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Prefeito preso por corrupção envergonha e silencia Campo Grande

29 de novembro de 2017 • 10:55 am

A envergonhada cidade de Campo Grande no Agreste alagoano, a 166 quilômetros de Maceió, ainda não deixou a ficha cair diante do escândalo que abalou seu moradores na semana que passou.

O pior de tudo é o silêncio estarrecedor da Câmara dos Vereadores e das lideranças locais,  diante do episódio que levou à prisão em flagrante do prefeito Arnaldo Higino Lessa (PRB) por atos de corrupção explícita.

Ele foi preso quando contava dinheiro da propina de R$ 500 mil que recebeu de uma firma terceirizada da Prefeitura, após uma ação de monitoramento do Ministério Público Estadual (MPE/AL).

Mas, é triste perceber como uma cidade pobre vive a mercê do domínio político de espertalhões que costumam enganar a boa fé de muita gente com banana e bolo.

Fachada do “biombo” chamado de Câmara.

Mas, lamentável ainda é saber que o poder político local que poderia reagir em meio as falcatruas, na verdade convive com elas, e, na maioria das vezes, participa ativamente da locupletação geral.

Diga-se de passagem que esse não é um problema exclusivo de Campo Grande, mas de todos os demais municípios alagoanos.

A grande questão aqui, no entanto, é que lá, na terra agrestina, o prefeito foi preso em flagrante contando o “vil metal” da corrupção.

Enquanto isso, os vereadores que frequentam esse “biombo” chamado de sede da Câmara não abrem o bico. Omissão total.

Por que será?

 


A PMAL, o horror e o império da Justiça*

28 de novembro de 2017 • 11:40 am

Há 12 anos, quando o jovem Guilherme Magalhães Cabral foi assassinado por três adolescentes, ouvi de sua mãe, a professora Belmira Magalhães, da Universidade Federal de Alagoas, a definição mais dolorosa do que é perder um filho.

Entrevistei a professora quando Guilherme ainda estava desaparecido. Ele sumiu no dia 2 de dezembro de 2005, e seu corpo foi encontrado no dia 11.

Desculpei-me pela estupidez da pergunta, explicando que precisava fazê-la, para que eu e os leitores da Gazeta de Alagoas (onde sou repórter) pudéssemos dimensionar a angústia, misturada à esperança de encontrar o filho vivo.

– A senhora consegue definir o que sente? – perguntei.

– Você sabe o significado da palavra horror? É o que sinto. É onde estou, no horror! – respondeu Belmira Magalhães, com lágrimas escorrendo pelo rosto, expressão contraída, esforçando-se para responder aos repórteres, à polícia, que procurava por Guilherme, e, penso, a si mesma.

Rememoro a tragédia que se abateu sobre a família de Guilherme, para me reportar ao assassinato do capitão PM Rodrigo Moreira Rodrigues, em abril do ano passado.

Capitão Rodrigo Moreira, assassinado enquanto combatia o crime. Foto: arquivo pessoal

O capitão, que comandava uma guarnição do Batalhão de Radiopatrulha, foi baleado quando tentava abordar um suspeito de roubo, que estava em uma casa no bairro da Santa Amélia.

Seu assassino, identificado como Agnaldo Lopes de Vasconcelos, vai a julgamento nesta segunda-feira, 4, em sessão do Tribunal do Júri da 9ª Vara Criminal, no Fórum de Maceió.

A família do capitão vive, até hoje, o mesmo horror que enfrentou a professora Belmira e seus familiares.

Republico texto divulgado por colegas do capitão Rodrigo Moreira, que morreu combatendo criminosos.

“Em abril de 2016, quando o Capitão Rodrigues,  do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP) buscava um celular que havia sido roubado e atendia, com a maior competência e presteza, a demanda da sociedade, ele foi covardemente assassinado. Morria ali um dos policiais mais competentes de Alagoas, um filho exemplar, um homem que construiu uma família baseada nos melhores princípios… um ser humano que morreu honrando o que sabia fazer de melhor: proteger a população. No próximo dia 04 de dezembro a polícia vai, mais uma vez, pedir JUSTIÇA. Sabe por quê? Porque #NãoFoiLegítimaDefesa, como justifica o assassino, que sabia que a chegada do capitão ( POLÍCIA) na casa dele se tratava de uma ação policial. Assim como nas audiências anteriores, vamos ao Fórum do Barro Duro em nome da tropa, do cidadão que precisa da gente, da causa, da VIDA! Assim estaremos honrando o que o Capitão tanto prezava! #nãofoilegítimadefesa #famíliaRP”.

A posição dos militares deve ser a posição da sociedade à qual o oficial defendia.

Que a Justiça impere!

*Para todas as vítimas da insensatez humana.

 

 


Oficiais da PM e seus vexames inaceitáveis

27 de novembro de 2017 • 1:18 pm

Cá entre nós, o comando geral e as demais esferas hierárquicas da Polícia Militar de Alagoas (PMAL) devem, urgentemente, dar um freio de arrumação em comandantes e comandados.

Esse episódio registrado na última quarta-feira, 22, envolvendo o cel. Adroaldo Freitas Goulart Filho, é mais uma prova dessa necessidade.

Como instituição de segurança pública, a PM não pode ser exposta a vexames como o protagonizado pelo oficial e outros militares.

Um embate desnecessário, que expõe a instituição, mas expõe principalmente um oficial, que deveria dar exemplo a seus subordinados.

Segundos relatos das entidades de classe da PM, que repudiaram o episódio, três militares abordaram um carro de uso exclusivo do serviço público administrativo. O veículo parou distante dos policiais e eles teriam notado uma condutora trocar de lugar com o passageiro que, disseram, seria o coronel Goulart.

Num vídeo divulgado nas redes e site de notícias, o cel. Goulart admite que isso (a troca de lugar) realmente ocorreu, e diz que a mulher dirigia porque ele estava se sentindo mal. O coronel questiona a forma como foi abordado. Disse que, mesmo se identificando, os militares apontaram armas em sua direção.

O que o oficial deveria questionar é porque estava usando um veículo público, adquirido e mantido com dinheiro dos alagoanos, para atividades particulares!

Os militares que estavam na ação disseram que foi negada a obediência aos comandos dos policiais. O coronel conseguiu que eles fossem presos e transferidos para os rincões do Estado (Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema). Medidas que já foram desfeitas!

Em outro caso, o tenente-coronel Pantaleão Ferro diz que foi agredido pelo deputado Antonio Albuquerque, na noite do domingo (26).

Dois bons casos para o Conselho Estadual de Segurança (Conseg) dizer se há sentido em sua existência!

Em tempo: Uma instituição como a Polícia Militar não pode passar por vexames desse tipo.

 


Militares versus coronel: e se o quiproquó fosse com um cidadão comum?

27 de novembro de 2017 • 8:23 am

Longe aqui de querer mensurar razões do conflito envolvendo um coronel PM e três militares em uma blitz na Barra de São Miguel, na última quinta-feira, 23.  Principalmente por que não sou testemunha do quiproquó entre eles.

E mais ainda por que o vi foi um vídeo nas redes sociais. Rede esta usada para disseminar conteúdo de toda ordem e interesses que transcendem a sensatez e valorizam o que há de ruim em cada um.

O que se sabe pós episódio é que militares foram presos e depois soltos. E o coronel acusado de abuso de autoridade. Daí, veio a nota oficial do comandante geral da Polícia Militar que diz não compactuar “com o desvio de conduta ou abuso de autoridade, seja quem for o envolvido”.

Em sua nota o coronel comandante diz que vai apurar com rigor todas as denúncias referentes a abordagem realizada pela guarnição do Batalhão de Polícia Rodoviária.

Bom mesmo que tudo se esclareça e que os erros sejam punidos independentemente de quem quer que seja.

Fico apenas a imaginar o que seria do pobre cidadão comum, sem patente, nem autoridade nenhuma, vê-se, de repente, envolvido em uma situação dessas.

A sociedade vive tempos de tanta ansiedade, que, grande parte dela, tem se manifestado em defesa de um estado policialesco. Muitos entendem ser este o caminho para consertar o País.

E há, de fato, homens fardados loucos por esse momento, talvez para extravasar o seu sentimento de  poder como braço armado da lei.

Enfim, que a apuração dos fatos seja mesmo eficaz e que o bom senso e o equilíbrio estejam sempre com nós outros em horas como essas.

 

 

 


O cinismo e a impunidade caminham juntas na zona da corrupção

24 de novembro de 2017 • 6:01 pm

Muitas vezes me pego pensando no que se tornou este nosso país; em que momento esse mar de lama da corrupção tornou-se uma doença viral que vem contaminando lentamente e de repente explode (como nos dias atuais) em uma série inacabável de casos escabrosos em suas mais diversas facetas.

São pais que compram ‘bizus’ (é assim que ainda se chama?) para o filho ingressar na universidade; pessoas comuns – gente como a gente – que vendem ficha de atendimento em unidades de saúde; gente que disfarça, sai de fininho e não devolve o troco que recebeu a mais; pessoas que subornam policiais para serem acobertados em atitudes ilícitas; agentes públicos que se deixam subornar; gente que se vangloria por ter vendido o voto; político que faz o que quer porque comprou voto para se eleger… São apenas alguns exemplos de como nosso Brasil continua atolado na lama da corrupção ativa e passiva.

E o que me deixa realmente abismada é ver que ;, apesar das notícias escancaradas dos muitos que já foram presos ou estão na mira do Ministério Público, da Polícia e da Justiça, em operações policiais como Taturana, Hoder, Afronta, Correlatos, Lava Jato e outras tantas em Alagoas e no Brasil; mesmo sabendo que a sociedade está mais vigilante e as instituições fiscalizadoras estão mais atentas; como os políticos ainda dão continuidade a essas práticas danosas, provando que a sensação de impunidade e o cinismo (traduzido em desfaçatez, descaramento; descaso pelas convenções sociais e pela lei vigente) caminham juntos com a desonestidade, fortalecendo e multiplicando a corrupção.

Vê o caso do prefeito de Campo Grande, Arnaldo Higino, preso em flagrante (nesta sexta-feira, 24) pelo Gecoc e Gaesf, pego com a boca na botija, recebendo propina de uma empresa que vende mercadorias para Prefeitura.

Tenha paciência, né! Com tanta informação, é burrice (ou descaramento, mesmo) pensar em se dar bem, apostando que, por estar numa cidadezinha com menos de 10 mil habitantes, cravada no Agreste alagoano, nunca seria motivo de uma investigação.

Quebrou a cara! Como diz a canção: ‘A lição sabemos de cor; só nos resta aprender’ (Sol de Primavera – Beto Guedes e Ronaldo Bastos). E quem não aprende com as lições que a vida nos mostra, acaba aprendendo de maneira mais dura e mais fria, doendo na própria carne. No caso do prefeito, com a dureza e a frieza que existe atrás das grades onde ele foi parar.

Porque fez por merecer.


Aécio Neves: PSDB vai sair do governo com fidalguia e respeito

23 de novembro de 2017 • 11:30 am

E o senador  Aécio Neves (PSDB-MG), cultuado como o rei da tucanada, saiu das sombras nestas quarta-feira, 23, para anunciar aos seus súditos que “já está na hora do PSDB deixar a base de partidos aliados do Presidente Michel Temer”.

Do alto de sua “autoridade moral“ , o senador já se propôs a ter uma conversa com Temer em Palácio para fazer o desembarque “adequado” do governo.

Aécio vai discutir com Temer a forma adequada

Aécio não explicou o que seria “adequado” para esse desembarque, quando se sabe que os tucanos patrocinaram a derrubada de Dilma Rousseff e logo em seguida abocanharam 4 ministérios e uma infinidade de cargos no Planalto, os quais lhes foram entregues pelo presidente que iria acabar com a corrupção no Brasil, segundo as antigas manifestações de rua.

Mas, obviamente, que de adequação Aécio Neves e Michel Temer entendem muito bem. Se as malas de dinheiro que receberam da JBS falassem, todos, naturalmente, saberiam o significado real do termo “adequado” neste caso.

Principalmente por que ambos conseguiram adequar direitinho a situação no Congresso Nacional e na justiça federal, apesar das denúncias do Ministério Público Federal contra a prática da corrupção explícita em que se envolveram, com direito a gente correndo com mala de dinheiro pelas calçadas e ruas de São Paulo.

O senador diz agora que a saída deve se dar com “fidalguia” e de maneira “respeitosa” como foi à entrada no governo.

Está claro, portanto, que “respeito” é um substantivo que sua excelência o senador mineiro não sabe exatamente o que é.

 

 

 


Renan Filho questiona o que foi feito com os R$ 2 bilhões de empréstimos

21 de novembro de 2017 • 12:10 pm

O empréstimo de R$ 2 bilhões que o governo passado tomou para sanar os problemas de Alagoas acabou agravando a saúde financeira do Estado, na visão do governador Renan Filho (PMDB).

Ele reuniu a imprensa e fez um balanço das atividades do seu governo nesta terça-feira, 21, no Palácio dos Martírios, quando questionou o que foi feito com o dinheiro que foi tomado emprestado durante o governo de Teotônio Vilela Filho (PSDB).

Renan Filho citou por exemplo que com os R$ 2 bilhões poderia ter sido duplicada a rodovia de São Miguel dos Campos a Arapiraca, que custaria pouco mais de R$ 100 milhões. “Mas não fizeram e agora vamos fazer”, disse.

Ou ainda, segundo ele, poderia ter resolvido o problema do abastecimento de água da cidade de Inhapi, que há anos sofre com a falta de água nas torneiras. “Mas nada foi feito e na próxima semana vamos inaugurar”, reagiu.

Renan Filho: otimismo para 2018

Mas com o empréstimo, chegou à conclusão que a gestão passada poderia ter construído um novo hospital, uma nova maternidade, enfim, dinamizado o atendimento na saúde pública em um Estado cujo número de leitos é inferior aos de Sergipe e João Pessoa. Mas, nada.

Embora, Alagoas seja o quinto Estado mais endividado da Federação, Renan Filho destacou que seu governo está construindo o Hospital Metropolitano, o Hospital da Mulher, em Maceió, além de hospitais regionais.

Não fizeram, destacou o governador, nenhuma escola em tempo integral e nem construíram sequer um ginásio de esportes.

O governo atual, disse ele, gastou R$ 64 milhões dos seus próprios cofres e construiu 65 ginásios de esportes e já tem projetados mais 35 para o próximo ano.

Renan Filho se disse otimista quanto ao rumo do governo no futuro, principalmente por que conseguiu renegociar o pagamento da dívida herdada dos governos anteriores, cujo serviço já foi de 21% no governo Ronaldo Lessa, “e nós conseguimos renegociar e estamos pagando atualmente cerca de 6%”.

Graças a isso, disse, o seu governo tem conseguido atuar com o programa de melhoria da qualidade de vida nas grotas da capital, assim como tem trabalhado em melhores condições de mobilidade urbana em Maceió, “coisa que os governos anteriores nunca se preocuparam em fazer”.

 


Zuleido Veras faz uma reunião de amigos à bordo de jatinho em Macéio

21 de novembro de 2017 • 7:58 am

A pista do aeroporto Zumbi dos Palmares recebeu há menos de 30 dias uma aeronave particular que lá ficou durante horas recebendo visitantes ilustres.

A maioria políticos e velhos amigos do proprietário do jatinho. À bordo os pilotos e o dono muito famoso nas bandas de cá, mas que não queria ser visto em público por razões que a justiça bem conhece.

Quem é ele?

Zuleido Veras, o empreiteiro da Gautama. Aquele mesmo da Operação Navalha.

Operação que em 2007 desarticulou um esquema de corrupção relacionado a obras públicas em várias partes do Brasil, incluindo Alagoas.

Os grampos telefônicos de conversas entre Zuleido e autoridades alagoanas, no entanto, foram anulados no Supremo Tribunal Federal pela ministra Carmem Lúcia, em 2016. Segundo ela, eram provas coletadas ilegalmente.

Mas, o esquema de corrupção envolveu o desvio de mais de R$ 180 milhões, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).

Em Alagoas, a  investigação apurou irregularidades na obra de macrodrenagem do Tabuleiro do Martins, em Maceió, e um suposto superfaturamento de R$ 14 milhões, no governo passado.

Vários políticos foram envolvidos no esquema e denunciados no processo da Justiça Federal

Mas, o certo é que Zuleido fez, recentemente, um pouso em Maceió e foi abraçado pelos amigos de sempre, mas sem sair da aeronave.

O que conversaram nem as turbinas do jatinho testemunharam. Sabe-se apenas que alguns dos que estiveram no  jatinho são candidatos em 2018.

Hein?

 

 


Câmara Federal é acusada de rombo de R$ 26 milhões na Previdência Social

17 de novembro de 2017 • 5:19 pm

A bronca aumenta cada vez mais lá pras bandas do planalto central. Desta vez, a Câmara Federal, onde as leis são aprovadas e, em tese, fiscalizadas, está sendo acusada de provocar um rombo de pelo menos R$ 26 milhões no sistema previdenciário brasileiro, exatamente num momento em que, em nome de um propalado déficit no Instituto de Seguridade Social, o governo Michel Temer tenta emplacar uma famigerada reforma, com impacto de grandes prejuízos em milhares de contribuintes.

Como? Segundo a Receita Federal, o dinheiro vinha sendo retirado há mais de 20 anos, dos cofres do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, do contribuinte comum, e repassado ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC). Tudo na baixa. Encobrindo uma manobra dos deputados para garantir aposentadorias mais gordas, muito além do que é estabelecido como teto do INSS.

A movimentação, considerada ilegal, foi percebida pela Receita em agosto de 2016  e a Casa Legislativa foi notificada, mas não deu a mínima satisfação. Sem resposta, o órgão fiscal já avisou que vai inscrever a dívida no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Com juros e multas, o valor do débito calculado pela Receita é de aproximadamente R$ 28 milhões. E apenas a devolução dos valores referentes aos últimos cinco anos deve ser considerada. O resto deve se perder nas regras da chamada prescrição tributária.

A MANOBRA

Pela regra, o deputado precisa exercer ao menos dois mandatos para ter direito a uma aposentadoria superior à fixada como teto do INSS. Mas, na incerteza de um segundo mandato, eles se abstêm de escolher entre o Regime Geral e o PSSC no prazo estipulado pela Casa (30 dias), e entram com recurso de adesão apenas quando se reelegem, quatro anos depois, optando, então, pelo regime que vai lhe garantir aposentadoria mais polpuda. (E ainda podem pedir ressarcimento dos últimos anos como deputado).

É aí onde entra o nosso dinheirinho suado. Depois do pedido de adesão e ressarcimento, a compensação é feita com o dinheiro do Regime Geral, ou seja, da nossa Previdência.

Resumindo: No INSS, o desconto varia de acordo com o ganho do trabalhador, e mesmo ganhando acima do teto ele só pode ser descontado em 11%. Na mamata do PSSC, o parlamentar contribui também com 11% mas a Câmara entra com uma cota de igual valor, retirada dos cofres públicos. Deixando para optar no segundo mandato, os deputados deixam de contribuir por quatro anos e ainda tem a concessão do benefício sem qualquer perda ou restrição.

É assim. Aposentadoria polpuda para quem trabalha pouco. E a nossa, oh!

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O turismo, a pesca e o sabor de ter um mar

17 de novembro de 2017 • 3:48 pm

‘Eu fui à Espanha, buscar o meu chapéu…’. Na música que permeia o imaginário infantil, alguém foi buscar chapéu nas terras europeias, mas na realidade o prefeito Rui Palmeira foi à Espanha ‘tirar o chapéu’ à grande estrutura turística montada no Distrito de Palamós, com base na atividade pesqueira, coisa que anda tão mal das pernas aqui em nossa cidade.

E não é por falta de peixe no mar (e na lagoa, diga-se de passagem). Mas por falta de políticas sólidas que criem, no entorno dessa atividade milenar, uma cadeia produtiva geradora de emprego e renda, capaz de garantir à população ribeirinha e adjacências, dignidade e qualidade de vida.  Jaraguá – com seu projetado e esperado Centro Pesqueiro – já se tornou piada de salão de festas. O sofrido e conturbado processo de desocupação do espaço, na Vila dos Pescadores, já vai longe e os projetos de beneficiamento da área arrastam-se até hoje, sem se concretizar em obras estruturantes, como foi anunciado.

Quem sabe, agora, buscando inspiração nos ares europeus…

Lá na Espanha, a comitiva capitaneada pelo prefeito – acompanhado do secretário municipal de Turismo, Jair Galvão, do superintendente de Limpeza Urbana, Davi Maia, do presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), Tadeu Assad, e do superintendente do SEBRAE/AL, Marcos Vieira – foi recepcionada pelo prefeito de Palamós, Luís Puig Martorell, que apresentou como funciona o sistema pesqueiro local, numa estreita ligação com a atividade de turismo.

Uma estrutura de fusão econômica que vem dando certo por tantos anos e que inclui equipamentos como o Museu de la Pesca, onde coexistem no mesmo espaço o porto, que recebe as embarcações com os mariscos e pescados, que por sua vez são expostos à curiosidade de nativos e turistas e ali mesmo comercializados a grosso e a varejo, abastecendo o consumo doméstico, as redes de restaurantes e o comércio de alimentos.

Essa união de vertentes econômicas atrai turista, movimenta a pesca e o comércio local e chega a triplicar a população da cidade na alta temporada, mostrando que turismo e pesca podem sim andar juntos, sem a sujeira que costumamos ver por aqui nas balanças de peixe e no mercado público de Maceió.

E pode, sim, dar certo por aqui. Afinal, temos as características costeiras necessárias para concretização de um projeto desse porte. O Centro Pesqueiro do Jaraguá – orçado, inicialmente, em R$ 23 milhões; pensado numa concepção macro, com toda uma infraestrutura de cadeia produtiva ao redor – precisa sair do marasmo em que se encontra; precisa fluir e atrair nativos e turistas ao sabor do nosso mar e da importância histórica e econômica do bairro.

É preciso ampliar o foco além do lazer de ‘shopping center’; do turismo de elite; e investir em alternativas mais abrangentes às diversas escalas sociais, ampliando espaços para que possamos dizer aos nossos filhos e netos: Vamos ao museu da pesca; vamos ali ver o mar!