Marcelo Firmino

Marcelo Firmino é jornalista e publicitário com passagens em vários veículos de comunicação de Alagoas e do País. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado e Secretário de Comunicação da Prefeitura de Maceió. Nesse espaço reportará e analisará os fatos que influenciam na vida sociedade.

A gasolina já subiu de preço e Temer zomba: o povo entenderá

21 de julho de 2017 • 10:47 am
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“A população entenderá”. Foi o que disse o presidente Michel Temer depois de autorizar o aumento de impostos, via Decreto, os quais incidem diretamente sobre os preços dos combustíveis.

Chega a ser um disparate, mas parece que a população, de braços cruzados, entendeu que deve pagar ainda mais essa conta.

O que não dar para entender é a razão de Temer zombar da cara dos brasileiros impunemente. E cá estão todos meio que envergonhados, de cabeças na terra,  à la avestruz.  É como se cada um dissesse isso não é comigo. Ou, eu não tenho nada a ver com isso, na mais cômoda covardia cívica. Muito bem entendido.

E ele zomba: “A população entenderá por que este é um governo que não mente…”

Valei-nos nossa Senhora das Candeias!

E como para bom entendedor meia palavra basta, Maceió amanheceu nesta quinta-feira, 21, com dono de posto de combustíveis anunciando a boa nova para a sua clientela. A tabela de preços é bem clara. Ou seja, a gasolina já subiu de preço.

Mas, tudo bem. A população entenderá!

 

 

 


Renan diz que é contra financiamento de campanha com dinheiro público

20 de julho de 2017 • 8:19 am
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Enquanto avança no Congresso Nacional a proposta da criação de Fundo Eleitoral, para financiar a campanha de 2018, o senador Renan Calheiros (PMDB) se manifestou contra o dinheiro público nesse processo.

Para ele, a administração partidária desse fundo será um fator extremamente complicador, mas que ao mesmo tempo atrairá muita gente para ser candidato, “sem de fato de ser”, apenas para ter acesso ao dinheiro do Fundo Eleitoral.

Segundo senador, que é candidato a reeleição, essa proposta de campanha financiada com o dinheiro público precisará ser melhor discutida no Congresso. Ele torce para que essa ideia não prevaleça, mas defende que é necessário uma reforma no processo atual, para tornar as regras eleitorais muito mais  transparentes e democráticas.

Renan: contra o financiamento público

O Fundo – Ao prevalecer a proposta do financiamento público de campanha, cada deputado federal com mandato representará para o partido algo em torno de R$ 2, 38 milhões e cada senador representará R$ 6,6 milhões.

O texto do Fundo Eleitoral, ora em discussão, estabelece um valor total de R$ 4 bilhões para os partidos financiarem as campanhas de seus candidatos.

A regra atual determina que dinheiro público em eleição deve ser distribuído considerando as bancadas da última eleição (no caso, a de 2014). A forma de entendimento para distribuição dos recursos para cada candidato ficará a critério de cada partido.


Conta para financiamento público da campanha de 2018 está em R$ 3,5 bi

18 de julho de 2017 • 11:15 am
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Há em curso uma movimentação no meio político nacional para definir  o financiamento das campanhas eleitorais no País, a partir de 2018. Se está vetado por força de lei o financiamento privado é crescente o movimento para que os custos sejam do poder público.

Do fundo para a mala

Ou seja, o dinheiro sairá dos cofres da Nação. Até por que, na conjuntura atual, difícil seria aparecer uma empresa que se dispusesse a financiar campanha sem esperar algo em troca de qualquer que seja o político.

Sem elas, o tesouro federal vai bancar a conta dos candidatos. O tema está em discussão nos bastidores do Congresso Nacional, sob o pretexto de uma reforma política. A reforma para ajeitar as coisas aos interesses dos caciques e dos partidos que lideram.

Ora, o Fundo de Financiamento de campanhas já tem apoio de PMDB, PSDB, DEM, PP, PSB, PSD, PR e  PT.

E aí é que a porca torce o rabo. Não pelo fato em si, mas sobretudo pelos valores que estão sendo estimados para a continha das campanhas.

Até então a continha está estimada em R$ 3,5 bilhões de verba pública para a campanha eleitoral.

O dinheiro vai para os partidos. Daí para frente… Só Deus sabe.

 


PT e PSDB com as maiores rejeições na sociedade brasileira: o preço a pagar

17 de julho de 2017 • 12:33 pm
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Demonizado por grande parte da sociedade que reage bem aos conceitos de direita no País, o PT vai sofrer muito para se livrar da rejeição adquirida. Terá que se reinventar para seguir em frente e se livrar de uma série de estigmas que o acompanham nesses tempos bicudos, onde tudo é possível, inclusive o rolo compressor contra o estado de direito democrático.

Uma missão para os petistas nada fácil de superar. O partido tem hoje uma rejeição de 56%, segundo algumas pesquisas no plano nacional, muito embora as estatísticas ainda apontem Luis Inácio Lula da Silva, como o candidato preferido dos brasileiros, seguido muito de perto por Jair Bolsonaro, o candidato mais à direita, politicamente falando, na vida pública brasileira.

Mas, o que chama a atenção nos números das pesquisas que se espalham – e são vários os institutos – é que o PSDB, o partido dos tucanos, vai seguindo o mesmo rastro de rejeição. A última pesquisa do instituto brasiliense Poder360 indica que o PSDB hoje sofre uma rejeição de 51% da sociedade.

Ora, isso leva a crer que há uma fadiga imensa no País em relação a postura do partido de “sugar o bem bom” e ficar em cima do muro na hora de decidir questões importantes no meio político. Como, por exemplo, no caso do governo de Michel Temer, onde o PSDB vai ficando com seus 4 ministros agarrados aos cargos, entre outras benesses asseguradas aos seus parlamentares pelo próprio Temer, o primeiro presidente da República a ser denunciado pela justiça por corrupção passiva, na história do Brasil. O aval do PSDB tem de fato um preço, incluindo aí o desgaste apontado pela pesquisa.

Mas, tudo isso tem a ver, sobretudo, com o figurão Aécio Neves. Ele ex-presidente do partido e ex-candidato a presidência da República que estimulou o povo a ir às ruas em busca do chamado “terceiro turno” no País, após perder as eleições nas urnas para Dilma Rousseff (PT). O terceiro turno veio travestido de luta contra a corrupção do PT no poder. Assim foi até culminar com o impeachment da Presidente petista. Até esse momento o senso comum dizia que a corrupção só existia de um lado.

Com o passar dos tempos e os vários discursos do senhor Neves no Senado, condenando a corrupção dos adversários, eis que ele é flagrado em gravação, apresentando-se tão corrupto quanto os demais. E o pior: Cobrou uma propina de R$ 2 milhões e ainda sugeriu matar o “carregador da mala” se este fizesse delação. O mundo então desabou para os que achavam que fosse ele um santo a ser guardado em oratório.

Nos dois casos há que se pagar o preço pelos erros históricos . Afinal, cedo ou tarde a sociedade cobra.

Mas, tomara que o faça sempre pela via legal.

 

 


CLT: o leite foi derramado para a festa de gatos e ratos do Brasil

12 de julho de 2017 • 8:31 am
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Por enquanto fica a euforia de quem não se apercebeu que, sem proteção, as relações de trabalho entre patrão e empregado serão marcadas em um futuro bem próximo por um simples lamento.

Ao rasgarem a CLT e deixarem o lado mais fraco desta relação sem o amparo da lei, os senhores senadores se comportaram como faziam os prepostos do “coronelato” brasileiro do século 19.

Ora, em pleno século 21, com todo aparato das leis trabalhistas, foram muitos os casos espalhados pelo País de empresários que estavam submetendo seus empregados ao trabalho escravo. Entre esses empresários, foram denunciados “nobres” representantes da elite alagoana, badaladíssimos na mídia como “homens de bem”, “construtores do progresso” e outras besteiras mais. Denunciados, mas totalmente impunes.

Agora apenas pense o que não farão esses ditos “construtores do progresso”, sem o aparato da lei para proteger o trabalhador. Certamente, funções como a de administrador, gestor de pessoas ou coisa que o valha serão trocadas pela figura do tosco capataz. Não duvide.

O que se tem hoje no País, a partir da reforma trabalhista aprovada no Senado, com a extinção de direitos sagrados dos trabalhadores, é a volta ao passado distante e triste do trabalho escravo sim. E para isso os argumentos serão os mais controversos, como bem convém ao interesses de cada “homem de bem”.

A euforia dará, inevitavelmente, lugar ao lamento para quem ainda não entendeu o tamanho da gravidade da coisa, sim senhor. Reforma se faz para melhorar e nunca atrasar a vida de quem não tem como se defender.

Salário, aumento real, férias, décimo terceiro, horas extras, adicionais, etc. Tudo isso tinha proteção da lei já era difícilmo de conquistar. Imagine agora com o estabelecido pelos nossos políticos de que o negociado se sobrepõe ao legislado. Ou seja, aí é que não se vai ter mesmo.

Enfim, o resultado da votação no Congresso já estava escrito por que os interesses de deputados e senadores, muitos deles péssimos empregadores, sempre foram defender com unhas e dentes às vontades de quem lhes financiou para chegar lá.

Em suma, depois do leite derramado quem bebe ele é o gato. E os ratos também.

 

 


Rui Palmeira pede a saída do PSDB do governo de Michel Temer

10 de julho de 2017 • 7:11 pm
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O desgaste e a corrupção que enlameiam o governo de Michel Temer atingiu seriamente a credibilidade das bases do tucanato pelo País.

É crescente o número de lideranças que quer se afastar do governo, embora o PSDB tenha quatro ministérios no Planalto, temendo as consequências nada abonadoras nas eleições de 2018.

Rui agora pelo Fora Temer

Não foi por outra razão que o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) entrou a semana engrossando o coro dos que são contra Temer dentro da legenda.

Palmeira deu declarações à imprensa defendendo o imediato rompimento do partido com o presidente da República, denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) por corrupção em pleno exercício do cargo.

O prefeito de Maceió é apontado como um dos concorrentes ao Palácio dos Martírios nas próximas eleições. No entanto, ele ainda não se manifestou sobre essa possibilidade.

Por enquanto, trata de estar em sitonia com o momento político nacional.


Rodrigo Maia já monta ministério: Maurício e Marx Beltrão estão dentro

7 de julho de 2017 • 11:37 am
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), descobriu que cavalo selado na porta só passa uma vez. Por isso mesmo passou trabalhar na perspectiva de assumir o Palácio do Planalto, diante de uma possível derrocada de Michel Temer do Poder.

Desta maneira ele começa inclusive a trabalhar uma composição de ministério para assumir o sonhado cargo de Presidente da República. Maia tem conversado com gregos e troianos com esse propósito, sobretudo agora que Temer está fora do País.

Ele inclusive já firmou compromissos com líderes partidários para manter em seus cargos mais da metade dos 28 ministros do atual governo. Incluindo aí, os alagoanos Maurício Quintella, dos Transportes, e Marx Beltrão, do Turismo.

Quintella e Beltrão na lista dos que ficam

Para tranquilizar o mercado, deixou claro a dirigentes do PSDB, PR, PP e PMDB que não trocará a equipe econômica, considerando que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é um homem de relações estreitas com os banqueiros do País.

Mas acenou com a possibilidade trocar os ministros do gabinete palaciano, como Eliseu Padilha, da Casa Civil, e o próprio sogro, Moreira Franco, da Secretaria Geral. Ele quer dar uma cara nova ao Palácio do Planalto.

O novo governo está sendo articulado na Argentina, para onde Rodrigo Maia viajou na companhia dos deputados Benito Gama (PTB-BA); Heráclito Fortes (PSB-PI); Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE); Rubens Bueno (PPS-PR) e Rogério Rosso (PSD-DF).

E assim segue o baile no salão dos podres poderes.


Governo apressa o cancelamento de R$ 9 bilhões de precatórios

5 de julho de 2017 • 11:14 am
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O desmonte de direitos trabalhistas patrocinado por Michel Temer e sua trupe no Poder é algo que os brasileiros desavisados só terão noção real, muito mais à frente, quando procurarem pelos direitos, antes líquidos e certos, e estes não estiverem mais à disposição.

Não é preciso nem falar da reforma trabalhista, que hoje muita gente interesseira conta como se fosse o pulo do gato para o desenvolvimento. Não é. E o tempo dirá.

Mas, há uma outra perda imediata para servidores públicos e trabalhadores em geral, que está tramitando em regime de urgência no Senado Federal, que é o projeto de cancela os precatórios e as Requisições de Pequeno Valor (RPV) federais depositados há mais de dois anos em banco federal e que não tenham sido sacados ainda pelos beneficiários.

Precatórios estão sendo cancelados por Temer

O valor chega a R$ 9 bilhões. Uma vez pagos tiraria muita gente da petição de miséria em  que anda.

Mas, o governo Temer quer o dinheiro de volta e o Congresso que o apoia tem trabalhado nisso arduamente. Aprovou, portanto, a urgência para devolver o dinheiro a Temer, que por sua vez, já prometeu liberar mais de R$ 5 bilhões para os parlamentares que rejeitarem a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra ele. Temer é o primeiro presidente da história a ser denunciado ao STF por corrupção.

O projeto em questão é de autoria da Presidência da República e fere completamente o artigo 100 da Constituição Federal. Mas, Temer precisa do dinheiro e os parlamentares que o apoiam sabem bem o por quê.

Agora imagine. O cidadão, já no fim da vida,  passou anos e anos lutando na justiça para ter direito reconhecidos e eles são consignados em precatórios transitados em julgado. Só que, de repente, chega o presidente da República manda cancelar tudo e tomar  dinheiro alheio.

Lamentavelmente, esse é o governo do Brasil.

 


Deputados alagoanos discutem formação de grupo pelo ‘Fora Temer’

5 de julho de 2017 • 8:30 am
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Uma articulação de líderes de partidos políticos contra o governo Michel Temer pretende lançar em Alagoas um bloco para mobilização de setores da sociedade, visando a deposição do atual governo, envolvido com graves denúncias de corrupção no SupremoTribunal Federal.

A formação do bloco pretende unir todos os partidos contra o governo, incluindo centro e esquerda, a partir de uma coordenação que envolve as legendas do PT, PDT e o PHS.

Lideranças discutem mobilização contra Temer

Para isso, reuniram-se em Maceió esta semana os deputados federais Paulão (PT), Ronaldo Lessa (PDT) e Givaldo Carimbão (PHS), além do presidente estadual do PT, Ricardo Barbosa. Eles decidiram convocar dirigentes de outros partidos para ampliar o bloco e iniciar a mobilização pelo “Fora Temer”.

Para o lançamento desse bloco, as lideranças estão pensando em promover um grande evento em Maceió, com a participação de convidados nacionais, inclusive artistas, cantores, entre outros contra a permanência de Michel Temer no governo brasileiro.

Os dirigentes partidários pretendem definir uma agenda mínima de mobilização a partir das próximas reunuiões, as quais deverão receber a adesão de novas legendas.

Segundo os parlamentares envolvidos nesse bloco, não se traa apenas de um movimento “Fora Temer”,mas de uma ação de valorização da cidadania, dos direitos humanos, das liberdades democráticas e contra ofensiva de um governo que está destruindo as conquistas sociais e políticas públicas para o povo brasileiro.


Maurício Quintella diz que avalia candidatura ao Senado já em 2018

3 de julho de 2017 • 1:21 pm
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O Ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR) disse nesta segunda-feira, 03, em Maceió que está avaliando seriamente a possibilidade de ser candidato ao Senado Federal, em 2018.

-Não posso confirmar com toda certeza por que tenho candidatura nata a deputado federal, mas estou avaliando rigorosamente o cenário e poderei sair candidato a senador. Tenho trabalhado muito neste sentido e tão logo tenha clareza do processo local anunciarei minha decisão. – Disse Quintella.

Quintella: disposição para o Senado

O ministro disse ainda que tem acompanhado a quadra política no governo federal com serenidade, principalmente a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB). Para ele toda a peça encaminhada ao Supremo Tribunal Federal e em seguida à Câmara está baseada em “ilações”.

Ademais, para ele, não há uma prova sequer que comprometa o presidente Michel Temer. “O que temos é o resultado de uma gravação do maior bandido do meio empresarial brasileiro que pode comprometer qualquer outra pessoa, menos o presidente”, destacou.

Quintella está convencido de que a denúncia que está na Câmara deve ser analisada com sobriedade pelos deputados federais e que, naturalmente, deverá ser rejeitada. Considera que esse deverá ser o posicionamento da maioria no parlamento.

Ainda disse que o estrago que a delação da JBS poderia fazer já teve seu efeito nocivo na economia nacional, justamente no momento em que os indicadores estavam mudando e conquistando um cenário positivo para o mercado.  Daqui para frente, observa, é fundamental o parlamento dar a resposta com o devida rejeição da denúncia das PGR.