25 de março de 2017 • 7:44 am

Brasil

Brasil, País dos trambiques e das infrações, segundo Gilmar Mendes

Ministro cobrou investigação sobre os vazamentos dos depoimentos sigilosos da Lava Jato.

Por: Da Redação
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Defensor da anistia ao caixa 2, da lista fechada para as eleições proporcionais já em 2018 e e absolutamente revoltado com o vazamento dos depoimentos da Operação Lava Jato, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, chegou a dizer em seminário da instituição que o Brasil “é como se fosse o País dos trambiques, de ingrações”.

Mendes: País dos trambiques.

No ato, ele cobrou uma ampla investigação sobre os vazamentos dos depoimentos  sigilosos de executivos da empreiteira Odebrecht, nos quais são relatados supostos repasses ilegais à campanha da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014.

“Deploro vivamente, seriamente, e exijo que façamos a investigação desse vazamento agora lamentavelmente ocorrido”, afirmou Mendes. “Acho que isso fala mal das instituições. Assim como nós não podemos praticar vazamentos aqui, ninguém pode fazê-lo, nem procuradores, nem juízes, nem ninguém.”

Na última quarta-feira (22), o ministro do TSE Herman Benjamin encaminhou aos demais ministros da Corte o relatório parcial sobre a ação, relatada por ele, que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico. O objetivo foi permitir que os ministros comecem a preparar os votos no caso.

No documento, constam trechos dos depoimentos de ex-executivos da Odebrecht, incluindo o de Marcelo Odebrecht, ex-presidente executivo da empresa. As declarações encontram-se sob segredo de Justiça, por força de uma cláusula nos acordos de delação premiada firmados pelos depoentes com a força-tarefa da Lava Jato.

No dia seguinte à distribuição do relatório, no entanto, trechos dos depoimentos foram amplamente divulgados pela imprensa. Por meio de um despacho assinado pelo juiz auxiliar, Bruno Lorencini, Benjamin determinou a investigação dos vazamentos, que podem configurar crime previsto no Código Penal.

Recentemente, Gilmar Mendes acusou a Procuradoria-Geral da República (PGR) de vazar informações sigilosas relativas à Lava Jato e fez alusão a uma possível anulação de provas em decorrência do ato. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reagiu afirmando que a acusação era “mentirosa”.

 

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