalmente em ano pré eleitoral.

Enquanto isso, novos pardais se multiplicam e entram em operação agora em setembro. Os locais:

-Avenida Menino Marcelo (cruzamentos com os conjuntos José Tenório e Henrique Equelman);
– Avenida Rotary (em frente ao Condomínio Recanto da Rotary);
– Avenida Josefa de Melo (próximo ao Parque Shopping Maceió);
– Avenida Muniz Falcão (em frente à FAT);
– Avenida Assis Chateaubriand (próximo à entrada do Pontal da Barra e à fábrica de Gelo Sorriso);
– Avenida Silvio Vianna (entre as barracas Lopana e Kanoa);
– Rua Empresarial Jorge Montenegro Barros (na Santa Amélia, próximo à empresa São Francisco);
– Avenida Durval de Góes Monteiro (em frente à Dona Valmira);
– Avenida Governador Afrânio Lages (próximo ao Residencial Vale do Sol);
– Rua do Imperador (cruzamento com a Rua Barão de Atalaia, Centro);
– Rua Barão de Atalaia (cruzamento com a Rua do Imperador);
– Rua Melo Moraes (cruzamento com a Rua do Sol);
– Rua do Sol (cruzamento com a Rua Melo Moraes).

Os antigos pardais:

Limite de velocidade de 60 km/h:

Cruzamento da Avenida Fernandes Lima com a Avenida Rotary;
Avenida Fernandes Lima com a Rua Abelardo Pontes Lima, próximo ao Hiper Bompreço;
Avenida Fernandes Lima com as ruas Desembargador Tenório e Professor Guedes de Miranda, próximo ao Palato Farol;
Avenida Durval de Góes Monteiro até a Avenida Senador Galba Novaes de Castro, próximo ao supermercado Makro Atacadista;
Avenida Durval de Góes Monteiro, em frente à Ultragaz;
Avenida Durval de Góes Monteiro, em frente à M. Dias Branco;
Avenida Menino Marcelo, próximo ao Animakids;
Avenida Menino Marcelo, próximo ao Residencial Tabuleiro;
Avenida Governador Afrânio Lages, em frente ao acesso do Buganvilia.

Limite de velocidade de 50 km/h:

Cruzamento da Avenida Álvaro Otacílio com a Rua Engenheiro Mário de Gusmão.