Marcelo Firmino

Marcelo Firmino é jornalista e publicitário com passagens em vários veículos de comunicação de Alagoas e do País. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado e Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió. Nesse espaço reportará e analisará os fatos que influenciam na vida sociedade.

O galo agoniza quase na UTI da série B: não alimentem a destruição

2 de outubro de 2017 • 2:08 pm
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Nestes tempos mais que bicudos aventurar-se em uma discussão sobre futebol, política ou religião é ter a certeza do barulho a soar seja em que ambiente for.

Hoje, o ambiente preferido das pessoas tem forte concentração nas redes sociais. E aí é um salve-se quem puder pra senhora sensatez nenhuma botar defeito.

Na verdade, o defeito já é o pertencimento nesses grupos onde os chavões ruminantes dão à medida certa da deselegância da discussão, salvo raras proporções.

Imagine então como não anda a discussão em torno da performance do glorioso Clube de Regatas Brasil (CRB) no campeonato brasileiro da série B. Absolutamente triste. Para não dizer ridícula e enfadonha.

Enquanto (na série C) o arquirrival alagoano do galo da praia – o Centro Sportivo Alagoano (CSA) – navega em águas mansas com a bandeira da vitória, o time alvirrubro agoniza prestes a entrar na UTI do campeonato sem saber o que será do amanhã.

O regatiano mais otimista observa e diz: “agoniza mas não morre”, tal como o samba do mangueirense Nelson Sargento: “Alguém sempre te socorre/ Antes do suspiro derradeiro…”

É exatamente esse o espírito que deve pontuar entre os torcedores do Regatas. Só a torcida pode salvar a equipe dessa fase esdrúxula que vem passando.

Em meio a contrariedade, indignação, revolta, raiva e destempero, há que se juntar todos esses ingredientes coléricos e transformar em apoio real, verdadeiro e até a “devoção” ao clube que tanto se ama.

É hora de muito mais apoio ao galo.

É certo que a situação vivida pelo CRB é fruto de uma série de situações adversas que vão desde as limitações do elenco até erros praticados pela diretoria. Só que agora crucificar todos é entregar toda uma trajetória vencedora às feras.

Há quem destile ódio pelos dirigentes. Isso é irracional. Por mais que se discorde dos métodos e da condução da gestão, mas é preciso reconhecer que o grupo gestor do Regatas na atualidade tem mais méritos do que qualquer outro. É vencedor e os resultados dizem isso.

Para não permitir que o CRB vá direto para UTI e sucumba é preciso apoiar. O direito ao protesto é legítimo, mas ele precisa ser conduzido com urbanidade, coerência e totalmente desprovido de violência. Este último ingrediente nefasto não faz bem a ninguém. Pelo contrário. É um risco à vida.

Mais do que nunca é hora de acreditar. Eu acredito. O galo, de tantas glórias, agora quer o seu apoio verdadeiro. Quer a energia pulsante de cada coração regatiano para superar tantos traumas e tanta dor.

Fundamental é esquecer as contrariedades e contribuir para sair da encruzilhada medonha em que a equipe se meteu. O torcedor não tem o direito de alimentar o sentimento de destruição daquilo que lhe proporciona prazer e diversão.

Portanto, sejamos galo forte, destemido. E para repetir Sargento: “duramente perseguido, na esquina, no botequim, no terreiro”.

É o galo de campina… E este agoniza, mas não morre!

 


Relator da denúncia contra Temer deve R$ 30 milhões à União

29 de setembro de 2017 • 11:20 am
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A corrupção foi o mote dos “indignados” que foram às ruas para derrubar o governo da petista Dilma. As lideranças que estavam à frente dos movimentos acabaram recebendo cargos no governo Temer e na Prefeitura de São Paulo, graças aos acordos estabelecidos.

Hoje, os acordos são amplos, gerais e irrestritos. O mote da corrupção caiu por terra e a indignação dos indignados de ocasião ficou plenamente desmoralizada. No fundo, o que todos querem é o poder. Nunca é demais repetir.

Que o diga então o relator da segunda denúncia contra o espertalhão Michel Temer, hoje na função de Presidente da República, depois de articular todos os “movimentos” para derrocada de quem estava no poder pelo voto popular.

O nome dele é Bonifácio de Andrada, deputado federal do PSDB de Minas Gerais, que foi escolhido a dedo pelo governo para ser o relator do processo em que Temer é acusado de chefiar uma organização criminosa e ainda de obstrução de justiça.

O tucano Andrada compõe a estatística de 3% da população que apoiam Michel Temer. Portanto, sua escolha para ser o relator da denúncia contra o presidente não foi à toa. Ou seja, o resultado a sair daí é mais do que previsível.

Era uma vez a indignação

E para isso há também uma razão deveras considerável. Bonifácio de Andrada tem uma dívida de R$ 30 milhões com a União, relativa à União das Faculdades Integradas de Tocantins (Unifat), da qual foi presidente. O Ministério da Fazenda agora faz a cobrança da dívida.

Ser o relator do processo que poderia gerar o início da cassação do Presidente da República foi um achado para Bonifácio. Melhor ainda para o governo que poderá ter seu processo arquivado logo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

São os negócios do poder, com o devido aval de todos os indignados de ontem.

Afinal, o que são R$ 30 milhões? Corrupçãozinha besta…

 

 


Meia noite em Brasília: gasolina, gás e a conta de energia sobem de preço

27 de setembro de 2017 • 8:51 am
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Enquanto  ministros e parlamentares tramam no Congresso para salvar Michel Temer da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), com direito a negociações enriquecedoras e às custas dos cofres públicos, o povo brasileiro vai pagando essa conta da maneira mais triste possível.

Quem tiver dúvidas, basta observar que a gasolina subiu de preço este ano pelo menos seis vezes. Se a dúvida persistir pode conferir nos pontos de combustíveis maceioenses o valor do litro na bomba. Não demora muito e chegará a R$ 5.

O povo paga a conta em silêncio.

E alguém pode dizer: Isso é besteira. Ou então, “não me afeta por que ando de ônibus”. Ledo engano. Quando aumentam os combustíveis as planilhas dos transportes coletivos para aumento de tarifas logo ficam prontas. Podem não sair de imediato, mas quando são aplicadas chegam com juros e correção monetária…

E não apenas isso. O gás de cozinha também entra na dança e já teve aumento autorizado além de 10% em Maceió. Em alguns bairros periféricos o botijão está sendo vendido a mais de R$ 55.

Como se não bastasse todo assalto ao bolso popular, enquanto na esplanada as benesses saem por debaixo do pano, a conta de energia elétrica também vai aumentar para o consumidor alagoano, em média 21%, graças a autorização da  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Já a partir deste mês.

Enquanto isso… é meia-noite em Brasilia!

Silêncio…


Sem Rui, Quintella articula nome de JHC para disputar governo em 2018

25 de setembro de 2017 • 11:52 am
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O prefeito Rui Palmeira (PSDB) tem resistido ao assédio do seu grupo político para se desincompatibilizar e concorrer às eleições ao governo do Estado no próximo ano.

O tempo urge e os aliados pressionam por uma definição. Palmeira, no entanto, não manifesta entusiasmo nessa direção e pensa em terminar o segundo mandato de prefeito de forma serena.

Claro que não sairá por aí dizendo que “dessa água não beberei” e por isso mesmo seus companheiros de partido – e o povo do entorno – seguem tratando a questão com prudência.

Rui Palmeira: ainda indeciso.
Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

Mas, quem mais insiste na tese de que Rui Palmeira deve ser candidato

JHC: o plano B de Quintella

é o deputado federal e ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR), hoje a maior referência política do bloco, além do senador Benedito de Lira (PP).

A razão é simples. Todos eles precisam de um palanque majoritário forte para viabilizar a eleição dos proporcionais do grupo em geral.

Mas, e se Rui disser daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Quintella já opera o plano B que passa por uma aliança com o deputado federal João Henrique Caldas (JHC). A ideia é, sem Rui, lançar JHC como candidato a governador.

JHC, por sua vez, quer espaço e visibilidade no campo político. Se visualizar alguma chance de derrotar o governador Renan Filho (PMDB), certamente não deixará  o cavalo selado à toa.

 

 

 


Mutum das Alagoas, muito além de um símbolo: um feito histórico

22 de setembro de 2017 • 8:22 am
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A ação  de reintrodução do “Mutum das Alagoas” ao meio ambiente, nesta sexta-feira, 22 de setembro,  transcende a um ato simbólico. Trata-se de uma iniciativa histórica e que deve ser comemorada com todo orgulho.

A ave que foi praticamente dizimada no Estado, em função da derrubada das reservas de Mata Atlântica para que cedessem espaço ao plantio da cana, é tão rara que seu habitat se dava apenas em um trecho exclusivo de mata: Exatamente nas reservas entre as cidade de São Miguel dos Campos e Rio Largo.

O mutum está de volta.

Trata-se, portanto, de uma espécime genuinamente alagoana, cuja preservação se deu por ter sobrevivido em cativeiro, longe dos disparos de chumbos de caçadores alheios à necessidade da preservação e do cuidado ao meio ambiente.

A luta para a preservação da espécime em cativeiro levou 30 anos e tem alguns ícones que merecem o reconhecimento das autoridades e da sociedade em geral.

No caso de Alagoas, um batalhador incansável pela reintrodução do Mutum de Alagoas à natureza foi o ambientalista Fernando Pinto, presidente do Instituto para Preservação da Mata Atlântica (IPMA), que há décadas empreendeu uma batalha pessoal para trazer o mutum de volta à sua morada de origem.

Ganhou aliados poderosos nessa luta, inclusive usineiros que ocuparam os tabuleiros alagoanos, onde imperava a mata atlântica, para a expansão da monocultura da cana. Aliás, em se tratando da mata, em todo o Nordeste há apenas 3% de reserva preservada.

 

Pinto foi obstinado na causa. Sonhador, para uns, determinado, para outros, mas agora vencedor aos olhos vistos. O Mutum das Alagoas voltou!

Mas, graças sobretudo ao trabalho fascinante do mineiro  Pedro Nardelli que conseguiu capturar seis exemplares da espécime, na mata alagoana, na década de 80 e, com o apoio do Ibama, deu início ao programa de reprodução em cativeiro, em terras mineiras. Hoje 230 aves lá estão belas e bem cuidadas.

Aqui um casal de Mutum poderá iniciar um novo ciclo em seu habitat natural. Para isso um grupo de trabalho somou esforços nessa empreitada, capitaneada por Fernando Pinto e pelo  promotor público Alberto Fonseca, da Promotoria de Justiça Coletiva Especializada de Defesa do Meio Ambiente, com o apoio de órgãos do governo estadual e entidades da iniciativa privada.

O fato é que o momento é especial para todos, principalmente para a terra alagoana que recebe de volta sua cria ilustre, ao ressurgir das manhãs dos 200 anos de Alagoas. O nosso Mutum é considerada uma das aves mais raras do planeta. Mas, igualmente raro foi o trabalho de todos os envolvidos que enche de orgulho à terra alagoana.

Evoé para o voo livre do Mutum das Alagoas!

 


As pesquisas estão aí e Bolsonaro está escancarando o sorriso

20 de setembro de 2017 • 12:29 pm
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As pesquisas de opinião pública que a grande mídia tem divulgado, em relação ao processo eleitoral de 2018, trazem no ato a grande aceitação de Jair Bolsonaro, como forte candidato a presidência da República.

Embalado pela onda conservadora e militarista que tomou conta de uma grande parcela da sociedade brasileira, o deputado Bolsonaro segue maximizando seu potencial nas redes sociais com o seu viés político mais extremado e, por isso mesmo, polêmico. Sobretudo, quando expõe suas teses de conteúdo homofóbico.

As pesquisas mostram o parlamentar do PSC (um partido nanico) protagonizando as intenções de votos, ao lado de Lula, do PT. O detalhe é que as últimas amostras revelam que ele cresceu, enquanto o petista, após a delação de Palocci, perdeu apoio.

Claro que é cedo para se falar em uma posição definida, rumo à consolidação. Mas, já não se pode mais descartar a presença de Bolsonaro no processo eleitoral futuro como um nome muito forte.

Para muitos, uma excrescência e para outros o “salvador da pátria”. Na verdade, ele é um produto do meio social com todas as suas mazelas.

É  fruto, pois, do pluralismo democrático, mas que já demonstrou sua aversão pela democracia. Porém, a democracia nos permite a convivência, com o devido respeito, às crenças, valores e diferenças, que lamentavelmente tantos teimam em não considerar.

Portanto, a escolha futura será da própria sociedade. Cabe a ela verificar quais são os candidatos de fato e a quem eles servem ou estão dispostos a servir verdadeiramente em um mundo de interesses de toda ordem.

Vale, contudo, um alerta: até lá, o jogo será bruto como convém aos anseios de cada segmento envolvido.

Aliás, será um jogo bruto, sujo e triste.

 


Mandam interesses e a conveniência: esqueçam a corrupção e censurem a arte

12 de setembro de 2017 • 9:09 am
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A corrupção no seio do governo brasileiro, antes, durante e depois dos governos petistas, chocou o  mais alto representante da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, que manifestou sua opinião sobre o caso brasileiro em pronunciamento na organização internacional, dizendo da ameaça que vive a democracia no Brasil.

Ele foi duro e disse que a corrupção aqui, assim como em Honduras, está enraizada em todos os níveis de governo, “muitas vezes ligados ao crime organizado e tráfico de drogas”.

O Brasil foi citado em um conjunto de 40 países onde a corrupção abre seus tentáculos poderosos dentro das instituições. A fala do representante da ONU ecoou como uma trombeta inconveniente aos ouvidos sensíveis do governo e dos próprios brasileiros silentes diante do desandar do País.

Isso por que a corrupção segue  e, quase sempre, mora ao lado. A conveniência política da elite brasileira é quem determina hoje em dia como e quando se manifestar contra esse estado de putrefação nos poderes.

Atualmente, com seus “movimentos” inseridos na estrutura planaltina de poder, não há razão para barulho contra a corrupção. Há conluio. Assim como aconteceu anteriormente com o movimento sindical que, praticamente, foi morar dentro dos governos de Lula e Dilma, dando-lhes sustentação em nome das conquistas sociais.

Enfim, tudo representa interesses. E até a triste intolerância dos segmentos e “movimentos” faz parte dessa horda.

E os interesses são tantos que nem a arte escapa. Foi a intolerância, enfim, que pegou uma exposição para Cristo e criou o maior chabu com uma mostra patrocinada pelo Santander, em São Paulo.

Agora o que estava lá em exposição não é nada diferente do que  nossa elite está acostumada a aplaudir nos museus da Europa.

Enquanto isso, Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha são peças de um novo inquérito da PF por terem recebido propina de R$ 31 milhões.

Para isso, mandam os interesses: silêncio sepulcral.

 


Assim falou Geddel em manifestação: ‘Chega de corrupção, de assalto…”

6 de setembro de 2017 • 8:38 am
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O destino prega peças irônicas, além da conta nas pessoas. Imagine hoje a situação de algumas figuras da República que bradaram nas ruas que eram contra a corrupção.

Há casos emblemáticos, como o de Aécio Neves – e outros tantos tucanos – e Geddel Vieira Lima que também participou de várias manifestações para derrubar a Presidente Dilma Rousseff do governo, dizendo-se ser avesso à corrupção.

Pois bem. Em 16 de agosto de 2015, Geddel foi um dos líderes da manifestação contra a corrupção que reuniu 5 mil pessoas no Farol da Barra, em Salvador.

Nesse evento, Geddel era a cara da ética, da moralidade, da austeridade e, um olhar mais atento, chegaria ver uma áurea santa sobre ele.

Tanto assim que foi entrevistado por uma emissora de televisão e fez a seguinte declaração: “Chega, ninguém aguenta mais tanto roubo. Isso já deixou de ser corrupção. É roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas”.

Assim falou Geddel.

Enfim, todos que foram às manifestações imaginavam que estavam combatendo a corrupção e que ela só existia de um lado, como bem disse Geddel, o líder.

Os R$ 51 milhões, em diversas malas, encontrados em um “bunker” de propriedade de Geddel, falam por si só.

Agora fique a pensar em outros tantos esconderijos de malas endinheiradas espalhados pelo País, “à gauche” e “à droite”, de muitos e muitos que foram às ruas gritar contra a corrupção. Gente se apresentando como salvadores da pátria mãe gentil tão distraída…

As malas estão em toda parte. Ora passam correndo em ruas das calçadas paulistas. Ora seguem em aviões pelo triângulo mineiro, desfilam nas calçadas de Nossa Senhora de Copacabana, sobem a ladeira do Farol, cá entre nós… Enfim, elas existem há muito e muito tempo. Os porões dos poderes da República que o digam.

Lamentavelmente, pela conveniência e compadrio dos “movimentos” com tudo isso, o som das ruas é de entristecer.

Enquanto isso “os malas” continuam a jurar que são contra a corrupção.


Corrupção nos 3 poderes leva Brasil à UTI e as hienas fazem a festa

5 de setembro de 2017 • 9:03 am
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O poder judiciário, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, desaba com os novos áudios de Joesley Batista entregues ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. A própria PGR é atirada na lama nesse episódio que levará a anulação da delação do megaempresário da JBS.

Que a corrupção na corte é antiga já se sabia. Difícil era tornar os fatos explícitos por se tratar de um Poder e briga com essa instituição não é bom negócio para ninguém.

A corrupção, portanto, não é um mal só na classe política. Ela está no DNA do País desde os primórdios, quando traficantes portugueses trouxeram para cá os primeiros navios negreiros.

E foram esses traficantes que aqui se instalaram e formataram a elite nacional.

É isso mesmo que temos nos tribunais, que vendem sentenças, nas câmaras e assembleias, que recebem mensalinhos de prefeitos e governadores, e no plano federal, é essa sabida conjunção de hienas cada vez mais insaciável.

O quadro político e institucional no País é tão grave que a sociedade não enxerga um nome confiável para tirar o País do atoleiro. Exatamente por que nos falta.

E neste caso quem faz a festa com tudo isso é a mediocridade política que se expande e vai ampliando a área da areia movediça e fétida que cerca os três poderes.

Nesta terça-feira, 05, o STF ou o ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, terá que dizer se quebra ou não o sigilo dos novos áudios da JBS.

É a hora de cortar na própria carne. Ou como se diz no interior: a hora da onça beber água.

Se é que ainda há o que beber.


Paulão diz que a política social de Temer é ampliar a exclusão no País

4 de setembro de 2017 • 12:15 pm
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O governo Temer jogou na lata do lixo as políticas sociais que tiraram milhões de pessoas da miséria e agora se percebe o crescimento célere da pobreza, principalmente na região Nordeste.

A contextualização da visão acima é do deputado federal Paulão (PT-AL), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Em entrevista ao jornalista Rogério Costa, na Rádio Gazeta, nesta segunda-feira, 04, o deputado destacou que os alagoanos têm sentido na pele essa situação, considerando que 72% da população ganha até um salário mínimo. Segundo ele, esse dado foi revelado em estudos do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Cícero Péricles, doutor em economia.

Paulão: pobreza vai ser maior no Nordeste

A situação verificada atualmente, na visão de Paulão, é consequência do “golpe de Temer e de partidos a ele aliados, que se apoderaram do poder para favorecer as grandes corporações e o capital financeiro do País”.

Observou que basta perceber as ações de Michel Temer. Ora entrega reservas ambientais da Amazônia para exploração das mineradoras, ora anistia débitos bilionários no agronegócios e agora está promovendo estudos para isentar de imposto de renda os ricos do País, “que investem em Letras de Crédito Imobiliário e outros mais”.

Aliás, disse o parlamentar, que hoje é um defensor da Contribuição Por Movimentação Financeira (CPMF) por ter sido convencido de que este é o imposto mais democrático do mundo, uma vez que tributa proporcionalmente todas as camadas sociais. “Mas, os ricos não aceitam. Portanto, esse precisa ser um ponto chave em uma futura reforma tributária no País”, assinalou.

O deputado disse não ter dúvida de que este modelo de governo adotado por Temer vai ampliar a pobreza no País, gerando uma exclusão social perversa e desumana.