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Reformar pra quê? Deixa tudo como está, o Congresso aceita!

10 de agosto de 2017 • 11:25 pm
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Quem botava uma fezinha na reforma política é bom não criar grandes expectativas. Por enquanto, na construção do ‘novo modelo’ que se desenha na comissão especial criada para esse fim, não se vislumbram muitas novidades, e o que há de novo não é coisa boa.  

O texto previa, por exemplo, a extinção dos cargos de vice-presidente, vice-governador, vice-prefeito e suplente de senador. Mas não passou. Foram 19 votos contra e 6 a favor da extinção dessa figura que pouco ou nada soma; não tem função definida, a não ser quando assume o mandato; mas é paga – e bem paga – em todas as esferas de poder.

Mesmo cientes de que essas composições políticas custam aos cofres públicos – cerca R$ 500 milhões, segundo informou o relator da comissão, deputado Vicente Cândido (PT-SP) – citando exemplo de vice-prefeito que ganha, por mês, R$ 15 mil pelo cargo – mesmo sem função – e vive a cuidar de sua própria empresa, o relator foi derrotado pelos que gostam das arrumações políticas. (porque, na verdade, todos sabem que os cargos de vice servem mesmo é para garantir as composições de apoio nas eleições e votos para os candidatos majoritários).

Certo que, vez por outra eles assumem o mandato, numa vertente de possibilidade que vão, desde a substituição temporária por motivo de viagem do titular; afastamentos temporários ou definitivos, como aconteceu com o outrora vice e hoje presidente Michel Temer. Vá lá que, por essas eventualidades, a figura do vice sobreviva. Mas na condição de vice (de eventual substituto) não deveria receber nada. A remuneração só deveria existir em caso de exercício do cargo – de prefeito, governador ou presidente – como acontece com suplentes de senador, deputado e vereador.

E aí, vai querer?



Os ‘interesses republicanos’ de Aécio Neves no Supremo Tribunal

10 de agosto de 2017 • 3:22 pm
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Veja só como anda o nível de promiscuidade nesses tempos ditos “republicanos”, entre autoridades do Poder Judiciário e políticos flagrados no mar de lama da corrupção nacional, como é o caso do senhor senador Aécio Neves, vestal tucano do PSDB.

Esta semana, a Polícia Federal disse ao ministro do STF, Gilmar Mendes, amigo e irmão fraterno do senador, que não havia provas nenhuma do envolvimento dele no famoso caso das propinas de Furnas. O ministro é o relator do processo que envolve o político mineiro.

Pois bem. Eis que ele todo satisfeito com a generosidade do Departamento da Polícia Federal, sob nova orientação no governo Temer, tratou logo de requerer a Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmem Lúcia, que transferisse para o ministro Gilmar, um outro processo em que ele, o “nobríssimo” Aécio, ex-candidato a Presidente da República, é acusado de corrupção.

Isso tudo na maior cara de pau. Esse é o homem que quase foi endeusado como candidato a Presidente e que inconformado com a derrota financiou “movimentos” nas ruas, como o MBL, na busca pelo “terceiro turno eleitoral”, que acabou culminando com a queda da Presidente Dilma Rousseff. A história todos conhecem.

Mas, nesse caso específico de transferir o novo processo para Gilmar Mendes relatar, sua excelência o senador seu deu mal por que a ministra presidente do STF disse não. De jeito nenhum.

Chegou à conclusão da tentativa de aparelhamento do Supremo pelo senador, que é também réu em um processo onde é acusado de pedir propina de R$ 2 milhões a empresa JBS, de Joesley Batista.

O processo que ele gostaria que o ministro Gilmar também assumisse se refere a delações premiadas da Odebrecht, onde delatores afirmam que Aécio Neves teria recebido propina para defender os interesses da empresa no chamado “Projeto Madeira”, de construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Pará.

Assim anda a República de nossos dias e seus “interesses republicanos”.

Valho-nos Deus!


Rotas da corrupção: Quem vai colocar o guizo no gato da Sesau?

9 de agosto de 2017 • 8:21 am
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A bomba que explodiu na Secretaria de Saúde do Estado (Sesau) nesta terça-feira, 08, tinha um pavio longo e já estava aceso há muito tempo. O estouro era inevitável.

A pasta sempre foi cobiçada em todos os governos e, ao longo dos anos, serviu de mimo para políticos colocarem dentro de seus departamentos mais importantes – e os menos também – os afilhados e apadrinhados.

A Sesau funciona como se fosse uma galinha dos ovos de ouro, graças ao volume de recursos que movimenta. Sobretudo verbas federais. O orçamento que administra é na ordem de R$ 10.2 bilhões, o que representa quase 5 vezes mais que o orçamento da Prefeitura de Maceió.

Assim, desperta muito interesse da classe política não só pelos empregos que proporciona aos cabos eleitorais, mas também pelo volume de compras que faz.

Em outros tempos, quando a transparência não existia, quando o Ministério Público não tinha o superpoder que hoje tem e quando a Polícia Federal só tinha olhos para “subversivos”, a Sesau elegia vereadores, prefeitos, deputados e até governadores só com dinheiro das propinas que por lá corriam e ainda correm feito leito de rio em direção ao mar.

O vício é grande e real. Obviamente, que não é obra da maioria dos servidores honestos e trabalhadores da casa. Mas, de um grupo seleto, colocado estrategicamente em lugares chaves para promoverem os desvios necessários. Isso vem de governos a governos.

Portanto, desvios de finalidade, fraudes em licitação, manipulação de interesses escusos, sempre foram ações rotineiras na Secretaria de Saúde, onde há especialistas em tocar ações criminosas, quase sempre a pedido de alguém para levar vantagem de alguma forma.

Não é por outra razão, que, a cada governo aparece gente de alta patente na política local interessada em comandar ou colocar preposto à frente da pasta.

Outras operações foram feitas por lá. Gente foi presa, outras perderam os empregos, mas não se sabe de nada que tenha colocado um freio em peixes graúdos nesse meio.

Eis que passou da hora de alguém colocar o guizo no gato por lá. Cabe, portanto, a sua excelência o governador Renan Filho aproveitar o momento e fazer a devida assepsia nos setores chaves da pasta.

Afinal, lá todos sabem, desde crianças, quais são as rotas da corrupção.

 


E segue o baile: No país do cinismo a ‘Lava à Jato vai para o rumo certo’

5 de agosto de 2017 • 10:53 am
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E segue o baile no País do cinismo, da hipocrisia e dos que só olham para o umbigo e arrotam moralidade da boca pra fora.

Se duvida, é só verificar o  “day after” do presidente Michel Temer, após livrar-se na Câmara de um megaprocesso por corrupção, que veio com uma declaração significativa para os interesses palacianos.

Depois de redecorar o gabinete, segundo o Estadão, Temer anunciou para os que lá foram abraçá-lo que as mudanças que estão por vir na Procuradoria Geral da República, com a nova Procuradora titular, Raquel Dodge, após 17 de setembro, “darão rumo certo a Operação Lava à Jato”.

Tudo deve começar com a troca do comando geral da Polícia Federal, já prometida por ele, e que agora está sendo cobrada pelos aliados, “todos homens de bem” – e bens – que estiveram na defesa dele no episódio da Câmara.

São os fatos que estão postos, mas que a cada dia revelam uma nova faceta dos interesses do poder e dos poderosos, assim como indicam que “os bem informados” das manifestações passadas serviam apenas há interesses de grupos que hoje estão aí dando exemplos cristalinos de tudo isso. Inclusive, de que o combate à corrupção foi apenas um detalhe para um momento oportuno.

Então tudo que se revelou aos povos, após a caída da presidente que estava no Planalto, em meio ao ódio de classes e a arrogância escravocrata, enterrou bem fundo na lama a pretensa áurea de moralidade de todos e trouxe à baila o mundo real da corrupção nas mais diversas instâncias e poderes.

Mas, pense apenas um minuto. Se o episódio da correria do Rocha Loures, amigo íntimo de Temer, com aquela mala com a propina de R$ 500 mil, ou a outra do Aécio Neves, ex-candidato a Presidente do Brasil com igual quantia, tivesse ocorrido ainda no governo passado, o que não teria acontecido no País, além dos panelaços?

Provavelmente, teria corpo estendido no chão. O veneno da intolerância escorria pelo canto da boca de grupos de “sarracenos” das bandas de cá.

É certo que havia gente querendo sangue. E há gente que gosta de fazer as coisas assim até para dizer que tem poder, é o poder e que dele não larga. Em nome dele, reúne comensais em mesas de estilo barroco em salões nobres, pousa para fotografias e diz a todos eu sou o bom.

Por tudo isso, é possível perceber as razões de muita gente que se trajou, gritou, bateu, bradou e vibrou recentemente, e que hoje está silenciosa, como que envergonhada não apenas de si. Mas, de todos os podres poderes e representantes que não honram sequer o que vestem.

E música, maestro, que o baile vai continuar…

 


Resposta da Seduc sobre o estado deplorável da antiga sede da Educação

4 de agosto de 2017 • 4:54 pm
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Sob o título “Perigo ameaça vida dos pedestres nas ruínas do antigo prédio da Educação“, publicamos, esta semana, matéria e fotos sobre a situação de deterioração do antigo prédio da Secretaria de Estado da Educação, cuja estrutura ameaça desabar sobre a calçada, na Rua Fernandes de Barros.

Em resposta, a Secretaria da Educação enviou a seguinte nota:

A recuperação será feita, mas não era possível despender recurso para um prédio onde não há um aluno matriculado, enquanto escolas corriam risco de cair por falta de manutenção.

O lema da Secretaria da Educação é atender às necessidades das escolas. E onde as coisas acontecem é no chão da sala de aula.

A atenção primeira era para as escolas que estavam em péssimo estado de conservação e é onde os alunos estudam e passam a maior parte do tempo de suas vidas. Agora, com o terceiro ano de recuperação de escolas, são 317, é possível fazer uma intervenção no prédio, que já se encontrava abandonado.

Nota nossa: O Blog entende a atenção necessária que deve ser dada à reestruturação das escolas onde os alunos estudam. Mas isso não pode – de maneira alguma – servir de argumento para a omissão em relação aos riscos de um acidente grave que pode atingir pedestres – estudantes, trabalhadores, cidadãos em geral – que utilizam o passeio público, ‘no chão da calçada’ que circunda o antigo prédio da Seduc.

É dever de todos – nesse caso, do poder público estadual – evitar um desastre, sobretudo quando ele se mostra iminente.

Repetimos: A situação é grave e representa sério perigo à vida das pessoas.

Se as fotos não bastam, sugerimos à equipe de engenharia da Seduc, uma verificação in-loco.


Juízes querem 41,3% de aumento salarial no orçamento do STF

4 de agosto de 2017 • 2:20 pm
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A proposta orçamentária do Supremo Tribunal Federal vai ser encaminhada para a sanção presidencial, após os trâmites naturais, com um aumento salarial de 41,3% para os juízes brasileiros.

A proposta e a defesa dela foram feitas esta semana por representantes da Anamatra, Ajufe e AMB, entidades que congregam os magistrados do País.

Os dirigentes foram à ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) pediram a inclusão do aumento salarial no orçamento, sem choro, nem vela.

Alegaram que há perdas acumuladas em relação aos subsídios para remuneração dos membros do Poder Judiciário, criados em 1998 por emenda constitucional. A Presidente ouviu em silêncio, mas de lá os líderes das entidades saíram satisfeitos, com a certeza de que quem cala consente.

Enquanto isso, nas bandas de cá, professores entram em greve por 6% de aumento e ainda por cima parcelados.

 

Triste de quem lava roupa todo dia… Só pra lembrar do já saudoso Luiz Melodia.


Disque-denúncia: é o povo na luta contra o crime

3 de agosto de 2017 • 5:25 pm
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As denúncias que chegam à polícia, sobre a ação de criminosos, estão mais qualificadas. É tanto que o telefone 181, o disque-denúncia, se consolidou como um instrumento que tem ajudado no combate aos homicidas, ao tráfico de drogas e às organizações criminosas.

A população tem sido fundamental nessa luta, inclusive melhorando a qualidade das informações que encaminha ao disque-denúncia” – revela o secretário de Segurança Pública, Paulo Domingos Lima Júnior, referindo-se à importância do que chama “sociedade alagoana do Bem”, nas ações para reduzir a violência em Alagoas.

Neste sentido, ele destacou a redução no número de homicídios em julho último, uma queda de 35,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O secretário citou ainda estatística que mostra redução no número de assaltos a coletivos como mais uma comprovação da redução dos índices de violência em Alagoas.

Essa modalidade criminosa vem diminuindo desde fevereiro (29,6%), chegando a julho com queda de 78,5% nas ocorrências. Em janeiro foram registrados 68 casos, e agora em julho a estatística do Neac apontou 23 ocorrências.

Para o secretário, resultados como esses confirmam que a política de governo adotada para a segurança é exitosa. Além da integração das polícias, que aponta como exemplo para todo o País, Lima Júnior faz um agradecimento a todos os policiais (civis, militares, bombeiros, peritos), ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.


Carimbão, Temer e o ‘misturador de voz’

2 de agosto de 2017 • 12:44 pm
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Depois de ser grampeado por Joesley Batista, empresário corrupto, dono da Friboi, o presidente Michel Temer (PMDB) mandou instalar em seu gabinete no Palácio do Planalto, um “misturador de voz”, equipamento que embaralha o conteúdo de uma conversa gravada por celular ou outro tipo de aparelho eletrônico.

Conhecido como “scrambler”, o aparelho inverte sinais e substitui o áudio de uma conversa por um chiado. Aí fica impossível entender o que foi dito.

Isso todo mundo já sabe!

A novidade é que, contrário a essa, digamos, providência adotada pelo presidente, o deputado federal Givaldo Carimbão (PHS/AL) apresentou projeto de lei proibindo o uso do equipamento em qualquer órgão público.

Tem razão, o parlamentar!

Flagrado, Temer deveria rechaçar encontros para tratar de corrupção na sede do governo. Mas, bem ao contrário, armou um esquema para evitar que elas venham a público.

Punossasinhora, presidente, melhore!


Perigo ameaça vida dos pedestres nas ruínas do antigo prédio da Educação

1 de agosto de 2017 • 10:41 pm
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Uma perigosa ameaça coloca em risco a vida de quem passa na calçada dos fundos do antigo prédio sede da Secretaria de Estado da Educação, no centro de Maceió. Não é exagero. A situação é assustadora e a vida de quem passa por ali corre perigo. Toda a parede do prédio, na Rua Fernandes de Barros, está ameaçando desabar – e não precisa nenhum laudo técnico para constatar o que estamos falando. As fotos falam por si.

É preciso uma intervenção urgente, antes que um acidente grave aconteça.

Há anos o prédio histórico que já sediou a mais emblemática escola pública de Alagoas – o Colégio Estadual  – e por muito tempo foi sede da Secretaria de Estado da Educação, está abandonado, entregue à própria sorte, desmoronando pela ação do tempo. A situação já foi denunciada inúmeras vezes, aqui no blog e em outros veículos de comunicação, assim como as muitas promessas de recuperação, que nunca foram cumpridas.

Fechado desde 2012, ainda no governo Teotônio Vilela, devido ao comprometimento de sua estrutura física, o imóvel já passou por várias situações nos último cinco anos. Em 2015, toda a estrutura do teto e uma das paredes laterais desabaram, afetando, inclusive as barracas dos camelôs que trabalham na rua entre a antiga Secretaria e o Restaurante Popular. Apesar da dimensão do desastre, ninguém ficou ferido.

Na época, a Secretaria da Educação, já sob a responsabilidade do atual vice-governador Luciano Barbosa, anunciou a intenção de recuperar a estrutura e transformá-la num centro de excelência em ensino profissionalizante, mas o casarão permaneceu abandonado e virou abrigo de marginais e usuários de drogas; depois foi transformado literalmente em abrigo para mais de 50 cachorros; desocupado, em maio de 2016, o prédio foi cercado de tapumes e a Secretaria da Educação informou, por meio da assessoria, a falsa notícia de que a obra de recuperação havia sido iniciada.

Que nada. Aparentemente, apenas uma ‘mão’ de cal foi passada na parede frontal, dando a impressão de que havia realmente uma obra por traz do tapume. O abandono continua e a cada dia se torna mais visível e mais perigoso.

Profissionais e estudantes que passam no local se dizem assustados com a situação e evitam a calçada temendo que a parede desabe. Mas muitos passam sem olhar para cima e sem perceber o perigo que aponta para as suas cabeças. Tijolos soltos, paredes rachadas são apenas alguns sinais do perigo.

Confira as fotos exclusivas feitas pelo leitor Armando Durval e cedidas ao Eassim.net:

Foto 1 – No alto: Detalhe do tijolo solto;

Foto 2 – (Feita pelo pessoal do Corpo de Bombeiros, quando o teto desabou, em 2015)

Foto 3 - Parede com estrutura comprometida: ameaça permanente;

Foto 4 - Arvores sem poda forçam os tijolos para o lado da calçada;

Foto 5 - Por traz do muro, ainda se vêm os entulhos do desabamento de 2015

Foto 6 - Fachada do prédio deteriorada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nota

Desta vez o blog não procurou a Secretaria da Educação, porque da última vez que publicamos matéria sobre a situação do prédio, em julho de 2016, foi em tom de comemoração, diante da informação da própria secretaria de que a obra de recuperação havia sido iniciada. O tempo e as evidências atuaia acabaram contestado essa informação.

O blog continua à disposição para divulgar a versão da SED, porém, em respeito ao leitor, desta vez só vendo o que se esconde por traz do tapume, para divulgar que realmente existe uma obra. Se ela existir.

 


O que há por trás da greve dos rodoviários

1 de agosto de 2017 • 10:06 am
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Momento da audiência de conciliação, no TRT.
Foto: Bleine Oliveira

O que está acontecendo com os rodoviários em Maceió, é mais uma prova de que o movimento sindical precisa se reoxigenar, criar novas formas de atuação. É necessário surgir um modelo de ação reivindicatória que não tenha a população, e os demais trabalhadores, como ‘bueiro’ dos prejuízos.

Depois de intensa negociação, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Alagoas (Sinttro/AL) chega a um índice de reajuste razoável, especialmente se comparado ao que foi conquistado por outras categorias. Os jornalistas, inclusive!

Eles insistiam em 5%, as empresas ofereciam 4%. O impasse permaneceu até que o desembargador Pedro Inácio, do TRT/AL, intermediando a negociação, sugeriu 4,5%. Ou seja, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Argumento patronal pra lá, argumento trabalhista pra cá, tudo se afina e a reunião termina com o Sinttro aceitando levar a proposta para discussão em sua base.

Tudo certo?

Não, claro que não.

Os rodoviários permanecem em assembleia, atrasando a vida de milhares de pessoas. E ao fim, decidem manter a greve, por tempo indeterminado.

O acordo, com os 4,5%, poderia ser fechado?

Sim, claro que poderia. Mas há um porém!

A categoria está em campanha para eleger a nova diretoria do sindicato!

E há uma oposição atuante.

Aí, já viu, né?

Tem que manter a mobilização, mesmo que isso represente prejuízos aos trabalhadores, à economia!

Falta responsabilidade aos dirigentes do Sinttro. Ao manter essa situação por mero interesse eleitoreiro, o sindicato dá prova de absoluto desrespeito ao povo, classe à qual motoristas e cobradores integram.