26 de Abril de 2015 • 8:57 am

Política

Briga entre Eduardo Cunha e ministro da Fazenda ameaça o ajuste fiscal

O Planalto acendeu a luz vermelha mais uma vez, quando o tempo esquentou entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levi, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O ajuste fiscal por um fio.

Por: Da Redação
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Brasil – É cada vez mais tensa a relação do governo Dilma com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). A cada conversa Cunha se arma com o respaldo da chamada bancada BBB – da bala, do boi e da Biblia. O mais recente embate foi com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que acusou o parlamentar de querer fazer a farra fiscal no País, com as tentativas que tem feito de derrubar o ajuste fiscal do governo.

Os dois discutiram de forma áspera durante as negociações que amplia o raio de ação do projeto de terceirização. A briga entre eles gerou a apreensão no gabinete da presidente Dilma, uma vez que, contrariado, Cunha tem peso suficiente para derrubar o ajuste fiscal na Câmara. E por essa ameaça o Palácio do Planalto não esperava.

Durante os entreveros, Cunha teria cobrado Levy por tentar obrigar o PMDB a apoiar uma proposta para aumentar a arrecadação, quando o próprio PT estava contra o projeto. Foi aí que o presidente da Câmara disse que o ministro estaria subestimando a inteligência dele, enquanto o outro elevava o tom de voz na confusão.

Assim Levy teria alertado para o processo da farra fiscal que a Câmara pretende promover e Eduardo Cunha respondeu aos costumes: – Farra é o que vocês querem fazer. – Assim acabou a reunião das autoridades planaltinas.

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