13 de agosto de 2016 • 1:20 pm

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Brasil x Brasil: O jogo que eu pagaria pra ver

Há quem diga que a diferença está nos pés, mais especificamente no tamanho salto

Por: Fátima Almeida
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Não tem como não comparar. A Seleção Brasileira de Futebol Feminino está na mesma vitrine da seleção masculina, com os mesmos holofotes e o mesmo grau de exposição: os Jogos Olímpicos Rio 2016.

E, que me perdoem as estrelas masculinas do nosso futebol – temos uma verdadeira constelação – mas independente de medalha, quem brilha nestas Olimpíadas são as meninas; em cada jogo, em cada lance.

Há quem diga que a diferença está mais nos pés do que na técnica ou em qualquer condição. Aliás, está exatamente no calçado: “as mulheres da Seleção Feminina jogam de chuteira, enquanto as estrelas do futebol masculino jogam de salto alto”. Será? Essa é pra rir.

Mas, de verdade, a diferença está na garra, no dinamismo de cada partida, na força e na vontade de jogar futebol, com que se apresentam as meninas do Brasil. E não tem como vê-las jogando, sem pensar no que faria cada jogador da Seleção Masculina, em cada situação: na queda, na manha, na disputa da bola, na busca do gol.

Não tem como deixar de comparar a malícia com que os meninos se jogam em cada falta, o tempo que ficam no chão, o jogo parado; com a agilidade com que as meninas se levantam a cada sopapo e se jogam de volta no lance, na disputa pela bola, na defesa da jogada.

Dá pra comparar, respeitando as diferenças de gênero? Claro que sim. As regras são as mesmas.

Mas com elas é bola rolando o tempo todo. É show de bola!

Na dúvida, que tal uma partida entre as meninas e os meninos da Seleção Brasileira de Futebol?

Taí um jogo que eu pagaria pra ver.

Só eu?

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