4 de Fevereiro de 2018 • 1:51 pm

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Cadê os aliados de Temer? STF deve julgar presidente do PT ainda este ano

Três anos sem julgar qualquer parlamentar envolvido na “Lava-Jato”, a Corte tenta, em ano eleitoral, julgar a senadora Gleise Hoffmann, presidente do PT. Mas cadê os ministros de Temer? 

Por: Vinicius Firmino
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Deveria ser algo normal, mas estranha é a celeridade que o Supremo Tribunal Federal (STF) está dando aos processos que envolvem políticos com foro privilegiado. Após três anos sem julgar qualquer parlamentar envolvido na “Operação Lava-Jato”, o STF resolveu, logo em ano eleitoral, adiantar os processos que se encontram na corte brasileira. E vai começar por quem? Pela senadora Gleise Hoffmann, que também é presidente do PT.

Gleisi é presidente do PT

Na última quinta-feira, dia 1º de fevereiro, o relator e ministro Fachin liberou o processo ao ministro Celso de Mello que deverá revisar e liberar a ação para o julgamento, que deve ocorrer ainda neste ano na Segunda Turma da Corte. Hoffmann é acusada, junto de seu Marido, Paulo Bernardo, de receber R$ 1 milhão para a campanha ao Senado, em 2010.

Mas nem sinal de movimentação da Corte brasileira aos medalhões de outros partidos e ao ministros do presidente Michel Temer, citados e denunciado na Lava-Jato. O ritmo do processo deles caminha a passos de tartaruga.

Desde a grande lista de políticos corruptos na Lava-Jato, divulgada pelo ex-procurador Rodrigo Janot, há três anos, o STF vinha caminhando com lentidão. Janot tinha pedido a abertura de 54 inquéritos mas o Supremo rejeitou quatro pedidos e depois 11 foram arquivados. Desta primeira lista, só viraram réus, até agora, Gleisi e Eduardo Cunha, que está preso, e deputados sem maior expressão como Nelson Meurer (PP-PR), Aníbal Gomes (MDB-CE) e Vander Loubet (PT-MS), além o senador Valdir Raupp (MDB-RO).

Ainda no ano passado, Janot apresentou uma nova lista, com 83 pedidos de investigação de políticos. Entre eles  os ministros de Temer Marcos Pereira, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Gilberto Kassab, Bruno Araújo e Aloysio Nunes Ferreira. Nenhuma movimentação da última instância brasileira.

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