Marcelo Firmino

Marcelo Firmino é jornalista e publicitário com passagens em vários veículos de comunicação de Alagoas e do País. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado e Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió. Nesse espaço reportará e analisará os fatos que influenciam na vida sociedade.

O vírus da corrupção infecta tudo, diz o Papa Francisco em viagem no Peru

20 de Janeiro de 2018 • 9:19 am

Em um encontro emocionado com cerca de 200 crianças do lar El Principito, em Puerto Maldonado, no Peru, o Papa Francisco mostrou sua contrariedade com a corrupção se espalhando no mundo.

Francisco almoçou coma gente simples do lugar e na presença de  nove nativos de diferentes etnias disse que “o vírus da corrupção, que infecta tudo”.

Para Francisco: contra a corrupção.

A referência a corrupção se deu diante das notícias de que o Presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, é acusado de envolvimento no escândalo da Odebrecht, lá também.

“Quanto mal faz aos nossos povos latino-americanos e às democracias deste bendito continente esse vírus social, um fenômeno que infecta tudo”, disse o papa na recepção oferecida pelo presidente.

Kuczynski teria recebido da empreiteira Odebrecht quase cinco milhões em assessorias a empresas ligadas a ele quando era ministro do então presidente Alejandro Toledo (2001-2006).

Puerto Maldonado foi a única cidade de sua viagem, iniciada na segunda-feira no Chile, na qual o pontífice não presidiu uma missa. Ele preferiu ficar  no abrigo das crianças, que são  vítimas do abandono, do trabalho infantil e da violência.


Fernando Collor se lança pré-candidato a Presidente da República

19 de Janeiro de 2018 • 1:03 pm

Em meio a dualidade política da direita e da esquerda no País, com vistas as eleições deste ano para Presidente da República, o senador Fernando Collor de Mello (PRB) praticamente lançou nesta sexta-feira, 19, sua pré candidatura a Presidente da República.

Collor que foi o primeiro presidente eleito após a ditadura militar, manifestou sua intenção de disputar a Presidência do Brasil durante entrevista à Rádio Gazeta FM de Arapiraca, emissora de sua propriedade.

Collor na rádio, acompanhado dos ex-prefeitos de Arapiraca, Severino Leão e Célia Rocha.

Fazer o caminho de volta a Presidência, disse ele, é o maior sonho, considerando que seu mandato foi interrompido com o impeachment em 1992 e depois todas as acusações que lhes foram feitas foram julgadas improcedentes pela Justiça

 

“Vejo hoje o atual quadro político, e talvez até por isso tenha surgido o meu nome, porque nós temos duas candidaturas postas no extremo do espectro político. Uma candidatura de esquerda, que é a candidatura do ex-presidente Lula, e temos uma candidatura colocada bem à extrema direita, que é do atual deputado federal Jair Bolsonaro. Há um centro do pensamento brasileiro, daqueles que não estejam nem de um lado nem do outro, que está vazio. Essa decisão eu ainda não tomei. Pode ser que eu seja, pode ser que eu não seja, mas, se eu tiver que ser, estarei sendo sim candidato à Presidente da República para disputar mais uma vez“. -Declarou Fernando Collor à Gazeta FM..


Prefeito de Maragogi diz que ‘Renanzinho é muito sedutor’

19 de Janeiro de 2018 • 12:27 pm

Sobrinho e eleitor fiel do senador Benedito de Lira (PP), o prefeito de Maragogi, Fernando Sérgio Lira, disse em uma roda de correligionários políticos que tem uma grande dificuldade de votar no senador Renan Calheiros (PMDB), mas que, considera o governador Renan Filho “muito sedutor”.

Lira observou que Renan Filho é diferente e envolvente na relação com as pessoas. “O Renanzinho é muito sedutor”, avaliou, notadamente se referindo ao carisma do governador alagoano.

Fernando Sérgio: prefeito de Maragogi

Apesar disso, o prefeito aguarda uma definição das lideranças do grupo político a que pertence para decidir com quem marchará nas eleições deste ano. Isso, no que diz respeito ao cargo de governador.

Fernando Sérgio Lira é, atualmente, um dos mais bem avaliados prefeito de Alagoas.O trabalho que tem desenvolvido na Prefeitura da principal cidade do litoral norte tem sido aprovado pela população, apesar das dificuldades naturais que a gestão enfrenta.

No entanto, Lira, graças ao ajuste fiscal que vem fazendo na sua administração, tem feito a diferença. O que no jargão político significa dizer que tem feito de um limão uma limonada.

O prefeito está otimista com o futuro de sua gestão e do próprio Estado de Alagoas, independentemente do resultado das eleições deste ano.

 


Partidos pressionam Planalto por R$ 15 bilhões da Caixa

18 de Janeiro de 2018 • 8:22 am

Depois de que Michel Temer foi obrigado a demitir quatro vices presidentes da Caixa Econômica Federal, todos acusados de corrupção, os partidos políticos que haviam indicado os vices agora querem uma compensação do governo. E não é qualquer coisa não.

Trata-se de R$ 15 bilhões do Fundo de Garantia do Trabalhador por Tempo de Serviço (FGTS), para que os atores políticos desses partidos possam anunciar a concessão de crédito em ano eleitoral.

A equipe econômica do governo já se manifestou contra a operação política com o dinheiro do FTGS. Mas, Michel Temer vive no tempo imediato do “toma lá da cá”, para poder “governar”.
Assim, o Planalto já começou a sentir a pressão dos partidos que controlavam os vices presidentes da Caixa, os quais só foram afastados por determinação do Ministério Público Federal.
Só para esclarecer: os vices presidentes eram indicados pelo PP, do senador Benedito de Lyra, pelo PMDB, do senador Renan Calheiros e do Ministro Marx Beltrão, e pelo PR, do Ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

A operação já sofria resistência da Fazenda, mas a crise de gestão se agravou com os desdobramentos da investigação que acusa os executivos de banco de suspeita de corrupção. Na terça-feira, o presidente Michel Temer se viu obrigado a afastar os vice-presidentes, seguindo recomendação do Ministério Público Federal e do Banco Central.

Apesar da pressão política, o entendimento é que ficará muito difícil para o governo sustentar uma capitalização bilionária com dinheiro dos trabalhadores em meio à polêmica envolvendo o comando do banco.

Segundo as informações, no Conselho Curador do FGTS, o presidente da Caixa, Gilberto Ochhi, indicado pelo senador Lira, além da ex-vice presidente Deusdina Pereira, já haviam manifestado a intenção de votar a favor da liberação do crédito de R$ 15 bilhões neste ano de eleições, conforme havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado.

Só que agora, depois da demissão dos vices e do escândalo que ronda o setor, o Ministério Público Federal mandou avisar que está de olho em toda e qualquer operação que a Caixa que fizer.

Afinal, neste caso, são R$ 15 bilhões.

 

 


Caso Neguinho Boiadeiro: será mais um crime sem solução no Estado?

16 de Janeiro de 2018 • 7:56 am

Um tiroteio no meio da rua. Um corpo crivado de balas fica estendido no chão, já sem vida. Outro que estava ao lado tomba baleado. Em outro ponto da cidade, a reação. Mais tiros e tiros, outro corpo é atingido e logo encaminhado a um hospital.

A onda de terror deixa a população perplexa e em total clima de apreensão. O cenário do pipocar da violência foi o município de Batalha, médio sertão alagoano, em 9 de novembro de 2017, quando foi morto o presidente da Câmara, vereador Neguinho Boiadeiro, batizado Adelmo Rodrigues de Melo, e saíram feridos um policial e José Emílio Dantas, adversário político de Boiadeiro.

Neguinho Boiadeiro: vereador assassinado

O caso ruidoso e envolvendo pessoas famosas no mundo da valentia sertaneja até agora é uma incógnita.

Estaria partindo para ser mais um dos badalados crimes sem solução no Estado?

Isso por que houve um tempo na estrutura da segurança pública alagoana em que muita gente morreu a tiros e os casos nunca foram solucionados devidos a interesses diversos e escusos no processo. Foram chamados de crimes se solução.

Muitos desses crimes foram praticados com o devido carimbo de chumbo quente do crime organizado nesta terra, que costuma contratar pistoleiros para eliminar os desafetos.

Os tempos mudaram e, com certeza, a política de segurança também mudou. Notadamente, as lideranças do setor na estrutura do governo já disseram que casos desta natureza serão esclarecidos “doa a quem doer”.

No entanto, o silêncio sobre o assassinato de Neguinho Boiadeiro demonstra, num primeiro momento, que as investigações ainda estão sem um norte real na história.

Um assassinato de encomenda? Uma briga entre famílias adversárias? Um caso passional? Enfim, quem matou e por que matou Neguinho Boiadeiro?

Essas questões precisam ser respondidas mas o silêncio é total.

Por que será?

 

 

 


Oposição quer JHC como vice de Rui Palmeira contra Renan Filho

15 de Janeiro de 2018 • 9:38 am

Os atores alagoanos dos bastidores políticos já estão em campo para a viabilizar a chapa eleitoral da oposição contra o governador Renan Filho (PMDB), candidato a reeleição.

O nome para governador seria o do prefeito Rui Palmeira, cada vez mais pressionado pelos seus aliados políticos do Partido Liberal (PL), liderado pelo ministro Maurício Quintella, e do Partido Progressista (PP), cujos mandatários são Benedito de Lira, senador, e o filho Arthur Lira, deputado federal.

Todos estão a apostar em uma chapa que coloque o prefeito de Maceió na cabeça e como candidato vice o deputado federal João Henrique Caldas (JHC), caracterizando a força da juventude oposicionista.

JHC: pode ser vice de Rui

As conversas fluem e todos estão animados, embora o martelo ainda não tenha sido batido.

O deputado JHC, hoje o dono Partido Socialista Brasileiro (PSB), está bem a cavalheiro no processo pois sente que seu passe foi valorizado. No entanto, as conversações neste sentido não são fáceis, uma vez que o parlamentar tem como conselheiro político o próprio pai, ex-deputado João Caldas, que, no entanto, conversa com os dois lados em questão: governo e oposição.

O certo é que o clima eleitoral nas Alagoas começa a esquentar de verdade. Nas redes sociais os partidários dos dois blocos vivem freneticamente em êxtase e em postagens que misturam o real e a fantasia na busca do objetivo que lhes interessa. E ainda abusam dos “fake” na estratégia lançada para minar os avanços adversários.

É só o começo. Depois do carnaval, qualquer calçada será um picadeiro.


Temer vai às últimas consequências para empossar Cristiane Brasil

10 de Janeiro de 2018 • 8:18 am

A política nacional é de fato e, historicamente, um grande mercado persa. Persa, aliás, por que todos dançam além da dança do ventre. Ou seja, ao som do enredo e da música que o animador de plantão coloca no ar.

A insistência de Michel Temer, o animador da hora, de manter a nomeação da deputada Cristiane Brasil como ministra do Trabalho, apesar de ser ela uma infratora contumaz da justiça do trabalho, mostra bem a desavergonhada e  desonrada atividade política no País, patrocinada pelos próprios atores investidos em seus mandatos populares.

Cristiane Brasil: desrespeito à Justiça do Trabalho

Apesar da decisão da justiça suspendendo a nomeação da filha do ex-deputado loroteiro Roberto Jefferson, Temer vai até às últimas consequências para empossar Cristiane no cargo.

Pouco importa o currículo, a fama de barraqueira e o completo desrespeito dela à justiça trabalhista. O trato feito é com o pai espaçoso e posudo.

A razão é simples: Jefferson é dono do PTB e o partido tem 20 votos no Congresso Nacional que são fundamentais para fortalecer a bancada do governo. Temer precisa desse votos para Reforma da Previdência. Se ele não nomear Cristiane Brasil, o pai da moça manda a bancada votar contra o governo.

Simples assim.

É exatamente isso: Quem trabalhou para colocar Temer no lugar que ele está, hoje cobra  fatura e o preço é salgado.

Para o povo brasileiro, diga-se de passagem.


Denúncias contra a indústria da multa atingem a Prefeitura de Maceió

8 de Janeiro de 2018 • 8:25 am

Além do show da violenta pancadaria no Maceió Verão, no sábado 6, dois outros fatos marcaram a semana que passou no âmbito do poder público e estão a exigir uma explicação plausível da Prefeitura de Maceió, notadamente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito -SMTT.

O primeiro diz respeito a matéria publicada pelo semanário Extra, quando um agente de trânsito vem a público e, de cara limpa nas páginas do jornal, revela que há de fato uma indústria da multa dentro da administração municipal.

Ou seja, uma indústria para tirar dinheiro de qualquer jeito do contribuinte.

Pelo menos foi o que declarou o agente Carlos André Teixeira da Rocha Bier:: “Existe sim uma indústria de multas dentro da pasta na administração do prefeito tucano Rui Palmeira”.  (sic).

Pode haver desmentido e, certamente, haverá. Pode haver dúvidas, como há. E pode até ficar o dito pelo não dito, mas a afirmação de alguém de dentro é contundente.

Mas, mais contundente ainda é a prova material da indústria da multa, desta vez em um segundo fato revelado no perfil do Facebook do Diretor da Revista Folha da Barra, Nado Torres. Ele postou a própria multa registrada pelos agentes de trânsito, com a justificativa subjetiva e, mais que isso: absurda.

No item observação, diz o agente que lavrou a multa: –Condutor passou balançando a cabeça reclamando da viatura desviando totalmente sua atenção do trânsito.

Eis, portanto, uma situação estapafúrdia que só agrava a questão e, na prática, prova a suspeita de muita gente sobre a chamada indústria da multa.

Indústria, aliás, que já foi denunciada nacionalmente pela Rede Globo de Televisão, como useira e vezeira em tirar dinheiro do contribuinte para financiar inclusive campanhas políticas.

 

 

 


Temer perdoa dívidas milionárias de bancos e veta refis de microempresas

6 de Janeiro de 2018 • 8:14 am

Depois de perdoar na Receita Federal quase 30 bilhões de dívidas dos bancos privados – R$ 27 bilhões só do Itaú e Unibanco – o presidente Michel Temer proibiu o refinanciamento de dívidas das micros e pequenas empresas dos País.

Com o apoio da bancada da bala e da bancada ruralista, Michel Temer também aprovou o perdão de dívidas das grandes empresas do agronegócios, na ordem de R$ 26 bilhões.

Mas, e os pequenos que sofrem a cada dia com o pagamento de impostos? Pois bem. O Sebrae fez seu lobbby no Congresso Nacional e no fim do ano passado os parlamentares aprovaram um projeto estabelecendo condições especiais de pagamento de dívidas tributárias de micro e pequenas empresas.

A ideia era criar para as empresas do Simples condições similares às estabelecidas pelo Refis das grandes empresas. Refis que, inclusive, foi sancionado por Michel Temer em outubro de 2017, exatamente na véspera da votação da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República contra ele, em processo com a acusação de corrupção que envolveu até a mala de dinheiro que rodou com Rocha Loures pelas calçadas e ruas de São Paulo.

Temer, portanto, agradou os grandes e megas que lhe apoiaram na derrubada de Dilma Rousseff e, para não fugir ao seu perfil, deu às costas aos mais sacrificados, que apenas queriam o tratamento isonômico. Mas, o presidente ao dizer não consolidou sua opção pelos ricos.

Tanto que o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos declarou, após o veto do projeto, que o presidente Temer “não gosta do pequeno empresário”.

Para vetar integralmente a proposta de Refis de pequenas e microempresas Temer disse que a culpa era da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Lei, aliás, que não interferiu na perdão monstruoso para os bancos e megaempresários ruralistas.

 

 


De beleza rara, praia da avenida é cenário da vergonha maceioense

5 de Janeiro de 2018 • 1:09 pm

E a praia da avenida? Hein? O quê?

Pode fazer a pergunta em qualquer lugar que maioria não vai estar nem aí. A praia está lá. Onda vai, onda vem e ela continua no seu lugar com uma cor de verão esplendorosa, sempre a espelhar o céu.

Mar, assim, não é para qualquer lugar do mundo. Maceió tem esse mar, essa praia. Infelizmente maculada pelo rio de esgotos do Salgadinho que desemboca exatamente na praia da Avenida.

Salgadinho: o rio de esgotos e lixo que infestam a praia.

O flagrante do contraste pós limpeza pública na faixa de areia.

Uma vergonha maceioense em todos os sentidos. E uma vergonha com a conivência histórica das autoridades e, lamentavelmente, com a omissão de décadas da sociedade. Raras são as vozes que se levantam para defender a revitalização da praia da Avenida.

Hoje, contaminada, a praia representa apenas um patrimônio natural desvalorizado. E em sendo assim ninguém liga. A sociedade, imediatista, prefere olhar para o próprio umbigo. As autoridades… Ah, estas têm mais o que fazer!

A praia que qualquer lugar do mundo gostaria de ter.

O Maceió Verão está aí. E a praia está lá em seu lugar, amostrada, de azul degradê e areias finas, querendo acolher brancos e negros, pardos e sararás, como já fizera tempos atrás.

Quem dera que fosse só querer. Mas, no meio do caminho tem o poder. E o poder está se lixando para tudo isso.

Não é por outra razão que o lixo do Salgadinho boia todos os dias à beira mar, para a infelicidade geral da Avenida da Paz perdida há longo tempo.

E assim, diria madame Queiroz: “Deixemos de coisas e cuidemos da vida”!