Marcelo Firmino

Marcelo Firmino é jornalista e publicitário com passagens em vários veículos de comunicação de Alagoas e do País. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado e Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió. Nesse espaço reportará e analisará os fatos que influenciam na vida sociedade.

Projeto do trem do agreste não é do Benedito, diz assessoria

17 de agosto de 2017 • 9:57 am
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Em contato com o blog a Assessoria do senador Benedito de Lira (PP) informou que o projeto que está sendo discutido para a volta do trem de passageiros na região do Agreste “não é dele”.

Segundo a Assessoria, o projeto vem dos tempos do deputado federal e ex-prefeito de Palmeira dos Indios, Albérico Cordeiro, e do prefeito de Quebrangulo, Marcelo Lima.

Neste caso, a parte que cabe ao senador, conforme a informação, é apoiar a iniciativa por considerar que se trata de um benefício para a população.

O projeto de então prevê a volta do trem em percurso entre Quebrangulo e Plameira dos Indios, como forma de fomentar a atividade turística entre os municípios.


Benedito de Lira agora promete a volta do trem no agreste alagoano

15 de agosto de 2017 • 7:28 am
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Quando o ano eleitoral se aproxima os políticos, via de regra, se avolumam. Tornam-se mais presentes e passam a fazer promessas para embalar sonhos em todos os lugares.

Imagine que a Rede Ferroviária Federal(Reffesa) saiu de circulação no final da década de 70 em Alagoas e extinguiu os serviços de transporte de passageiros no interior do Estado.

Olhe o trem…

Quem sucedeu a Reffesa foi Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) que hoje faz parte do lote de empresas públicas controladas pelo senador Benedito de Lira (PP).

Mas, de olho no processo eleitoral de 2018, o senador está prometendo agora reativar a circulação de trens no agreste alagoano e pelas informações divulgadas por sua assessoria, começaria em um trecho entre Quebrangulo e Palmeira dos Indios.

A justificativa do senador é promover com a volta dos trens a diversificação cultural e o turismo da região.

Aliás, esta foi uma ideia que o ex-deputado federal Albérico Cordeiro defendeu, enquanto esteve vivo, na sua trajetória política.

Quem sabe agora a população do Agreste não volte a ouvir o apito do trem, com direito a festa e fanfarras municipais tocando Raul Seixas: “Quem vai ficar… Quem vai partir…”

É até outubro de 2018.


O futuro sombrio do parlamento brasileiro com o voto ‘Distritão’

11 de agosto de 2017 • 9:12 am
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A prevalecer a “reforma política” aprovada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados com o voto “Distritão”, em um País de maioria analfabeta, seguramente a próxima composição do parlamento brasileiro será muito pior do que a atual.
O sistema aprovado diz que não haverá partidos, nem legendas. Só candidatos e quem tiver mais votos será eleito.

Ora, todos sabem como se elege um candidato nas bandas de cá. Portanto, o resultado é que lá vão estar, pós 2018, apenas representantes dos grandes empresários e os militantes da chamada bancada BBB – Boi, Bíblia e Bala.

Será indiscutivelmente um congresso piorado, intolerante com os direitos da sociedade, mas benevolentes com as negociatas fáceis nos gabinetes, corredores e salões atapetados dos poderes do Planalto.

Imagine, portanto, que o “Distritão” vai premiar os envangélicos com o poderio eleitoral de suas igrejas, os conservadores ruralistas com o peso real dos seus latifúndios e do agronegócios, bem os tradicionais coronéis da política nacional, que matam e morrem pelo poder.

O futuro é absolutamente sombrio, independentemente de quem seja o Presidente a ser eleito. Os interesses da sociedade, as conquistas sociais e o estado de direito democrático estarão permanentemente ameaçados diante do que está por vir.

O “Distritão” vai favorecer especificamente os candidatos ricos. Esses têm condições de bancar campanhas caras para atrair o voto da massa viciada no toma lá da cá. Não adiante pensar que o Fundo aprovado na comissão vai ser o único investimento da campanha eleitoral. Ledo engano.

O histórico real do País, sobretudo em regiões mais pobres como o Nordeste, é de que eleição por aqui não se vence. Compra-se.

Quem tiver poder compra então, terá mais votos. Assim será com o Distritão.


Os ‘interesses republicanos’ de Aécio Neves no Supremo Tribunal

10 de agosto de 2017 • 3:22 pm
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Veja só como anda o nível de promiscuidade nesses tempos ditos “republicanos”, entre autoridades do Poder Judiciário e políticos flagrados no mar de lama da corrupção nacional, como é o caso do senhor senador Aécio Neves, vestal tucano do PSDB.

Esta semana, a Polícia Federal disse ao ministro do STF, Gilmar Mendes, amigo e irmão fraterno do senador, que não havia provas nenhuma do envolvimento dele no famoso caso das propinas de Furnas. O ministro é o relator do processo que envolve o político mineiro.

Pois bem. Eis que ele todo satisfeito com a generosidade do Departamento da Polícia Federal, sob nova orientação no governo Temer, tratou logo de requerer a Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmem Lúcia, que transferisse para o ministro Gilmar, um outro processo em que ele, o “nobríssimo” Aécio, ex-candidato a Presidente da República, é acusado de corrupção.

Isso tudo na maior cara de pau. Esse é o homem que quase foi endeusado como candidato a Presidente e que inconformado com a derrota financiou “movimentos” nas ruas, como o MBL, na busca pelo “terceiro turno eleitoral”, que acabou culminando com a queda da Presidente Dilma Rousseff. A história todos conhecem.

Mas, nesse caso específico de transferir o novo processo para Gilmar Mendes relatar, sua excelência o senador seu deu mal por que a ministra presidente do STF disse não. De jeito nenhum.

Chegou à conclusão da tentativa de aparelhamento do Supremo pelo senador, que é também réu em um processo onde é acusado de pedir propina de R$ 2 milhões a empresa JBS, de Joesley Batista.

O processo que ele gostaria que o ministro Gilmar também assumisse se refere a delações premiadas da Odebrecht, onde delatores afirmam que Aécio Neves teria recebido propina para defender os interesses da empresa no chamado “Projeto Madeira”, de construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Pará.

Assim anda a República de nossos dias e seus “interesses republicanos”.

Valho-nos Deus!


Rotas da corrupção: Quem vai colocar o guizo no gato da Sesau?

9 de agosto de 2017 • 8:21 am
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A bomba que explodiu na Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) nesta terça-feira, 08, tinha um pavio longo e já estava aceso há muito tempo. O estouro era inevitável.

A pasta sempre foi cobiçada em todos os governos e, ao longo dos anos, serviu de mimo para políticos colocarem dentro de seus departamentos mais importantes – e os menos também – os afilhados e apadrinhados.

A Sesau funciona como se fosse uma galinha dos ovos de ouro, graças ao volume de recursos que movimenta. Sobretudo verbas federais. O orçamento que administra é na ordem de R$ 10.2 bilhões, o que representa quase 5 vezes mais que o orçamento da Prefeitura de Maceió.

Assim, desperta muito interesse da classe política não só pelos empregos que proporciona aos cabos eleitorais, mas também pelo volume de compras que faz.

Em outros tempos, quando a transparência não existia, quando o Ministério Público não tinha o superpoder que hoje tem e quando a Polícia Federal só tinha olhos para “subversivos”, a Sesau elegia vereadores, prefeitos, deputados e até governadores só com dinheiro das propinas que por lá corriam e ainda correm feito leito de rio em direção ao mar.

O vício é grande e real. Obviamente, que não é obra da maioria dos servidores honestos e trabalhadores da casa. Mas, de um grupo seleto, colocado estrategicamente em lugares chaves para promoverem os desvios necessários. Isso vem de governos a governos.

Portanto, desvios de finalidade, fraudes em licitação, manipulação de interesses escusos, sempre foram ações rotineiras na Secretaria de Saúde, onde há especialistas em tocar ações criminosas, quase sempre a pedido de alguém para levar vantagem de alguma forma.

Não é por outra razão, que, a cada governo aparece gente de alta patente na política local interessada em comandar ou colocar preposto à frente da pasta.

Outras operações foram feitas por lá. Gente foi presa, outras perderam os empregos, mas não se sabe de nada que tenha colocado um freio em peixes graúdos nesse meio.

Eis que passou da hora de alguém colocar o guizo no gato por lá. Cabe, portanto, a sua excelência o governador Renan Filho aproveitar o momento e fazer a devida assepsia nos setores chaves da pasta.

Afinal, lá todos sabem, desde crianças, quais são as rotas da corrupção.

 


E segue o baile: No país do cinismo a ‘Lava à Jato vai para o rumo certo’

5 de agosto de 2017 • 10:53 am
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E segue o baile no País do cinismo, da hipocrisia e dos que só olham para o umbigo e arrotam moralidade da boca pra fora.

Se duvida, é só verificar o  “day after” do presidente Michel Temer, após livrar-se na Câmara de um megaprocesso por corrupção, que veio com uma declaração significativa para os interesses palacianos.

Depois de redecorar o gabinete, segundo o Estadão, Temer anunciou para os que lá foram abraçá-lo que as mudanças que estão por vir na Procuradoria Geral da República, com a nova Procuradora titular, Raquel Dodge, após 17 de setembro, “darão rumo certo a Operação Lava à Jato”.

Tudo deve começar com a troca do comando geral da Polícia Federal, já prometida por ele, e que agora está sendo cobrada pelos aliados, “todos homens de bem” – e bens – que estiveram na defesa dele no episódio da Câmara.

São os fatos que estão postos, mas que a cada dia revelam uma nova faceta dos interesses do poder e dos poderosos, assim como indicam que “os bem informados” das manifestações passadas serviam apenas há interesses de grupos que hoje estão aí dando exemplos cristalinos de tudo isso. Inclusive, de que o combate à corrupção foi apenas um detalhe para um momento oportuno.

Então tudo que se revelou aos povos, após a caída da presidente que estava no Planalto, em meio ao ódio de classes e a arrogância escravocrata, enterrou bem fundo na lama a pretensa áurea de moralidade de todos e trouxe à baila o mundo real da corrupção nas mais diversas instâncias e poderes.

Mas, pense apenas um minuto. Se o episódio da correria do Rocha Loures, amigo íntimo de Temer, com aquela mala com a propina de R$ 500 mil, ou a outra do Aécio Neves, ex-candidato a Presidente do Brasil com igual quantia, tivesse ocorrido ainda no governo passado, o que não teria acontecido no País, além dos panelaços?

Provavelmente, teria corpo estendido no chão. O veneno da intolerância escorria pelo canto da boca de grupos de “sarracenos” das bandas de cá.

É certo que havia gente querendo sangue. E há gente que gosta de fazer as coisas assim até para dizer que tem poder, é o poder e que dele não larga. Em nome dele, reúne comensais em mesas de estilo barroco em salões nobres, pousa para fotografias e diz a todos eu sou o bom.

Por tudo isso, é possível perceber as razões de muita gente que se trajou, gritou, bateu, bradou e vibrou recentemente, e que hoje está silenciosa, como que envergonhada não apenas de si. Mas, de todos os podres poderes e representantes que não honram sequer o que vestem.

E música, maestro, que o baile vai continuar…

 


Juízes querem 41,3% de aumento salarial no orçamento do STF

4 de agosto de 2017 • 2:20 pm
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A proposta orçamentária do Supremo Tribunal Federal vai ser encaminhada para a sanção presidencial, após os trâmites naturais, com um aumento salarial de 41,3% para os juízes brasileiros.

A proposta e a defesa dela foram feitas esta semana por representantes da Anamatra, Ajufe e AMB, entidades que congregam os magistrados do País.

Os dirigentes foram à ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pediram a inclusão do aumento salarial no orçamento, sem choro, nem vela.

Alegaram que há perdas acumuladas em relação aos subsídios para remuneração dos membros do Poder Judiciário, criados em 1998 por emenda constitucional. A Presidente ouviu em silêncio, mas de lá os líderes das entidades saíram satisfeitos, com a certeza de que quem cala consente.

Enquanto isso, nas bandas de cá, professores entram em greve por 6% de aumento e ainda por cima parcelados.

 

Triste de quem lava roupa todo dia… Só pra lembrar do já saudoso Luiz Melodia.


Tereza: a musa do impeachment de Collor sonha com a política

29 de julho de 2017 • 8:48 am
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Tereza Collor, a musa do impeachment do ex-Presidente Fernando Collor, de olho no Senado Federal, onde atualmente, “elle” exerce um mandato e ficará na cadeira até 2022.

Tereza surgiu como figura pública na vida nacional no inicio dos anos 90, então no esplendor dos seus 29 anos, apoiando o marido Pedro Collor de Mello, na cruzada contra o presidente da República, Fernando Collor, então acusado de prática de corrupção no Palácio do Planalto.

A primeira aparição de Tereza para os holofotes, câmeras e flashes da mídia nacional foi vestida em um tailleur quadriculado azul e vermelho, de morenez reluzente e beleza esplêndida, que logo encantou os brasileiros e brasileiras do Oiapoque ao Chuí.

Tereza e o sonho de ser política.

Surgiu para muitos como a grande mulher do País. Jovem, guerreira, determinada, sorriso farto e que se fez musa aos 29 anos.

Exatamente em meio ao lamaçal da política nacional, Tereza surgiu e roubou a cena nacional, na defesa do marido, que brigava com o irmão Presidente pelo controle geral da Organização Arnon de Mello, e a favor do impeachment. O presidente renunciou e Tereza ficou como a musa do impeachment de Fernando Collor de Mello.

Tereza então  se fez empresária, marca e sonha em se tornar política. A razão é simples, tem dito sempre: -Daquela época para cá nada mudou. Só os nomes se renovam.

Tereza e Pedro, em 1992

Filha do empresário João Lyra, ex-deputado federal, está radicada em São Paulo, mas é eleitora em Maceió, sua terra natal. Tereza Collor sonhava com uma candidatura de deputada federal, mas recebeu o convite de uma antiga legenda nanica (PTN), hoje Podemos, para ser candidata a senadora.

Os tempos são outros, mas a política ainda é a mesma, tal como ela disse: “só mudam os nomes”.

Então, poder, pode. Mas só o eleitor poderá dizer “podemos”.

Prefiro Tereza imortal na voz de Jorge de Altinho:

Nos primeiros raios desse Sol
Na primeira luz dessa manhã
Quero ouvir um som de Djavan
Quero ouvir nos olhos de Tereza
A beleza da natureza
Ver aquela lua toda minha
Na areia na prainha
Manguaba sem mágoas nas águas do Broma
Meu amor minha flor na middô me ama

{A minha América do Sol
{Maceió
BIS{Meu paraíso tropical
{Marechal

 


Temer freia PF com corte de R$ 400 milhões e mira a impunidade geral

28 de julho de 2017 • 7:44 am
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Depois de gastar mais de 4 bilhões com deputados e senadores para sepultar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a denúncia de corrupção feita pela Procuradoria Geral da República, o presidente Michel Temer agora anuncia um corte de mais de 7 bilhões no Orçamento da União, atingindo as obras de infraestrutura e, principalmente, a Polícia Federal (PF) que perde R$ 400 milhões.

O ato em si tem o cheiro fétido da prevaricação por tudo que se passou antes e depois da CCJ. E mais ainda pelo corte do orçamento da PF, o que remete ao freio proposital contra a Operação Lava Jato.

É a frenética busca pela impunidade de Temer, para Temer e os seus mais íntimos assessores, considerando que Eliseu Padilha e Moreira Franco, os ministros mais fortes do governo, estão denunciados no STF.

Mas, não apenas para eles. O processo articulado para impunidade é para uma infinidade de parlamentares envolvidos nas falcatruas do poder e, devidamente, processados pela justiça.

No Supremo Tribunal, atualmente, existem simplesmente 404 inquéritos e ações penais abertos contra deputados e muitos deles por crimes de corrupção.

Um levantamento da Revista Congresso em Foco indica que  cinco partidos (PMDB, PSDB, PP, PT e PR) reúnem 144 parlamentares com pendências criminais no STF. A maioria dos casos se mantém: corrupção.

Ah, ainda tem o DEM com 48% de sua bancada denunciada no Supremo, segundo a revista, além dos partidos nanicos com seus clássicos representantes.

Enfim, em meio a caolhice social, Temer usou o dinheiro da Nação para se manter no cargo. E agora retira dinheiro dos investimentos para frear um barco desgovernado que ameaça colidir com os muros das prisões planaltinas.

 


DEM e PSDB salvam Temer e os homens de Brasília serão eternos

26 de julho de 2017 • 11:36 am
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É quase sempre nas caladas da noite que o meio político brasileiro decide os rumos do País, seja para o bem ou para o mal. Basta lembrar os rotineiros jantares de Michel Temer com o ministro do STF, Gilmar Mendes, nos porões do Jaburu ou em mansões à beira do lago Paranoá, em Brasília.

Mas, o jantar mais em evidência agora é o da cúpula do DEM com os líderes tucanos do PSDB, em São Paulo, quando o governador da aristocracia paulista, Geraldo Alckmin, convidou restrito grupo de comensais, entre eles o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para uma conversa de pé de orelha, regada a um bom Pinot Noir, em pleno Palácio dos Bandeirantes.

Maia e Alckmin: isso é a felicidade.

Aconteceu na última sexta-feira, 21, e lá se decidiu o futuro da política nacional. Ou melhor, decidiram deixar como está. Salvam Temer da degola e continuam transitando nababescamente no governo que lhes serve.

Essa história de denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), corrupção, ministros na Lava Jato, rejeição de 94% dos brasileiros ao presidente da República, tudo isso, é conto da carochinha. Ou, como dizem, é só para criminalizar a política e os políticos.

Ah sim, tudo isso foi verdade mas no governo passado. Lá e só lá havia corrupção. Agora não. Os homens do poder em Brasília são gentis, elegantes, honestos, fiéis e pessoas do bem voltadas para os mais puros e saudáveis interesses públicos. Ou ainda como costumam repetir, são figuras de legítimos “interesses republicanos”.

E não adianta agora o Procurador da República de Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato, declarar que “muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção“.

Como é, autoridade?

É isso e assim sempre será. Os homens de Brasília serão eternos.