9 de junho de 2015 • 2:41 pm

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UE do Agreste registra redução de vítimas de acidente com moto

Incidência ainda é principal causa de internamentos na Unidade de Emergência

Por: Fátima Almeida
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Redação com Assessoria
Ortopedista Rodrigo Fernando (Foto: Adalberto Custódio)

Ortopedista Rodrigo Fernando (Foto: Adalberto Custódio)

Os números da Unidade de Emergência (UE) do Agreste, em Arapiraca, apontam redução de 7% no número de atendimentos a vítimas de acidentes com moto, este ano, em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado. De acordo com as estatísticas, entre 1º de janeiro e 22 de maio de 2015, foram atendidas no hospital 4.280 pessoas, vítimas de queda ou atropelamento envolvendo motocicletas. No mesmo período do ano passado foram 4.615 atendimentos.

Ainda assim, os números, em geral, continuam altos e preocupam profissionais de saúde da UE do Agreste, referência em traumas de média e alta complexidade no interior do estado.

Alagoas ocupa, atualmente, a 19ª posição no ranking de mortes por acidentes de motocicletas, com 4,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Nos últimos seis anos, esse tipo de acidente foi responsável pelo crescimento de 115% das internações hospitalares no SUS.

Segundo especialistas, os jovens do sexo masculino lideram os atendimentos causados por acidente de moto, e grande parte é provocada por imprudência e desrespeito às leis do trânsito. As fraturas em membros inferiores e região do tórax são as mais comuns, seguidas por fraturas no crânio, o chamado Traumatismo Craniano Encefálico (TCE), provocado pelo descuido no uso de capacete.

De acordo com o ortopedista Rodrigo Fernando Lourenço de Amorim, uma fratura na perna, quando não exposta, pode demorar entre quatro e seis meses para a total recuperação. Já as expostas, dependendo do caso, podem deixar sequelas para o resto da vida, incluindo amputações, infecções crônicas ou o encurtamento do membro fraturado.

Além dos transtornos na vida do acidentado e da sua família, esse tipo de acidente também costuma gerar altos custos para o Estado. O ortopedista destaca que as cirurgias, nesse tipo de acidente, costumam ser caríssimas, o tempo de internação hospitalar é muito longo, e nos casos de sequelas graves, há também os custos de benefícios previdenciários por incapacidade temporária para o trabalho ou invalidez permanente.

Ele cita pesquisa do Ministério da Saúde, segundo a qual, em 2014, Alagoas gastou R$ 817 mil somente em internações hospitalares com vítimas de acidentes de moto.

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